segunda-feira, 8 de maio de 2017

Edil de Nampula exonera vereadores


Escrito por Júlio Paulino  em 08 Maio 2017
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Vive-se um ambiente de tensão no Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN) devido à demissão de vereadores, alguns dos quais do partido Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e nomeados quando o presidente Mahamudo Amurane assumiu o poder. Justifica-se a medida com a necessidade de dar prosseguimento às reformas em curso na edilidade e preparação das próximas eleições.
António Gonçalves, presidente da Comissão Política do MDM em Nampula, foi um dos alvos da vassourada de Mahamudo Amurane. Ele respondia pelo pelouro de Administração e Finanças e chegou a ser indicado presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA).
Maria Madalena, que ocupou os cargos de chefe do posto administrativo e municipal de Muatala e fez parte do secretariado executivo do gabinete do edil, foi “rebaixada” e colocada como motorista do chefe do posto administrativo de Natikiri, Aiuba Nacogeria. Este já desempenhou as funções de chefe do posto administrativo municipal de Muhala.
Outras figuras consideradas "pesos pesados" do MDM, ora exonerados, são os vereadores dos pelouros de Transportes, Comunicação e Trânsito, Salubridade, Higiene e Gestão Funerária e os chefes dos postos de Napipine.
Falando recentemente, na tomada posse de Judite Telma Magaia e Idalina Muivai, para os cargos de chefes dos postos administrativos de Napipine e Muhala, Mahamudo Amurane disse que a escolha foi consensual depois da auscultação feita internamente.
Charamadane Rachid e Aly Alberto, militantes do partido Frelimo, foram indicados para as vereações dos Transportes, Comunicação e Trânsito e Salubridade Higiene e Gestão Funerária.
"Mesmo sem o MDM ou outras forças políticas estarei na política, até os próximos 50 anos", disse o edil de Nampula, assumindo claramente o "divórcio" entre si e o partido que o conduziu à presidência do município de Nampula.
O @Verdade apurou igualmente que alguns funcionários, sobretudo os que assumem cargos de chefia, tem vindo a renunciar a militância no MDM devido à crise interna que esta formação política atravessar nos últimos tempos.
Reagindo às declarações de Mahamudo Amurane, o delegado político do MDM na cidade de Nampula, Luciano Tarieque, considerou que revela a democracia interna do partido. “Nós defendemos a inclusão social e não nos opomos quanto às exonerações dos nossos militantes do município. Em substituição, o edil indicou pessoas da sua confiança", disse.
O político desmentiu que o MDM esteja a viver momentos de crise, o que se pretende é supostamente desviar as atenções do partido na preparação das próximas eleições.Professores sem salários há mais de um ano em Nampula

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Destaques - Newsflash
Escrito por Júlio Paulino  em 08 Maio 2017
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Pelo menos 22 professores afectos a algumas escolas do distrito de Eráti-Namapa, na província de Nampula, estão sem vencimentos há mais de um ano, facto que os deixa com os nervos à flor da pele e de costas voltadas com o governo local.
Trata-se docentes que leccionam os níveis primário e secundário e que por conta desta situação têm abandonado os alunos à sua própria sorte. Eles justificam este procedimento com a necessidade de procurar alternativas de sobrevivência.
Segundo apurou o @Verdade, eles têm exigido explicações e a observância dos seus direitos junto da Direcção Distrital de Educação e Desenvolvimento Humano em Nampula, mas sem sucessos.
No outro momento, os mesmos professores endereçaram uma carta ao administrador do distrito, o qual criou uma equipa por si encabeçada para supostamente apurar as causas do não pagamento de ordenados.
A Direcção Provincial das Finanças em Nampula também está ao corrente do assunto. Júlio Mendes, director provincial de Educação e Desenvolvimento Humano naquele ponto do país, confirmou que, de facto os docentes em causa não auferem os seus salários há bastante tempo. De acordo com ele, o problema deve-se, em parte, ao supostamente desleixo dos próprios professores. Estes não apresentaram a tempo os documentos exigidos pelas autoridades da educação.
Os mesmos professores foram contratados no meio no ano lectivo passado com vista a fazer face à falta de professores. Uma parte deles foram colocados em zonas recônditas da província e sem condições para tratar os documentos exigidos para a regularização da sua situação contratual com o Estado, explicou Júlio Mendes.
“Muitos destes professores não têm registo na Função Publica (...)” mas são casos já desbloqueado e os respectivos processos remetidos ao “Tribunal Administrativo e às Finanças, que já estão a fazer de tudo para efectuar o pagamento num curto espaço de tempo", assegurou Mendes.
Enquanto isso, segundo o mesmo dirigente, as autoridades de educação em Nampula estão a passar um pente fino com vista a detectar docentes com certificados de formação falsos. Mendes disse que já foram detectados 74 casos desta natureza.

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