quarta-feira, 26 de julho de 2017

Quem corre por gosto, cansa, mas não se importa


Este “post” vai parecer arrogante como todos os outros. É um ponto de ordem. Preciso de explicar o que me motiva a participar tão assiduamente nos debates da esfera pública moçambicana. As razões são várias, mas três são cruciais.
Primeiro, Moçambique é meu país, identifico-me com ele e quero exercer o direito de juntar a minha voz a todas as vozes que participam na sua construcção ou destruição, se for o caso. Segundo, acho que a minha formação académica, as minhas vivências e o tipo de postura política que tenho inscrevem a minha voz no grupo das vozes que têm algo útil a dizer sobre o devir do país. Terceiro, participar activamente em debates com todo o tipo de gente ajuda, com o andar do tempo, a melhorar o meu sentido crítico, a minha articulação e a minha sensibilidade para com as coisas da vida. Noto, com satisfação, que rendo mais academicamente nos períodos mais intensos de debates na esfera pública moçambicana.
Portanto, corro por gosto e ninguém, senão eu próprio, vai me impedir de fazer isso. Naturalmente que como todo o matxangana que se preza, albergo lá no fundo do meu coração a esperança de que a minha intervenção ajude a melhorar a intervenção de outros mais novos e que alguns entre eles me tomem como referência. Não seria eu próprio se não tivesse estes assomos de arrogância. Mas, lá está, o facto de ninguém aprender de mim ou de ninguém achar que possa aprender de mim nunca será motivo para eu deixar de intervir. Há um lado moral e heróico nisto tudo.
Vejo-me como um “impi” nobre e valente que de assagaia em punho move guerra aos maus hábitos de pensamento daqueles que julgam que Moçambique se constrói brandindo frases ocas que nem eles próprios entendem. A Pérola do Índico, nesta visão heróica e moral, é aquela beldade machope estatelada no chão depois da razia dos valentes soldados ngunis que eu vou salvar com o risco de ser atacado pelos meus próprios companheiros de batalha por defender o indefensável.
Espero que a partir destes reparos dê para perceber algumas coizinhas a respeito da forma como participo nestas discussões. Para o benefício de quem não percebe, aí vão algumas.
Primeiro, se você vem aqui ao meu mural ler os meus textos consumido por aquela pergunta persistente do tipo “mas afinal porque é que ele não se cala?”, o maior risco que corre é não se concentrar nos méritos daquilo que eu estou a dizer e, por isso, não entender e reagir agressivamente. Eu consigo ver isso. Cansa, mas não me importo. Em dias de boa disposição faz-me rir. Em dias de má disposição também, ainda que o riso seja forçado.
Segundo, se você lê os textos à procura de algo que confirme o exagero que são as minhas credenciais académicas o maior risco que corre é de se frustrar e reagir agressivamente à sua própria frustração. E a razão é simples. A firmeza dum argumento é ele próprio, não a pessoa que o formula. Vejo isso também. Cansa, mas não me cansa. Em dias de boa disposição faz-me mais arrogante. Em dias de má disposição só me faz arrogante.
Terceiro, se o ponto em debate aqui é a interpretação de algum livro académico, de alguma teoria, de algum conceito ou de seja o que for do âmbito das ciências sociais, da filosofia, da filosofia do direito, de história, etc. a sua posição padrão devia ser, no mínimo, de suspensão de juízo. A probabilidade é grande de eu ter lido mais sobre o assunto, ter entendido melhor e ser menos ideológico na sua interpretação. Repare que estou a falar de probabilidade.
Pode ser, e até acontece, que por algum milagre qualquer você com a sua formação menos sólida, mas por talento natural, tenha entendido melhor. Só que no seu lugar eu não me fiaria assim tanto. Se isto parece arrogante é porque é. Nada cansa mais do que ter de aturar gente com pouca leitura, formação rudimentar e pouco discernimento a arrogar-se o direito de julgar a minha competência em certos assuntos. Em dias de boa disposição faz de mim um sádico arrependido. Em dias de má disposição faz de mim um sádico por gosto.
