sexta-feira, 28 de abril de 2017

RENAMO REUNIDA NA DIÁSPORA

Propriedade do Departamento de Informação Sai as Quinta Feiras * Distribuição Gratuíta * Maputo, 20.04.2017 * Edição nº 208 Ano 4 A representação da RENAMO pelo círculo da Europa, esteve reunida com membros e simpatizantes deste partido na Alemanha. A reunião decorreu na cidade de Berlim, no passado sábado, dia 15 de Abril corrente. Contactado via telefone Antó- nio Chichone, representante da RENAMO em Portugal e por sinal o organizador deste encontro, referiu que a reunião contou com a participação de membros e simpatizantes provenientes de diversos locais: “Mainz, Hamburg, Munique, Bochum, Halle, Karlsruhe que percorreram longas distâncias até ao local do encontro, aproximadamente foram 8 horas ao volante”. Para além de terem passado em revista o último processo eleitoral, traçaram estratégias para as Eleições que se avizinham, tendo já iniciado a cria- ção de grupos de trabalho em todas as Cidades possíveis da Alemanha. Foi apreciado o relatório do círculo Eleitoral da Europa, e foi dada a informação geral sobre a situação política e militar em Moçambique, tendo esclarecido sobre a trégua, o processo de negociações em curso, que envolve a questão da descentralização da administração Pública e assuntos militares. Tendo por fim reflectido acerca da situação económica de Moçambique. RENAMO REUNIDA NA DIÁSPORA 2 Editorial O ESTADO DA (IN) JUSTIÇA DA MADAME BEATRIZ BUCHILI A Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, foi esta semana à Assembleia da República (AR) para dar a conhecer ao Povo moçambicano, ao que se esperava ser a verdadeira informação anual sobre o estado da justiça no país. Infelizmente, quando se esperava que Beatriz Buchili fosse dar conhecimento sobre o estágio dos diversos processos criminais que tem em seu poder, vimonos burlados, por uma procuradora-geral que foi a casa do Povo para contar histórias que toda a gente está cansada de saber. Segundo a procuradora, a corrupção e o desvio de fundos do Estado, envolvendo os servidores públicos, titulares e membros de órgãos públicos, continua longe de ser estancada, sem contundo mencionar se esses tais corruptos foram identificados e punidos. Se num passado que todos nós lembramos, o então procurador-geral, Eduardo Mulembwe havia garantido que tinha a lista de corruptos que iria publicar, mas que nunca chegou a apresentar, e um outro procurador, Augusto Paulino o tinha imitado, ao nos brindar com insinuações de que as construções imobiliárias que abundam em Maputo eram obras da levagem de dinheiro mas sem também apontar sequer um dos branqueadores, não ficariamos surpreendidos com a aparição da Beatriz Buchili com a mesma ladainha de sempre. A maioria dos moçambicanos, não acreditamos na capacidade desta Procuradoria-Geral assim como de toda a máquina da administração da Justiça em travar os roubos ao Povo moçambicano, sendo prova disso o caso da EMATUM que está a vegetar nas gavetas da PGR. Até porque a senhora Beatriz Buchili, não tem capacidade de fazer cumprir as leis, se tivermos em conta que dos 6.757 servidores públicos, titulares e membros de órgãos públicos sujeitos à declaração de bens, mais da metade ainda não o fez, e ela nunca os exigiu. Para além de trazer números que todos nós sabemos, a PGR veio contar anedotas sobre vários processos administrativos, para no fim, no lugar de apresentar soluções enérgicas, voltar ao coro de lamentações sobre alguns assuntos candentes, a par do que o povo tem feito e os seus antecessores também fizeram. Segundo a madame Beatriz, a PGR levou a cabo uma série de acções de sensibilização dos servidores públicos e cidadãos para que se coibissem de cometer a corrupção, uma acção que a nosso ver cabe as igrejas, mas que agora foi usurpada pela PGR. Todavia, segundo a nossa PGR, as pessoas bem posicionadas na sociedade e no governo trouxeram à tona a sua ganância desmedida pelo dinheiro do Estado, tendo sacado e/ou se beneficiando de quantias elevadas. Um dos casos que deixaram a sociedade boquiaberta diz respeito a um gestor sénior da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que exigiu, a seu favor, 800 mil dólares norte-americanos como condição para que a firma que geria levasse avante um contrato de compra e venda de duas aeronaves da empresa de uma companhia brasileira, em 2008. Beatriz Buchili nao se referiu a nomes mas sabe-se que se trata de José Viegas, antigo presidente do conselho de administração das LAM, e a Mateus Zimba, antigo director da Petrolífera Sasol em Moçambique e Executivo Regional da General Electric Oil & Gás. A lista dos casos de corrupção e sem desfecho é deveras extensa, embora haja que reter de que Beatriz Buchili chegou à PGR pela mão do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, em Julho de 2014. Foi entre 2011 e 2014, que a “Odebrecht”, num escândalo baptizado como “Lava - Jacto” no Brasil, construiu o Aeroporto de Nacala após ter pago subornos a funcionários públicos moçambicanos, no valor de aproximadamente 900 mil dólares norte-americanos, para conseguir contratos de edificação daquele majestoso empreendimento considerado um autêntico “elefante branco”. Neste contexto, estranha-se que a procuradora tenha esquecido/omitido, no seu relatório, um caso que ainda carece, sobremaneira, de esclarecimento público. Aliás, também não falou muito sobre os casos de assassinato do professor Gilles Cistac, Jeremias Pondeca, José Manuel, o atentado contra o senhor Manuel Bissopo, muito menos das valas comuns. Por tudo isso, não restam dúvidas para afirmarmos que fomos injustiçados e burlados pela Procuradora-Geral da República. Ficha técnica Director:Jeronimo Malagueta; Editor: Gilberto Chirindza; Redacção:Natercia Lopez; Colaboradores: Chefes regionais de informação; Maquetização: Sede Nacional da Renamo Av. Ahmed Sekou Touré nº 657; Email: boletimaperdiz@gmail.com Cells: 829659598, 844034113; www.renamo.org. Nº de Registo 07/GABINFO-DEC/2015 “A Semana em foco” Um programa radiofónico que faz análise dos temas políticos e sociais de destaque semanal. Sintonize e escute a frequência 90.0FM Rádio Terra Verde Acompanhe em todos os sabádos das 11:00 às 12:00 horas Participe! 