sexta-feira, 7 de julho de 2017

“O TERCEIRO SECTOR” EM MOÇAMBIQUE


Por “terceiro sector” quero referir-me ao conjunto de associações e entidades sem fins lucrativos que trabalham em prol do desenvolvimento social. Aliás, o termo provém da sociologia e vem da américa, “third sector”, em inglês. Em teoria, a sociedade divide-se em três sectores, nomeadamente o Governo (primeiro), o sector privado (empresas e empresários – segundo sector) e sociedade civil (terceiro). Segundo a mesma classificação, o terceiro sector intervém em áreas ou locais onde o Estado não consegue chegar, fazendo acções solidárias (Quintão, 2004). Iria continuar com a minha longa e habitual introdução, mas paremos por aqui.
Começaria muito rapidamente por questionar o que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) através da sua Direcção das Organizações Internacionais (DOIC) está a fazer para melhor organizar o “terceiro sector” em Moçambique. Julgo que temos potencial de esta direcção ajudar no aceleramento do desenvolvimento nacional, através de uma efectiva monitoria do trabalho das organizações da sociedade civil (OSC) nacional e internacionais junto às comunidades que clamam servir ou ajudar o Estado para que os serviços básicos cheguem as comunidades e populações mais vulneráveis.
Primeiro: nós somos membros efectivos do sistema das nações unidas; membros de pleno direito, diga-se e Moçambique paga quotas e não sei se temos dívida alguma com o sistema das ONU. A presença das organizações do sistema das NU em Moçambique não é nenhuma caridade mas sim do direito que nos assiste com Estado membro. É assim mesmo que tem que ser. O que está entalado na minha garganta é que os representantes das agencias das NU em Moçambique são na maioria estrangeiros e não nacionais. Em outros países africanos, digamos Kenya, Zâmbia ou mesmo na europa, EUA, os representantes nacionais de organismos das nações unidas são por lei obrigados ou no mínimo devem ser nacionais.

Porque é que em Moçambique, com quadros e capacidade humana as agências das NU em Moçambique são representadas por estrangeiros, salvo um ou dois casos apenas, como o caso Jaime Comiche na UNIDO? Devo deixar claro aqui, que não me refiro a missões diplomáticas por excelência: embaixadas e consulados que são regidos pela Conveção de Viena de 1961. O mesmo disparate que se diga em relação as organizações não-governamentais internacionais. Todas tem representantes ou directores estrangeiros. Quando querem colocar os Moçambicanos, de forma dissimulada, transforma a tal ONG em associação nacional como é o caso da ActionAid, o processo em curso “domesticação da Oxfam” em associação nacional. São assuntos que o MINEC devia prestar atenção. Não adianta aqui dizer ahhhhh...eles é que tem dinheiro...ou tem privilégios e prerrogativas e bla bla bla...se somos um Estado soberano então decidamos o que queremos e “comportemo-nos como adultos se queremos que os outros nos respeitem (Ngoenha, 2017) ou os outros “não deixarão de nos tratar como crianças (Oldemiro Baloi, 2017).
Segundo: a partir da definição do terceiro sector, fica claro que algumas organizações têm sede em Maputo quando deviam estar localizadas lá onde a sua presença é requerida. Desta forma, não só os custos operacionais baixariam como também a sua presença no local acrescentaria valor ao desenvolvimento social. Pensem por exemplo uma organização de fomento de gado em Manica com sede em Maputo; ou um programa de promoção da saúde pública em Cabo Delgado com sede em Maputo. AS ÚNICAS ENTIDADES com obrigação de manter as sedes na capital do País são as embaixadas, à luz da Convenção de Vienna de 1961. De novo, é assim como os outros organizaram o terceiro sector nos seus países.
Terceiro: fiscalização. Quem fiscaliza quem e como é que a boa-governação das OSC é monitorada por quem de direito? Quem disse que não corrupção nas ONGs? Desde sobrefacturação; queimar dinheiros em seminários infindáveis que não produzem resultado nenhum senão as barrigas dos participantes; até desvio de fundos e atropelos a contratações. Recentemente circularam notícias que davam conta de graves indícios de corrupção em algumas organizações intermediárias, num relatório assinado por algumas outras organizações de sociedade civil. O facto duma ONG praticar ilegalidade não deve ser assunto alheio ao Estado enquanto tal acto ter ocorrido neste país. Será que as entidades judiciárias não têm uma palavra a dizer? Se a promoção da boa-governação é responsabilidade de todos nós, como é que um sector apenas fica quase que isento da fiscalização mas é o mesmo que vezes sem conta fiscaliza os outros? Mas quem fiscaliza o que as OSC/ONGS fazem neste país? Não basta exigir que as ONGs/OSC apresentem dados fabricados para “contribuir” aos PES de cada ano. As ONG/OSC devem ser chamadas a prestar contas do que fazem, a iniciar pela manutenção dos nacionais em posições de direcção e representação. Será que os representantes estrangeiros nas ONGs/OSC representam melhor os interesses dos mais vulneráveis em Moçambique? Precisamos uma DOIC mais actuante.

