quarta-feira, 15 de julho de 2026

Como a Mossad recrutou o antigo Presidente do Irão Ahmadinejad para um plano de mudança de regime

Serviços secretos israelitas encontraram-se várias vezes com Ahmadinejad, que era um dos vértices do plano para mudar o regime. Antigo Presidente iraniano moderou-se nos últimos anos.



Tiago Caeiro

Texto

13 jul. 2026, 23:35



“Como disse o Imã [Khomeini], o regime que ocupa Jerusalém deve ser varrido do mapa”. Durante a sua presidência, o antigo Chefe de Estado iraniano Mahmoud Ahmadinejad usava frequentemente uma retórica hostil como esta, visando Israel, defendendo a destruição do Estado judaico. Para além disso, negava o Holocausto e dava ordens para impulsionar o programa nuclear do país, agitando sempre a necessidade da dissuasão nuclear perante os inimigos regionais.


No entanto, foi precisamente Ahmadinejad que a Mossad (os serviços secretos externos israelitas) escolheu para liderar o Irão no âmbito de um plano de mudança de regime, que estava a ser preparado há anos. Segundo uma investigação do New York Times — que cita autoridades norte-americanas e outras com conhecimento do tema —, agentes da Mossad encontraram-se com o antigo Presidente do Irão várias vezes, nomeadamente na Hungria, em 2024, à margem de uma conferência. Já antes, em 2023, terá havido um contacto entre as partes durante uma viagem que Ahmadinejad fez à Guatemala para participar numa outra conferência. O antigo Presidente do Irão esteve em Budapeste em fevereiro de 2026, poucos dias antes do início da guerra entre Irão e Israel e Estados Unidos — numa visita que terá servido de fachada para novo encontro com agentes da Mossad.


Nos últimos anos, Israel custeou o alojamento e as viagens de Mahmoud Ahmadinejad.


A campanha secreta preparada por Israel culminou com um ataque contra os guarda-costas de Ahmadinejad para libertar o antigo presidente iraniano da prisão domiciliária em que se encontrava, logo no primeiro dia do ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irão em fevereiro. O objetivo era colocar em prática o plano para derrubar o regime atual e voltar a colocar na presidência o antigo presidente. No entanto, a estratégia israelita falhou.


Agentes da Mossad resgataram Ahmadinejad no Irão mas o plano falhou

A 28 de fevereiro, logo no início da operação militar contra o Irão, um ataque aéreo israelita atingiu o complexo onde se encontrava Ahmadinejad, tendo como alvo o edifício que albergava os seus guarda-costas e o veículo blindado onde se fazia transportar. Após o ataque, contaram ao diário nova-iorquino quatro altos funcionários iranianos, um Peugeot recolheu Ahmadinejad e levou-o a alta velocidade para longe do local. O carro em causa era conduzido por agentes da Mossad que operavam em território iraniano e que transportaram o antigo presidente do Irão para uma localização segura.


No entanto, a estratégia israelita para mudar o regime iraniano começou a falhar logo nesse momento. Ahmadinejad não ficou satisfeito com a forma como decorrera a operação de resgate e acabou por deixar o local, desistindo do plano.


Neste momento, o paradeiro do antigo Chefe de Estado é ainda desconhecido. Apesar disso, quatro altos funcionários iranianos garantiram que Ahmadinejad está sob custódia dos serviços secretos da Guarda Revolucionária Islâmica, em prisão domiciliária, depois de o Irão ter tomado conhecimento de grande parte das interações que estabeleceu com Israel.


Ahmadinejad foi visto pela última vez, cercado por guardas, no funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei, no início de julho.


No entanto, o plano de Israel para mudar o regime do Irão — que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chegou a sugerir, afirmando que Telavive estava a criar “condições” para que o regime pudesse “colapsar internamente” — não passava apenas pelos ataques ao território iraniano e pelo regresso de Ahmadinejad ao poder. Segundo o New York Times, outro elemento do plano passava por armar e treinar forças de oposição curdas baseadas no norte do Iraque para que estas pudessem cruzar para o oeste do Irão, controlar parte do território e eventualmente avançar em direção à capital, Teerão.




Ahmadinejad moderou retórica anti-Israel e queria reformar regime

Ahmadinejad, um conservador da designada linha dura do regime, cumpriu dois mandatos na presidência do Irão, entre 2005 e 2013, durante os quais adotou uma retórica anti-Israel. Contudo, nos anos que se seguiram à sua saída da presidência, moderou as suas opiniões, concedendo entrevistas nas quais chegou a criticar a repressão levada a cabo pelas forças de segurança do país, e a acusar a classe política de corrupção. No seu escritório em Teerão, ele realizava reuniões todas as manhãs para ouvir as queixas dos habitantes da cidade, e viajava pelo país, encontrando-se com apoiantes nas zonas rurais — uma atuação que muitos viam como uma tentativa de reforçar a sua imagem junto da população e de se distanciar das autoridades governamentais.


