sábado, 22 de julho de 2017

MAHAMUDO AMURANE INAUGURA NOVO AMBIENETE



MAHAMUDO AMURANE INAUGURA NOVO AMBIENETE
O Novo Ambiente foi inaugurado hoje, 22 de Julho, na Avenida Eduardo Mondlane em frente ao Sporting Club da Cidade Nampula, pelo edil de Nampula, Mahamudo Amurane, uma cerimonia solene repleta de muita alegria, animação, musica, dança e poesias, manifestando a satisfação pela promessa cumprida pelo edil de Nampula. O Novo Ambiente é uma feira moderna, limpa e saudável, dedicada a venda de frutas, hortícolas, manuais, jornais, flores e tecidos bordados a mão, aberto todos os dias para venda pública.
Coment

Lucinha Cuacheque
Lucinha Cuacheque Primeiro deixem-me dizer que Mr. President está👌👌👌👌 bonito kkkkk e de seguida quero parabeniza-lo pela força/ coragem, pois apesar das dificuldades sempre procurou satisfazer aquelas que são as reais necessidades dos cidadãos. O desenvolvimento não significa apenas crescimento económico mas deve se reflectir também na melhoria da qualidade de vida do cidadão e de uns tempos pra cá temos verificado esta melhoria na cidade de Nampula. É certo que ainda há muito por se fazer mas estamos num bom caminho e tenho dito só não vê quem não quer!!!!
Parabéns Mr. President e a toda equipa do CMCN! Devagar se vai ao longe...
Gerir
Narcisio Moises
Narcisio Moises Nao basta ter comida saudavel ,mas servindo perto da casa de banho. Parabens pela iniciativa,mas havia necessidade de uma analise profunda do impacto em relacao a saude publica considerando que esta no passeio. Hoje mesmo vi alguns comprando frutas e comendo sem lavar ai mesmo. Mais uma vez,fomos colocados na imprensa ou midia como burros assumidos ridcularizados em nome da mao estendida para ajuda externa. Obrigado doadores,nos merecmos saude alem de doencas. Se sao bons amigos, entao nos doam saude e nao nos levam ao teatro
Gerir
Teresa Maria Loureiro Barros
Teresa Maria Loureiro Barros Parabéns Sr. Presidente e parabéns NAMPULA!
Gerir
Varito Omar Junior
Varito Omar Junior Minha cidade sempre a subir. Força Mahamudo Amurane
Gerir
Enginheiro Barrote
Enginheiro Barrote Owane, onothepha oreracawo
Gerir
Jose Lucas
Jose Lucas Custava isso ali ahhhhh.
Gerir
Rita Afonso
Rita Afonso Parabéns aos Nampulenses
Gerir
Conrado Mouzinho
Conrado Mouzinho Grande Senhor!
Gerir
NT Armando
NT Armando Obrigado pelo seu trabalho. Parabéns
Gerir
Momade Alide
Momade Alide Futuro próximo. Macuas Mudados
Gerir
Jose Lucas
Jose Lucas
Traduzido do Inglês
Gerir
Osvaldo Mainde
Osvaldo Mainde
Traduzido do Inglês
Gerir
PROMESSA FEITA, PROMESSA CUMPRIDA
NOVO AMBIENTE será inaugurada neste sábado dia 22 de Julho, na avenida Eduardo Mondlane em frente ao Sporting pelas 9h, uma feira moderna, limpa e saudável, fruto da promessa feita pelo Edil Mahamudo Amurane para acolher os vendedores de rua tornando a cidade mais limpa e bela.
Participe!
Comentários
Manuel Maleve
Manuel Maleve Parabéns os nampulenses e desejar mais força ao Mahamudo Amurane
Gerir
Josué Tambara
Josué Tambara
Traduzido do Inglês
ExcelenteVer Original
Gerir
Paulo De Oliveira Oliveira
Paulo De Oliveira Oliveira Digam o que quiserem ponham nele todos os defeitos falem de toda calúnia real ou não mas uma coisa ninguém pode negar o Mahamudo Amurane fez em cinco anos o que ninguém mais faz em 40 anos. Esta de parabéns e quem sai a ganhar é a cidade e seus munícipes. Continue assim. Os cães ladram e a caravana passa.
Gerir
Lucinha Cuacheque
Lucinha Cuacheque Assino e carimbo tio!!! Só não vê quem não quer...👌👌👌👌
Gerir
Jose Baciao
Jose Baciao Concordo, trabalho bem visto a apreciado por todos.
Gerir
Momade R. A. Gani
Momade R. A. Gani Concordo plenamente
Gerir
Dino Severas Rai
Dino Severas Rai Faço das suas, as minhas palavras meu carro. Quem sai a ganhar é a cidade e seus munícipes. O resto é FITINA
Gerir
Dino Severas Rai
Dino Severas Rai Dizia meu caro
Misa Gonzaga
Misa Gonzaga Parabéns CMCN. Parabéns, dr Mahamudo Amurane e nampulenses pela melhor escolha nas autárquicas. Quem não aproveita, quem não reconhece e quem não aprende, "o problema é dele", mas este Edil não para de mostrar boas acções pra o bem dos seus munícipes. Falhas, existem (como qualquer ser humano), mas dá para perceber muita coisa boa acontecendo em Nampula.
Gerir
Quito De Fátima Isaque
Quito De Fátima Isaque É! Por mais que as luzes se apaguem, que as estrelas pereçam e que eu e muitos outros falemos e falemos e falemos, no da pra negar que temos um grande homem. Um homem cujo objectivo é melhor o estado da nossa cidade, cujo teor é mudança e mudança e mu...Ver mais
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Alfredo Atumane
Alfredo Atumane Parabéns Sr. Presidente. Espero que não esqueça o troço Prédios maconde até ao estádio municipal.
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Agostinho Sampaio Mussa
Agostinho Sampaio Mussa Ele sempre apostou na melhoria da vida dos cidadãos e no saneamento da cidade... Assim ele está mostrando.
Me recordo as palavras dele que diz: Quando ele faz boa coisas para o povo não está a ter medo, mas sim está educar as pessoas como devem viver, e também devem governar o país, assim como os municípios. Muitíssimo obrigado pelo o trabalho que vem sempre fazendo para nós.
Gerir
Alcides Júlio
Alcides Júlio Eh feira para sair se gabando aquela, não tem mais de 10 vagas. Faz favor trata-se simplesmente da 3a maior cidade do país, que piada desagradável.
Gerir
Neu Rodriguês
Neu Rodriguês Sem querer ofender. Mas a situação do lixo na expansão? Pk varrer só as ruas pavimentadas ñ e está a adiantar. Ha mais de 1 mês que e não recolhem o lixo. Reclamações foram feitas e nada... Sinceramente, deixa a desejar...
Gerir
Pinto Pastola
Pinto Pastola Eu estou sem palavras para o Muhamudo, até sinto muito para alguns inimigos que tentaram falar mal a ele ingratos que vergonha desses pá veja só existiram alguns que já estavam lá a mil anos e saíram sem fazer nada de jeito somente o trabalho era roubar para comprar jeeps carros de luxos tudo só pra eles e o povo que lhes votou mandaram fumar por isso eu não vejo os porquês de falar mal a ele tentando tocar em lixo porque quer que tudo seja feito no mesmo tempo, então os que ja estavam porque pelo a menos não tentaram somente era o cabrito come onde está amarado afinal a vida seria assim E o caso estava acontecendo com um macua como este que está então , este de então esta fazer é aquele passado estava afundando a sua própria terra mas ele tinha óculos de madeira, deixe esse homem mostrar aos que brincaram põe isso valeu
Gerir
Assamo Mucussete
Assamo Mucussete Do o meu mérito ao edil Mahamudo, restos d Samora. Ambiente saudável é kem tá contra há 10.000km d Malema, teem espaço é k vão ser governar lá mxmo.
Gerir
Benga Lucanga
Benga Lucanga É de dirigentes assim k este país precisa não de curruptos preguiçoso aldrabões k dizem muita coisa no tempo das eleições e não fazem nada se não cobrar comissões a impreteiro e depois duque vemos são obras inacabadas.bom trabalho senhor presidente do município de nampula
Gerir
Gibrail Joaquim
Gibrail Joaquim Bem haja o edil Mahamudo Amurane junto aos que o apoiam em ideias para melhor servir este glorioso povo nampulense e que a sua causa para com o mesmo, seja para sempre em sua vida...
Gerir
Yara Modan Mac-Arthur
Yara Modan Mac-Arthur Para depois virem os "tais" homens do CMCN e levarem ou entornarem tudo que é deles.
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Tailor Ibraimo Taylor
Tailor Ibraimo Taylor parabéns o MDM pelo manifesto eleitoral de 2013 com mdm opovo agradece,onde o Mdm governa a vida da população melhora.
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Assane Raja
Assane Raja Nosso Presidente, palavras não vão caber nesta página. Com Mahamudo Amurane Nampula avança e o povo agradece!!!
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Simião Armando
Simião Armando Um combóio com muitas carroagens sem boa cabeça nunca ela chega ao destino, por isso os 50 anos falado na política merecem mais 100 anos.
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Constantino Henriques Henriques
Constantino Henriques Henriques Obrigado por esta infraestrutura e as demais realizacoes da nossa Cidade.
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Teresa Maria Loureiro Barros
Teresa Maria Loureiro Barros Parabéns NAMPULA! Tem-se visto muitas melhorias nesta maravilhosa cidade de NAMPULA!
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Henriques Fernandes
Henriques Fernandes Esta de parabens sr pre Mahamudo Amurane continuem assim falta agora rua de moma predio carvalheira a deicer p ultimar o pave q la ja tem uma parte
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Eunice Silverio
Eunice Silverio Parabens CMCN, parabens EDIL da cidade de Nampula. Parabens pelo trabalho feito e pela promessa cumprida.
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Edgar Langa
Edgar Langa Parabéns meus parabéns pela cidade limpa aconselhar aos utentes o bom uso delas. Os vândalos pegar e amarrar junto dum poste.
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Fabio Fabito
Fabio Fabito Parabens ao conselho municipal da cidad d Nampula + uma promessa cumprida ,e saber valorizar seus muncipes,
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Fatima Satar
Fatima Satar Parabéns DR Mahamudo Amurane e toda sua equipe em especial o departamento de manutenção e obras
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Edjon Namucala
Edjon Namucala Eu tiro chapéu para este grande Senhor pelo trabalho e tudo o que fez e o que faz, muito obrigado por colocar esse orgulho da minha cidade, estamos juntos e continue assim.
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Benildo Jose Tarrua Fernanado
Benildo Jose Tarrua Fernanado Você merece as proximal eleiçoes estarmos juntos mais uma vez
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Octávio Francisco Martinho Martinho
Octávio Francisco Martinho Martinho Dou os meus parabens ao sr presidente e os seu membros seguidores do trabralho e dizer continuação de um bom trabalho.
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Abdul Azize Quitine
Abdul Azize Quitine O povo macua agradece ao Senhor presidente Amurane pelo desempenho total ao interesse do povo macua 👏🏽👏🏽👏🏽
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Yazhid Singrete Wache
Yazhid Singrete Wache Tete virou um cativeiro, Socorroooooo
Gerir
Jose Sapatinha Sapatinha
Jose Sapatinha Sapatinha Eu pelo menos rendo a sua homenagem é um dirigente ideal e um bom modelo p os ki querem transparência na governação, mas continuo a dzr k meu voto conta só com ele.
Gerir
Antonio Domingos
Antonio Domingos Parabéns CMCN
Gerir
Excellence Koumana
Excellence Koumana Parabens e o povo agaradeço
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Carolinadefatimapeleca Peleca
Carolinadefatimapeleca Peleca Parabéns presidente Mahamudo Amurane
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Celestino Dionisio Machava Lucas
Genilson Joaquim Mussa
Genilson Joaquim Mussa Eu confio em ti Mahamudo Amurane!
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Mauricio John
Mauricio John Obrigado Presidente
Gerir
Anastacio Janfar Janfar
Anastacio Janfar Janfar Wamphula osulu💪🏾💪🏾💪🏾👏👏👏
Gerir
Titos João Tivane
Titos João Tivane Municipal de Nampula é melhor do que outros Municipal de Moçambique outros são ladrões
Gerir
Adolfo Sualehe
Adolfo Sualehe Parabéns sr presidente
Gerir
Nuro Muchino Mario Mario
Nuro Muchino Mario Mario Favor de vir nós adotar ca em nacala, estamos mal...
Gerir
Esmeralda Carlos Rafael
Esmeralda Carlos Rafael Parabens ao nosso edil Mahamudo Amurane....
Gerir
Naife Metassule
Naife Metassule Já não sei o que escrever
Gerir