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Estou preocupado!
Sim, estou mesmo preocupado. Ontem (06) participei de um debate organizado pelo Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO) sobre as 'Dívidas Ocultas'. Participei do mesmo porque julguei que poderia colher algo de positivo para formar a minha opinião sobre o assunto acima mencionado.
De balde, o que assisti naquela sala do Centro de Conferências das TDM foi um verdadeiro NÃO debate, mas sim acusações e insultos mútuos. Nem sempre a qualidade dos painelistas é bastante, a plateia/público deve estar na mesma medida ou aproximar-se disso.
Estou preocupado não por este debate em particular, mas com a percepção de que estamos muito distantes para construir uma sociedade onde o debate de ideias se sobreponha ao debate de pessoas.
Foi incrível ver naquela sala distintos e anónimos cidadãos a se degladearem ferozmente para fazer valer as suas opiniões. Aliás, aquilo era como dizer: "eu estou certo e você está errado".
É no mínimo preocupante notar que a aceitação da opinião diferente continua uma grande dificuldade entre nós. Aliás, não somos obrigados a concordar com os outros, pois, se duas pessoas têm a mesma opinião sobre determinado objecto, então uma delas é dispensável.
Precisamos interiorizar, de uma vez por todas, que uma opinião diferente da sua não significa ser obrigado a concordar com ela. É só aceitar que ela existe. Concordar que discordamos.

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Constantino Joao
Constantino Joao Concordo em parte com o autor deste post, mas há que ter cuidado quando se a questão é aceitar a opinião do outro. Num debate, quando não se concorda com a opinião do outro, é justo contrapor com A+B os pontos de divergência.

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Zee Mavye
Zee Mavye "Debater" deve ser um tema de um programa de televisão publica

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Zé Joel
Zé Joel Ainda temos problemas sérios nesse aspecto. A capacidade de dissociar a pessoa como ser humano, digna de respeito, consideração e repito, da sua opinião como pensador, exige de alguém uma capacidade de abstração acima da média. É por isso que uns se matam simplesmente porque divergem nas ideias.
Egidio Vaz
Egidio Vaz Sobre o "pandemónio" da sociedade civil, ler qui: https://goo.gl/aCzXfz

que fazem a intermediação da distribuição dos recursos…
1maomz.com

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· 3 h
Dimas Xavier
Dimas Xavier Infelizmente ainda estamos num pais de BOLADAS.

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Zee Mavye
Zee Mavye Luis Nhachote peço que me envie a famosa Carta.. . Este assunto me interessa...

Egidio Vaz mais um a vez obrigada por trazer Este assunto ao descoberto. Chego a questionar me se realmente temos OSC em Moçambique, Eu tenho as minhas duvidas, o contacto que tive/tenho com algumas, sempre tive a imprensão de está num grupo com agenda politica ou um negocio não claro...

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· 2 h
Moulinho Lehuany
Moulinho Lehuany Egidio Vaz, este terceiro sector contribui substancialmente para enfraquecimento do poder do Estado, visto que actuam para além de máquina administrativa da localidade. O poder do chefe de posto é tão limitado que nem se faz sentir nem na localidade e zonas. O terceiro sector com base nos seus recursos chega até as zonas e estes senhores coordenadores são mais conhecidos que o chefe da localidade. Esta figuras doravante possuem intenções não confessas de natureza política e vão usando a capa da sociedade civil.