821075995 ou 840135011 3 ERRATA: PARLAMENTO APROVA PROPOSTA DA RENAMO SOBRE LEI DOS MEDICAMENTOS, VACINAS E OUTROS PRODUTOS BIOLÓGICOS Na nossa última edição, publicamos erradamente uma notícia com o título “ PARLAMENTO APROVA PROPOSTA DA RENAMO SOBRE LEI DOS MEDICAMENTOS, VACINAS E OUTROS PRODUTOS BIOLÓGICOS” na qual dávamos conta que “foi das raríssimas ocasiões que uma proposta de lei vinda da oposição conseguiu aprovação na casa do povo. Dizíamos que “Sim, é no decorrer desta V sessão da VIII legislatura da Assembleia da República, reunida no dia 8 do passado mês de Março” acrescentando que “realmente é caso para espantar, que a proposta de revisão da Lei 4/98 de 14 de Janeiro, conhecida como Lei dos Medicamentos, Vacinas e Outros Produtos Biológicos, tenha colhido consenso no Parlamento”. Na verdade, a proposta de lei foi da autoria do Ministério da Saúde e não da Bancada da RENAMO como erradamente noticiámos. À Bancada da RENAMO apenas apoiou a proposta, através da mensagem apresentada na mesma edição. Pelos transtornos causados, a Direcção Editorial do Boletim “A Perdiz” endereça sinceras desculpas ao proponente e à Bancada da RENAMO em especial e aos leitores no geral. A Direcção Editorial O presidente da RENAMO Afonso Dhlakama dirigiu em teleconferência, uma reunião que contou com cerca de mil participantes entre Delegados Políticos (Provincial, Distritais, Cidade de Chimoio. Postos Administrativos, Localidades e Bairros) e quadros da Delegação Política Provincial. O evento teve lugar no dia 19 do corrente mês de Abril, na sala de conferências da Cruz Vermelha de Moçambique. Falando aos presentes, o Presidente Dhlakama, assegurou a todos que lá em Gorongosa estão a gozar de boa saúde, trabalhando arduamente para a conquista de uma democracia genuína para Moçambique. Fez lembrar aos presentes que em Maputo foram constituí- dos dois grupos de negocia- ção sobre a descentralização e assuntos militares. Tendo deixado claro que a descentralização da administração pública em Moçambique será uma realidade, pois a RENAMO lutou pela democracia que se resume em justiça liberdades e respeito dos direitos humanos. No tocante aos assuntos militares, Dhlakama referiu ser necessário revisitar-se o acordado PRESIDENTE AFONSO DHLAKAMA NÃO VAI A CONFERÊNCIA DA BEIRA continua na pág 4 4 em Roma, deixando claro q u e os oficiais da RENAMO, serão reintegrados nas Forças da Defesa e Segurança (SISE, UIR, PRM ), etc, constituindo- -se desta forma um exército isento de partidos, um exército republicano. Fazendo referência as especulações que dão como certa a presença do presidente Dhlakama na cidade da Beira num futuro breve, ele sancionou: “Eles sabem que por razões de segurança não posso ir para Beira participar nesta conferência, mas quero acreditar que alguns membros, ou mesmo o Secretário-Geral, Chefes de Departamentos, a Chefe da Bancada ou outros quadros do partido tenham sido convidados. Portanto, não estarei presente nesta conferência porque ainda me encontro nas matas. Participarei em várias conferências quando estiver já a andar ai na cidade”. Reagindo acerca da visita da Governadora de Sofala à casa do Régulo Mangunde, por sinal pai do Presidente Dhlakama, comentou que esta visita ao seu progenitor aconteceu na qualidade de régulo da região de Mangunde e não como pai do presidente da RENAMO. Não deixou de falar acerca da sua visão sobre a governação do país, tendo garantido que para a RENAMO a agricultura é base do desenvolvimento do País. Disse ainda que quando a RENAMO assumir o poder em Moçambique, vai subsidiar os agricultores e vai garantir a segurança alimentar, assim como condições de emprego. O Presidente Dhlakama criticou ao Governo da Frelimo pelo facto de propalar as coisas e não praticá-las. Referindo-se a governação das províncias, o Presidente Dhlakama disse que os Governadores provinciais serão eleitos por sufrágio directo e universal, de maneiras que o Partido que ganhar na Província, formará o seu governo. Esclareceu que a iniciativa da declaração da trégua nesta tensão politico militar em que o país se encontra mergulhado, situação que a pró- pria Frelimo provocou tem como finalidade facilitar a produção, boa circulação de pessoas, bens e serviços. A dado passo da sua intervenção assegurou que apesar das perseguições perpetradas pelo governo da Frelimo contra a sua integridade física e moral, através das emboscadas ocorridas em Chibata- -Maforga e Amatongas, que conheceram o epicentro com o cerco da sua residência na Cidade da Beira, não guardava ódio contra a Frelimo. Foi assim que o presidente Dhlakama pediu contenção aos membros no sentido de não se deixarem levar pelo sentimento de vingança, pelo facto de a Frelimo ter andado a sequestrar e assassinar os quadros, membros activos e simpatizantes da RENAMO. Apelou assim aos presentes para não agirem com ódio contra os membros e dirigentes da Frelimo pelo mal que eles cometeram de assassinar muitas pessoas ligadas a RENAMO. Para terminar, o Presidente da RENAMO dedicou uma extensa parte da teleconferência, para falar sobre a organização interna do Partido. Tendo orientado sobre a necessidade de revitalização das Delegações Politicas a todos os níveis assim como, as organizações Especiais do partido. O delegado político da RENAMO na cidade de Maputo, apelou aos jovens membros da Liga da juventude do seu partido na capital do país, a organizarem - se como única forma de enfrentarem desafios do futuro e tornar a organização mais coesa e forte. Arlindo Bila, que falava num encontro, por ele convocado, com aproximadamente uma centena