quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sobre os antigos combatentes: O que se passa com o Ministério dos Combatentes?


Tenho acompanhado as viagens do Presidente Nyusi pelas províncias e dois ou três aspectos me ressaltam à vista. Imediatamente a sua tomada de posse as visitas centravam-se nas capitais provinciais e em algumas sedes de distrito. Agora, as mesmas visitas concentram-se em localidades. Em aproximadamente três anos da sua governação, o Presidente Nyusi passou várias vezes pelas capitais provinciais, distritais e agora, desce ao “ventre do país, na localidade, na povoação. Isto é o de menos, está a fazer seu trabalho. Mas o que me tem captado a curiosidade tem sido o momento em que os cidadãos decidem interagir com o presidente.
O padrão dos pedidos, solicitações ou exigências que os cidadãos fazem difere como é obvio de região para região. Porém, existe um conjunto de aspectos sobre os quais importa lançar um olhar. Em todas zonas rurais o padrão de pedidos vai para infraestruturas com excepção a habitação. Ou seja, estrada, energia eléctrica, hospital, escola, mercados, água, etc.
E em quase todos sítios, as manifestações dos antigos combatentes tem apontado para o esgotamento da paciência em relação a fixação da sua pensão. A guerra de luta de libertação terminou há mais de 40 anos; a guerra civil, há mais de 20 anos. Até hoje não está sendo possível organizar o problema das pensões, mesmo com um ministério dos combatentes a funcionar a aproximadamente 20 anos.
Se a prioridade do Ministério é cuidar dos combatentes e seus assuntos, que são em teoria poucos que o resto do povo, como se justifica que tal processo seja tão moroso até envergonhar os sucessivos presidentes que se seguiram a Samora? Este problema de pensões dos antigos combatentes não acaba porquê? Qual é o plano?
Está a ser demasiado penoso ter que ver e ouvir aqueles velhos um pouco por todo lado deste país reclamando a mesma coisa. Em nenhuma parte do país as coisas estão boas ou bem encaminhadas. Estão todos reclamando da mesma coisa.
O fardo da documentação é o mesmo. O Ministério da Justiça, Interior e suas instituições deveria engajarem-se com o MICO para expedir a documentação. Por favor, este assunto devia ter prazo. Os antigos combatentes merecem a prioridade e respeito de todos nós, independentemente da idade ou cores partidárias. São especiais justamente pelo facto de se terem exposto a riscos maiores de perderem a vida sem usufruir os proventos da sua luta. E mesmo tendo sobrevivido, são praticamente inválidos. Saibamos respeitá-los. A justificação que tenho vindo a obter não convence. E nem mesmo o Presidente ficará embaraçado a próxima vez que visitar as mesmas zonas e ouvir as mesmas lamentações. Por favor.
Leia mais em:
O que se passa com MICO – Ministério dos Combatentes? POR: Egidio Vaz Tenho acompanhado atentamente as viagens do Presidente Nyusi pelas províncias e dois ou três aspectos me ressaltam à vista. Imediatamente a sua tomada de posse as visitas centravam-se nas capitais provinciais e em algumas sedes de...
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Comentários
Fernando Sande
Fernando Sande Combatentes da libertaçao nao cabam !!!
Egidio Vaz
Egidio Vaz Podem nao acabar. Mas pelo menos sabemos que não nascerão outros.
Egidio Vaz
Egidio Vaz Podem nao acabar. Mas pelo menos sabemos que não nascerão outros.
Fernando Sande
Fernando Sande Kkkkk, como assim!!?
Frank Mwanaluc
Frank Mwanaluc Fernando....se conseguiu ler o texto...percebeu e ate fez um comentário lúcido de quem leu e percebeu, não terá dificuldade em dar continuidade ao dialogo iniciado com o Egidio Vaz
Fakir Madeira Madeira
Fakir Madeira Madeira Acho que falta humanismo das pessoas indicadas para dirigir o tal pelouro.
Reok Costa
Reok Costa Estamos a precisar de líderes.
Marcolino Alexandre Zucula
Marcolino Alexandre Zucula Se concluirmos os seus processos e pendentes existe o risco de nos próximos governos deixar de existir o Ministério e consequentemente as boladas inerentes....
Francisco De Assis Cossa
Francisco De Assis Cossa O PR não fica 2 meses sem visitar a região norte, mas è dificil ouvir que visitou inhambane ou zona centro.
 · 23 h
Agostinho Nhampossa
Agostinho Nhampossa Nao comecem aqui!!
 · 19 h
Egidio Vaz
Egidio Vaz O Presidente tem cinco anos para governar. Faça bem as contas por onde ele andou. Segundo, ele não vai lá a toa. Alguma coisa está acontecer. E lembre que isso acontece pois de longos anos de marginalização. Que não me deixe mentir.
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 · 19 h
Mauricio Mahoze Mahoze
Mauricio Mahoze Mahoze Este é o futuro problema deste país... O tribalismo... Quando era Guebuza a conversa era da gente do Norte reclamando agora que é Nyusi alguém não quer ficar por fora... 

