Entre 1 de Janeiro de 2014 e 31 de Dezembro de 2015, numa altura em que o tráfego rodoviário na única estrada que conecta o nosso país entre o Norte e o Sul estava condicionado ao trânsito com escoltas militares, devido a guerra envolvendo Forças Governamentais e do partido Renamo, na região Centro, a única empresa de aviação civil com voos regulares entre as capitais provinciais registou uma redução da procura dos seus voos domésticos em cerca de 15%.
De acordo com o Relatório e Contas de 2015 das LAM, a que o @Verdade teve acesso, no global a rubrica de “venda de bens e serviços” reduziu de 5.580.625.766 meticais, em 2014, para 5.090.325.931 meticais, em 2015. As receitas com passageiros nas rotas domésticas caíram de 2.508.796.836 meticais para 2.015.096.616 meticais.
A
Administração das Linhas Aéreas de Moçambique não esteve disponível para
explicar ao @Verdade como é possível perder dinheiro sendo a única
companhia a voar regularmente dentro do nosso país e com preços
exorbitantes.
A título comparativo uma viagem Maputo - Pemba – Maputo, que demora cerca de 3 horas, custa tanto quando uma viagem de 8 a 11 horas entre a capital moçambicana e a capital da Turquia ou a cidade do Dubai.
No segmento de carga, onde também opera em monopólio, as LAM registaram perdas de mais de 14 milhões de meticais.
O serviço de correio da companhia aérea moçambicana também registou prejuízos, as receitas de 3,5 milhões de meticais em 2014 caíram para 1,8 milhões de meticais em 2015.
Perda de receitas em voos regionais, dívidas a fornecedores e à banca
O Relatório e Contas na posse do @Verdade revela ainda que nos voos regionais a companhia de bandeira nacional viu as suas receitas com passageiros descerem de 1,2 bilião para 1,1 bilião de meticais mas aumentou os seus ganhos no transporte de carga de 33,5 milhões para 41,7 milhões de meticais.
Paralelamente
as perdas de negócio os custos operacionais das LAM continuaram a subir
tendo fechado o exercício de 2015 com perdas acumuladas de mais de 4
biliões de meticais e numa situação de falência técnica.
Juntam-se à essas perdas de receitas dívidas a fornecedores, que entre 2014 e 2015 aumentou de 745.384.392 meticais para 1.696.669.414 meticais, e passivos na banca que ascendem a 8,9 biliões de meticais.
O Governo de Filipe Nyusi, principal accionista da empresa com 96% do capital social, que injectou alguns biliões de meticais para evitar a falência das Linhas Aéreas de Moçambique tem manifestado o seu desejo de intervir e reestruturar a chamada companhia de bandeira, todavia não são conhecidos esses planos.
@VERDADE - 12.07.2017
A título comparativo uma viagem Maputo - Pemba – Maputo, que demora cerca de 3 horas, custa tanto quando uma viagem de 8 a 11 horas entre a capital moçambicana e a capital da Turquia ou a cidade do Dubai.
O serviço de correio da companhia aérea moçambicana também registou prejuízos, as receitas de 3,5 milhões de meticais em 2014 caíram para 1,8 milhões de meticais em 2015.
Perda de receitas em voos regionais, dívidas a fornecedores e à banca
O Relatório e Contas na posse do @Verdade revela ainda que nos voos regionais a companhia de bandeira nacional viu as suas receitas com passageiros descerem de 1,2 bilião para 1,1 bilião de meticais mas aumentou os seus ganhos no transporte de carga de 33,5 milhões para 41,7 milhões de meticais.
Juntam-se à essas perdas de receitas dívidas a fornecedores, que entre 2014 e 2015 aumentou de 745.384.392 meticais para 1.696.669.414 meticais, e passivos na banca que ascendem a 8,9 biliões de meticais.
O Governo de Filipe Nyusi, principal accionista da empresa com 96% do capital social, que injectou alguns biliões de meticais para evitar a falência das Linhas Aéreas de Moçambique tem manifestado o seu desejo de intervir e reestruturar a chamada companhia de bandeira, todavia não são conhecidos esses planos.
@VERDADE - 12.07.2017
Sem comentários:
Enviar um comentário