terça-feira, 25 de julho de 2017

Pertencer a um grupo significa desprendimento da nossa vontade em detrimento da vontade do grupo.

Pertencer a um grupo significa desprendimento da nossa vontade em detrimento da vontade do grupo. Isto significa que deixamos de existir para dar lugar e sentido a algo maior: o grupo. E quando o grupo deve prevalecer, nós nos tornamos pequenos, porque há quem deve ficar maior que nós: o grupo. 
A decisão de pertencer ou não a um grupo deve ser voluntária, para que saibamos respeitar e salvaguardar os seus interesses, mesmo quando algumas vezes vão contra os nossos interesses.
Esse respeito aos interesses do grupo é o que designamos disciplina. E é disciplina do grupo porque acordado por este. Porém não se pode ignorar a dimensão individual: aquela que é obrigada ao indivíduo e o põe permanentemente de acordo com os objectivos do grupo, como sua contribuição para a sua harmonia disciplinar.
Não há disciplina do grupo se não há disciplina individual, isto porque disponível ao indivíduo aceitar ou não as regras do grupo.
Ora, quando não aceitamos as regras do grupo, algumas soluções podemos adoptar, dentre as quais: discutir no sentido de influenciar os outros a mudarem de posição, tomando em conta que quando somos vencidos, devemo-nos submeter às regras do grupo, ou então não concordando, e estando as regras da disciplina do grupo a ferirem as nossas próprias regras, tomarmos a decisão correcta de nos retirarmos desse grupo.
O que não está correcto, é que quando vencidos, e no lugar de nos submetermos às regras do grupo, ou então nos retirarmos deste, ficamos de longe a desferirmos golpes ao grupo e depois assinarmos em baixo que ainda somos partes do grupo.
E a questão que não cala é: como podemos continuar a pertencer a um grupo do qual não concordamos com as suas regras? Não estaremos a ser incoerentes connosco? Ou se calhar queremos marcar diferença no sentido de que todos estão errados e os certos somos nós?
Saindo desta e olhando para a capa de Savana
Penso ser enganosa a capa de Savana, aliás, faz parte de um plano que não sei a quem interessa, de dar a entender que há partes em conflito: apoiantes do Presidente Guebuza e apoiantes do Presidente Nyusi.
Sem querer discutir se estas partes existem ou não, queria antes dizer que o Presidente Guebuza foi dos Presidentes que mais se opôs, de forma livre e aberta, contra os camaradas que se posicionavam fora do dos órgãos; o Savana foi dos jornais que mais o combateu, quando ele mostrava que discutir assuntos do partido fora dos seus órgãos era nocivo ao partido e à sua disciplina interna.
Isto significa, usando o simples argumento de maioria de razão, que quem se posiciona hoje fora da FRELIMO, ainda que com razão, trai o pensamento, a vontade e crença do Presidente Guebuza.
Ninguém, portanto, pode apoiar, ao meu ver (e usando a lógica), a alguém, quando na prática este (o apoiante), subverte a vontade do apoiado. (traduzido: ninguém pode estar a apoiar ao Presidente Guebuza se vai contra o que ele mais acredita).
Portanto, penso que é enganosa a capa do Savana, e a mesma faz parte de uma corrente que pretende se alimentar da ideia de que há Frelimo de Guebuza e de Nyusi, e maxime da ideia de que o anterior Presidente ainda controla.
Nos grupos há sempre vontades que não podemos controlar por serem intrínsecas as próprias pessoas, no entanto, prevalecendo a vontade as vontades, não passarão sequer disso. Acredito que haja pessoas dentro da Frelimo que olham para o exemplo de liderança tendo como referência Eduardo Mondlane, não se pode matar isto, mas o mérito, reside na assumpcao deste membro, de que Mondlane já não existe e mesmo existindo (vivo) se o Presidente é outro então, deverá dedicar todas as suas forças e inteligências ao serviço deste Presidente, porque resultado da escolha do grupo. 
É um mérito perceber isto.
13 comentários
Comentários
Spirou Maltese
Spirou Maltese Por isso não gosto de fazer parte de grupos. Isso de o indivíduo "deixar de existir" por causa de grupos e seus interesses atrofia muitas vezes a vontade, a liberdade de ser e pensar como deve ser. Kkkkkk
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 · 23 h
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El Patriota
El Patriota Estamos juntos
