terça-feira, 30 de maio de 2017

Trump pelo mundo

editorial


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A primeira incursão do presidente dos EUA, Donald Trump, ao exterior poderia ter sido mais proveitosa, em especial no relacionamento com a União Europeia.
O melhor momento da viagem foi seu início, quando Trump encontrou-se com lideranças do Oriente Médio na Arábia Saudita, em Israel e na Palestina.
Embora criticado por setores da imprensa americana por ter escolhido uma monarquia retrógrada e ditatorial como seu primeiro destino, o republicano acertou ao pressionar os países árabes a assumirem compromissos mais claros no combate ao terrorismo.
Mesmo que a visita aos sauditas tenha sido uma forma de fustigar o Irã, é pertinente a ideia de que governos do mundo muçulmano se empenhem em segregar ideias e práticas radicais, que prosperam à sombra de uma interpretação fundamentalista da religião.
Da mesma forma, mostrou-se positiva a tentativa de Trump, já ensaiada antes, de apresentar-se como mediador de um acordo de paz entre israelenses e palestinos.
Trata-se, não há dúvida, de proposta a ser observada com cautela e ceticismo, dado o histórico de fracassos nessas conversações. No entanto, para um político que é com frequência considerado um risco à estabilidade internacional, o papel ambicionado de moderador tem uma face auspiciosa.
Menos louvável foi a passagem pela Europa. Particularmente infeliz, o encontro do presidente norte-americano com líderes de governos na nova sede da Otan reacendeu as apreensões quanto ao engajamento do governo dos EUA na aliança militar ocidental.
Como se sabe, durante a campanha eleitoral, Trump reiteradamente classificou a Otan de "obsoleta" e queixou-se de atrasos nas contribuições financeiras de outros países-membros. Tais declarações foram amenizadas posteriormente, já na Presidência.
Agora, contudo, Trump comportou-se de maneira ambígua. Se não voltou a falar em obsolescência, foi inconveniente ao insistir na cobrança das cotas pecuniárias, além de mostrar-se pouco enfático naquilo que os europeus esperavam: a reafirmação do compromisso do "um por todos, todos por um".
As relações obscuras do republicano com o governo da Rússia e suas dubiedades em relação à Europa não contribuem para um ambiente de cooperação e entendimento no mundo ocidental.

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Cloves Oliveira

(28/05/2017 06h37) há 2 dias Denunciar
A relação entre EUA e Europa sempre foi uma relação de amor e ódio. Mesmo a Inglaterra, considerada como parceiro incondicional, não perde uma oportunidade para solapar os americanos como aconteceu recentemente no caso de vazamento de dados confidenciais sobre o atentado em Manchester pelo TNY. Os europeus estão atordoados com a imprevisibilidade do DJT depois de conviverem confortavelmente com o "soft approach" do Obama. No fundo d`alma DJT vê os países europeus como decadentes e burgueses.
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