Esse assunto não é pertinente... Concentre na sua governação e não na sua origem étnica... É o bastante o facto de ele ser Moçambicano..
 · 1 h
Khensani Duducho Sika
Khensani Duducho Sika Penso eu que é difícil resolver o problema aquí apontado, na medida em que existe uma tendência para o surgimento/aumento dia pôs dia de novos antigos combatentes
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 · 23 h
Jonas Joaquim
Jonas Joaquim Nao ha novos combatentes ha pessoas que iniciaram pedir pensões ha mais de 20 anos e nunca sao fixadas suas pensões e voltam a fazer novas tentativa. A coisa encalha no Tribunal Administrativo e penso que que ee la onde reside o problema porque se sao pedidos que nao merecem, o TA devia notificar as pessoas e dizer que nao vale a pena esperar ou fazer mais pedidos justificando as razoes.
 · 23 h
Fernando Costa
Fernando Costa Quantas centenas não terão falecido já, sem nunca se lhes ter feito justiça!
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 · 23 h
Bernardo J. Nopiha
Bernardo J. Nopiha O problema é que os filhos de antigos combatentes que nasceram depois da independência tem estatuto de antigo combatente com o direito de fixar pensão e ainda mais é trabalhador activo da função pública. E mais vem ai os netos.
 · 23 h
Fernando Costa
Fernando Costa Acho que não é bem assim. ..
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 · 23 h
Alfredo Macuácua
Alfredo Macuácua Filho de antigo combatente tem direito a fixação de pensão? Será isso de lei? Duvido!
 · 22 h
Alfredo Macuácua
Alfredo Macuácua Que eu saiba, os filhos de antigos combatentes têm tratamento privilegiado em assuntos tipo bolsas de estudo...
 · 22 h
Alberto Mutipua
Alberto Mutipua Este é um caso muito sério que está a ser levado como não fosse nada e a maioria desses homens e mulheres estão a morrer. Que pena desse Governo que leva 40 anos sem conseguir tramitar um processo que julgo eu ser tão simples como esse?
 · 22 h
Sidonio Bras
Sidonio Bras É um roubo. Até hoje eu não recebo a pensão e quando for a receber não terei direito a esse tempo todo de espera. ... bandidagem
 · 18 h
Celso Jossefa
Celso Jossefa É que cada dia que passa vão nascendo novos antigos combatentes. Assim é difícil resolver este problema. Na verdade não existe um órgão que tem conhecimento real de quem são os verdadeiros antigos combatentes. Se formos aprofundar esse assunto podemos encontrar pessoas com 50 Anos de idade. Qual é o critério que se usa para alguém ser considerado antigo combatente? Em que tempo combateram? Aonde? São várias situações que tornam o processo moroso.
 · 17 h
Celso Jossefa
Celso Jossefa Dr não percebi
 · 17 h
Mwana Acusdo
Mwana Acusdo Encomenda? Será?
 · 8 h
Jordão Bertino Cosme Mpinicamula
Jordão Bertino Cosme Mpinicamula O assunto dos antigos combatentes e mesmo triste, conheci muitos k ja desistiram i nem querem ouvir mais dste nome. K bom ter recordado est caso. K fzr...
 · 7 h
Lino Machava Machava
Lino Machava Machava Isto é muito lamentável, o mais doloroso é que existem pessoas que não foram combatentes e estão a usufruir da pensão e que nem se quer houve problemas em formar o processo "falso", mas quem na verdade perdeu muita coisa na vida a lutar para o bem de todos esta sendo marginalizado.

Meu pai passou disto, passou a disponibilidade em 1983 devido acidente no combate, requereu em 94 e so em 2012 começou a beneficiar-se por tanta insistência e força de não desistir, por que Deus deu a vida se não durante esse todo tempo tudo podia ter acontecido para não receber.

Nos os filhos estudamos a maneira, doeu nos muito quando apesar da bala na zona da bacia tentou arranjar emprego na mina na RSA, chumbou devido o projétil no corpo, voltou e disse nos que não foi possível ter emprego.

Voltando ao assunto, o mais engraçado é que este problema é de conhecimento de dirigentes com competência para tomar medidas exemplas mas não o fazem. 

Porquê? é a pergunta que não se cala.

Os dois mistérios (interior e defesa) são geridos sem a observância de diversos instrumentos que regulam as de mais instituições em Moçambique.
 · 5 h

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