terça-feira, julho 18, 2017

O AUTARCA previa a crise do MDM

Resultado de imagem para cidade da beiraO Autarca (21/04/11) (primeiro jornal electrónico editado na cidade da Beira) – Desde o anúncio público da crise no Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a mais recente formação política criada no país, que tem a principal base de apoio a cidade da Beira, onde coincidentemente o Jornal O Autarca tem a sua sede desde 1998, temos sido confrontados por diversos segmentos da sociedade para emitirmos o nosso posicionamento em relação ao que se está a passar neste partido que apregoa “Moçambique para Todos”. Quanto a nós, a crise actual no MDM é apenas uma pontinha do iceberg. Conhecendo o MDM por perto, não temos receios de afirmar que este partido já nasceu de crise, por conseguinte é óbvio afirmarmos que vai continuar a viver de crises. Foi preciso haver crise que afectou alguns membros da Renamo para os mesmos fundarem o MDM. Portanto, o MDM não foi estruturado numa base semelhante a outros partidos que são fundados para se tornarem alternativa política, com pressupostos científicos, mas sim este partido foi criado numa base de vingança à liderança da Renamo, o principal partido da oposição moçambicana. Isso que se diga em a bono da verdade, e o que resultou foi a fragilização antecedida da fragmentação de toda uma oposição nacional, dando enormes vantagens a Frelimo que governa o país há 36 anos. Foi preciso os Ismael Mussa, os Dionísio Quelhas e companhia se desentenderem com a liderança da Renamo para se pensar na criação do MDM. Foi preciso o próprio Daviz Simango que lidera o partido ser expulso da Renamo para se precipitar nesse projecto político que de início até teve a felicidade de reunir alguma simpatia do eleitorado a ponto de conseguir sete assentos na Assembleia da República. Mas tanto o MDM como o próprio líder todos falharam porque acreditavam que fosse possível suplantar a Renamo e o seu líder Afonso Dhlakama, o que não aconteceu, acabando por ficar atrás e com uma diferença enorme. Ou seja, Daviz Simango não conseguiu tornar-se o segundo candidato mais votado que lhe daria no mínimo o direito a membro do conselho de estado, e os membros que conseguiu eleger para Assembleia da República foi necessário um “favor” da Frelimo para se constituírem em bancada, passando a obter alguns privilégios que a lei consagra para esse estatuto. De tudo quanto se diz hoje sobre a liderança do MDM não vemos nada de novo. Os problemas de nepotismo, amiguismo, servilismo, clientelismo e outros promovidos por Daviz Simango já são sobejamente conhecidos, a começar da gestão do município da Beira…………..
Exmo Senhor Presidente do Partido MDM
Assunto: Carta dos Quadros Preocupados
Senhor Presidente (na foto)
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A nossa história política recente de que os moçambicanos têm memória mostrou que a falta de visão e má fé de alguns homens criaram um ambiente de desconfiança, de desprezo e desvalorização do “outro” pelas suas diferenças étnicas, regionais e de pensamento. Esta situação, de algum modo, justificou a necessidade do surgimento do MDM como um partido congregador e respeitador de valores e princípios éticos e morais que poderiam renovar, nos moçambicanos, a esperança de um Moçambique íntegro, inclusivo e democrático; um MOÇAMBIQUE PARA TODOS! Duvidamos que estes princípios, hoje, constituam a base que norteiam as acções políticas do MDM e o comportamento dos seus quadros superiores. Nós, membros fundadores e quadros do MDM, estamos preocupados com o rumo que o nosso partido está a seguir. Quando se fundou o MDM, estávamos convencidos de que iríamos desenvolver uma instituição/organização moderna que funcionasse nos moldes verdadeiramente democráticos e inclusivos. Granjeamos respeito e admiração, dentro e fora de Moçambique, pelo facto de, em pouco tempo, termos conseguido mobilizar meios humanos, técnicos e materiais para se formar o partido MDM, em 7 de Março de 2009, na cidade da Beira, província de Sofala, e participarmos, de forma condigna, nas eleições gerais de 2009. No entanto, o que temos vindo a verificar é a construção de uma organização política baseada na confiança familiar, étnica/tribal e regional. Estávamos esperançados que com o decorrer do tempo, o Partido iria abrir-se para permitir que mais moçambicanos, desejosos de darem a sua contribuição para o crescimento e fortalecimento da nossa organização política, se juntassem a nós pelo simples facto de serem moçambicanos e não por pertencerem a determinada família, etnia ou região. O que vemos hoje a acontecer é toda uma estratégia camuflada de impedir que tal aconteça e até mesmo de impedir que os actuais membros do partido (fundadores) que não partilham da mesma visão estratégica da liderança do Partido e que não se enquadram nas condicionantes familiares, étnicas e regionais desta liderança encontrem espaço de acção no seio do Partido e contribuam efectivamente para o engrandecimento do mesmo, gerando-se assim um ambiente de desvalorização do outro, desprezo e desconfiança.
Com efeito:
1. Verifica-se hoje que tanto a liderança como a maioria dos quadros do partido não conhecem aquilo que é a lei mãe do partido – o seu Estatuto. Consequentemente, estes Estatutos são repetidamente violados pelos órgãos do Partido particularmente pela Presidência e pela Comissão Política. Todos os órgãos do Partido têm a obrigação de conhecer os Estatutos e agir em conformidade com o mesmo;
2. O Presidente do Partido desconhece ou prefere ignorar os limites das competências estatutárias a si atribuídas chamando para si competências que não lhe foram atribuídas pelos Estatutos do Partido agindo assim como dono e senhor do mesmo, passando a impressão que apenas tolera a existência de outros órgãos no Partido por mera questão formal e porque a lei impõe a existência destes órgãos;
3. O manifesto eleitoral do Partido elaborado por alguns dos signatários desta carta e adoptado pelo Partido antes das eleições e publicitado pelo mesmo não foi alvo de estudo por parte da liderança do Partido nem dos seus órgãos, consequentemente, muitas das acções do Partido não se coadunam com aquilo que é a visão do Partido, plasmado naquele manifesto eleitoral;
4. As deliberações políticas do Partido são tomadas atropelando os procedimentos estatutários do Partido. Na última reunião da comissão política esta aprovou, segundo foi publicitado pelo porta-voz do Partido, o plano estratégico do Partido sem que tivesse competência para tal atropelando assim os estatutos do Partido;
5. Hoje verifica-se no Partido a existência de estruturas paralelas, uma gerida pelo Presidente e outra pelo Secretário-geral. Este facto tem vindo a criar um ambiente de desgaste, desvalorização das estruturas legitimadas e crise de autoridade bem como a dispersão de esforços e parcos recursos existentes, como resultado da existência destas estruturas paralelas;
6. Verifica-se, actualmente, no seio do Partido a formação de brigadas ditas nacionais, sob as ordens do Presidente do Partido, sem qualquer intervenção do Secretariado-Geral que é a entidade competente para coordenar as actividades políticas e administrativas do mesmo, saídas da Cidade da Beira. Estas para além de serem um órgão não previsto em termos estatutários, tem criado, nas Províncias que as recebem, um clima de suspeição, de desconfiança e insegurança por parte dos dirigentes locais, porque elas tendem a ser vistas como instâncias ou grupos de “choque” do Presidente para impor a ordem e reestruturar os órgãos de direcção ao nível provincial e/ou local. Muitas vezes, a formação destas brigadas baseia-se em critérios subjectivos e clientelistas. Estas brigadas tomam decisões de forma arbitrária e ilegal uma vez que elas funcionam fora do âmbito do conhecimento da estrutura executiva do Partido, para além de constituírem uma sobrecarga financeira para o Partido porque até aqui, as suas actividades nunca foram objecto de planificação. Ou seja, nunca tiveram cabimento orçamental;
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7. As brigadas ditas nacionais funcionam como o “olho” do Presidente e, ao mesmo tempo, como a sua principal estrutura de confiança no terreno, em detrimento das instâncias legais e legítimas do Partido que aliás, têm merecido pouca confiança e credibilidade por parte do Presidente;
8. Há falta de transparência na gestão dos fundos do Partido. Ao secretariado, que deveria gerir as contas do Partido, pura e simplesmente lhe é vedado o acesso ficando os mesmos sob gestão directa do Presidente;