Segundo uma fonte próxima do antigo Presidente do Irão, Ahmadinejad confidenciou a um pequeno grupo de assessores as suas ambições de se tornar no futuro líder do Irão com a ajuda de potências estrangeiras. Para essa intenção terá contribuído o facto de ter sido impedido de concorrer à presidência três vezes pelo sistema montado pelo regime, tendo concluído que não poderia voltar ao poder enquanto o regime atual subsistisse. O antigo Presidente do Irão temia que, em caso de guerra e mudança de regime, norte-americanos e israelitas escolhessem uma figura da oposição residente fora do Irão e que não conhecesse o país. E considerava que poderia assumir um papel de reformador, reconheceria Israel e normalizaria as relações com vários países árabes.


O comportamento de Ahmadinejad não passou, contudo, despercebido ao regime. As suspeitas dos serviços secretos da Guarda Revolucionária aumentaram, segundo dois membros daquela organização afeta ao regime, quando o antigo chefe de Estado começou a enviar cartas públicas ao Presidente dos EUA, Donald Trump, e, posteriormente, ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em 2017. Após o ataque israelita de fevereiro, que culminou na libertação momentânea de Ahmadinejad, os serviços secretos iranianos começaram a investigar e a reconstituir a ligação com Israel.


Nos relatórios sobre as viagens de Ahmadinejad ao exterior, elaborados pelos seus guarda-costas, esses membros da Guarda Revolucionária relataram que o antigo Presidente desaparecia em várias ocasiões, dizendo à equipa de segurança que se ia reunir com professores universitários.


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Muito interessante.