de jovens, na passada terça-feira, dia 18 de Abril, na sede daquela organização polí- tica, recordou aos jovens que, a juventude é a força e o futuro da organização e do país. “Ninguém virá de fora para organizar a Liga da cidade, vocês é que têm esse papel de se organizar e programarem as vossas actividades”. Rematou Bila. Arlindo Bila, apelou ainda aos jovens filiados àquela organiza- ção a ler e estudar o seu estatuto. Intervindo no encontro, os jovens da LJR presentes, foram unânimes em afirmar que a organização precisa de se reorganizar desde a província até a ala ou quarteirão. Aqueles jovens, apelaram ainda à comissão de gestão criada na sequência da ausência do presidente interino da LJR cidade de Maputo, Célio Magaia, a acelerarem o processo de revitalização das bases e prepara- ção da conferência provincial prevista para o presente ano. Netinho, presidente da Liga da Juventude do bairro Albasine, afirmou haver demora na realização da tão esperada conferência provincial que irá eleger os órgãos que compõem aquela organização ao nível da província. Recorda se que a Liga da Juventude da RENAMO na cidade de Maputo, está sem presidente eleito há mais de cinco anos, estando a ser gerido actualmente por uma comissão de gestão chefiada por Marcial Macome. “OS JOVENS DEVEM SE ORGANIZAR DE MODO A ENFRENTAREM DESAFIOS FUTUROS” -Defende Arlindo Bila, delegado político da RENAMO da cidade de Maputo continuação da pág 3 Excelências Cumprindo com o preceito legal, eis-nos aqui apreciando a Informação Anual do Procurador-geral da República. A Informação não difere de tantas outras apresentadas, à esta Casa Magna. No que tange à prevenção e combate a corrupção, importa referir que o crime de grande monta é cometido por barões, continua impune, sem acusados, presos nem julgados. É assim, que para o caso das Linhas Aéreas de Moçambique - LAM, pag. 58, envolvendo USD 800.000 (oitocentos mil Dólares), de comissão cobrada por um funcionário, para compra de um avião, apenas existe simulação de que algo acontece, porque o caso foi despoletado pela imprensa internacional, mas cá por Moçambique, como sempre, não há prisão, nos termos da lei, nem julgamento. Ao nível internacional, está tudo esclarecido sobre os contornos desse processo, dos valores, das pessoas envolvidas e o objecto da corrupção, mas em Moçambique a Procuradoria continua dizendo que aguarda mecanismos de cooperação internacional e judiciária. O mesmo acontecendo com os valores desviados do Fundo de Desenvolvimento Agrá- rio. Com relação a EMATUM, PROINDICUS e MAM, o cená- rio é o mesmo. O assunto é despoletado a nível da comunicação social internacional, negada pelas autoridades governamentais, apadrinhada pela sua bancada parlamentar nesta Magna Casa, para depois de tanta evidência reconhecer e tentar transformar o ilegal em legal. Para este caso, a nível internacional já está tudo esclarecido, com valores, nomes, o papel das pessoas envolvidas na vergonhosa operação, mas em Moçambique continuam operações para branquear o roubo que o Estado moçambicano está sofrendo. Para este caso, a Bancada Parlamentar da RENAMO oficiou a Procuradoria-Geral da República, como guardiã da legalidade e advogada do Estado, no sentido de impedir que a dívida privada, contra- ída ilegalmente e à margem da Constituição da República, fosse transformada em dívida soberana a ser paga por todos os moçambicanos. Mas, infelizmente, o Ministério Pú- blico, dirigido pela Digníssima Procuradora, ignora. O que mais choca o Povo moçambicano, é o facto de a instituição guardiã da legalidade ter assistido a discussão da Conta Geral do Estado referente aos anos de 2013 e 2014, e agora, assiste impá- vida e serena a tentativa do Governo inserir os valores das duas dívidas na Conta Geral de 2015. Oficiosamente, pode agir mas não o faz por sua dependência do poder político, apesar de inteligente, dificultando o exercício de seu papel de protector do Património do Estado. Vivemos num País de faz de contas. Onde a justiça depende do poder político, onde o judiciário não é livre. A expectativa dos moçambicanos é enorme com rela- ção a aquilo que no dia-a-dia desestabiliza os seus lares, as suas vidas, a dívida oculta, escondida, contraída pelo governo. Por causa dessa dívida está a sofrer na carne. O custo de vida, cresceu em quase ou em 100%. O preço do pão alimento do pobre subiu, o transporte disparou. Aos funcionários públicos lhes foram retirados os subsídios, o que os torna cada vez mais incapazes de fazer face à crise económica que se vive no país. E no entanto, as decisões de responsabilizar aos construtores da dívida estão cada vez mais lentas. A auditoria as dívidas ocultas/escondidas vai de adiamento em adiamento, beneficiando de novos prazos da entrega do relatório, e, enquanto isso, o povo vai-se sufocando cada vez mais. Serão estes adiamentos um compasso estratégico para a confirmação da inserção da dívida oculta, na Conta Geral do Estado? Seja como for o que nos preocupa é o facto de a Informação não fazer nenhuma referência a razão dos repetidos adiamentos de forma clara e objectiva e sem ambiguidade. Será que o patrão, Povo moçambicano, não tem direito de saber? A consciência dos que herdarão este País cresce a galope. Para dizer que o patrão e os patrõezinhos estão atentos a aquilo que os afecta e preocupa. Na pág. 42, da Informação trata da violência doméstica. Refere-se à forma bárbara e com novas modalidades de sua prática que alarmaram a sociedade, constituindo um atentado aos continua na pág 5 5 A Bancada Parlamentar da RENAMO na Assembleia da República, acusou no dia 19 de Abril corrente, no decorrer desta V sessão da VIII Legislatura da Assembleia da Repú- blica, pela voz da deputada Maria Angelina Dique Enoque a procuradoria-geral da Repú- blica de defraudar as expectativas do povo moçambicano com relação a dívida oculta ou escondida contraída pelo governo, que