9. Hoje verificamos que o modus operandi da direcção máxima do Partido baseia-se em intrigas e arbitrariedades onde os problemas de índole administrativa transformam-se em problemas de âmbito pessoal entre os chamados grupos do Presidente e do Secretário-Geral. Os mesmos, a não serem atempadamente resolvidos, dentro do Partido, tomarão, seguramente, uma dimensão política e de difícil solução;
10. Verifica-se um tratamento diferenciado, por parte da Presidência do Partido, em relação aos quadros do Partido. Ou seja dá valor a uns em detrimento de outros, muitos dos quais, sem nenhuma história dentro da Partido, o que de todo viola o princípio de igualdade;
11. Quadros do Partido, sem qualquer competência estatutária e sem qualquer mandato dos órgãos competentes tomam decisões, algumas das quais próprias dos órgãos colegiais do Partido, e implementam-nas. Nestes casos, dependendo da afinidade do membro com a liderança do Partido, esta tolera a decisão e nem sequer toma medidas para que não haja lugar no Partido à usurpação de competências;
12. Os órgãos do Partido, por falta de leitura dos Estatutos não conhecem as suas atribuições e competências bem como os limites da mesma, usurpam competências de outros órgãos e nesta base tomam decisões e implementam nas gerando assim uma total confusão no seio do MDM;
13. Temos uma Comissão Política essencialmente dominada pelos membros da família do Presidente e das suas relações pessoais e de vassalagem. Isto também reflecte-se ao nível de outros cargos de direcção como o da Bancada Parlamentar do MDM, do Presidente da Liga da Juventude do MDM, do Gabinete Central de Eleições do Partido e do Conselho Nacional de Jurisdição;
14. Hoje, grande parte dos cargos de direcção no seio do Partido foram ocupados por familiares da liderança do Partido ou por pessoas que de uma forma ou de outra dependem financeiramente da liderança do Partido criando-se assim um ambiente em que os comandos da liderança são sempre acolhidos sem qualquer discussão crítica e minando assim todo o ambiente democrático indispensável aos partidos políticos;
15. Hoje o principal critério de acesso aos órgãos do Partido é a relação de familiaridade, dependência financeira, afinidade étnica e regional e não o de competência técnica e mais-valia em termos de eleitorado, o que de certa forma impossibilita uma visão mais ampla do país e das expectativas do eleitorado do MDM. Impossibilita a adopção de estratégias que visem assegurar que o eleitorado que deuo seu voto de confiança ao MDM nas últimas eleições continue a apostar no Partido e impede a visibilidade pública e capacidade de acção destes órgãos;
16. Após as eleições de 2009, como qualquer partido organizado, o MDM deveria ter-se reunido para fazer um balanço das eleições, analisar os resultados eleitorais e com base neles desenhar estratégias para consolidar o voto dos eleitores conquistados e arrecadar mais eleitores. Não obstante a insistência de alguns membros, a liderança do Partido mostrou-se reticente e pouco interessado nesta análise recusando-se a fazer pessoalmente a análise dos dados eleitorais chegando mesmo ao ponto de insistir, sem qualquer base fáctica e estatística de que o eleitorado do MDM não está nas cidades, mas sim no campo, o que corresponde a uma negação total e completa dos números constantes dos mapas de apuramento eleitoral a que o Partido tem acesso;
17. A Comissão Política se apresenta pouco interventiva e “agressiva” politicamente. Esta situação a torna pouco visível no cenário político nacional;
18. A nossa Bancada Parlamentar é, igualmente, pouco interventiva e “agressiva” dentro da Assembleia e do ponto de vista da actividade de fiscalização e debate sobre grandes assuntos de interesse nacional;
19. Verifica-se hoje, no Partido, uma atitude de tolerância e até de encobrimento de situações que podem ser consideradas de inconstitucionais. O Partido tem hoje um chefe de bancada parlamentar que possivelmente foi eleito ilegalmente, no entanto, não se assiste no Partido qualquer debate para colher ideias que ponham cobro a esta situação, esta atitude de encobrimento de ilegalidades poderá minar as chances do MDM assumir o seu verdadeiro papel de partido da oposição, dentro e fora da Assembleia da República;
20. Hoje não se verifica no Partido o debate de ideias, só as ideias defendidas pela liderança do Partido é que prevalecem, o que evidencia o caminho antidemocrático que o Partido está a trilhar;
21. Actualmente temos visto, através dos media, acusações sobre a gestão pouco transparente do Município da Beira, sem que no seio do Partido se discuta o impacto deste debate público para a vida do Partido tendo em conta que o Presidente do Município da Beira é o Presidente do MDM;
22. Hoje a liderança do Partido se julga dona do mesmo, age à revelia dos seus órgãos e em certas circunstâncias violando os Estatutos do Partido e sem coordenação com o órgão executivo do mesmo;
23. Hoje o Secretariado Geral do Partido, que é a entidade que coordena as actividades políticas e administrativas do mesmo, não tem conhecimento das actividades que estão a ser desenvolvidas no Partido. Estas actividades são ordenadas pela liderança do Partido e mantidas em sigilo de modo a que o Secretariado não saiba o que de facto está a ser realizado;
24. Hoje verifica-se no seio do Partido situações em que determinadas entidades ligadas por laços familiares à liderança do Partido desrespeitam toda a estratégia definida pelo Partido e toda a discussão levada a cabo por órgãos competentes do Partido e produzem documentos contrários ao definido pelos órgãos competentes;
Curiosamente, é isto o que está a acontecer no MDM.
Sr. Presidente,
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Apesar de, por vias extra-oficiais, termos tomado conhecimento que os nossos adversários políticos iriam infiltrar-se no seio do Partido e aí criar instabilidade de forma a destruir o MDM, o nosso sentimento é que este estado de coisas no Partido não tem necessariamente uma mão externa. Ela resulta da ausência de uma visão clara e mais realista sobre os rumos que o Partido deve seguir como um partido de oposição que aspira chegar ao poder. A intransigência e relutância em não querermos aceitar que há problemas e enfrentá-los com frontalidade está a reflectir uma cultura de falta de diálogo e/ou debate e, portanto, pouco democrática. Para além disso, ela reflecte, uma lógica de construção e constituição da nossa organização baseada na figura central do Presidente em que o culto à personalidade, à lealdade e à obediência cega minam o profissionalismo, a competência e a confiança dos militantes e membros do Partido. Sentimos e temos dito que o Partido caminha para uma direcção contrária àquela que certamente nos animaram aquando da sua criação, do ponto de vista dos seus princípios. Estamos cientes de que Moçambique e o actual Partido no poder bem como o maior partido da oposição estão a atravessar uma crise sem precedentes na sua história recente. Este factor cria certamente um ambiente favorável ao MDM, o qual deveria trabalhar para ocupar um espaço no cenário político nacional e consolidá-lo. No entanto, a liderança do MDM está precisamente a trabalhar no sentido inverso.
Sr. Presidente,
O rumo que o MDM hoje está a trilhar, fruto da Vossa arrogância, intolerância, intransigência e falta de visão estratégica, está a afastar o Partido daquilo que é o seu principal objectivo – GOVERNAR O PAÍS. Por tudo o que acima foi referido, conclui-se que no MDM vive-se, hoje, um ambiente de desconfiança, de desprezo e desvalorização do “outro” pelas suas diferenças étnicas, regionais e de pensamento, pondo, assim, em causa os fundamentos do seu surgimento no cenário político nacional.
Sr. Presidente,
Não pretendemos e nem é nossa intenção abandonar o partido porque sentimos que temos todos a responsabilidade e compromisso perante os moçambicanos que tanto nos apoiaram e acreditaram em nós como uma forca política emergente e com grandes potencialidades para sermos um partido de alternância política em Moçambique. Contudo, sentimos que é, também, nosso dever alertar-lhe sobre a actual situação interna do partido que pouco ou nada irá contribuir para os sucessos que pretendemos alcançar. Nesta perspectiva, apelamos ao Sr. Presidente, o bom senso e que é urgente abrir espaços de diálogo de modo a tornar o Partido mais inclusivo, mais profissional e menos personalizado; e que o mesmo funcione respeitando os estatutos do Partido e os princípios constantes nos nossos Manifestos Politico e Eleitoral. Os subscritores desta carta, preocupados, estão abertos ao diálogo com o Sr. Presidente porque é nosso desejo levarmos ao bom porto o projecto MDM.
Juntos pela construção de um MOÇAMBIQUE PARA
TODOS.
Moçambique, Abril de 2011
Volvidos seis anos…….

