quinta-feira, 8 de junho de 2017

Irão dispensa condolências "repugnantes" de Trump



O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano rejeitou laços de amizade com Washington.
Javad Zarif reagiu à mensagem de Trump na sua conta de Twitter
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Javad Zarif reagiu à mensagem de Trump na sua conta de Twitter REUTERS/RUBEN SPRICH
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão rejeitou as condolências de Donald Trump pelos dois ataques de quarta-feira na capital do país. Os ataques causaram pelo menos 13 mortos e 42 feridos, de acordo com os números da Reuters, e foram reivindicados pelo grupo jihadista Daesh. Na sua conta no Twitter, Mohammad Javad Zarif considerou as palavras do Presidente dos Estados Unidos "repugnantes" e rejeitou laços entre os dois países.
Na quarta-feira, após os ataques no Teerão, Trump ofereceu as suas condolências. Mas terminou a mensagem afirmando que "os estados que patrocinam o terrorismo correm o risco de se tornarem vítimas do terror que promovem".
Zarif não gostou da mensagem do Presidente americano. "Os iranianos rejeitam os alegados laços de amizade dos Estados Unidos", disse o ministro iraniano. 
Repugnant WH statement & Senate sanctions as Iranians counter terror backed by US clients.Iranian people reject such US claims of friendship
A capital iraniana é uma cidade fortemente protegida, principalmente nos centros político e turístico, alvos dos ataques de quarta-feira. A segurança já tinha sido reforçada antes dos ataques, por se estar no Ramadão, o mês sagrado do Islão. 
Durante a manhã desta quinta-feira, o Presidente dos Emirades Árabes Unidos enviou as suas condolências aos familiares das vítimas dos ataques em Teerão, noticiou a agência de notícias estatal. O emir Khalifa bin Zayed al-Nahayan condenou o "ataque horrífico" e desejou as melhoras aos feridos.
Os ataques ocorrerem num contexto de grande tensão no Golfo Pérsico, depois de a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto, Iémen e Bahrein terem cortado relações diplomáticas com o Qatar. Acusam o país de apoiar o terrorismo e pretendem que corte a sua aliança com o Irão.

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