segundo ela “no dia-a-dia desestabiliza os seus lares e as suas vidas”. No decurso da intervenção a deputada disse: “…a Bancada Parlamentar da RENAMO oficiou a Procuradoria-Geral da República, como guardiã da legalidade e advogada do Estado, no sentido de impedir que a dívida privada, contraída ilegalmente e à margem da Constituição da República, fosse transformada em dí- vida soberana a ser paga por todos os moçambicanos. Mas, infelizmente, o Ministério Público, dirigido pela Digníssima Procuradora, ignora.” Eis na íntegra o discurso da Maria Angelina, deputada e Membro da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade: NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA VIVEMOS NUM PAÍS DE FAZ DE CONTAS Todos acompanhamos com alegria a notícia das inspec- ções que estão sendo feitas aos grandes restaurantes mas este contentamento logo esmorece perante a análise dos factos uma vez que se trata de uma inspecção amputada, além de ridícula porque tardia. Afinal porque é que só agora acontece tudo isto? O que fazia a inspecção durante tantos anos? E por que só há inspec- ção para os restaurantes? As grandes multi-nacionais, não são faladas, o Governo não inspecciona, não defende os direitos dos trabalhadores, não obriga ao cumprimento da Constituição. Roubalheiras do Estado sempre fizeram parte das tradições governamentais em Moçambique Independente e agora, começa a Inspecção a trabalhar apenas para um sector e muito timidamente fala-se das padarias, que nem sentiram o efeito da tal visitação, pois continuam fazendo pão anormal. Anormal por causa do seu tamanho e peso e qualidade. Os outros ficam como sempre estiveram. Nenhum patrão está sendo sancionado porque não paga os seus trabalhadores, não realiza devidamente os contratos de trabalho, e mesmo os contratos feitos com inúmeras irregularidades que lesam o trabalhador, não são sancionados. Se é que são, é que não são publicados. Qual é a razão para a dualidade de critérios? Por que razão a inspecção acontece timidamente? No passado ouvimos alguma mexida pelos supermercados, banindo-se os produtos fora de prazo. Mas foi sol de pouca dura! Pelos vistos, deram-se mal porque foram tocar algum intocável e deve ter havido uma chamada de atenção a associação do consumidor e isso desencorajou. Está tudo de novo na mesma. Acaso faltam quadros à Inspecção do Estado para ter que limpar a podridão do país apenas pela parte dos restaurantes e apenas na zona de cimento da cidade de Maputo? É de saudar a limpeza e purificação dos restaurantes, mas não se pode deixar de reclamar pelos outros sectores da vida nacional. Todos somos Moçambique, e Moçambique não pode ter umas partes eleitas para serem limpas, e outras para serem sujas, desorganizadas, ingovernáveis. O Governo tem que ser pai de todos. Não são apenas os que gostam de comer nos restaurantes de luxo, mas todos os Moçambicanos. O Governo tem que governar todos os Cantos, todos os sectores, todas as curvas. Não pode ser apenas Governo dos restaurantes. Qualquer moçambicano, ou habitante de Moçambique, mesmo estrangeiro, tem que sentir que vai ser chamado à pedra se infringir a lei, vai ser apoiado se for ilegalmente prejudicado, vai ser protegido ser estiver em perigo ou em dificuldades. 6 continuação da pág 5 OFENSIVAS INCOMPLETAS DA INSPECÇÃO DO ESTADO m a i s elementares direitos do Homem. De facto, a imprensa tem sido útil no anúncio e divulga- ção destes actos macabros. Tradicionalmente, a violência doméstica era perpetrada pelos homens contra a mulher, que, pacificamente, se humilhava e sofria em silêncio. Mas hoje algumas mulheres se erguem para responder a violência que sempre existiu, com actos bárbaros. Os processos crimes têm tido o destino de tantos outros para além de a punição dos crimes de violência doméstica ser branda. É tempo de reflexão, conjunta neste momento em que se está em processo de Revisão do Código Penal e do Có- digo de Processo Penal nesta Magna Casa. Outro tipo de crime de que não se faz referência, é das valas comuns nas províncias de Manica e Sofala. Situação esta que levou a intimida- ção e instrumentalização das pessoas inqueridas. A Procuradora-Geral da República comprometeu-se a investigar e trazer resultados. Para quando o trato deste macabro crime? Para quando a sua responsabilização? Será que aqueles nossos concidadãos mereciam aquele tratamento criminoso? • A divulgação das sentenças com penas agravadas, seria uma forma para não incentivar a prática destes crimes. Muitos destes actos são praticados por casais jovens que já não têm a paciência da geração de algumas de nós, das nossas mães e avós, mas que vivenciaram esse fenó- meno praticado pelo pai, avó, etc, etc. No passado, a falta de diá- logo, a intolerância, o ciúme, a desconfiança, o consumo de álcool e droga sempre existiram, mas a diferença, é que o agredido era pacífico e sofria em silêncio e nunca se ergueu. Ainda em relação a violência doméstica reportam-se casos de agressões físicas e homicídios ou tentativa. Necessário se torna, que a justiça haja, a tempo de evitar mortes, pois, existem casos em que a vítima denuncia e a entidade policial não toma a sério, resultando na vingança do agressor que não poucas vezes termina com a morte da vítima. Por outro lado, existe outro tipo de violência doméstica de certa forma invisível, que é a violência psicológica. Esta existe e é difícil prová-la, mas provoca enormes danos nas vítimas, pelo que são aspectos que a Procuradoria-Geral da República deveria aprofundar, com vista a proteger a sociedade desse mal. Excelências A terminar, é tempo de se reflectir passados mais de vinte anos, se ainda é este o formato da Informação que nós queremos, que o povo quer. O que é que o povo quer ouvir da instituição que é o garante da legalidade no país. Por uma inclusão efectiva e Paz verdadeira, por me terem escutado, mais não disse e muito obrigada.