O presidente do Concelho Municipal da cidade de Nampula (3ª maior cidade e capital da provincia com o maior círculo eleitoral), Mahamudo Amurane (eleito  sob a bandeira do MDM) , disse  (28/06/17) que o Movimento Democrático de Moçambique, MDM, não constitui uma alternativa no xadrez político do país acrescentando que assume nos últimos tempos uma postura de diversão com o propósito de distrair a população da realização de actividades que visam suprir as suas reais necessidades para garantir o seu bem-estar social. 
Resultado de imagem para amurane abandona mdmFalando no decorrer da segunda sessão ordinária da Assembleia Municipal da cidade de Nampula, Amurane argumentando a sua análise explicou que o MDM não tem, neste momento, nenhuma agenda para o desenvolvimento do país, senão inspiração para promover actos de confusão no seio população numa tentativa frustrada de travar os avanços que a nação tem vindo conquistar. “Agora está a contestar a compra pela Assembleia da Republica de viaturas Mercedes Benz para afectar aos membros da comissão permanente do órgão mas a pergunta que qualquer cidadão menos atento pode fazer é por que razão os membros que compõem a bancada a do Movimento Democrático de Moçambique não chumbaram o projecto quando estavam no processo de discussão e aprovação do respectivo orçamento. 
É tentativa de buscar protagonismo por um partido carente em termos imaginativos para fazer politica”, ajuntou Amurane. O edil de Nampula disse que o país precisa neste momento de partidos políticos com visão para resolver as questões que possam promover o desenvolvimento acelerado da economia que tem impacto directo na melhoria da qualidade de vida das populações. Apontou a descentralização com enfoque dos processos administrativos e financeiros que contribui para a melhoria do processo de gestão pública e dos seus órgãos.