Notas para uma compreensão do lugar histórico do ANAMOLA

Notas para uma compreensão do lugar histórico do ANAMOLA
Após uma profunda reflexão sobre o que tenho lido de membros e simpatizantes do ANAMOLA, confesso reconhecer que os grandes acontecimentos políticos nem sempre são compreendidos no momento em que ocorrem. Dou o braço a torcer. A proximidade temporal tende a fragmentar a experiência, levando observadores como eu e participantes a interpretar cada episódio segundo as circunstâncias imediatas que o produziram. Só retrospectivamente se torna possível reconhecer a coerência profunda que une acontecimentos aparentemente desconexos. É nesse momento que a história revela que aquilo que parecia constituir uma sucessão de crises independentes correspondia, afinal, ao lento amadurecimento duma mesma necessidade histórica.
É nesta perspectiva que proponho compreender o aparecimento do ANAMOLA. A sua importância reside no facto de representar mais um partido político no panorama nacional e, sobretudo, em permitir uma reorganização retrospectiva da história recente de Moçambique. Muitos acontecimentos que, até há pouco tempo, pareciam obedecer às suas próprias causas revelam agora ter caminhado silenciosamente para um desfecho cujo significado apenas se tornou plenamente inteligível com a emergência desta nova formação política.
As dificuldades económicas, a crescente desconfiança nas instituições, o sentimento de afastamento entre governantes e governados, o desgaste das formas tradicionais de representação política e o desejo difuso de renovação não constituem fenómenos independentes. Têm de ser compreendidos como manifestações parcelares dum mesmo processo histórico que procurava, ainda sem o saber, a sua expressão política definitiva. A incompetência da Frelimo decorre duma função histórica que é chamada a cumprir.
Acho que também as manifestações pós-eleitorais podem ser reinterpretadas à luz desta nova inteligibilidade. Na altura, muitos, como eu, julgaram que elas exprimiam indignação perante alegadas irregularidades eleitorais, protesto contra a degradação das condições de vida ou simples rejeição da ordem política existente. Essas interpretações, embora compreensíveis, são manifestamente incompletas. Vista retrospectivamente, aquela mobilização aparece como um momento de aprendizagem colectiva através do qual a sociedade moçambicana procurava, de forma ainda fragmentária, a linguagem política capaz de dar unidade às suas inquietações. Os próprios participantes talvez não o soubessem. A história, porém, nem sempre sabe mais do que os seus protagonistas.
É justamente por isso que muitos acontecimentos cuja relevância parecia circunstancial adquirem hoje uma importância inteiramente nova. O que durante anos foi entendido como sucessão de crises revela-se como preparação paciente das condições que tornariam possível o surgimento do ANAMOLA. Mesmo actores políticos que julgavam combater essa transformação participaram involuntariamente na sua realização. As suas decisões, os seus erros e até as suas resistências acabaram por produzir as condições necessárias para o aparecimento da alternativa cuja inevitabilidade apenas agora se torna evidente.
Toda a grande transformação histórica conhece, mais cedo ou mais tarde, um momento de condensação simbólica. As energias dispersas duma época tornam-se finalmente visíveis na figura duma liderança capaz de lhes conferir unidade e direcção. Não se trata apenas dum dirigente político como foi Samora Machel, por exemplo, alguém cuja trajectória permite compreender retrospectivamente aquilo que, durante muito tempo, parecia escapar à compreensão dos próprios contemporâneos. A liderança torna-se uma condição da sua inteligibilidade e não apenas um elemento da história. É uma liderança carismática como demonstrado numa tese de licenciatura.
Esta circunstância cria igualmente uma nova responsabilidade intelectual. Como sucede com todas as grandes figuras da história, torna-se indispensável preservar a autenticidade do seu pensamento contra as inevitáveis simplificações produzidas pelos adversários, pelos comentadores apressados, pelos “académicos” e, por vezes, até pelos próprios apoiantes. A proximidade física a uma liderança não garante necessariamente a compreensão do seu significado histórico, pois quanto maior é a importância dum líder, maior tende a ser o número daqueles que julgam compreendê-lo sem verdadeiramente o compreender. Mas o simples facto de saber proteger a pureza do seu pensamento já qualifica o bom assessor que ganha a responsabilidade adicional de mostrar até que ponto este pensamento não é assessível a toda a gente.
Daí decorre a importância duma comunidade interpretativa dedicada à correcta exegese do pensamento da liderança. A sua missão consiste em explicar aquilo que foi dito e em esclarecer aquilo que realmente se quis dizer, distinguindo entre formulações circunstanciais e princípios permanentes, entre palavras ocasionais e o seu verdadeiro alcance histórico. A maturidade dum projecto político mede-se também pela qualidade dos seus intérpretes, capazes de corrigir leituras superficiais e denunciar deturpações motivadas por interesses menos confessáveis como as dos oportunistas que usam o que chamam de crítica para cair nas boas graças da elite predadora que detém o poder.
Sob esta perspectiva, compreende-se igualmente que muitas críticas dirigidas ao ANAMOLA acabem por revelar, involuntariamente, a importância histórica do próprio partido. Nenhuma grande transformação deixa de suscitar incompreensões. Pelo contrário, é a dificuldade inicial em reconhecer o alcance dum acontecimento que confirma a novidade da realidade que ele inaugura. A história sempre reservou aos seus protagonistas a tarefa adicional de explicar aquilo que os contemporâneos ainda não estavam preparados para compreender.
Pode ser que seja ainda cedo para avaliar plenamente o significado histórico do ANAMOLA. Mas talvez seja essa dificuldade que confirma a profundidade da mudança em curso. Existem acontecimentos cujo verdadeiro sentido apenas se revela quando o futuro permite compreender que o passado caminhava, desde sempre, naquela direcção.
Viva o ANAMOLA!
Nota metodológica: Escrevi este post preventivamente na eventualidade de o ANAMOLA vir a formar governo. A decisão inspira-se numa teoria explicativa que parece gozar de crescente aceitação em certos sectores do debate público moçambicano, segundo a qual os “académicos” escrevem sempre em função do cargo que esperam vir a ocupar. Considerando a plausibilidade sociológica desta hipótese, pareceu-me prudente adiantar trabalho. Admito, com a modéstia própria de quem inicia uma nova carreira, que um lugar no Banco de Moçambique, num ministério económico ou, em alternativa, uma assessoria presidencial seriam formas adequadas de reconhecimento pelo esforço interpretativo aqui desenvolvido.
Segunda nota metodológica: O único problema desta estratégia é que ela é incompatível com a própria ideia de universidade. O conhecimento académico não consiste em reorganizar retrospectivamente a história para a fazer convergir num vencedor previamente escolhido, nem em produzir narrativas destinadas a facilitar futuras nomeações. Consiste em formular perguntas, esclarecer conceitos, submeter argumentos a escrutínio, distinguir entre mecanismos e intenções e conservar intacta a possibilidade de concluir que a realidade desmente as nossas convicções. Um académico que escrevesse para agradar ao poder de amanhã deixaria imediatamente de fazer análise. Estaria apenas a redigir, com apreciável sofisticação literária, cartas de candidatura.
Terceira nota metodológica: Enquanto eu continuar a me ver como académico, vou interpelar criticamente qualquer formação política no país, nem que uma institua um dia de oração nacional contra os “academicús”. Mas apresso-me a dizer que se a teoria dos cargos estiver correcta, comprometo-me desde já a preparar versões equivalentes deste ensaio para todos os restantes partidos políticos. A ciência deve, naturalmente, acompanhar a evolução dos factos...
 