Quarto, há aqueles que abraçam causas nobres (tipo lutar pela justiça social). Até aí tudo bem. Alguns começam a pensar que abraçar uma causa nobre faz deles boas pessoas, mas não só. A causa nobre ela própria passa a ser um argumento válido a brandir em qualquer discussão. Então, se você vem discutir comigo imbuído desse espírito corre riscos sérios de se decepcionar porque vai entrar em choque com uma pessoa que só abraça aquilo que julga ter entendido e que, para ser válido, não dispensa o raciocínio crítico. A decepção em si não é má coisa. O problema é você vir convencido da sua razão e, ao se decepcionar, começar a pensar que é algo contra si (que até pode ser) ou então, o que é pior, ver em mim o inimigo da causa que defende. Isso deixa-o muito agressivo, o que cansa, mas felizmente não a mim. Em dias de boa disposição vou ser paciente consigo. Em dias de má disposição mando-lhe às favas.
Quinto, se você lê uma coisa escrita por mim que entra em choque com o que “toda a gente” diz ou acredita, aconselho-o a suspender o seu juízo se você de repente for possuído por aquele desejo de me dizer de caras que estou enganado, que não honro as ciências sociais, que estou a soldo de alguém. Não é porque não possa ter razão. Repito: credenciais académicas não nos protegem de equívocos. Mas, de novo, dadas as diferenças na nossa formação intelectual (não necessariamente académica!) a probabilidade de eu estar a trazer elementos novos à reflexão é maior.
Se me acompanha já há algum tempo devia saber que nunca fui amigo daquilo que “toda a gente” defende. Isso também cansa, mas, repito, eu corro por gosto. Se na incapacidade de contra-argumentar você começar a chamar-me de lambe-botas, alfabetizado e coisas desse gênero, em dias de boa disposição você só vai espicaçar ainda mais o meu interesse pelo assunto (multiplicando os textos já de si longos...). Nos dias de má disposição o meu interesse não vai mudar (mas os textos continuarão muitos e longos).
Sexto, se o seu único critério de validade na discussão pública é o que protege as suas inclinações políticas, você corre sérios riscos de não beneficiar do que de útil eu tenho a dizer numa discussão. Não é que isso seja grave. De resto, proteger crenças deve se manter como a prioridade número um dum duende da mídia social. Eu sou fã confesso de Guebuza (apesar de tudo o que você está a pensar), simpatizo com a Frelimo (mesmo que não consiga explicar isso a mim próprio), defendo uma concepção liberal de democracia (o termo “esquerda” não me diz nada), não gosto de ditadores (com ou sem barba), considero a indústria do desenvolvimento nociva (porque é tudo menos pelo desenvolvimento), metem-me nojo palavras que pensam por nós (tipo corrupção, boa governação, transparência), irritam-me aqueles que vivem dos nossos problemas (e fazem da indignação uma profissão) e não tenho muita paciência com gente que pensa que ser anti-racista, em prol do gênero, dos pobres, de África, de causas justas, etc. faz de si melhor pessoa do que quem não proclama isso aos quatro ventos.
Para você julgar os méritos das questões que coloco com justiça e, quem sabe, proveito, teria que incluir todos estes aspectos sem esquecer que a minha principal preocupação nem é defender isso, mas dialogar de forma crítica com as minhas crenças. Caso contrário, vai se enfurecer de borla, isto é sem nenhum benefício intelectual. Isso cansa, a si, não a mim. Em dias de boa disposição reajo a isso de forma complacente. Em dias de má disposição também, mas com resposta à medida.
Sétimo, eu presto atenção aos “likes”. A sua decisão de não curtir o que eu escrevi não me passa despercebida. Agora, se você faz isso intencionalmente, com aquela vontade de me atingir com isso, quero que saiba que dos quase 5000 amigos que tenho aqui só os “likes” de cerca de 20 deles é que me interessam. São pessoas cujas contribuições analisei com cuidado e me levaram à conclusão de que a sua opinião conta. Não são necessariamente pessoas com quem esteja de acordo em relação a tudo, nem mesmo em relação a questões muito importantes para mim. São pessoas judiciosas no seu raciocínio (algumas até quase nada escrevem, só compartilham ou comentam textos), sensatas e equilibradas.