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· 2 h · Editado
Eddy Lumasai
Eddy Lumasai Quanto ao primeiro ponto mantenho-me neutro e no terceiro concordo mas no segundo descordo da "suposta obrigação". A dever duma organização é cumprir com aquilo que ela disse que queria cumprir e sim o Estado deve fiscalizar até que ponto elas fazem isso. Mas se elas escolhem instalar a sede na Capital ou onde quer que seja esse é um dilema da própria organização e a decisão sobre isso será feita mediante a flexibilidade da gestão administrativa e financeira. É mais fácil gerir os recursos administrativos e financeiros na capital de Moz que em qualquer outro sitio e mesmo aqui já se depara com alguns problemas de celeridade dos processos.

Uma organização que lida com Saúde em Gondola deve procurar focar se em Saúde e não perder tempo a criar infraestruturas adjacentes.

Essa parte de diminuirá custos creio que tenha sido analisada de forma leviana, o mais provavel será aumentar os custos e diminuir a velocidade de actividades que não são o core business.

Há localidades com problemas de internet, energia, água serios, problemas de agências bancárias e outros que podem desacelerar em muito as operações essenciais.

Se até as multinacionais que tem dinheiro para actividades non-core como construcao de infraestruturas calcuram que é mais facil construir as bases organizacionais apartir das sedes em Maputo para depois apenas enviar se as directivas para os campos de operações imagina então uma organização sem fins lucrativos?

Imagina se as pessoas que constituem o publico alvo estejam a 10km da agência bancária mais próxima, estás a imaginar a quantidade de recursos que iriam despender so para comprar uma resma para questao administrativas ou outro material e ou outras operacoes essencialmente administrativas e financeiras? Não é mais fácil construir se essa base na capital e na comodidade do tudo e depois mandar o essencial lá para as operacoes? E garantindo que os recursos financeiros materiais humanos sejam organizados de forma flexivel e pratica aqui e depois enviadas para onde são precisos ?

A organizacoes devem instalar se em locais praticos.

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· 2 h
Egidio Vaz
Egidio Vaz Entendi o seu ponto.

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Eddy Lumasai
Eddy Lumasai Obrigado pela compreensão amigo Egídio.

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Steven Le Vourc'h
Steven Le Vourc'h Concordo a 100%
Juma Aiuba
Juma Aiuba Estou contigo, mbuya Egidio Vaz. No ano passado escrevi um pedacinho sobre isso. As ONGs faturam uma camisete de baixíssima qualidade (tipo aqueles usadas em certas manifestações) por 2 mil. Aquilo custa 100 meticais com estampagem. Levam se per diems para 10 dias e só se trabalha 1 dia. O resto é aquilo que sabe, e muito bem disse. A minha experiência de quase 10 anos nas ONGs dá para fazer um livro de bandidagem.

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· 2 h
Egidio Vaz
Egidio Vaz "A minha experiência de quase 10 anos nas ONGs dá para fazer um livro de bandidagem"
Livro de bandidagem, notável!

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· 2 h
Juma Aiuba
Juma Aiuba E essa cena de ter representantes estrangeiros nas ONGs nunca vou entender. Recebem balurdios e nada fazem senão tomar cafés nas conferências.

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· 2 h · Editado
Natercia Mabota

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Aniceto Mapfala
Aniceto Mapfala kkkkkk...epah...

Spirou Maltese
Spirou Maltese De acordo e muito bem exposto. Mas eu até hoje não consigo perceber o impacto econômico dessas ONGs.. desde a infância do país que cá estão e o país mesmo com eles aqui, está a regredir (se olharmos os tais indicadores feitos muitas vezes por elas mesmas), gastam mais os dólares em salários e outras despesas fixas de funcionamento, que não em executar o seu objecto primário. Há sim que por ordem no sector.

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· 2 h
Natercia Mabota
Natercia Mabota Super, gostei!

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Natercia Mabota

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Spirou Maltese
Spirou Maltese Só não concordo com essa visão de terem agenda oculta e política. Pode ser que uma e outra apoiem partidos...Mas isso já é falta (se for verdade)de fiscalização e seriedade.



Yaqub Sibindy
Yaqub Sibindy O Terceiro Sector actua como o Estado Maior General do Movimento da Consciência da Cidadania, numa Sociedade que se pretende ser Democrática!