Um fim-de-semana de Cabangada

Estou a cumprir uma daquelas viagens de trabalho ofegante, no norte do país. Manhã, muito cedo, é reservada para uma pequena aeróbica ou aero hit no quarto ou ainda, uma caminhada de trinta minutos arredores do hotel. O telefone não deixa de tocar, ora mensagens ora chamadas que entram, algumas das quais obrigam uma pausa da gímnica.

As 08:00h inicia o lavouro que não tem hora de término, mesmo após o regresso ao hotel um conjunto de calhamaços deve ser analisado e digitalizado até tarde. As metas devem ser cumpridas. Não há horas extras, mas o apetite pela profissão é superior que o bagaço. É preciso trabalhar muito, duro e com gosto; o sucesso virá por si só.
E ao fim de semana, como é de se esperar, é reservado não só para o descanso como também para visitar familiares, amigos, locais turísticos e porque não dançar um pouco numa das discotecas que está a bater na praça. Então escolhi, servindo-me da lógica, visitar o meu irmãozinho Nkwamba. Ele vive naquelas bandas do bairro de expansão, e esse fim-de-semana está de folga no trabalho. Peguei a viatura 4x4 e fui. Pelo caminho avistei buracos na estrada, areal, pântanos e viaturas enterradas. Nem precisei accionar a tracção a quatro rodas, afinal aquelas situações ainda estavam muito aquém das capacidades do BT-50.
Cheguei após várias voltas, manobras, sms e chamadas, para localizar o Nkwamba, que estava numa sessão de cabangada. Num quintal e por baixo da mangueira estão sentadas ou de pé pessoas de todas as idades: as mães com crianças ao colo, adolescentes, jovens, homens, mulheres e idosos. Os baldes, troncos de árvores, caixas de cerveja, esteiras e bidões servem de assento. Motorizadas estacionadas e outras sendo exibidas pelos seus donos com acelerações e pequenos ralis. As pessoas sentadas em pequenos grupos que lembram as mesas redondas. Na verdade são as tradicionais mesas dos restaurantes.
Juntei-me ao grupo do Nkwamba no qual fui convidado a sentar-me na cadeira de plástico. A medida que me sentava, as pessoas dos outros grupos concentravam os seus olhares em mim, denunciando assim que se aperceberam da presença de um estranho naquele local. Agi naturalmente, ouvindo a música que aí tocava com volume exageradamente alto. Músicos e cantores locais eram predilectos. Consegui reter os seguintes nomes de músicos: Chimbunga, 11 balas e Dama Ija. As conversas, em tom alto devido ao barrulho, eram sobre assuntos actuais; o mais predominante era sobre EMATUM. Só ouvi e não contribuí, até porque alguém alertou-me que devia evitar comentar assuntos desta natureza porque “o país não está bom”.
Voltando ao que interessa para hoje. Perguntaram-me o que eu queria beber, mesmo sabendo que não haviam alternativas. Respondi que podia fazer companhia. Serviram-me a cabanga numa caneca de plástico. Cabanga é uma bebida de fabrico tradicional feita a partir do farelo de milho. Bebi um pouco, mas estava muito amarga e confessei ao meu irmãozinho que não conseguiria acabar. Nesse momento o Nkwamba alertou-me que existem vários sabores de cabanga: do mais doce ao mais amargo. Então solicitei o mais doce. Bebi com gosto os 500ml.
As conversas nos vários grupos da cabangada estava muito animada. Havia interacção entre os vários grupos. Para o efeito qualquer um dos elementos de um grupo poderia tomar iniciativa de interagir com o outro grupo, independentemente da distância que os separava, bastava elevar o tom da voz para ser ouvido. Outros dançavam esporadicamente com passos que lembram uma árvore abanando devido ao vento; com a descoordenação e falta de sustentação, os aplausos e assobios vinham de todos os lados. Era a cabanga relaxando as mentes diminuindo a lógica para quem assistia minimamente lúcido. A música local, a marrabenta, o pandza, e muitas variantes nacionais tinham o seu eco naquele local. Sim senhor, alí havia a verdadeira unidade nacional. Consumir a música moçambicana sem nenhuma descriminação regional ou tribal. Senti-me verdadeiro moçambicano, e as lágrimas não resistiram a tanta emoção, e questionei-me: porque irmãos matam outros irmãos? Não tive resposta.
A cabanga era servida em baldes de aproximadamente 5 litros e os consumidores retiravam do balde com recurso a uma caneca para os seus copos. “Kunogwa mwenu!” (é saborosa) ouvia-se num dos grupos o elogio pela qualidade da cabanga. Outros estavam já num estado pastoso que só ingeriam a cabanga inconscientemente sem noção do seu estado de embriaguez.
Notei que aquele lugar era um ponto de encontro entre amigos e familiares. Eram chamadas por aqui, sms por alí, as pessoas marcando encontro para a cabangada naquele local. Era também um local onde as crianças e adolescentes aprendiam a cabangada, e esqueciam os seus direitos e deveres. Aliás os direitos da criança estavam sendo violados a partir da exposição a que estão submetidas naquele local. Lembro-me ter visto um miúdo dos seus quase 12 anos “dando uma corneta” clandestinamente de um copo de cabanga. A sua mãe nem viu porque estava animada naquele papo que se desenvolvia no seu grupo, agravada pelo seu estado de memória relaxada!
As pessoas não paravam de chegar ao local a medida que ia escurecendo. Era chegada a hora de regressar ao hotel. Não queria tomar mais, embora tivesse vontade de um pouco mais de cabanga, porque os 500ml tomados foram suficientes para o início de uma fase sem lógica de um indivíduo. Oxalá se todos pudessem medir e reconhecer os seus limites na cabangada!
Joseph Katame (jkatame@gmail.com)

Prazo para terminar investigação a Sócrates voltou a ser adiado sine die


Procuradores apontam Julho como data final, mas Joana Marques Vidal preferiu não fixar uma data. Ex-primeiro-ministro reage à prorrogação para a semana, em conferência de imprensa.
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A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, voltou a prorrogar o prazo para terminar a investigação no âmbito da Operação Marquês, em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é arguido. Apesar de a equipa de investigação e o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal terem apontado o final de Julho como data máximaprevisível para encerrarem o inquérito, a magistrada optou por não lhes fixar um prazo. 
"De modo a prevenir as contingências relacionadas com os prazos que se encontram em curso para que as cartas rogatórias pendentes na Suiça possam ser devolvidas, situação que não depende de qualquer concreta actuação do Ministério Público ou do órgão de polícia criminal que o coadjuva, considera-se adequado que o inquérito seja encerrado no prazo de três meses a contar da data da devolução e junção ao inquérito da última cara rogatória a ser devolvida", refere em comunicado a Procuradoria-Geral da República.Joana Marques Vidal determinou nesta quinta-feira que a investigação só terá de ser concluída três meses após a devolução da última carta rogatória enviada por Portugal às autoridades de outros países, solicitando-lhes informações ou diligências judiciais. Ora segundo a procuradora-geral da República ainda há várias cartas rogatórias por cumprir, não sendo sequer possível prever a data de devolução de uma delas. José Sócrates irá reagir ao anúncio de Joana Marques Vidal para a semana, em conferência de imprensa.
Faltam informações da Suíça
Assim, um pedido de cooperação internacional dirigido às autoridades angolanas "encontra-se já cumprido, devendo ser devolvido em breve", enquanto duas das cartas rogatórias enviadas para a Suiça "aguardam o decurso dos prazos de notificação e deverão ser devolvidas de seguida". Porém, um terceiro pedido feito às autoridades helvéticas para obtenção de dados bancários "foi objecto de oposição por parte de um dos arguidos", correndo ainda prazo para um eventual recurso judicial. "Assim, neste momento não é possível prever a data da sua devolução", diz a mesma nota de imprensa.
Perante isto, Joana Marques Vidal volta a reiterar que a excepcional complexidade desta investigação justifica a ultrapassagem dos prazos previstos na lei para arquivar um processo ou deduzir uma acusação contra os arguidos.
No que diz respeito à evolução da investigação no último mês e meio, a Procuradoria-Geral da República explica que se realizaram 33 inquirições e duas buscas, encontrando-se agendados mais seis interrogatórios para os próximos dias. Prevê-se que as diligências de recolha de prova terminem no final da primeira semana de Maio. "Encontram-se em fase de conclusão as transcrições das intercepções telefónicas dos interrogatórios e das inquirições e estão em curso as últimas traduções, que se estima que estejam prontas no máximo daqui a mês e meio", informa também o gabinete de imprensa de Joana Marques Vidal, acrescentando que os trabalhos de redacção do despacho final - de acusação ou, numa hipótese improvável, de arquivamento - continuam a decorrer.
"É uma prorrogação sem prazo nenhum", critica um dos advogados de José Sócrates, João Araújo. "O comunicado da Procuradoria-Geral da República é longo, minucioso e não diz coisa alguma. Esforça-se por disfarçar que pretendem continuar a investigar sem prazo." Em comunicado, os advogados dizem ser a sexta vez que o prazo é prorrogado e acusam as autoridades judiciárias de continuarem "mergulhadas na ilegalidade" ao terem ultrapassado os prazos estabelecidos na lei e levado a cabo "um assassinato de carácter" do seu cliente.
Pela leitura da nota de imprensa de Joana Marques Vidal fica a saber-se que houve alterações no método de trabalho da equipa de investigação, tendo sido "reorganizada a forma de relacionamento" entre os magistrados e os funcionários da Autoridade Tributária. Neste caso, ao contrário do que sucede noutros investigados com a colaboração da Polícia Judiciária, o Ministério Público preferiu socorrer-se de inspectores das Finanças, tendo agora sido redefinido o quadro de inspectores afectos às matérias ainda sob investigação.
"Realizaram-se, ainda, reuniões de trabalho periódicas entre o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, os magistrados que integram a equipa de investigação e o órgão de polícia criminal [a Autoridade Tributária], no decurso das quais se analisou a evolução do trabalhos e do cumprimento das calendarizações estabelecidas e se discutiram de novas metodologias que imprimissem celeridade à investigação", refere a Procuradoria-Geral da República.
  1. visigol
      
