segunda-feira, 17 de julho de 2017

Governo privatiza gestão do transporte e abre espaço para novas tarifas


Viaturas com lotação até 28 lugares vão deixar de circular no centro da cidade de Maputo
É uma nova era que o Governo pretende abrir na gestão do transporte urbano na região metropolitana do Grande Maputo, que compreende a cidade capital, Matola, Boane e Marracuene. Hoje, foi lançado um concurso público para em um mês encontrar-se três entidades que deverão ser concessionadas a gestão em três grandes corredores rodoviários.
O primeiro corredor liga a cidade de Maputo e as zonas de Boane, Mozal e Tchumene. À luz do contrato a ser assinado, nesta área a nova gestão vai controlar 60 a 70% do mercado e deverá garantir no mínimo 183 autocarros a circularem.
O segundo, liga a cidade de Maputo e as zonas de Infulene e Machava Socimol, passando pela Avenida Joaquim Chissano, devendo, o vencedor, ter capacidade mínima para pôr 96 autocarros.
Já o terceiro corredor liga a capital do país e a vila de Marracuene, usando a Estrada Circular de Maputo e parte da Avenida de Moçambique. Os termos de referência do concurso público falam de 60% de concessão e impõe-se o mínimo de 20 autocarros para garantir o transporte.
“Com a realização da concessão é mais fácil as operações serem coordenadas, há horários pré-definidos que a concessionária deverá levar a cabo, há facilidade de coordenação, por exemplo, de questões ligadas à tarifa, entre outros aspectos que no final do dia irão constituir mais-valia para o utente”, considerou Simão Mataruca, do Ministério dos Transportes e Comunicações.
O vereador para a área de Transportes na cidade de Maputo, João Matlombe, garantiu que com o novo modelo as viaturas com lotação até 15 e 28 lugares vão deixar de circular da periferia até ao centro da cidade e passarão a operar apenas das zonas recônditas até aos principais terminais da periferia e destes últimos pontos até ao centro da cidade capital, apenas autocarros com lotação acima de 60 lugares serão permitidos.
“Só para dar exemplo, hoje, no corredor na EN1 temos uma procura acima de 150 mil passageiros por dia e para atender essa demanda com viaturas de 15 lugares seria impossível”.
A concessão dos corredores será acompanhada pela alocação de 200 autocarros para Maputo e Matola, de um total de 300 que o Governo comprometeu-se adquirir para reforçar o transporte de passageiros nas principais cidades do país.

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