segunda-feira, julho 17, 2017

Ângelo e os guarda-redes

Resultado de imagem para angelo rocha de oliveira maputoPara os amantes do futebol da zona centro, e nem só, este título, se mais vividos, os faz recordar o perigosíssimo Ângelo (Jerónimo) do Textáfrica do Chimoio, que, como ponta de lança exímio, atingiu a esplendorosa marca de trinta e três (33) golos num único jogo! Se estiver errado, ele ou quem se interesse me corrija.
Do estou mesmo certo é que vos vou falar doutro Ângelo. O saudoso Ângelo Rocha de Oliveira, mais conhecido por Angêlo de Oliveira, jornalista, “nado na linda e tropicalíssima cidade de Quelimane, nos tempos de futebóis, de que foi um dos seus mais aptos praticantes”(no Sporting de Lourenço Marques), escreve Jorge Matine no prólogo do seu, infelizmente, único livro: Isto De Futebóis, publicado quando contava 62 anos de idade, em 1998.
Sobre o livro, muito se disse e escreveu na altura, até porque, e sobretudo, o Ângelo de Oliveira, que tive a honra de conhecer escrevendo ambos no jornal azul “Desafio”, atingira então “28 anos de profissão nos principais jornais deste país”, sendo, por isso, que Matine asseverava: “ninguém pode ousar dizer que passou pela vida anonimamente”. Escrita a introdução, passemos ao que mais nos interessa, ou seja: porquê “Ângelo e os guarda-redes”? Teria ele marcado tantos golos, quanto o seu homónimo do Chimoio?
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Na verdade, sem os ter quantificado, marcou muitos golos, cuja beleza e fascínio só o livro pode atestar. Agora, o que me atraíu a atenção para o “velho” jornalista, é que nem a FIFA, organismo supremo do futebol mundial, centra a sua atenção na magnitude da actuação dos guarda-redes, quando se trata de escolher o melhor jogador do ano. É, até, como se os guarda-redes fossem apenas, simples, “apanha bolas”. Mas, o saudoso Ângelo de Oliveira veio a terreiro debater esta questão (que remédio?) no âmbito estritamente moçambicano. E fê-lo com dignidade, com isenção, sem a clubite que mal sabia disfarçar. Aí vai: o melhor guarda-redes?
Quem terá sido o melhor guarda-redes moçambicano de sempre? De 1941 a esta parte, eu estou em condições plenas para poder opinar sobre o assunto, dado que me vejo, desde essa data, a mim próprio assistindo aos jogos de futebol em Moçambique. Se de imediato me solicitassem uma lista-de-escolha eu não hesitaria:
Mendonça(Desportivo); Felizardo (Sporting); Costa Pereira (Sporting e, depois, Ferroviário); 
Resultado de imagem para Costa Pereira
Pedro Santos (Desportivo); Octávio de Sá (Sporting); Nuro Americano (Maxaquene) e José Luís (Textáfrica). Para os mais antigos, me lembro que Acúrcio Carrelo não era (nem é) moçambicano. Não é fácil realmente ordenar os melhores, por ordem decrescente. Haverá, de imediato, uma natural tendência para se colocar no topo esse “fabuloso” Costa Pereira, isto porque foi aquele que chegou mais longe; chegou à selecção nacional portuguesa através do Benfica de Lisboa e deixou nome grande no Maracanã. Mas, para mim, ele não foi o melhor: terá sido, talvez o número-dois. Quanto a mim, o melhor “keeper” moçambicano de todos os tempos chamou-se (e chama-se) Pedro Santos. Jogava no Desportivo da nossa capital, nos anos 50/60, e foi várias vezes, variadíssimas vezes, abordado para ingressar no profissionalismo. Nunca quis! Pedro Santos era um guarda-redes seguro, espectacular, com uma extraordinária colocação entre os postes, audacioso e, sobretudo, elegante e elástico nas suas intervenções. Depois deles, de Pedro Santos e Costa Pereira, talvez Octávio de Sá, com Nuro Americano na peugada.
Este é o meu parecer. Quem quiser, que discorde dele, que eu não deixarei de respeitar-lhe a opinião, sem alterar a minha. Pedro Santos foi um “keeper” excepcional!”.Isto mesmo escreveu, corajosamente, digo eu, o saudoso Ângelo de Oliveira, que no seu livro ainda nos brindou com “À propósito de Pedro dos Santos”. Escreve sobre um derby Desportivo- Sporting(hoje Maxaquene). “Tinha chovido torrencialmente e, durante o jogo, continuava chovendo, embora com menos intensidade”. E o campo era então pelado. Prosseguindo: “Ao intervalo, os “alvi-negros” ganhavam por 1-0. O golo “leonino” de empate, com que terminaria a partida, fui eu quem marcou, não sem que tenha mandado um quilo de lama para o rosto do Pedro Santos, mas não deliberadamente”.E muito mais escreveu Ângelo de Oliveira. Já agora, por que não um prémio para o jornalismo desportivo com o nome do conceituado e saudoso A. De Oliveira?!(Tavares Braz)

