sexta-feira, 30 de junho de 2017

O livro de capa branca e tons cinza encardida pelo tempo e letras vermelhas


O livro de capa branca e tons cinza encardida pelo tempo e letras vermelhas, estava esquecido na gaveta do velho aparador de madeira que ficava na sala da pequena casa de quatro divisões. O menino o pegou e o leu. Aos seus olhos desfilaram estórias estranhas ao seu universo infantil, mas assim mesmo intrigantes e cativantes. Não deixou o livro até terminá-lo. Mas nem com isso a sua curiosidade, perplexidade e fascínio pelas estórias do livro terminaram. O menino voltou ao livro várias vezes e nem por isso a sua curiosidade e dúvidas em torno das estórias que lera eram saciadas. Mas mantinha-se o fascínio.
Passaram-se quase trinta anos, o menino tornou-se homem. Mas as estórias sobre os meninos que planeiam meticulosamente a morte de um cão, o som dos saltos da professora a caminhar pelo corredor – coc, coc, coc – e da jovem violada na machamba, ainda povoam a sua mente. Depois destes anos todos, o escritor decide publicar outro livro. O homem espera ansioso pelo dia do lançamento. Infelizmente, outros compromissos o impedem de participar. Mesmo assim, planeia comprar o livro para procurar o autor do seu livro de infância, para pedir um autógrafo do seu novo livro.
Eis que numa tarde solarenga de junho recebe a notícia de que o autor do livro que o menino havia lido quando vivia na velha casa de madeira e zinco pediu a alguém para lhe entregar o seu novo livro autografado.
Pessoal, essa desastrosa prosa aí de cima era para dizer o seguinte: hoje tive uma surpresa muito agradável. Recebi de presente do próprio Luís Bernardo Honwana, a “Velha casa de madeira e zinco” autografada. Um presentão! Não esperava. Obrigado LBH.
Comentários
Magaia Mabjaia Wauu que bom Dr, uma oferta especial.
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19 h
Buene Boaventura Paulo Emocionalmente, afinal todos nós fomos moldados por cão tinhoso... belo presente para ti
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19 h
Abdul Gafur Monteiro Não há melhor presente que um livro!!!
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19 h
Crespim Mabuluko Nem mais!
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19 h
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19 h
Ernesto Lourenco Você merece, as pessoas continuarão a manifestar admiração por si de várias maneiras. Enjoy the book!
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19 h
Lu Amily Parabens mais existem falhas nas escritas. Acredito eu k dirías histórias e não "estorias". Desculpa se feri sencibilidades
19 h
José Jaime Macuane São mesmo estórias. Também existe esta palavra. Vejam aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%B3ria.
Estória é um neologismo proposto por João Ribeiro (membro da Academia Brasileira de Letras) em 1919, para designar, no campo do folclore, a narrativa popular, o conto tradicional.[1]
PT.WIKIPEDIA.ORG
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19 hEditado
Miguel OM De Brito José Jaime Macuane Epah, JJ, mais tu não és sencivel, pah!
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19 h
José Jaime Macuane Miguel, mudei o emoji porque temos que educar as novas gerações na leitura. 
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19 h
Lu Amily josé jaime macuane , pelo post imaginei uma historia e n tive em mente ou percepçao k fosse uma estosia. desculpa.
19 h
Lu Amily estoria dizia
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19 h
José Jaime Macuane Lu Amily, não tem problema. Gosta de ler?
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19 h
Lu Amily sim muito.
19 h
José Jaime Macuane Óptimo. Ler é sempre muito bom. Continue lendo muito. Ler é bom para se ter um vocabulário rico e escrever melhor.
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19 hEditado
Lu Amily Pois é
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Dino Foi Miguel OM De Brito : Maluku . Kikikikiki
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18 h
Dino Foi Não mana, estórias eNxistem também. Às veNzes é melhor consultar antes de tentar corrigir!
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18 hEditado
Hélio Cuamba Cuidado com o que dizes e com o que escreves. Procura investigar antes. Não feri sensibilidades, espero...
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18 h
José Jaime Macuane Dino Foi, a nossa irmã prometeu que vai continuar com o seu já existente hábito de leitura. 
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18 hEditado
Dino Foi José Jaime Macuane : oh?! Muito bem.
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Bernardino Victoria Augusto Agradável surpresa para Si.
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Miro Guarda Eu não li o livro "Nós matamos o cão tinhoso". Está em algum relatório?
17 h
Juvêncio Abilio Comé Gostei da mana Lu Amily.
Para constatar a existência de uma "falha", ela teve que ler o exigente post. Encontrado o termo " estória", ainda estranho para o seu vocabulário, tentou alertar ao admirável José Jaime Macuane, autor do post, sobre isso. Portanto, tudo com uma boa intenção. Gostei também da reacção do autor, ao recomendar a ela mais leitura. Muito bom!
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17 hEditado
Joaquim Malaytchy Lu Amily sem comentario, comentado e preciso ler muito mesmo... so como muita leitura se descobre o quanto ainda nao sabemos muito
1 h
Arone Chilengue Estás de parabéns contudo tens em dívida terminar este que iniciaste.
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19 h
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19 h
Arone Chilengue Kakakakaka......Neste trecho professor já é início de um livro.
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17 h
SFredson Fadil Eu ainda vou atrás do meu, essa edição não posso perder.
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19 h
Soshangane Wa Ka Machele absolutamente arrebatadora, so mesmo da lavra do menino Ginho, com essas maos dos pretos que kulimam na machamba da reconstrucao do mundo atraves de historias e estorias de abensonhar. Que gesto nobre e humilde o do LBH, palmas em sua reverencia musicam-me a alma e o coracao. que lavra(dor)!
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19 h
José Jaime Macuane De facto. Foi uma grata surpresa.
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19 h
Soshangane Wa Ka Machele José Jaime Macuane consigo sentir-te, estas gigante de lisonjeado. e o fazes por merecer, Jay Jay Mac. so te posso desejar prazerosa leitura. degusta-te e inspira-te para continuares a nos iluminar!
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19 h
Lu Amily Ai que inveja. tanbem quero um.
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19 h
José Jaime Macuane Soshangane Wa Ka Machele, estou mesmo muito lisonjeado.
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19 h
Soshangane Wa Ka Machele José Jaime Macuane acabo de receber uma foto da Marcinha em que estas marejado de lagrimas e a face poeticamente rosada, digo, corada. kkkkkk
19 h
Paula Matusse Que lindo! Merecido.
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Capito Semente Um óptimo presente 
É de louvar!
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Noel Matsinha Eu ja tenho um - o mais velhinho, vou a procura da nova obra.
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Pedro Guiliche José Jaime Macuane, tu tens dias de inspiração heim! Hehehehe.... Parabéns pelo teu simbólico presente. Abrc
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18 h
Francey Zeúte Parabéns Professor José Jaime Macuane! Não é todos os dias que se recebe presentes iguais e de autores do calibre do LBH. Ainda ontem li a belíssima entrevista que o próprio LBH concedeu ao Savana, na ultima semana, em que tudo andou a volta dessa "Velha Casa de Madeira e Zinco".Desejos de boa leitura.
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18 h
Fidélio Tembe "Prosa desastrosa" mas com uma carga literária muito bem conseguida! 
José Jaime Macuane, parabéns pela prosa e pelo grandioso presente! 
Cuidado com a arte literária, ela é contagiosa! 