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 · 23 h
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Américo Matavele
Américo Matavele Por isso que a pertença a um grupo é voluntária e constitucionalmente defendida. Liberdade pessoal de escolha é isso.
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 · 21 h
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Era isso que eu queria acrescentar na verdade. Mais nada!
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 · 21 h
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Eu sou daqueles que acha que a ideia de ser membro de nenhum grupo é utópica e as pessoas não devem ter medo de fazer parte deste ou daquele grupo. Sobre o texto é tenho apenas a dizer que ao abrirmos a porta para feiticeiro não podemos achar que ficaremos imunes.
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Não é medo, é liberdade. Como nao ter religião ou não ter team de futebol ou não gostar de beber. Parece impossível mas existem pessoas assim. Agora fazer parte dum grupo de interesse onde se obedece a uma voz, sempre me soou a ditadura da liberdade de ser e estar.
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 · 15 h
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Spirou Maltese não ter religião ou team de futebol não significa não tem simpatia por este ou aquele. O grupo rege-se por regras e o líder do grupo existe exactamente para assegurar que os direitos e deveres dos membros sejam observados. Um grupo sem líder é como uma partida de futebol sem árbitro
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 · 14 h
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Yah concordo meu caro. Foi o que eu disse quanto a observação do Matavele sobre isso. 
Sim simpatia que não deve nos levar a obediência como são obrigados os membros. Heheeh
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Há uma regra que os simpatizantes "autosubmetem-se". Ela é implícita mas existe no subconsciente de cada um. Os simpatizantes se identificam com as decisões do grupo, ainda que não assumam compromisso.
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 · 14 h
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Mas podem e devem ter liberdade de criticar sem ser chamados a razão. Afinal não têm aquela obrigação explícita dos membros que penso, são admitidos sob condições claras dos estatutos.
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Chamar à razão um simpatizante não significa que ele vai aceitar, mas ele também não deve, se não quiser ser responsabilizado achar que sua opinião deve "contar". Ninguém tem a liberdade de "insultar" o que não gosta ou achar que deve falar e os outros devem olhar e calar.
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 · 14 h
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Yuuuuu insultar já é outro patamar. Ninguém deve no geral insultar seja a quem/que for. Yah... Daqui saio com a minha convicção reforçada : grupos só no WhatsApp e Facebook onde posso sair e entrar quando quiser. Kkkkkkk
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo A palavra insultar está entre aspas.
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Egidio Vaz
Egidio Vaz Filósofo! Filosófico e muita sabedoria aqui.
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 · 23 h
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Ligia Mutemba
Ligia Mutemba Curvo -me perante a mestria com que comunica neste post. Khanimambo
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 · 23 h
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Amosse Macamo
Amosse Macamo quando postei nao copiei a parte da conclusao (felizmente dei-me conta e fiz a correccao.
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 · 23 h
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Spirou Maltese
Spirou Maltese Certo. Faz diferença esse excerto.
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 · 23 h
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Joaquim Joao Correia
Joaquim Joao Correia Nao topo grupos..
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Homer Wolf
Homer Wolf Claps. Muito clever, esta forma subtil de passar o recado para dentro (e talvez para alguem em particular). 
E quando âs alas (a existirem), dá para ver claramente em qual delas o bom do Amosse milita. 