 
do/a autor/a
Viva o Anamola....eu tb já estou de olho numa "nhonga". 😂
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  • É sempre bom ler os seus pensamentos sobre os acontecimentos do nosso país, no entanto nunca vi nenhuma crítica ao PODEMOS da sua parte Professor. É o segundo partido com representação parlamentar e o seu presidente é o líder da oposição que até recebe dinheiro do Estado!
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  • Lunne Pais, pode fazer. cada um de nós tem os seus interesses. nunca critiquei o pimo, a nova democracia, o mdm, etc. a validade duma crítica não está no facto de também ter criticado outros. se um dos seus filhos, caso tiver filhos, fizer algo não vai deixar de comentar só porque não lhe ocorre nada para dizer sobre o outro. felizmente, a diversidade garante que outros façam o que não faço. portanto, critique o podemos e deixe-me decidir as minhas prioridades.
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  • Elisio Macamo a Lunne Pais tem sua razão. É que para ignorar o segundo partido e o terceiro da oposição para se focar num recém criado, acho que algo de bom está sendo feito daquele lado, ainda que com seus erros que seguramente podem ser lapidados. Claro, não é obrigado a fazer análise que não queira, qualquer um de nós, querendo, pode fazer... Mas ninguém atira pedras a árvore sem frutos a não ser que seja para espantar morcegos.
    Gosto do exercício de reflexão, estão todos de parabéns. Viva Moçambique!
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  • Chil Emerson, criticar não é atirar pedras. é criticar. pelo menos 70% do que escrevo é crítica à frelimo e ninguém diz nhó, só menos de 5% é sobre o anamola! ninguém me deu a tarefa de distribuir críticas com justiça, nem iria aceitar. acho indelicado alguém vir ao meu mural para me dizer o que escrever. que discuta os méritos do que escrevi e não o que devo escrever.
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  • Elisio Macamo Creio que me entendeu bem quando falei de "atirar pedras". Eu sou dos que dizem "Nhô" quando deve ser dito. Mas a sua fixação a uma ala somente levanta questionamentos. Sendo você, Sr Professor, um Sociólogo, acho que é quase óbvio que se devia analisar todo mosaico político moçambicano. Mas isso sou eu, é minha opinião e posso estar errado. Repito, gosto do exercício de reflexão, o país sai a ganhar. E perdoe a minha indelicadeza.
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  • Elisio Macamo as crianças dizem tomaaaaaa😄😄😄 eu só sei até aí.
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  • Chil Emerson, fixação? francamente! se há alguma fixação é com a frelimo, pois mais de 70% do meu comentário político é sobre ela. acho curioso que de cada vez que escrevo sobre vm ou anamola venham sempre com esse tipo de piada. posso ficar um ano inteiro sem dizer nada, mas assim que o fizer, vão dizer "fixação". e, peço desculpas, mas no meu entendimento de sociólogo analisar o mosaico todo não significa dar o mesmo tempo de antena a todos. signifca contextualizar. e é o que faço. não se deixe levar por essa onda dos que pensam que não concordar comigo lhes dá o direito de me explicar o que um sociólogo faz.
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  • Elisio Macamo Sr Professor sou um leitor atento das suas intervenções pese embora por vezes não me manifeste. Percebo seu ponto de vista. Bem haja o debate equilibrado e ordeiro... Boa semana.
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  • Chil Emerson, debate equilibrado não é dar o mesmo tempo de antena a todos. é analisar de forma objectiva. vamos discutir se a análise se apoia em critérios objectivos ou não. só isso é que nos leva adiante.
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  • Chil Emerson o que haveria, por exemplo, de relevante para se falar do Podemos, Renamo, MDM, Pimo, hoje? Queira sim ou não o ANAMOLA é VM estão a trazer uma "nova" forma de fazer política em Moçambique, quanto a mim cheia de equívocos, mas são o movimento que chama atenção e com capacidade de mobilizar. E esse fenómeno é interessante e acho bem o Elisio Macamo fazer uma análise a esta coisa nova que muitos se nós ( e ela mesmo - anamola) ainda não percebe muito bem o que é.
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  • Viva o AnaESFOLA dos críticos, em nome do Messias do planalto abaixo do paralelo 21, Ámen!!!
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  • Elísio Macamo, dia e noite, muito empenhado em marginalizar o ANAMOLA,
    textos longos, poucas vezes curtos, mesmo para espalhar coisas feias sobre o VM7...
    Mas acho que precisa olhar para além da janela do seu quarto, o mundo é grande, muito mais que o seu bairro...
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