sexta-feira, julho 14, 2017

Emirates “abandona” TAAG

Imagem relacionadaO Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, afastou, por decreto, a administração da transportadora aérea estatal TAAG, liderado por Peter Hill, na sequência da decisão dos árabes da Emirates, que se retiraram da gestão daquela companhia.A informação consta de um comunicado enviado esta quinta-feira, em Luanda, pela Casa Civil do Presidente da República, dando conta que o decreto exarado pelo chefe de Estado dá como "findo o mandato do conselho de Administração da TAAG", que havia sido nomeado em 15 de setembro de 2015, "na sequência da rescisão unilateral" pela Emirates do contrato de gestão com a companhia aérea nacional.
No mesmo decreto exarado , José Eduardo dos Santos procede à nomeação de uma comissão de gestão para "assegurar a continuidade da atividade" da transportadora, que será coordenada por Joaquim Teixeira da Cunha, antigo presidente do conselho de administração.Esta comissão de gestão 
Resultado de imagem para Joaquim Teixeira da Cunhaterá como coordenadores adjuntos Rui Paulo de Andrade Telles Carreira e Wiliam Rex Boutler, integrando ainda Eric Zinu Kameni, Nuno Ricardo da Silva Oliveira Pereira, Patrick J. Rotsaert e Vilupa Mathanga Gunatileka, de acordo com a mesma informação prestada. A transportadora aérea Emirates anunciou na segunda-feira(10) o "fim imediato" do contrato de concessão para gestão da companhia de bandeira angolana TAAG face "às dificuldades prolongadas que tem enfrentado no repatriamento das receitas" das vendas em Angola.Numa declaração, a transportadora referia igualmente que está a "tomar medidas no sentido de reduzir a sua presença em Angola" e que a partir de hoje reduz de cinco para três o número de frequências semanais para Luanda.Angola vive desde 2014 uma crise financeira e económica decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo, também com efeitos cambiais, com várias operadoras aéreas a queixarem-se da dificuldade em repatriar dividendos das vendas em Angola, por falta de divisas."Esta questão tem-se mantido sem solução, apesar de inúmeros pedidos feitos às autoridades competentes e garantias de que medidas seriam tomadas", referiu então a companhia árabe.
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Resultado de imagem para TAAG"Com efeito imediato, a Emirates põe fim à sua cooperação com a TAAG - Linhas Aéreas de Angola - ao abrigo de um contrato de concessão de gestão em curso desde setembro de 2014", acrescentou a companhia, com sede nos Emirados Árabes Unidos."Esperamos que a questão do repatriamento de fundos seja resolvida o mais cedo possível, de modo que as operações comerciais possam ser retomadas de acordo com a demanda", informou ainda.O contrato de gestão assinado entre o Governo angolano e a Emirates prevê a introdução de uma "gestão profissional de nível internacional" na TAAG, a melhoria "substancial da qualidade do serviço prestado" e o saneamento financeiro da companhia angolana, que em 2014 registou prejuízos de 99 milhões de dólares (88 milhões de euros).Em contrapartida, no âmbito do Contrato de Gestão da transportadora pública angolana celebrado com a Emirates Airlines para o período entre 2015 e 2019, prevê-se dentro de quatro anos resultados operacionais positivos de 100 milhões de dólares.
Resultado de imagem para Peter Hill TAAGEm entrevista  no final de 2016, o presidente do conselho de administração da TAAG, Peter Hill, indicado para o cargo pela Emirates ao abrigo do acordo com o Governo angolano, anunciou ter cortado 62 milhões de euros em custos no primeiro ano daquela gestão.
Resultado de imagem para TAAG"Nós dissemos, no nosso plano de negócios, que em três anos íamos reduzir custos em 100 milhões de dólares [89 milhões de euros] e logo no primeiro ano já poupamos 70 milhões [62 milhões de euros]. Por isso estamos muito contentes e posso dizer que as finanças da companhia estão a melhorar dramaticamente", explicou."Herdamos uma companhia não lucrativa, com muitos trabalhadores, e nos últimos 12 meses estamos a reduzir os custos", enfatizou o administrador, que assumiu funções em outubro de 2015.Segundo Peter Hill, a TAAG contava então com cerca de 4.000 trabalhadores, para operar 31 destinos domésticos e internacionais, após uma forte redução, apenas com programas de reforma.

quinta-feira, julho 13, 2017

Elite tem medo da emergência da classe média!

