sábado, 22 de julho de 2017

FRANCISCO MANHANGA, NÃO FICOU FELIZ COM A MORTE DE FILIPE SAMUEL MAGAIA, CHEFE DE DSD DA FRELIMO:

Comments

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Pedido de Informação said...
PEDIDO DE INFORMAÇÃO
Quando é a cerimónia de beatificação de Magaia ? Os padres de Pyongyang vão ser convidados ?
Agradeço resposta para RPDC@JUCHE.COM
Obrigado e bom trabalho.
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Francisco Moises said in reply to jAIME m.kHAMBA...
Sr. Chacha,
O veterano da Frelimo e um dos seus fundadores, Jaime M. Khamba, conheceu pessoalmente Lourenco Matola cujo titulo nosso para ele em Nairobi era "o assassino de Magaia" na Tanzania a partir de 1962.
A infamia do homicidio voluntario de Loureno Matola fez com que o seu nome fosse universalmente conhecido nos circulos mocambicanos na Tanzania. Tais circulos nao podiam tolera-lo e podia mata-lo. E isto explica em parte porque ele teve que debandar para Nairobi, Kenya, onde os que o conheciam ou vieram a conhece-lo como eu eramos doceis e pacificos e nao sabiamos como matar outros seres humanos.
Nem ele nem aqueles que o orquestraram para matar o comandante Magaia queriam que assim fosse no fim e ao cabo ou que o seu nome e identidade fossem conhecidos. Calcularam mal e o homem foi descoberto e a infamia da lideranca da Frelimo tornou-se publica visto que o Magaia era muito popular, admirado e mesmo adorado por muitos pela sua coragem.
Magaia participava nos combates contra as forcas coloniais e pessoalmente comandava unidas militares -- coisa que um comandante supremo nao devia fazer. A sua intencao era de libertar um grande spaco territorial para transferir a sede da Frelimo de Dar Es Salaam para o interior. Isto causou uma colisao com Eduardo Mondlane que falava duma guerra prolongada e com aqueles que nao queriam viver no mato, mas sim em Dar Es Salaam.
Os actos da sua coragem, do Magaia portanto, tinham se tornado em lendas. A sua personalidade abafava a do Mondlane, a do proprio lider da Frelimo.
O plano para assassina-lo foi porque Mondlane temia que remover o Magaia do cargo de comandante em chefe causaria disturbios na Frelimo com consequencis catastroficas para ele proprio e para a sua camarilha. Mas o plano para eliminar o Magaia nao era tao segredo como se pode pensar. Havia pessoas que sabiam e alguns aconselharam ao Magaia que nao devia ir ao interior daquela vez porque havia planos para mata-lo.
Ele disse que nao tinha medo de morrer e seguiu para Niassa, onde veio acontecer o que aconteceu. Com a sua morte comecou o reino de terror na Frelimo e as matancas e assassinios barbaros.
Antes de expirar, Magaia foi reportado como tendo dito: "eu estou a morrer, mas a luta deve continuar. A luta continua."
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jAIME m.kHAMBA said in reply to Francisco Moises...
Jaime Khamba conheca Lourenco Matsolo em Tanzania
in the starting of 1962.THE MAN WHO KILLED mAGAIA.
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Francisco Moises said in reply to Chacha...
Tudo muito bem dito. Nao sei exactamente os pardeiros do Zeca Caliate, mas esta algures na Europa, talves algures em Portugal ou na Alemanha, mas nao sei bem.
O misterio do Matola querer ir a Mocambique dizendo a frelimo que la queria entrar em communicacao com a familia Magaia para lhe dizer sobre a tragedia do Magaia e muito estranho. Na minha opiniao isto seria o minimo que ele pudesse tentar fazer.
Mas entende-se que ele era um homem tormentado.
Vi o Matola em Nairobi pela primeira vez depois dele la chegar vindo de Dar Es Salaam. Mas ja tinha ouvido a historia do seu assassinio do Magaia quando estive em Dar Es Salaam antes de rumar para Nairobi onde vivi durante 17 antes de seguir para o Canada que e agora o meu pais como cidadao. E e a minha terra.

Matola, um pouco alto, claro e um corpo no meio, nao gordo e nao magro, tinha muitas piadas e ninguem o odiava embora todos soubessemos que foi ele quem matou o Magaia. Quando eu me encontrava com ele, nunca deixavamos de ter conversas vivas e risos... sem tocar a questao do Magaia.
Quando perguntado por mocambicanos, ele nao escondia e nem fingia que nao foi ele quem matou o Magaia.