Suspeito que tenha sido o próprio Cão Tinhoso a te contagiar! Kkkkkkkkkkkkkkkkk
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17 hEditado
José Jaime Macuane Obrigado. O livro me intrigava e fascinava. Eu sabia que tinha algo escondido por detrás daqueles contos, mas não sabia o quê. Só depois entendi que era metáfora (ou lá o que fosse) de algo maior.
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17 hEditado
Fidélio Tembe Pena que a cultura de leitura já se tenha ido, não sei com qual dos malditos ciclones, mas defendo a reedição daquela majestosa obra literária, para as novas gerações!
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17 hEditado
Arao Rivas Maposse Que sorte !
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17 h
José Jaime Macuane O ciclone do sms, WhatsApp, novela, dvd, Instagram, feicebuque e outros hábitos que nos tornam mais preguiçosos na leitura.
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17 h
Fidélio Tembe Tão devastador quanto Adamastor de Camões!
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17 h
Alfredo Macuácua E que presentão!
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17 h
Bernardino Victoria Augusto Agradavel surpresa para Si.
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17 h
Benedito Mamidji Merecido!
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17 h
Miro Guarda Se essa estória que o JJ Mac aqui conta está no relatório, então a PGR deve agir...
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17 h
Antonio A. S. Kawaria Parabéns a si e ao autor.
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16 h
Zulficar Mahomed Felizardo, dr.
Sou parente dos personagens da Moamba : Abdul, Gulamo, ex-caçador, os ditos "monhés da fruta", todos amigos de infância desta personalidade.
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16 h
Fernando J. Inacio Um presente de um grande mestre para outro senhor mestre.
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16 h
Rogéria Rosario Parabéns, Dr! És afortunado. Esse é um dos melhores presentes que alguém pode receber. 😊
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15 h
Alexia Macamo Parece interessante o livro.
Parabens egregio.
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15 h
Marcial Macome Gostei da abordagem... cria uma expectativa incrível que em dramaturgia chamaríamos de suspence, motor indispensável para a uma boa dramaturgia e mesmo para a literatura no geral. Aplausos...
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15 h
Fernanda Sampaio presentão mesmo, uma das obras dele k li e reli até analisamos eu e alguns dos meus colegas na cadeira de literatura moçambicana o "nós matamos o cão tinhoso".
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14 h
Fonseca Fainde Florencio Uaauuu, quanta honra! Essa é uma grande realização de factooo
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13 h
Alexandre Vaz Chana Antes de terminares a descricao imaginei que fosse o luis bernardo honuana" Nos matamos o cao tinhoso" livro obrigatorio de77.
PARABENS professor
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9 h
Helder Faife Esse livro marca-me à cada releitura. Oxalá o novo tenha a mesma profundidade literária e nos dê o mesmo prazer
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6 h
Lalana Avendila Logo no princípio do texto suspetei que se referia a Luís Bernardo Honwana...fico muito contente sempre que se fala desse grande autor...de Nós matamos o cão tinhoso, obra que me marcou por não ter percebido quase nada na 1a leitura, ainda a frequentar o nível médio. Fui obrigada a reler por amigos que achavam que não era possível 1 livro desses deixar-me indiferente...
Foi, então, que depois de 1 aula de Introdução aos Estudos Literários, que advogava que para melhor percepção de textos literários era necessarios, dentre varios requisitos, ter 1 ampla cultura geral. E, imediatamente, caira-me a ficha, não tinha cultura geral para entender "Nós Matamos o cão tinhoso", era preciso recuar no tempo e fazer enquadramento da obra no espaco-tempo...o efeito foi fantástico, meus amigos tinham razão.

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