Todavia, Terceiro Sector, numa Sociedade domada pelo autoritarismo do Primeiro Sector, onde se mistura à ditadura com a hipocrisia democrática, como é o caso de Moçambique, o Terceiro Sector é classificado como um punhado de agitadores composto geralmente pelos apóstolos da desgraça que actuam como inimigos do regime!

Peço o comentário especial do Professor Dr Julião João Cumbane, sobre esta matéria levantada por Professor Dr Egídio Vaz, que desde já apelo que preste muita atenção, podendo comentar, comentário por comentário dos diversos comentadores que desejarem participar neste debate!

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El Patriota
El Patriota Excelente

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Helder Shenga
Helder Shenga São espiões amigo.

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Filipe Nhalungo
Filipe Nhalungo Interessante observação.

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Boa Monjane
Boa Monjane "Os representantes nacionais de organismos das nações unidas são por lei obrigados ou no mínimo devem ser nacionais" - Se são nacionais, como é que não seriam "nacionais".
Mas entendendo o que queres dizer, não é certo o que dizes. Helder Muteia foi o chefe máximo da FAO em Portugal até muito recentemente e agora está lá um Angolano.
Check your facts

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Egidio Vaz
Egidio Vaz Boa, Portugal não é Moçambique. Check language please

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Boa Monjane
Boa Monjane "Em outros países africanos (...) ou mesmo na europa (...)"
Portugal está na Europa

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Egidio Vaz
Egidio Vaz Claro que está na Europa ilustre. Mas não é Europa. Tal como em "outros países de África"
Jorge Saiete
Jorge Saiete "Não basta exigir que as ONGs/OSC apresentem dados fabricados para “contribuir” aos PES de cada ano". Interessante

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Vakatsur Litsur
Vakatsur Litsur Subscrevo companheiro.

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Euclides Cumbe
Euclides Cumbe Assunto pertinente. Andam muitas OCS pelo país que na verdade fazem branqueamento de capital e de filantropia nada fszem.

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Esaias Benzana
Esaias Benzana Este é um país de boladas. Eu, juntamente com meus colegas sofremos uma burla feita por uma ONG. Queriam que lhes prestássemos uma consultoria. Desenhamos o projecto, aprovaram, mas não nos chamam para operacionalizar a execução. Mas pude, indirectamente, saber que tal projecto decorre precariamente, mas vai andando e, no fim, terão fingido que usaram o dinheiro para nos pagar, MAS NADA DISSO!

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Heleno Bombe
Heleno Bombe As lideranças internacionais nas ONG's e OSC tem em vista assegurar e garantir que não se cometa corrupção e prestação de contas ao doador muita das vezes é por imposição do Doador que financia determinado projecto contudo eu sou contra por não valorizar-se os nacionais!

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Lenon Arnaldo
58 min ·
Dizia meu avô, que mentiras tem pernas curtas! Não é que ele tinha razão.
Isso vem a propósito, da retirada ou não das posições das FADM que sitiaram por completo o DHL.
Segundo a cartilha da época (epopeia banditisca) o líder andava a vontade pelas matas ou Serra da Gorongosa. Afinal o homem estava bloqueado - como de resto, o dissemos nesta plataforma.
O ataque a bens públicos é particulares, era uma forma de reação ao bloqueio, e quiçá, tentar distrair/desviar atenção dos que estavam 24 a monitorar o homem.
Bem haja, as nossas Forças de Defesa e Segurança.
NB: se a ideia é negociar-se em paz, porque exigir os FADM se retirem de Gorongosa? O sensato não seria ele, sair das matas para a cidade, com proteção do estado - até par garantir uma maior responsabilização do mesmo, já que, há suspeitas que alguém mal intencionado (incluindo ala dura do MNR) o liquidarem.

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Lenine Daniel
Lenine Daniel Cada um acredita no que quer... O desejável é que todos fizéssemos "forcing" para levar o assunto à um "bom porto".

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Rafael
Rafael Estás a desvalorizar as palavras do Chefe-do- Estado. Ou seja, dizer que ele é louco?
Na sexta-feira, em Tete, PR disse em alto e bom som, que há grupos (na Frelimo) que não querem a paz. Alguns estão representados no facebook!

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· 44 min · Editado
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Domus Oikos
Domus Oikos Concordo.