Com isto não quero dizer que os restantes 4800 amigos não digam coisa com coisa. Nada disso. É só para você não se cansar de borla. Eu estou apenas a pôr as cartas na mesa. Se você põe um “like” aqui e vai colocar um coraçãozinho numa coisa que eu considero imbecil, não há como eu inclui-lo no “Júri E. Macamo”. E nem é por maldade. Portanto, em dias de boa disposição o seu “like” conforta, ou não. Em dias de má disposição “idem mesma coisa”.
Sete é um bom número para fechar as coisinhas. Haveria mais, mas corro o risco de dar mais razões aos que me consideram arrogante e presunçoso para confirmarem a opinião que têm de mim. Não é que isso me incomode, aliás, só o simples facto de não me incomodar admitir isto confirma a mim próprio que sou mesmo arrogante.
Peço ao Milton Machel para compartilhar este “post” com os “bradas” dele combatentes pela integridade oportunista e dizer-lhes para aguardarem um texto sobre o meu entendimento do que é sociedade civil e seu papel num regime democrático só para lhes cansar.
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Comentários
Filimao Suaze
Filimao Suaze
Traduzido do Inglês
Eu amo esse jogo ya prof...Ver Original
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Ricardo Santos
Ricardo Santos Isso é a arrogância dos que sabem que não sabem tudo e estão sempre dispostos a estudar mais, a aprender!
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Dario Nhacassane
Dario Nhacassane Eu ainda vou escrever e argumentar como você, caro Professor... não me canso dos seus textos!
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Maria Paula Meneses
Maria Paula Meneses O hipercriticismo, como tens referido em vários comentários, pode (e tem vindo) a aniquilar o nosso desejo de pensar e participar na vida política. A crítica construtiva parece-me ter desaparecido, juntamente com a capacidade reflexiva de se avaliar o caminho percorrido, vendo o que correu bem e o que correu pior. Este nosso desejo de correr sem chão, sem sentir o chão emboque caminhamos, o que significa estar aqui, pode resultar numa apatia política, numa da razão arrogante ou, pior ainda, no apagar permanente da história que construímos juntos. Força Elisio, podemos não concordar em tudo (o que é muito salutar, não desejo ser ímpi, por exemplo), mas gosto de ler e reflectir sobre o país que e nosso e a região a que pertencemos . Um abraço
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Amosse Macamo
Amosse Macamo continue a brindar-nos professor com o seu pensamento. ha quem o aprecia(e acredito ser a maioria) e deve ser este facto que assusta aos que acham que devem falar sozinhos na esfera publica...nao se canse e continue a correr com muito gosto....quanto a aqueles...ah professor...nao se bata...aquila non capit muscas
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Don Tivane
Don Tivane Subscrevo, mano Macamo.
Sou dos que, não comentando (sobretudo por ignorância e incompetência intelectual/acadêmica), lêem e apreciam os posts/textos do Prof. Macamo, sobretudo os mais longos (é neles onde, geralmente, o #matxangana mais "exibe" a sua 
arrogância e competência no debate, expandido a possibilidade de aprender com e através dele). 
Creio que a possibilidade de interagir e aprender com gente munida de tanta bagagem intelectual é das coisas que mais me dão prazer nas redes sociais. 
Enquanto antes esperava religiosamente pelos seus textos nos jornais da praça, em particular o Notícias, ou coleccionava trocados para comprar alguns dos seus livros, aqui no FB vem tudo à "boca livre", mahala, algo que "qualquer" matxangana que se preze aprecia. Ademais, mesmo quando, por alguma razão, não concordo com o que ele escreve, sempre aprendo e/ou saio a "ganhar". 
O meu posicionamento é suspeito, sei. Explico-me. Antes de mais, sou fã confesso e assumido do Prof. Macamo. 
