terça-feira, 4 de julho de 2017

Três homens colombianos casaram-se



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Um casal masculino poliamoroso, constituído por três indivíduos, foi reconhecido como 'legalmente unido' na Colômbia.
A celebração oficial do documento que vem legalizar a união dos três homens acontecerá nos próximos meses
Alejandro Rodriguez, Manuel Bermudez e Victor Prada são os três homens que foram oficialmente reconhecidos como ‘unidos’ na Colômbia. A primeira união oficial de três homens na Colômbia vai ser comemorada, nos próximos meses, com uma cerimónia oficial.
“Nós queremos tornar público aquilo que até agora era íntimo”, disse Prada, de 23 e o mais novo dos três.
Nós não temos razão para esconder. Nós estamos só a ajudar as pessoas a perceber que há diferentes formas de amor e diferentes tipos de famílias”, declarou Prada, citado pelo The Guardian.
Quando um notário público, em Medellín, na Colômbia, assinou os documentos no mês passado e formalizou a união entre Rodriguez, Bermúdez e Prada, os jornais locais declararam que tinha sido realizado o primeiro casamento homossexual entre três indivíduos.
Contudo, do ponto de vista legal, a união entre os três não é considerado um casamento, de acordo com o Gérman Rincón-Perfetti, o advogado que compôs o documento. “Segundo a lei colombiana, o casamento só acontece entre duas pessoas, assim tivemos de inventar um novo conceito: uma união patrimonial especial“.
O documento diz que a união entre eles os três constituem uma família e são companheiros legais uns dos outros.
Nós somos uma família, uma trieja“, disse Prada, utilizando a versão espanhola do termo throuple, o que indica que há uma relação estável entre os três homens.
Nós já éramos uma família antes disto. O documento só veio formalizar tudo”, acrescentou.
Bermudez e Rodriguez estão juntos há 18 anos e foram o primeiro casal gay na Colômbia a receber a legalização da sua relação, em 2000, 16 anos antes do Tribunal Constitucional daquele país legalizar o casamento homossexual.
El RABINO, en nuestra casa -mediador periodístico-, demostró que en nombre de dios no se tiene porque discriminar http://bit.ly/2sd9Xj7 
A legalização do casamento homossexual só aconteceu em 2016, na Colômbia, um ano depois de terem sido dados os mesmos direitos de adoção a casais heterossexuais e homossexuais.
Naquela altura este assunto nem era debatido”, disse Bermudez.
Durante oito desses 18 anos, eles mantiveram uma relação a três que incluía Alex Esneider Zabala. Há quatro anos, Prada juntou-se a esta relação poliamorosa, que totalizava já quatro elementos.
Mas Zabala acabou por morrer, ficando apenas Prada, Bermudez e Rodriguez.
Os três procuraram formalizar a sua relação legalmente. Rincón-Perfetti, que há 17 anos que elaborou o documento para legalizar a relação entre Bermudez e Rodriguez, ofereceu-se para ajudar. E não conhece nenhuma outra relação poliamarosa, no mundo inteiro, à qual tenha sido concedido o reconhecimento legal.
“Há muitos throuples, mas são completamente clandestinos”, disse Rincón-Perfetti. Agora já há especialistas em casais poliamorosos que procuram obter o mesmo reconhecimento legal, depois dos media terem dado a notícia sobre Prada, Bermudez e Rodriguez.
Os três homens e o seu advogado dizem que a união celebrada não pode ser desfeita. Bermúdez e Rodriguez celebraram sua união de 18 anos em várias cerimónias diferentes ao longo dos anos. Mas, para Prada a celebração da união a três será a sua primeira e ele quer que seja especial.
Uma oficial feminina vai comandar a parte espiritual do ‘casamento’, onde querem que atuem três grupos de dança, representado a água, o fogo e a terra. Um quarto grupo vai representar o ar, em memória do quarto elemento da relação poliamorosa, Zabala, que entretanto faleceu.
Angela Nunes
4 h
Há quadro legal para o polidivórcio?

É as campanhas cívicas contra a violência doméstica poliamorosa?
Doctor FeelgoodAngela Nunes
3 h
Bolas..................Os rapazes ainda estão em lua-de-mel e você já está a separá-los? Isso é que é antecipação, apre ! Não seja invejosa e deixe-os serem muito felizes e terem muitos meninos.