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Rafael
Rafael "Se a ideia é negociar-se em paz, porque exigir os FADM se retirem de Gorongosa?", Lenon Arnaldo não sabe que o PR concordou com esta ideia, que voce está questionar? Voces não estão a ajudar o PR, pelo contrário.

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Spirou Maltese
Spirou Maltese O PR está a remar contra uma maré cheia de tubarões. No seu próprio feudo !

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Rafael
Rafael Eram 40. Agora tem um reforço de 16. Alguns querem ser vocalistas sem dominar o coro. Djone Lenon, não faças isso mano. Contribua para paz.



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Domus Oikos
Domus Oikos Alguns querem a paz mais têm ideias e análises de guerra.
Em todas partes do mundo, em todos os tempo existem reivindicações pra o respeito pleno dos direitos. As revoluções, as guerrilhas, as lutas armadas... tem significado mais amplo do que simples apreciação superficial da sua existência. A isso não se chama de banditismo. A frelimo teria sido grupo de assassinos ou bandidos quando reivindicavam os direitos de soberania e outros. ANC, MPLA, PAGC...seriam grupos de bandidos... As revoluções russas, as guerras de independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, a Guerra dos 7 dias, as guerras nipônica, etc.
Nem o PR nunca chamou Dhlakama de bandido.
O que temos que fazer é tornar o nosso país mais democrático.
Temos muitos bandidos isso sim como aqueles que roubam ou endividam o país com injustificadas acções de sobre-facturação... esses são bandidos.
A linguagem desempenha um papel muito importante na construção da paz. Cada moçambicano deve lutar pra fazer com que tenhamos instituições credíveis e fortes.

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Spirou Maltese
Spirou Maltese Grande abordagem. O que leva de facto a dar razão ao Nyusi sobre pessoas que não querem a paz e dão nomes as pessoas, pelas suas convicções políticas deturpadas e subjetivas. O país dispensa essas pessoas contra a paz.

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Domus Oikos
Domus Oikos A acção da Beira foi a mais penosa. O Dhlakama saiu da mata pra cidade todos sabem o que aconteceu. Teve emboscada da sua coluna e houve mortos. Há muitos que não querem a paz. Estou feliz que temos um PR que pode fazer algo e começa a denunciar os bandidos que não querem a paz dentro do partido e infelizmente são graúdos. A oposição política hoje e em democracias evoluídas salvaguardadas pra exercício da dialética política pra consensos fundados.

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Andre Jorge Chifeche
Andre Jorge Chifeche Lenon Arnaldo estas a contrariar o chefe do estado? Paz paz paz.