Portanto, tudo para dizer que, mesmo quando a leitura (dos seus textos longos) é cansativa e reafirme, por vezes com certa dor, a astronômica dimensão da minha ignorância e pequenez, ela me ajuda na análise/reflexão de muitos "saberes" que erroneamente os tinha como adquiridos/conclusivos.
Não se canse... e se por ventura se cansar, escreva, ainda assim, professor, sobretudo os textos longos.
Khanimambo
Gabriel Jose Titosse
Gabriel Jose Titosse Nao tenho dúvida de que este texto, imbuído do seu "tom manifestamente arrogante", encerra o grande potencial de lhe granjear uma pilha de inimigos, aliás, de engrandecer a lista já prevalecente. Mas já se percebe que, afortunadamente, isso não cansa a si, mas àquele que voluntariamente lhe vir como inimigo. Pessoalmente, divirto-me e aprendo bastante com os seus longos e suculentos "posts".
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Amosse Mucavele
Amosse Mucavele nao precisa lhes cansar Prof., ensine-os sempre, eles precisam das suas aulas...
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Cremildo Bahule
Cremildo Bahule ...hoje estas mais lirico por isso nota-se um certo "cansar"; posso nao concordar, mas hoje consigo perceber os teus textos longos; aprendi que todo mundo pode criticar, mas nem todos tem a capacidade de reflectir sobre a critica.

P.S.: podes pedir aquele teu amigo cartoonista para desenhar este texto.
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Lenon Arnaldo
Lenon Arnaldo ..... irrita-me aqueles que (sobre)vivem dos nossos problemas ..... e fazem da indignação uma profissão". Awena!

Acertaste na mosca.
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Orliques Adelino Magul
Orliques Adelino Magul Aos bocados vou resgatando o meu gosto pela leitura. Os seus textos ajudam-me nesse resgate.
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Mablinga Shikhani
Mablinga Shikhani Nem chegam a tanto cara Maria Paula Meneses. É uma "Fulanização" básica, mesquinha e torpe. Não há, nesse exercício, nem cabe, qualquer esforço de debate que rebata os pontos, teses e ou argumentos do Elisio Macamo. Apenas pedras e pneus qual linchamento dê carácter. Triste, sem ser patético.
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José Teixeira
José Teixeira Laico mas lamento essa episódica (assim a entendi, assim a espero) costela de "sádico arrependido". Que seja sempre por gosto ...
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Soshangane Wa Ka Machele
Soshangane Wa Ka Machele recado dado, recado chegado, missao a cumprir. Vou partilhar com os meus amigos novos combatentes.
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Mablinga Shikhani
Mablinga Shikhani Partilha nada. Quem quiser que venha expressar-se aqui.
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Mablinga Shikhani
Mablinga Shikhani Ligue-me por favor...
Egidio Vaz
Egidio Vaz Estudar em idade adulta é muito doloroso, às vezes. Mas a contribuição do Professor Macamo é de longe das melhores que esta esfera pode aceder. Não para concordar com ele necessariamente mas para compreender a compreensão em si. São colocações difíceis, as vezes violentas a nossas crenças ou àquilo que sempre acreditamos. Todavia, sempre oportuno. Há mais de 10 anos que tenho por sorte das redes socais, acedido aos seus escritos. E o seu impacto em mim tem sido positivo. Obrigado
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Mussa Abdula
Mussa Abdula Prof. já estou a 1 hora a ler e reler este post, me cansei só de saber que há gente que o faz cansar. Estou de olho a caçar o próximo post, esta aula foi super, confesso.
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Imelio Nhacundela
Imelio Nhacundela sempre que acedo ao facebook o primeiro que faço é procurar um texto do prof. não me arrependo apois a leitura mesmo que isso me leve muito tempo pelas repetições que faço a procura da certeza de ter entendido. Eu so do grupo dos que nunca comentam e não escrevo no meu mural faço isso exactamente para não escrever coisas que pouco percebo então prefiro continuar nas leitura. muito obrigado por essas oportunidade e fico a espera do próximo texto.