Não é o que desejaria para si na mesma situação?  Pois.
António Eliphis
7 h
Atenção que a expressão poliamor é mais um eufemismo com ideologia subjacente. A expressão técnica correta é poligamia (poliginia, poliandria, etc. dependendo da composição do grupo).
António Eliphis
7 h
Casamento vem de casa, não de par. Se várias pessoas vivendo na mesma casa, querem oficializar o ato, porque não? Acho todavia que a monogamia foi um passo civilizacional, que permitiu também aos machos não-alfa procriar e constituir família. O poliamor sempre se praticou no paleolítico. Os antropólogos definem-lo como poligamia. E apenas os machos alfa tinham e concebiam as fêmeas. A monogamia permitiu aumentar a diversidade ao aumentar a combinatória genética. E tal foi positivo, pois na civilização, o mais forte e musculado, talvez não seja aquele que se deva reproduzir com maior proficuidade.
Bruno SantosAntónio Eliphis
7 h
Gostei dessa perspectiva história, faz sentido.

Acho contudo que isso não põe em causa a oficialização destas relações poliamorosas, até porque eu diria que relações deste tipo acontecerão sempre naturalmente em número reduzido. O ciúme do ser humano é uma coisa muito forte, acho que quase todos temos noção disso, muito pouca gente aceitaria alguma vez partilhar um parceiro, para além de que conseguir alinhar interesses e conviver diariamente com um parceiro já é uma coisa complicada, com dois será ainda mais. Eu diria que para uma relação poliamorosa funcional realmente acontecer, é necessário que os astros estejam todos alinhados. Mas apesar de raro acho que é algo que pode acontecer e por isso acho que estas pessoas tendo efetivamente um vínculo amoroso entre elas, esse vínculo devia ser oficialmente reconhecido, porque acho que não cabe ao estado dizer "só podes amar uma pessoa" por exemplo.

A palavra chave aqui é o consentimento. Se 3 pessoas efetivamente se amarem umas às outras e de livre vontade quiserem oficializar a relação, acho que não somos nós que devemos impedir. A palavra chave aqui é o consentimento e o caráter igualitário de todos os membros do casal, daí que não deva ser confundido com os haréns, com poligamia árabe ou até com a poligamia histórica que você mencionou. A poligamia árabe não é um casamento ou um vínculo entre três ou mais pessoas, é um casamento de um homem com várias mulheres. O único elo em comum de uma poligamia árabe é o homem, que tem várias esposas, mas cada uma dessas esposas só têm um marido, ou seja, não é um casamento igualitário entre três ou mais pessoas. É um casamento em que um homem casa com quantas mulheres quiser, mas só ele é que está ligado a essas mulheres, as esposas dele não são esposas umas das outras, nem podem impedi-lo de casar com mais mulheres. Não têm poder decisório. É uma prática totalmente patriarcal e humilhante para a mulher.