    Discute se aqui a que velocidade a justiça se guia mas esquece se alguns pontos de vista interessantes: Imaginemos que ele se chama Manuel. O Manuel anda nuns esquemas e provoca pessoas com poder.. eles entao decidem prendê lo e subjuga lo na praça pública jogando dados de sorte com provas que tem de confirmar se sao realmente irrefutáveis. Presumindo que o Manuel seria também influente, condenaram no a um limbo de credibilidade incontestável. Tal como Socrates, o filosofo, este Socrates foi esmagado por poderosos ( sendo culpado ou não ) de tal forma que não há inocência que evite a sua morte política. Nós como plebe, continuamos ainda a apenas assistir a estas coisas.
  2. Rui Figueiredo
      
    Afinal, não seria só o anterior procurador? É verdade que a tramitação entre países tem de seguir rigorosos protocolos, mas se vai um membro do governo entregar uns medicamentos viajando num Falcon do estado, não seria aconselhável ir um gestor da justiça à Suiça diligenciar a obtenção do documento em falta? Ou será que afinal tudo está a ser preparado para o crime prescrever, ou só mostrada a evidencia depois das eleições?
  3. O Público não está a dar informação tão detalhada como o Correio da Manhã e o Observador, que identificam Henrique Granadeiro como o causador do atraso nos dados das autoridades suíças, ao tentar impedir o levantamento do sigilo bancário. Parabéns à PGR. Pode ser que os acusados venham a ser absolvidos, mas a PGR quer impedir que isso aconteça simplesmente por truques de advogados e prazos.
  4. M.Lopes
      
    xiii tanta confusão. o sistema da arabia saudita sera mais rápido; BPN tudo em 2 ou 3 discos rígidos; vistos, não havia gente transparente; e era mais o quê? ah provas, de cana etc. provas consolidadas e medidas de coação? foi dar-lhe uns dias e dois portáteis foram pro galheiro. Primeira coisa que fez? "Tô filho, caçaram-me, vê lá se dás uma martelada no portátil, ta bem! o pai promete arranjar a casa depressa!"
  5. M.Lopes
      
    vocês não devem ter bem noção da complexidade do caso...É moda dizer que a justiça é lenta e pronto...elaborar acusações, proferir sentenças etc...não é como tirar um expresso.
    1. Minhoto
        
      Ninguém está a dizer que o caso não seja complexo, nem tampouco que elaboração de todo o processo não necessite de tempo, mas que há por aqui rapaziada que conhece outros sistemas judiciais mais expeditos, lá isso há.
    2. Mas para prenderem o homem, foi um ver se te avias que as provas estavam mais do que consolidadas... e, à cautela, esteve de cana quase um ano. Porquê???
    3. Luis Vaz
        
      Olha que não...olha que não...repara no caso do Dias Loureiro BPN , Vistos Gould, etc casos muito complexos que a vidalha trata por tu, vão direitinho para o cesto dos papéis!
  6. Liberal - ex-gestor de expressões
      
    Não é desprestigiante, porque a "justiça" portuguesa não tem prestígio. Como tivemos que aturar o passarão durante seis anos a cometer toda a sorte de crimes, dos quais os de corrupção são apenas uma parte, ele agora que ature a "justiça" também durante seis anos, até 2020. Por mim é justo, desde que depois o ponham em estágio no depósito e lhe tirem as contas na Suíça todinhas.
  7. João Chumbo
      
    Identificam-se três cancros na jovem democracia portuguesa: a lentidão da justiça, a corrupção e a iliteracia. Envergonhamos os navegadores intrépidos que fomos.
  8. Victor Nogueira
      
    Há muitos anos atrás aconteceram casos aparentemente similares: os desaparecimentos no Algarve de duas crianças: Joana e Maddie. Os corpos delas nunca foram encontrados mas apesar disso a mãe e o tio de Joana, foram condenados mas em relação a Maddie a "Justiça" e a "Polícia" continuam a procurar o corpo. Contudo, quem se preocupou com condenação em praça pública por certa comunicação social e com a condenação da mãe e do tio de Joana, sem que o corpo tivesse sido encontrado ? Porque perante tanta gente arguida em múltiplos processos, envolvendo banqueiros como Salgado e administradores como os da PT, apenas Sócrates se afirma vítima duma cabala com inúmeros defensores do género que os outros não reclamam ?
  9. Tenham, mas tenham, vergonha... despacho de acusação ou arquivamento? Então quanto prenderam o homem (por acaso mais ou menos à hora em que António Costa era empossado como novo secretário geral do PS...), as provas não estavam mais do que consolidadas?
  10. Jorge da Rocha Barreira
      