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Gilson Lázaro
Gilson Lázaro É sempre um prazer ler os seus textos longos e curtos, de manhã, a tarde ou a noite. Eu prefiro os textos à procura de entender os argumentos, pois desconfio que um seu post curto é prenuncio de um longo. A crítica tem força e incomoda o conforto. Abraços desse lado do atlântico.
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Carlos Serra
Carlos Serra Quem corre por gosto não cansa. Pena que nem todos corram ou que não adicionem o gosto à corrida.
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Acidino JB Chissumba Khuberra
Acidino JB Chissumba Khuberra Há quem diga que interpretar não significa tomar conhecimento do que se compreendeu, mas antes disso, trata-se de projectar possibilidades do que se compreendeu. 

Este texto Prof. E. Macamo, está imbuído de uma certa universalidade (se não for exager
o meu) no que se refere a compreensão que se vem tendo em relação as Geisteswissenschaft (ciências do espírito), na medida em que ser fazedor desta área de conhecimento, em algumas mentes parece significar somente "lutar por causas nobres" (racismo, apartheid, ser da esquerda, questionar qualquer tipo de governação ou até mesmo ser anarquista). 

Assim, tais tais mentes acabam se esquecendo do real valor que as Gesteswissenschaft empregam na vida humana, isto é, esquecem-se da formação cultural que é própria delas. Entenda-se a formação cultural na perspectiva gadameriana, quer dizer, na maneira humana de aperfeiçoar nossas aptidões e faculdades.
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Rildo Rafael
Rildo Rafael Caro Elisio Macamo: Correr por gosto, cansa, mas pode se chegar a meta e o debate público é uma maratona e não uma corrida de velocidade, requer realmente paciência! Paciência essa para interpelar argumentos, pois reconhecemos a falibilidade humana! Palavra de nenhum homem é final, diria o Bayano Vali no seu “Nillius in Verba”. Contamos contigo Elísio Macamo desde os tempos lectivos, blogs e as redes sociais, sobretudo o facebook. Mesmo que para uns a sua localização geográfica sirva de critério para a sua não participação na esfera pública moçambicana. Os seus textos são de enorme reflexão e convidam a colocar em causa certas certezas!
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Alcídes André de Amaral
Alcídes André de Amaral O filósofo que carrego comigo - até como doutrina, embora ele não goste - diria que escreveu a golpes de martelo. Coisa as vezes necessária. É bom deixar as coisas em pratos limpos... mas só para quem não quer comer. Quanto a nós outros...
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Gabriel Muthisse
Gabriel Muthisse Sabes Elisio Macamo, eu até já comecei a divertir-me com os nossos activistas, declarados e não declarados. Criticam tudo e todos, mas eles não podem ser criticados "porque isso é contra a liberdade de expressão", deles, obviamente. Podem chamar nomes aos outros (criminosos, corruptos, ladrões, fascistas e outros que tais), mas as vítimas das suas diatribes devem manter-se impávidos e serenos. Podem negar qualquer valor no que outros fazem, proclamando que o fazem para "prejudicar os pobres", o fazem para beneficiar as multinacionais e as elites locais a que eles pertencem. Podem acusar. Podem diminuir. Podem julgar e condenar. Podem chamar aos outros lambe-botas. Experimenta dizer que eles são apóstolos da desgraça! Aí cai o céu e todos o universo.

Escrevem relatórios toscos a criticar tudo e todos. Experimenta criticar a metodologia e o rigor desses relatórios!!!... parece que o único que é permitido fazer em relação ao que eles fazem é aplaudir. 

Como dizia, já aprendi a divertir-me com as actividades desses nossos amigos
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Jose Cossa
Jose Cossa Muito obrigado Poyombo, pela aula!
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Imtiaz Vala
Imtiaz Vala Prof.Elisio Macamo parabéns pela sua reflexão!Algumas coisas são óbvias nem precisavas enfatizar!
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Wambui Sikota
Wambui Sikota O texto ajudou-me a reflectir sobre o que é ser cientista social. Obrigada EM
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