No caso destes três homens colombianos, estamos a falar de três pessoas que de forma igualitária estabeleceram um vínculo uns com os outros. Só se casaram porque os três quiseram, bastava um não querer e já não se tinham casado. É um cenário totalmente diferente, estão os três casados uns com os outros de forma igualitária, há um vínculo que une cada um deles ao outro, sendo que cada um dos três tomou a decisão de forma livre, consciente, responsável.
Bruno Santos
17 h
Tivessem os heterossexuais a mesma coragem de assumir as amantes que mantêm fora do casamento, e o mundo seria certamente um local melhor, com menos mentira, menos falsidade e menos gente a viver das "aparências"!
Doctor FeelgoodBruno Santos
17 h
..................mas mais conflitos domésticos, a poligamia equilibra e pacifica o homem. Homem macho, sublinhe-se, porque alguns andam disfarçados.
Luis MPP MartinsBruno Santos
17 h
Acha mesmo? 
José João JustinoBruno Santos
15 h
Resolve algum problema que os casais tradicionais tenham? Melhora a qualidade de vida dos sócios? Evita conflitos? É tudo uma questão de show off e moda efémera. 
A vida destes três homens em questão, sim, melhorou, e ao mesmo tempo não prejudicou a vida de ninguém. E melhorará a vida de todos aqueles que queiram viver como eles.
Em vez de perguntar "Traz algum benefício?", pergunte antes "Traz algum prejuízo?".
A resposta à primeira pergunta é sim, a resposta à segunda pergunta é não.
Moda efémera parece ser o casamento de um modo geral. A maioria dos casais divorciam-se de qualquer forma.
Bruno GuedesBruno Santos
12 h
Da maneira como isto anda, mais vale acabar com o casamento civil. Se tudo é casamento, então nada é casamento. Se para o Estado o casamento é uma espécie de "registo oficial de namoros", então mais vale acabar com tudo e poupar na burocracia. Quem quiser dormir com um ou com 20, que durma; quem quiser estar com uma hoje e com outro amanhã, que esteja; e quem estiver mal que se ponha bem. Se é para ser assim, então acabe-se com o casamento e com o divórcio, porque já não têm nenhum valor. Poupa-se em burocracia e poupa-se em manifestações pró isto é pró aquilo. Se não há regras, então que pelo menos haja coerência. 
José João JustinoBruno Santos
12 h
Next big thing será um casamento com um animal de estimação? Há que tentar os limites...LOL
José João JustinoBruno Santos
12 h
Casamento é uma coisa e um happening para servir de porta-bandeira  a um grupo de pressão é qualquer coisa distinta. Chamem o que quiserem, e tem todo o direito de fazer com as vidas deles o que entendem, mas casamento, não é.
José João JustinoBruno Santos
12 h
E os gays serão os ungidos do Senhor, que não comentem "adultério"? A promiscuidade sempre foi uma marca registada na comunidade. Por muita simpatia que tenha por si, não me venha com essa ideia, que eu não compro; os gays tem os mesmo defeitos e qualidades dos heteros. Fico piurso com essa mania de superioridade moral ...
mas é que não duvide disso, caro Justino. Já existem hoje muitas ideologias para aí que defendem a total igualdade entre humanos e animais e que não se opõem a relações zoofilas. O "todos somos iguais" e o "amor não tem barreiras" leva a isso mesmo. Pouco falta para permitirem relações de pedofilia em que a criança consinta.
Não compreendo essa comparação de um casamento entre seres humanos com um casamento entre humanos e animais. Os animais não podem dar consentimento, portanto não são elegíveis para casar. Essa comparação não faz qualquer sentido.
Se tivesse lido a notícia saberia que a esta prática não lhe foi chamada de casamento, mas sim de "união legal". De qualquer forma não vejo problema se lhe tivessem chamado casamento, não compreendo essa obsessão com a semântica.
Não foi minha intenção dizer que os gays não traem. Alguns traem, e escondem-no, tal como os héteros. Mas o casamento entre pessoas do mesmo sexo é tão recente (sendo que ainda nem sequer existe na maior parte do mundo) e a traição no casamento é tão antiga e histórica, que eu achei por bem adicionar a palavra heterossexual.
Bruno SantosBruno Guedes
11 h
Uma criança não pode dar consentimento, assim como um animal também não pode. Os cenários de que fala não fazem sentido. A palavra chave quer de algo tão simples como uma relação sexual ou algo mais complexo como um casamento é o consentimento, não é o género dos envolvidos, nem nada disso, como durante muito tempo se convencionou. A palavra chave é o consentimento. Só isso basta para barrar a possibilidade de uma pessoa se casar com um animal ou de a pedofilia vir a ser aceite.
victor guerra
18 h
Isto só acaba quando pudererm casar onze e fazer uma "equipa unida".Mesmo,muito unida
Ricardo
19 h
Seria interessante olhar para as causas da queda do império romano...

Substituindo o império romano pelo mundo ocidental...

Some food for thought...
Bruno SantosRicardo
17 h
Totalmente errado. Durante todo o seu período de expansão, os romanos eram pagãos tolerantes e bastante liberais do ponto de vista sexual. O Império Romano acabou precisamente menos de um século depois de ser dominado pelos "pseudo-valores morais" do cristianismo.

