terça-feira, 13 de junho de 2017

Presidentes das comissões provinciais tomam posse com recomendações de isenção


Empossados 11 presidentes para dirigir comissões provinciais de eleições
O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Abdul Carimo, exortou, ontem, os novos presidentes das comissões provinciais de eleições (CPE) a despirem eventuais cores partidárias durante a sua actuação, de forma a contribuírem para a transparência e imparcialidade dos órgãos eleitorais, durante os próximos escrutínios, a começar pelas eleições autárquicas de 2018.
Carimo, que falava no final da sessão de empossamento dos onze presidentes das CPE, disse ser fundamental que os órgãos de administração eleitoral desempenhem as suas actividades guiados, apenas, pelo compromisso de maior credibilização dos processos eleitorais.
“No vosso quotidiano e no desempenho das funções para as quais foram hoje (ontem) investidos, esperamos que tenham sempre presente o compromisso de Moçambique para com o aprofundamento da democracia multipartidária e o progresso, na perspectiva de realização de eleições democráticas genuínas”, disse Carimo.
Para este compromisso, o presidente da CNE considera crucial que os novos dirigentes sejam isentos nas suas deliberações. “É fundamental que tomem as vossas decisões com independência e se abstenham de se envolver em actividades político-partidárias, como forma de prevenção de conflitos e busca de credibilização do processo eleitoral”, desafiou.
A tomada de posse dos presidentes das CPE marca o fim da primeira etapa de implantação dos órgãos de apoio da CNE.
Privilegiar consensos
Ainda no seguimento das suas orientações, Carimo disse esperar que os novos dirigentes privilegiem, junto do seu colectivo, decisões baseadas em consensos. “As nossas deliberações e outros actos eleitorais foram sempre por consenso, têm tomado em consideração as opiniões de cada um e respeito à lei, colocando de lado as motivações pessoais e interesses particulares”, exortou. Para Carimo, é preciso que os órgãos eleitorais pugnem “por trabalho de equipa, sem atender a cores partidárias de proveniência” individual, de modo a que o processo eleitoral seja um instrumento de paz, harmonia, concórdia e profissionalismo, “de modo a reforçar a integridade do nosso processo eleitoral”.

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