    É uma vergonha! Prendem o suspeito durante quase um ano, sem qualquer acusação ,andam a investiga-lo há mais de 3 e ainda estão à espera da resposta às cartas rogatórias, como é possível? Pelo andar da carruagem a acusação, se for feita, estará concluída para as calendas. Assim anda a justiça deste país!
    1. Minhoto
        
      Para o pessoal que está indignado (e bem) com a lentidão da justiça em Portugal, saliento que a mesma é pouco célere para todos os cidadãos, e não só nestes casos mais mediáticos. Convém também lembrar que o acusado José Sócrates teve responsabilidades governativas, e que pouco, ou nada fez, para acabar com esta vergonha.
  11. Carlos Vasconcelos
      
    Um caso vergonhoso do judiciario portugues......
  12. José Carvalho
      
    Estou emocionalmente a desejar que existam cartas rogatórias. E que a última ainda chegue antes do Dia do Juízo Final. Mas que a Justiça está um bocadinho lenta, isso está. Se calhar vai ultrapassar esse prazo
José Cabral Botelho Eu nunca gostei do Sócrates e sempre o comparei ao Vale e Azevedo da política. Mas isto que está acontecer neste processo é o cúmulo da pouca vergonha! Este Ministério Público é uma pouca vergonha! Parece que passamos da ditadura fascista, para a ditadura do ministério público!

Manuel Conceiçao Camarada tem calma , o gajo era tão ingenioso que conseguia esconder tudo , os milhões que ele tem o apartamento em paris não caíram do ceu , a única coisa que cai do céu é a agua.
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Rui Pacheco E Silva Quando a defesa passa a vida a fazer impedimentos a ver se escapam até prescrever é natural que os prazos sejam alargados!
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Isabel Margarida Duarte É uma pouca vergonha, goste-se dele ou não. Se o resto do país trabalhasse a este ritmo, éramos todos despedidos. Ou ele é o maior artista de todos os tempos, ou os investigadores andam a gastar o nosso dinheiro mas a fazer pouco de nós, ou está inocente. Qualquer das hipóteses é muito má.
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Hortela Pimenta Mas nem se sequer há acusação

Andre Santos Como sempre não é possível discutir as questões com objetividade e independência... sr. Manuel Conceição, não era esse o tema da conversa...

Andre Santos Essa naturalidade é uma aberração... ainda bem que não é consigo!

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Rui Silvério Até eu não suporto o Sócrates... Mas já não há paciência para tantos adiamentos. 
Elaborem um processo de cada vez... Nem que fosse como foi vale é Azevedo que quando saiu por um processo, a PJ estava à porta para dar outra ordem de prisão


Maria Manuel Mané Nós os cidadãos preferimos que a Justiça não esteja, e não está na realidade da lei, condicionada por prazos: queremos que se apure a verdade, que a prova seja consolidada e se faça justiça!
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Maria Manuel Mané Ó homem você não tem mais nada que fazer senão andar a comentar o que eu comento? parece o emplastro ...
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Carlos Roncon Senão quer comentários aos seus comentários, não comente
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Maria Manuel Mané Carlos Roncon roncou?
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Jose Dias Maria Manuel Mané - se essa pessoa comenta tanto assim , nao sera por amizade ?

Carlos Roncon Os Mané, acaba de entrar na etapa de, quando não se tem argumentos, ofende-se.
Mas, já agora, fica a saber que ronco todos os dias e bem alto.
À minha beira ninguém dorme descansado.
Percebe a ironia?
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Maria Manuel Mané Não dou conversa a broncos, só para lhes dizer que não metem medo, percebeu?

Luis Vaz Nós os cidadãos e as cidadonas Manétas!

Luís Soutinho Fale por si, a justiça quer-se célere ou então deixa de ser justa.
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Maria Manuel Mané Luis Vaz mostre a cara não seja um cobarde

Maria Manuel Mané Luís Soutinho a justiça dos prazos é para burocratas
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Serafim Guimarães Se realmente está inocente, Socrates deveria estar tranquilo à espera que a montanha venha a parir um rato. Esta pressa sugere que ele não quer saber o resultado das cartas rogatórias. Ou quer uma vitória na secretaria, como Dias Loureiro. Se a lei põe prazos, então é a lei que está mal, pois impede o apuramento da verdade. Cumpri-la à risca é burocracia pura, não é justiça.
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Maria Manuel Mané O Supremo já decidiu que os prazos são meramente indicativos. O mal está na justificação pública que é dada neste caso, porque para todos os cidadãos têm a mesma aplicação da justiça.

Carlos Roncon A Maria Manuel Mané não conversa com broncos. Por outras palavras, em criança, não bebeu chá suficiente para ter uma discussão civilizada.

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Isabel Margarida Duarte E assim será, para ver se cai em cheio nas autárquicas. Vai uma aposta? Continuo sem ter ideia se Sócrates é culpado ou inocente. Não tenho mesmo ideia. Se é culpado é um verdadeiro artista e temos uns investigadores que deveriam ser todos despedidos. Se é inocente, isto tudo, a durar há anos, é um nojo. Em qualquer das hipóteses: a justiça em Portugal é a pior parte do país. Os mais incompetentes. Olha se o resto trabalhasse com este ritmo e esta eficiência... estava o país todo parado.
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Antonio Bastos Acho bem! O que parece mesmo é que não há caso sujo em que o socas não tenha as mãos... então é queriam que se despachadas isto muito depressa porquê? Se coitado de quem precisa da justiça tem de esperar anos e anos, só porque é o socas tem de ser tudo muito rápido porquê? Só se for porque o gajo é de esquerda, é a lógica dos esquerdalhos é aquela máxima de que todos os porcos são iguais, mas tem de haver uma que são mais iguais que os outros. Essa lógica também se deve aplicar aqui, é?...
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Carlos Roncon É o "outro" livrou-se da prisão só porque é esquerdalho também?