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Homer Wolf
Homer Wolf É triste!...😪
PALHAÇADA DO GOVERNO PARA UM POVO SOFRIDO!
Afinal o que impera a materialização dos entendimentos, ou seja o que faz com que a palavra RETIRAR seja substituída por FUSÃO?
Pois o que assistimos é mesmo isso, um Governo enganador, um Ministro da Defesa precipitado, faz de tudo para demonstrar a sociedade e ao mundo algo que não existe e coloca em causa a palavra do seu Comandante em Chefe.
Levou nas correrias Jornalistas seleccionados para as proximidades da Serra da Gorongosa, antes mesmo de ter a certeza do que estava lá acontecer ou aquela coisa que no Centro do País falam na língua Cena ( APHALE AMU SWASWA ) Sim, pessoas que vivem de aparência, ostentam o que não possuem, quando lhes surpreende, eles dizem, José, o sr. António não devolveu a cadeira até aqui? Faz se de alguém que tem cadeiras, enquanto não tem e depois volta a ordenar, José, vai buscar a cadeira na casa do António, e diga a ele que dá próxima não lhe empresto mais.
O José, já conhece o truque, ele vai a casa do sr. António, pedir emprestado cadeira, pois quem cadeira é o sr. António e não o pai do José, e o hóspede, não apanha nada continua de pé e quando o José volta a cadeira, o pai diz para a visita, já viu esses vizinhos, emprestam não devolvem foi preciso mandar o meu filho buscar. Tu como visitante, sai daquela casa sabendo que eles têm cadeira, mas logo que tu sais, o José, pega na cadeira e devolve ao dono o sr. António.
Ora vejamos, a situação da tal novela da retirada verso fusao das de 8 das 26 posições que cercam a Serra da Gorongos:
Uma companhia é composta por 120 homens de todas as especialidades, se as 26 posições que o Governo da Frelimo montou na Gorongosa em cada tiver esse efectivo, significa que na Serra da Gorongosa estão 3120 homens a caçar ou cercar o Líder.
Por outro lado, se das 26 posições que cerca a Serra da Gorongosa, no entendimento e no anúncio do Presidente Nyusi deviam ser retirados 8, e nestes cada com 120 Homens, o povo teria visto 960 Homens a caminho dos Quartéis.
Neste momento, teriam restado, dos 26-8 = 18 Posições, pelo que 18 Posições por 120 Homens cada, diríamos que até hoje, na Serra da Gorongosa estariam 2160 Homens a caçar o Líder da RENAMO.
Amigos acham que o Governo que quer Paz precisava de colocar mais de 3 mil Militares para cercar um Homem com quem quer reconciliação? Acham que o reagrupar os mesmo efectivos em posições já existente, ou seja fundir as 8 posições, nas 18 e manter o efectivo é ou se chama retirar?
Neste cenário é fácil perceber que não houve RETIRADA de se quer 1 Militar e muito menos posições.
Lembram do Aphale amu swaswa? Sim, o Ministro, mandou organizar seus tropas nas correrias e pegou alguns Jornalistas para irem ver onde achou necessário amostrar, e depois? O Ministro e os Jornalistas, regressaram a proveniência e as cadeiras também regressaram a proveniência, assim como o hóspede não precisou regressar para ver se a cadeira que o José foi buscar na casa do sr. António ainda mantinha se na casa do José ou não. Assim são os Jornalistas que lá foram, não tem a certeza sobre se o que viram continua como viram ou não. .
Senhores, o melhor Jornalista e testemunho neste processo se chama POVO, pois o POVO viu Blindados, Camiões, Armas e Militares a entrarem em Gorongosa desde que o conflito surgiu. Portanto o mesmo POVO espera ver, Blindados, Camiões, Armas e Militares a saírem da Gorongosa onde os viu a entrar e não um ministro que entra e sai.
Demência.
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David Jose
David Jose Isso é pura verdade não foram fazer nada o povo xta de olho
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Eduardo Domingos
Eduardo Domingos O erro foi cometido no principio. Nós diziamos que nao existem acordos verbais que se revindique a sua violaçao. O lider da renamo deu tempo para frelimo se organizar, as consequencias mais uma vez serao para o povo.
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· 24 min · Editado
Nelito Da Mara BT
Nelito Da Mara BT SINCERAMENTE AS COISAS NÃO ANDAM BEM AQUI, PARECE ME QUE UM CERTO GRUPO DE PESSOAS ESTÃO A FAVOR E GANHAM COM ISSO.
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Aly Da Helena Chahar
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Cristina Ussene
Cristina Ussene Vamos orar em fortes correntes de oração para que Deus amoleça os corações de quem tem o poder do BEM COMUM e de trazer a paz que tanto se almeja. Só Deus mesmo. Oremos todos Deus irá responder sem falta. Não percamos a fé.
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Ezequiel Simbarove
Ezequiel Simbarove Boas explicação sobre as mentiras . Mas nunca houvimos no mundo um governo como essa . Agora o problema já não é das mentiras da frelimo ! Porque afrelimo mentiu para garantir a sua governação . Agora a constituição nacional e internacional tem artigos que defende mentiras ? Qual é esse artigo ? O que numero do artigo ? Se a justiça nacional e internacionl não tomar o seu papel as coisas vai ficar asim . Mas se não tomarem acoēs pelas mentiras da frelimo ficamos a sabemos não ha justiça no mundo . Portanto a renamo tomará sozinho acoës . Mas não venha amanhã dizer que há julgamento ;porquanto pelas mentira da frelimo não nos mostrou arttigos k defendes as . Nos dentros destas bbrincadeiras queremos ver verdade da constituição k enxiste ou não.
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Stefan Zweig
Stefan Zweig Depois no fim veremos as consequencias nefastas
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Leston Massingue
Leston Massingue Muita pena pra M'tumuke! Aquele velho coitado sempre trouxe problemas, já que as mariazinhas estão sub-seu comando não haverá nunca o sucego neste país.

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