O JORNALISMO moçambicano está capaz de agir como uma arte de produzir conhecimento, mas precisa ter a prudência necessária para assumi-lo apenas como opinião, deixando que o público, ele próprio, construa a sua verdade. Segundo tese defendida em Maputo pelo académico Carlos Machili, o jornalismo é uma profissão de reflexão imediata, de formulação de opiniões que, disseminadas, motivam o receptor a profundá-las. “Não se pode confundir verdade com opinião. Que o jornalista ocupe o seu lugar, porque ele produz o conhecimento usando métodos próprios, diferentes dos usados pelos outros”, diz Machili. Falando ao SAVANA não se escusou em  abordar o momento do país.
Professor, no geral, como é que vê o país que este mês faz 42 anos?
Resultado de imagem para Moçambique felizVejo um Moçambique grande e de jovens. Precisamos de ser optimistas e confiar nesta geração que vem e que precisa de ir ao ensino superior. E é esta geração que tem de ser dada noções mais profundas do debate participativo político e de diversidade de ideias e de culturas. Moçambique tem um futuro grande. E porque estive na Agência de Energia Atómica, sei o que significa a riqueza que tem este país, mais do que África do Sul.
No seminário sobre Ética e Boa Governação, há duas semanas, dizia que vivemos num mundo de depressão de instituições, partidos e onde o que conta é o lobby. Pode decifrar essa tese?
É o lobby, sim senhores. No mundo contemporâneo, a política faz-se pelas instituições, pelos partidos e por um grupo potentíssimo de lobbies, de negociadores, que entra em todo o lado. Na América, os lobbies são feitos no Capitólio, na Assembleia. Nós os lobbies fazemos nos partidos. Então, somos infiltrados, há instabilidade institucional e rouba-nos o tempo de sabermos ouvir o outro, a sua inquietação. Mas a instituição não pode ser abalada. Instituição é uma organização política, económica, cultural, religiosa, que funciona com normas precisas para alcançar um objectivo. O partido é igualmente uma organização onde se entra e se obedece a regras. Se não quer obedecer, funda o seu partido.
Acha que o Estado moçambicano está infiltrado? Quem não é infiltrado hoje! Está. Não se discute questões fundamentais para a juventude. Porquê vamos discutir qualidade em vez do acesso? Não é infiltração isso? Chama-se depressão noética, défice gnosiológico. Estamos muito infiltrados, então, pegamos modelos, que não sei donde…
Acha que a instituição Frelimo está infiltrada? Porquê não! E a Frelimo tem de ser vigilante para impedir a infiltração. Na entrevista que fizeram ao Couto, ele disse que “Dhlakama diz coisas que eu não tenho coragem de dizer”. Quer dizer valorização do Dhlakama não porque manda matar, mas alguma coisa ele traz de positivo neste país. Mazula veio dizer “senhores, como estamos neste país, cada um no seu quintal, temos de pensar num Estado federal”. Eu fui o primeiro acusado, quando estava na UP, de ser um federalista.
Imagem relacionadaQue manifestações na Frelimo o levam a concluir que o partido está infiltrado? A incapacidade de entender que, na fase actual, a Frelimo não pode fazer rasteiras a si mesma. Que a Frelimo tem de ir ao povo. Que a Frelimo tem de democratizar-se internamente. Que a Frelimo não é produto das elites, é um partido do povo. Até o próprio discurso, que é um défice gnosiológico, chama o povo moçambicano de população. Esse é um discurso economicista. Os moçambicanos já são tratados como números, como população. É perigoso isso, num país onde 50 a 60% são jovens.
E o que acha que está a falhar no partido? Falta entender o papel actual da Frelimo. Donde vêm as grandes críticas para escangalhar Guebuza? Não é dentro da Frelimo? Claro que não é. Os grandes opositores da Frelimo são donde? É Dhlakama? Não. É Daviz Simango? Não. Nem tão pouco.
Então, o grande inimigo da Frelimo é interno? É interno, sim. Estamos infiltrados. Dizia Samora Machel, vamos cerrar fileiras para sermos filhos, líderes do povo e o futuro deste Moçambique. E formar gerações autónomas. Que venham muitos partidos, não é problema. Que ganhem eles, mas que sejam moçambicanos. A tarefa da Frelimo é garantir a cidadania do moçambicano. Moçambicano acima de tudo.
Imagem relacionadaE como se revela o elitismo na Frelimo? Através da fuga do projecto social da Frelimo. Onde é que pára o projecto social da Frelimo? Onde é que pára o projecto económico da Frelimo? Onde é que pára o projecto de cidadania da Frelimo? O projecto de construir a nova sociedade? Naquele tempo chamava-se homem novo, mas foi abandonado e quem hoje defende esse projecto é considerado comunista. Eu penso que o nosso partido tem de voltar a resgatar a sua vocação. Não dizer que vai ficar eternamente no poder, mas o cidadão moçambicano não se negoceia.
E se a Frelimo não resgatar a sua vocação, que preço poderá pagar por isso? Paga sem dúvidas porque hão-de vir outros que vão fazer o discurso que a Frelimo não faz para terem votos. Os municípios, por exemplo. Beira foi, Quelimane foi, Gurúè foi, Nampula foi. Acham que a juventude de Maputo não pode votar para ficar com o município de Maputo? Eu gosto porque é democracia. Amigos, o jovem moçambicano vai mesmo votar na Frelimo ou fica em casa, no município? Atenção, eu como militante digo cuidado.
Que eleições serão para a Frelimo as de 2018 e 2019? Grande desafio de coerência interna. Resgatar os princípios fundamentais de servir o cidadão.
Ainda há tempo para o partido se reencontrar com o povo, tendo em conta o timing que nos separa das eleições? Ainda há tempo de renegociar porque o voto é renegociado com clareza. Os lobbys é que estragam o futuro do país.
Moçambique continua a ser colocado na lista negra em matéria de corrupção. Acha que o país está tomado por corruptos? Não está tão corrupto como parece. Só que somos muito pobres, temos estô- magos bons e queremos comer, então, as normas, numa economia de mercado como esta, não conseguem controlar o dinamismo. Não é porque somos tão corruptos como parece, somos corruptíveis, muito corruptíveis e perdemos pouco a pouco a segurança psíquica e intelectual, isto é, somos metidos no lobby e os lobbys é que estragam o futuro das Nações porque não se vê Nação, vê- -se barriga vazia.
Resultado de imagem para Moçambique felizÉ razoável dizer ao cidadão que não somos tão corruptos, num país em que há escândalos de dívidas que sugerem corrupção, num país onde ministros estão metidos em negócios com manifestos conflitos de interesse, num país onde um Banco Central vende um banco comercial a sim mesmo? Na economia de mercado, o acesso à riqueza exige e provoca sempre a desconexão. Isso não chamo realmente de corrupção, mas desconexão, que é a falta de visão ética. E nenhum moçambicano vai aceitar isso. Quem são os ministros que temos? São filhos de elite ou que estudaram. Quando se colocam, o que têm em casa antes? O nosso grande problema é este: o capitalismo e a distribuição da riqueza. E os nossos dirigentes, quando chegam, mudam de classe e nasce o nosso problema número dois: medo da emergência da classe média.
E o que acha da actuação da justiça? Perante tamanhas situações de falta de ética na governação, não seria este um momento para a justiça moçambicana se impor? A nossa justiça tem um défice antropológico. As nossas Leis foram concebidas em função de realidades Europeias. A lei com código português reformulado serve para a nossa cultura? Não. Mas nós adoptamos as leis, regulamentos, estatutos e tudo. São regulamentos em função de quê?
Mas há um outro elemento. Ainda há dias, entrevistávamos o juíz João Trindade que nos dizia que um dos grandes problemas do nosso poder judiciário é que está a reboque do poder executivo. Está enganado e equivocado. Nenhuma magistratura está acima do chefe de Estado. Ou é Estado ou é barraca. O que quer o juiz Trindade? A barraca ou o Estado? Não está a reboque. O problema é que a identidade cultural e o défice antropológico dos juízes fazem com que eles peguem aquilo que deve ser a Lei nos Estados Unidos e em Portugal e tentem aplicar aqui.
Há dias a Dra. Benvinda Levi dizia também que hoje falar de magistrados é quase a mesma coisa que falar de criminosos. Porque nós é que pensamos que todo o juiz é criminoso, o que é falso. Mas hoje em dia há muitos juízes que… Muito bem, é excepção, não há regra sem excepção.
Resultado de imagem para Moçambique felizMas ultimamente temos sido acolhidos quase todos os dias por notícias sobre juízes envolvidos na comercialização de sentenças. Sem dúvidas, mas não é isso que nos deve fazer parar de formar juízes. Mas temos de pensar numa Lei de acordo com o nosso contexto cultural. O défice antropológico é justamente ter princípios que não se baseiam na sua cultura. Sabe, eu cheguei ao Tribunal (N.R: acusado de desvio de fundos e abuso de poder na Agência de Energia Atómica) e disse-lhes que podiam me fuzilar, mas eu não roubei, levei dinheiro porque sei que há muito equipamento de energia atómica que está nas minas de gás, de carvão e de petróleo. 
Em nenhum país no mundo assuntos de energia atómica são tratado num Tribunal qualquer porque a energia atómica fica nas mãos do comandante em chefe. Mas aqui se disse que “Carlos Machile está no banco dos réus, gastou mal dinheiro, roubou…” não roubei nada. Se quisesse ser rico, sairia rico da UP…deixei a UP com não menos que um bilião de meticais.
Como tem acompanhado o assunto sobre as dívidas ocultas? Eu como cientista político digo: senhores, este é um mercado muito apetecível. O grande problema era a liquefacção do gás no mar ou em terra e vincou a liquefacção no mar. Então, o projecto ligado a isso e que provoca dívidas ocultas chama-se EMATUM.
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Mas também temos Proíndicus e MAM. Mas sem defesa e Segurança quem vai controlar a tua riqueza? Tu queres fazer de Moçambique uma barraca?
Mas Professor, o maior problema até pode não ser a operação em si, mas a forma como ela foi feita? Faz favor, não era para fazer disto público e despertar o mundo.
O que pensa da auditoria que foi feita e de cujos resultados são aguardados com bastante expectativa? A auditoria pode fazer tudo, mas é o início do fim da soberania porque aquele é um assunto interno. Até quando se esgotou a capacidade dos moçambicanos dizerem “camarada Guebuza falhou”?
No geral, o que achou dos 10 anos da governação do presidente Guebuza? Eu respeito a ele. Eu era membro do Comité Central. Ele expandiu-nos o ensino superior para o futuro dos mo- çambicanos, que ninguém outro na Frelimo tem coragem de o fazer.