PS: já a história da k do Savana, parece-me mais um acessório no contexto da verdadeira mensagem
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 · 23 h
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Júlio Mutisse
Júlio Mutisse Não sei buscar as palmas. São essas que devo pôr aqui
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 · 21 h
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Rebeca Cipriano
Rebeca Cipriano 👏👏👏
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 · 19 h
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Mendes Mutenda
Mendes Mutenda ALGUNS EXTRACTOS: "Preocupa-nos a postura e comportamento de alguns camaradas que publicamente engendram ações que concorrem para perturbar o normal funcionamento dos órgãos e das instituições e para gerar divisões e confusão no nosso seio", in discurso do CC, Armando Guebuza (26 de Março de 2015)

IDEM: "A nossa referência são os órgãos, nós fazemos o que os nossos órgãos decidem", sublinhou Armando Guebuza, avisando que os adversários do partido "não querem uma Frelimo forte, omnipresente e popular, não querem ver o seu Governo forte", nem um Presidente da República "forte, firme, dando o seu melhor na direcção do Estado, porque sabem que isso o beneficiaria não só a ele como à gloriosa Frelimo".

IDEM: "Talvez seja útil recordar que o objectivo deles é abater a Frelimo, é acabar com a Frelimo, temos experiências muito infelizes que nós conhecemos, algumas das quais vale a pena recordar: quando assassinaram Eduardo Mondlane, era para acabar com a Frelimo, quando assassinaram Samora Machel, era para acabar com a Frelimo, e naturalmente quando alimentam crises internas é para a Frelimo não se reerguer, para continuar com o projecto comum de 1962"
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 · 21 h
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Lenon Arnaldo
Lenon Arnaldo ...... " não há disciplina do grupo se não há disciplina individual"...... aqui está o sumo 👀😜😂

Awena Amosse, essa forma de .... é qual já. Hummm, muito forte

N
B: Mendes Mutenda, em boa altura foste recuperar os ideiais do "defendido"?
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 · 17 h · Editado
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Dereck De Zeca Mulatinho
Dereck De Zeca Mulatinho Faz falta ver-te filosofar Mano Amosse,bem haja.
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Hermes Sueia
Hermes Sueia Só fala o porta-voz oficial........Há com cada uma...............
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 · 15 h
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Hermes Sueia
Hermes Sueia Pensar e ler diferente como acto de indisciplina..............algemas, correntes, etc, etc............música com uma só nota.
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 · 15 h
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Honorio Isaias Massuanganhe
Honorio Isaias Massuanganhe Pertencer ao grupo não implica necessariamente a supremacia dos interesses coletivos em detrimento dos individuais e vice versa...no entanto eu creio que as relações entre o indivíduo e o grupo devem ser interacionistas...na FRELIMO o indivíduo não existe e nem o grupo...porque o grupo que surge da doutrina ...funciona como grupo de fé cega...
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 · 14 h
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Mano Nino o grupo é constituído por partes (indivíduos). Existe uma correlação entre ambos, isto é, são o que são enquanto são um para com o outro, tal como a relação sujeito e objecto. O grupo não é uma supremacia mas a lei geral que rege as relações entre os membros do grupo. Ao aderir ao grupo ou formar um grupo, abdicamos de alguns direitos individuais para nos submetermos às regras colectivas. Já imaginou um grupo sem regra e sem comando?
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 · 14 h
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Honorio Isaias Massuanganhe
Honorio Isaias Massuanganhe Meu estimado irmão...creio que não me fiz claro...estamos de acordo...eu disse indivíduo e grupo estabelecem relações interacionistas
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 · 14 h
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Sem dúvidas mano Nino se calhar a minha pergunta esteja à mais
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 · 14 h
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Honorio Isaias Massuanganhe
Honorio Isaias Massuanganhe O grupo deve ter regras e comando...no entanto o grupo deve permitir o exercício continuo de se submeter ao escrutínio dos seus membros...porque o grupo é dinâmico porque dinâmico são os indivíduos que o compõe...é bom lembrar que grupo que permanece igual em toda sua função é estrutura...é problemático
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Honorio Isaias Massuanganhe
Honorio Isaias Massuanganhe O grupo pode se manter igual no conteúdo ou na forma...mas nunca nas duas realidades...a FRELIMO nunca foi igual a si nem na forma nem no conteúdo...se não ela seria socialista hoje
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo Lembrei me do Devir, do vir a ser.
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 · 14 h
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Honorio Isaias Massuanganhe
Honorio Isaias Massuanganhe É verdade...irmão heheheheh por isso eu gosto da física quântica...porque ela mostra nos que o movimento é constante é por isso os fenômenos nunca são...mas estão
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Lazaro Bamo
Lazaro Bamo O Devir e a regra na constituição e funcionamento dos grupos andam juntos.
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 · 13 h
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