Roma foi fundada em 753 a.C., cresceu e expandiu-se ao longo de 9 séculos consecutivos a professar religiões pagãs tolerantes, com muita orgia e bacanal à mistura. Tornou-se um dos maiores impérios da história. 

Em 380 d.C. o Império Romano tornou o cristianismo na sua religião oficial, o povo tornou-se obcecado com o "pseudo-moralismo" da igreja cristã, e menos de um século depois, em 476 d.C., o Império Romano chegava ao fim.

A religião não foi certamente o único motivo pelo qual o Império Romano colapsou, mas foi um dos motivos. Mas a questão aqui é esta: dizer que o Império Romano colapsou devido àquilo que você chama de "imoralidade", é um absurdo e não tem qualquer fundamento histórico. O Império Romano acabou precisamente num momento em que a liberdade sexual estava diminuída devido à instituição dos "pseudo-valores morais cristãos", as orgiais e os bacanais estavam a ser proibidos e o sexo fora do casamento já era socialmente reprovado.
Faggot alert! Faggot alert! 

PS. Nao preciso de lições de história... Se és maricas, sugiro que procures ajuda psiquiátrica... Se nao funcionar, tenta lobotomia!

Bruno SantosRicardo
16 h
Realmente deve ser complicado para alguém homofóbico viver na Europa Ocidental ou na América no século XXI. Podes sempre ir para um país árabe, não vais encontrar homossexuais assumidos por lá.

Se ainda assim quiseres ficar por aqui (porque curiosamente os homofóbicos europeus também costumam ser xenófobos e islamofóbicos, haha, a maioria tem o pack todo), então aceita que dói menos. :)
Bruno GuedesBruno Santos
12 h
Olhe que os países árabes também já são progressistas. Lá a poligamia já é legal desde o século VII.
Bruno SantosBruno Guedes
11 h
A poligamia árabe não tem absolutamente nada a ver com este caso em questão. Neste caso três pessoas que se amam casaram.

A poligamia árabe não é um casamento ou um vínculo entre três ou mais pessoas, é um casamento de um homem com várias mulheres. O único elo em comum de uma poligamia árabe é o homem, que tem várias esposas, mas cada uma dessas esposas só têm um marido, ou seja, não é um casamento igualitário entre três ou mais pessoas. É um casamento em que um homem casa com quantas mulheres quiser, mas só ele é que está ligado a essas mulheres, as esposas dele não são esposas umas das outras, nem podem impedi-lo de casar com mais mulheres. Não têm poder decisório. É uma prática totalmente patriarcal e humilhante para a mulher.

No caso destes três homens colombianos, estamos a falar de três pessoas que de forma igualitária estabeleceram um vínculo uns com os outros. Só se casaram porque os três quiseram, bastava um não querer e já não se tinham casado. É um cenário totalmente diferente, estão os três casados uns com os outros de forma igualitária, há um vínculo que une cada um deles ao outro, sendo que cada um dos três tomou a decisão de forma livre, consciente, responsável.
Bruno Guedes
19 h
Cá está a próxima causa fracturante: casamento poliamoroso. Com direito a adopção, claro. E a seguir vem o casamento inter-espécie, porque o amor não tem barreiras, nem mesmo se for com cães. Até 2030 está tudo legalizado. 
Luciano Oliveira
19 h
Dado que são três pessoas, usar o termo "casal" não me parece correcto. Segundo o dicionário da Priberam:

casal 
(latim casalis, -e, relativo à quinta, à casa) substantivo masculino
1. Par formado por macho e fêmea.
2. Par formado pelos cônjuges.
3. Conjunto de duas pessoas que têm uma relação sentimental e/ou sexual.
4. Propriedade rústica menos importante que a quinta.
5. Pequena povoação. = LUGAREJO
6. Conjunto formado por duas coisas iguais ou semelhantes. = PAR

https://www.priberam.pt/dlpo/casal 

Doctor Feelgood
19 h
Que horror !!.............A seguir virá a quadratura do círculo, está visto.

É o que acontece em países com elementos femininos podres de bons, no Brasil é idêntico. Ainda bem que por Portugal ainda as há bigodudas, são uma barreira natural para estas aventuras modernas....
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