quinta-feira, 27 de julho de 2017

Oposição amorfa


Listen to this post. Powered by iSpeech.org Renamo, entanto que líder da oposição em Moçambique, tem prestado um péssimo serviço aos moçambicanos. Não exerce pressão sobre o poder em momentos cruciais, particularmente nos de índole específico e pontual.
São contáveis as vezes que a Renamo apareceu publicamente a marcar posição firme e intransigente na questão das dívidas ocultas, relegando todas as despesas ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM), não sendo por acaso o movimento por vezes aparecer a virar os canos contra o partido de Dhlakama, reclamando protagonismo.
Ainda esta semana, a Renamo perdeu oportunidade de fazer vingar os seus dotes oposicionistas, quando o Banco Mundial surgiu a criticar o ambiente de negócios em Moçambique.
O facto de Andrew Bvumbe denunciar métodos retrógrados usados no registo de empresas, longe, ainda, do processo moderno de recurso ao computador, era suficiente para a Renamo rebatar a questão através de críticas contundentes ao governo-Nyusi.
Uma maneira mais democrática de encostar o poder à parede, essa sim, ao contrário do bang-bang, cheiro a pólvora, que nos tem habituado.
Claramente, a Renamo tem investido muito pouco, ou quase nada, na formulação de opinião própria, baseada na especialização dos seus membros.
Ou seja, a Renamo precisa ter militantes especializados em assuntos económicos, políticos e sociais- nas questões militares tem gente que baste – preparados para fazer frente aos da Frelimo, perfeitamente dotados do poder de argumentação.
Isso a Renamo não tem, volvidos 25 anos desde que em 92 se assinou o acordo de paz e a guerrilha tomou conta dos destinos do país, com a Frelimo.
Não surpreende que o protagonismo acabe sobrando para a sociedade civil e ONG’s, a verdadeira oposição em Moçambique.
EXPRESSO – 27.07.2017

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