E como avalia a governação do presidente Nyusi? É boa. É jovem, colocado para tarefas mais delicadas porque ele tem de reconciliar a família Frelimo, mas não perder o norte e saber que o norte da Frelimo é para uma nova geração que não tem muito défice gnosiológico.

Arrasto põem em risco o habitat do camarão

Resultado de imagem para camarao tigreA sustentabilidade da indústria de pesca de camarão, uma das principais  fontes de divisas do país, está ameaçada. Um estudo do Fundo Mundial da Natureza (WWF) Mediterrâneo – Portugal indica que o risco de insustentabilidade da indústria de pesca de camarão deriva duma combinação de factores em que se destaca a sobrepesca que provoca pressão sobre o camarão juvenil, a pesca ilegal que defrauda o país em mais de USD60 milhões por ano, capturas acessórias, alterações climáticas bem como ameaças aos ecossistemas. 
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Publicado em Portugal e citado pela imprensa espanhola, o estudo revela que a captura de camarão caiu de nove mil para 1.800 toneladas nos últimos anos, quando comparado com a década anterior ao ano 2012. Explicando os contornos do estudo, Maria João Rodrigues, coordenadora do Programa Marinho na WWF Moçambique, referiu que, como acção imediata, a organização apelou ao mercado europeu, responsável pelo consumo de cerca de 82% do camarão pescado em Moçambique, para um consumo mais moderado para além de promover iniciativas que permitam a sustentabilidade da espécie.
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A organização pediu ao mercado europeu, sobretudo o espanhol, que é um dos maiores importadores, para “tomar decisões informadas” e “apoiar” uma pesca sustentável através de um consumo responsável. Falando dos factores que contribuem  no agravamento desta situação, a WWF indica que os pescadores artesanais pescam camarão juvenil antes deste ter a oportunidade de reproduzir-se. Por outro lado, nas águas profundas, onde se pratica a pesca industrial,as redes de arrasto põem em risco o habitat do camarão. De acordo com a WWF, a pesca ilegal é outro problema que sufoca o sector de camarão e estima-se que grandes quantidades destes crustáceos saem do país sem nenhum controlo. Estima-se que Moçambique perde entre 36 a 67 milhões de dólares ano com pesca ilegal do camarão.

Resultado de imagem para camarao tigreO facto de  Moçambique ser um dos países do continente africano mais vulneráveis às alterações climáticas aumenta a pressão sobre as populações marinhas. 
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Perante esta situação, a WWF entende que ainda é possível colocar a pesca de camarão de Moçambique numa base sustentável oferecendo melhores rendimentos, impactos reduzidos no meio marinho e maiores margens de segurança a longo prazo. Para tal, definiu três grandes prioridades que consistem na sensibilização dos governos, empresas, pescadores e consumidores sobre os benefícios da sustentabilidade e a reconstrução das populações marinhas. Nessa linha com o apoio da WWF , Moçambique está a desenvolver um projecto de melhoria de pescas denominada Marine Stewardship Council. Dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, indicam  que, em 2016, a pesca de camarão rondou em volta de três mil toneladas, a mesma cifra conseguida em 2015.

Política e desporto

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Ano de 1994, Estádio da Machava, minuto 90. Chiquinho Conde “tira” dois adversários da jogada, endossa o esférico ao recém-entrado Tico-Tico, que não perdoa. Moçambique, 3-Guiné Conacri, 1. Os mais de 50 mil espectadores presentes, rejubilaram. 
Resultado de imagem para dhlakama e chissanoNa Tribuna de honra, Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama (este pela primeira vez no futebol), dançaram e abraçaram-se, efusivamente. Já lá vão 24 anos.Será que aquele gesto de paz, após a assinatura dos Acordos de Roma, poderá repetir-se no final da Taça de Moçambique, fecho da época futebolística actual, tendo agora como protagonistas o Presidente Nyusi e o líder da Renamo?
Em países mais desenvolvidos que o nosso, o simbolismo da presença dos mais altos magistrados faz parte da tradição e da história. Por exemplo: em Espanha é o Rei, na Inglaterra a Rainha ou seu directo representante, em Portugal é o Presidente da República quem, obrigatória e tradicionalmente se fazem presentes na Final da Taça para entregarem ao capitão da turma vencedora, o simbólico troféu. Nós seremos dos poucos países do Mundo em que essa tradição entrou em desuso. Chegou a acontecer na vigência do Presidente Chissano, depois no primeiro ano de governação de Guebuza. A partir daí, por razões que se desconhece, passou a estar em desuso.
Estamos a falar de um “não” casamento em que todos perdem. Porquê? 
A “obrigatoriedade” do retomar desta tradição seria um sinal inequívoco de que o desporto é um assunto de Estado, símbolo de concórdia e união entre as pessoas, ao mesmo tempo que se valorizaria, através da Festa da Taça com a presença do Chefe de Estado, toda a actividade desportiva do país.
Imagem relacionadaImagine-se o Estádio do Zimpeto, repleto de alegria, com os adeptos a apoiarem as suas equipas numa tarde  memorável. Todo o mundo galvanizado: jogadores, árbitros, dirigentes dos clubes e da Federação, adeptos com as cores das suas colectividades – e não dos partidos políticos – comunicação social em peso, fotografias para a posteridade!

Uma tarde que poderia, porque ímpar, (re)motivar e ajudar a melhorar muito o tão sedento desporto nacional. Ocasião também para quebrar um ciclo cada vez mais agudo em matéria do desporto, em que os moçambicanos parecem virar as costas à actividade indígena, encontrando motivação e paixão no que se passa além-fronteiras.No nosso país, dia-a-dia e infelizmente, a tendência é cultivarem-se mais razões para tristezas e cada vez menos motivos para, com abraços e saudações, exaltarmos as virtudes dos nossos melhores executantes! (R.Caldeira)

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