Antonio Bastos Eu nem sei quem é o outro! Se for um corrupto que o metem dentro que eu se for preciso ajudo!...Estou a falar do socas...Quando se tratar de outros, falarei deles!
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Carlos Correia Vamos fazer com que o caso se arraste durante uns anos, já agora... ficaria eternamente suspeito :/

Alfredo Mendes Por acaso sou esquerdalho mas a única parideira de porcos que conheço é a tua mãe a tua mulher e as mulheres da tua família mas se não gostas que lhes chame porcas chamo-lhes cabras assim faz jus a tua terra para que saibas não defendo Sócrates mas só pergunto aos grunhos como tu porque foi o homem preso se ainda não tinham nada com que o acusar?
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Antonio Bastos Está com pressa de o ver outra vez com o número 44?...

Antonio Bastos Alfredo Mendes, eu respondo à tua pergunta muito voluntariamente: és um merdas. Vai à merda!

Cristina Carvalho Ora lá está O TRIUNFO DOS PORCOS onde todos são iguais, mas uns são mais iguais do que outros. Livrinho antigo este 😁
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Antonio Bastos Cristina Carvalho, é um livro que tive o prazer de ler há muitos anos...Vivia em Porto Salvo e um vizinho mo emprestou. Muito interessante...
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Cristina Carvalho Antonio Bastos também o li e tenho.
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Rui Rodrigues Uma pergunta de ignorante: Trata-se de Julho de que ano? É só para perceber se ainda serei vivo quando sair a acusação.

Rui Meireles Ñ defendo a inocência do Sácrates mas acho que andam mesmo à procura da ponta do véu.Ainda estes artistas queriam investigar os Panamá Papers.Estou como o Rui só para o concluirem no próximo século
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José Cavaco Essa é muito boa .

Jose Dias Nao se preocupe que , suspeito muito que o caso ainda vai prescrever, assim como muitos outros , como o caso do nosso kerido Ricardinho salgado.
E so uma opiniao. 😀

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Antonio Ferreira Manuel Quem deveria ser preso é quem anda a brincar com tudo isto, que fantochada esta justiça e o polvo que a alimenta...realmente o Sócrates, tem de ser muito burro, com tanta engenharia , tantos milhões e anda aqui a aturar esta pequenez de gente...realmente ó zé és mesmo um parvinho....

Marita Santo De adiamento em adiamento até à véspera das eleições autárquicas... Haverá ainda alguém que se surpreenda???? :\

Antonio Costa Acho que vai durar até as legislativas
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Marita Santo Antonio Costa é capaz de ter razão... nas legislativas os estragos sempre poderão ser maiores e é inegável que os estragos são o objectivo

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José Lopes Vai ser para sempre, haverá sempre mais uma carta rogatória. Simplesmente vergonhoso e indigno. Acusem o homem de vez ou deixem-no em paz. E quanto custa este processo que não vai dar em nada e que todos estamos a pagar. Considerando os meios envolvidos e ao tempo que dura já nos deve ter custado uns bons milhões esta investigação de treta
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Luis Martins Ô porra decidem quanto tempo ainda precisam ou será preciso ir buscar o dr. Mário , bom é justiça que temos para o cidadão pagar mais uns trocos duvidas à ou existem .

Sara Espiguinha Penso k querem outra vez manipular as eleições autárquicas onde está a imparcialidade.

Manuel Pedro Marmelo Alguém anda a fazer mal o trabalho - a culpa será das demasiadas pontes na função pública!
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Carlos Almeida Parece-me que é a Justiça Suiça ou Bancos Suiços que não respondem às cartas rogatorias...

Manuel Pedro Marmelo Não ne parece! A justiça e os bancos Suíços são 1000 vezes mais sérios e eficazes que os portugueses!

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Miguel Vassallo Nunca votei nos xuxas e muito menos no Sócrates!!! Mas isto já virou uma pouca vergonha!
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Adélia Paula Silva Com a dimensão do processo e das diversas maroscas é natural que não se consigam cumprir prazos. O Sócrates bem reclama, pois quer ver tudo arquivado para ver se se safa!
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Fernando Soares Se se safa? Então quando o prenderam as provas não estavam mais do que consolidadas? Oh Adélia abra os olhos!
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Domingos Antunes O Socrates vai se safar. Se depois de dois ou três anos de investigação não conseguem reunir provas é porque nunca irão conseguir. 

Isto é uma palhaçada a vários níveis, porque ele vai-se safar apesar de ser claramente culpado e o ministério público arrasta-se numa incompetência atroz.
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Fernando Soares Domingos Antunes Se ele é claramente culpado como diz, é porque tem provas disso. Vá, quanto antes, ao MP e apresente-lhe as provas que eles andam aos bonés...
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Anabela Cordeiro Parabens Sra.Procuradora , por este caminhar ainda morrem primeiro.....aliás deve ser disso que estão á espera
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Celso Madeira Que justiça mais corrupta ! !!!
Banda de imcompetentes!
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Jose Dias Nao se esqueca que , os esquemas de corrupcao dos corruptos e criminosos , esta sempre a frente da investigacao da policia criminal, pois foi tudo muito bem estudado e executado pelos corruptos.
Por isso, muito complicado conseguir desmontar toda a teia em volta destes crimes de colarinho branco.
E tambem sera muito errado, as TVs todas estarem a mostrar essa sinistra figura, a darem - lhe todo o tempo de antena, para o cujo dito berrar, a dizer que esta a ser assassinado politicamente, etc.
Ele devia mas e ter vergonha e colocar um saco na cabeca, com dois buraquinhos , e desaparecer para sempre, esse corrupto asqueroso.
Nunca lhe confiaria a minha velha carteira vazia.

Celso Madeira É por isso que andam tantos outros à solta e nada se passa continuam impunes e ninguém se preocupa ! 
Deixem de se focalisar no que os jornalecos dizem. A verdade naõ sai dessa gente pois só querem e vender papel! Mas isso é a prova de intelegência ! !!!

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Ana Lucas Esta anedota fica para a historia. Se bem que eu adorava ver este cretino atras das grades enquanto ainda for viva...
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Avelino Resende Qual é a peta desta vez, tenham vergonha, senhores do Ministério Público.
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Jose Pestana Carita Isto é uma novela mas sem ipisodios novos ups mas sem fim à vista.

Vitor C. Clemente Ao longo destes 3 anos da parte dos senhores Juizes não vimos nenhuma acusação a José Sócrates ,vamos ver se a montanha não vai parir um rato.

Marcos Pombinho Por prazos curtos já escaparam e escapam muitos. Façam é justiça demore o que for preciso.

Jose Raposo Raposo Isto parece o filme o padrinho, o papel de Don Corleone esteve num Palácio chamado Belém,os actores secundários todos já sabemos quem são.
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