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Chacha said in reply to Francisco Moises...
Muito obrigado pelos detalhes. Algumas coisas ficaram claras. Acho que Matola nao estava interessado em comunicar a familia Magaia as cirncunstacias da morte deste. Pois a morte consumou-se em 1966, e Matola vivue muito tempo, cerca de 24 anos: de 1966 a 1989. Podia ate comunicar via carta, ou dizer alguem que vinha a Mocambique partindo de Kenya, para informar a familia Magaia.
Na verdade as campanhas atuais de reconstituicao das imagens dos herois nao passa de hipocrisia. Claro algumas pessoas sabem disso, infelizmente, outras nao sabem. O problema maior aqui reside precisamente nos que nao sabem. Tal como n'os nao sabiamos que o sr Chipande nao foi a pessoa que deu o primeiro tiro.
Outra coisa, onde deve estar o sr Zeca Caliate neste momento, assinando estes artigos?
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Veterano said...
Tanto veneno, caramba! Já não se morre de doenças incuráveis, como a leucemia que vitimou a pobre da Josina.
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Francisco Moises said in reply to Chacha...
Li as observaçoes do senhor e as perguntas pertinentes que fez sobre a morte de Magaia e sobre o caso do seu assassino Lourenço Matola.
"Eu fui prometido uma bolsa de estudos para estudar em Moscovo se conseguisse assassinar o Maputo. O complote foi urdido pelas mais altas instancias da liderança da Frelimo," disse Lourenço Matola falando a refugiados moçambicanos em Nairobi, Kenya.
"Na madrugada do dia 16 de Outubro de 1966 Matola abateu o Magaia no Niassa quando a coluna em que ambos estiveram integrados atravessava um riacho,dizia o malogrado Manuel Tristao Lisboa, em Nairobi, contando muitas vezes o incidente da morte do Magaia nos anos 1970 e 1980. Matola nao foi encontrado com a arma na mao. Tinha a lançado das suas maos depois de disparar contra Magaia. Ao ouvir os tiros os membros da coluna aplacaram alguns nas margens e outros na agua mesmo do riacho, pensando que se tratava duma emboscada portuguesa (Manuel Lisboa)."
"Vendo que Felipe Magaia ja nao tinha a lanterna que tinha nas maos para dirigir os homens para atravessarem o riacho que ele tinha atravessado primeiro lanterna na mao, apanharam a lanterna que ainda estava acessa e viram que o Magaia estava a sangrar e mortalmente ferido (Manuel Lisboa)".
"Tendo se apercebido de que nao se tratava duma emboscada ou dum ataque dos portugueses, os homens rapidamente decidiram verificar para descobrir quem tinha disparado a arma e encontraram o Matola sem a sua arma que vieram a descobrir alguns metros dele com o cano ainda quente" (Manuel Lisboa).
"Amarraram o Matola com cordas e tinham decidido fuzila-lo no lugar, quando alguns disseram que o Matola devia ser entregue aos tanzanianos para que os tanzanianos investigassem o caso e averiguassem as responsabilidades. E assim nao o fuzilaram"(Manuel Lisboa).
As fontes nao concordavam sobre o lugar onde Magaia veio a morrer, se foi no interior ou na Tanzania. Eu agarrava-me a informaçao de que morrera na Tanzania, mas as minhas investigaçoes com o senhor Chataika que agora vive na mesma urbe como eu e que tinha ficado na Frelimo mais do que eu, tendo se treinado na guerrilha na Tanzania mas nunca veio a lutar e como infermeiro em Dar Es Salaam, ensinado por Helder Martins. Ele disse-me que Magaia morreu no interior, mas o seu corpo foi transportado para Songea onde foi sepultado (Chataika, 2012).
Sobre onde Magaia morreu é imaterial -- o facto fica que ele morreu do fogo duma arma da propria Frelimo e nao dos portugueses e nem foi atingido num tiroteio entre grupos opostos de terroristas na sede da organisaçao terrorista em Dar Es Salaam, como alias tinham anunciado os portugueses.
"No dia do enterro do Felipe Magaia em Songea, que assisti, Mondlane anunciou que Samora Machel(de Gaza)substituia Felipe Magaia, deixando de lado Casal Ribeiro de Tete que era adjunto-chefe do Magaia. Ficamos espantados, mas as coisas ficaram assim mesmo" (malogrado Tomas Changundah, Nairobi, nos anos 1980). Changundah veio a morrer em Quelimane depois de regressar de Nairobi, Kenya, depois da guerra civil. Manuel Lisboa, que foi o representante da Frelimo em Songea nos anos de 1960 e veio a fugir para Nairobi, Kenya, morreu tambem em Quelimane depois da guerra civil.
Os tanzanianos que investigaram a morte do Magaia e tomaram as declarçoes do Lourenço Matola nao divulgaram o que apuraram nas suas investigaçoes (fontes varias por mim ouvidas em Dar Es Salaam, 1968)da mesma maneira como viriam a se comportar quanto a morte de proprio Eduardo Mondlane cujas averiguaçoes os tanzanianos nao divulgaram.
Mas os tanzanianos mantiveram Lourenço Matola por cinco anos na prisao sem julgamento e vieram a liberta-lo sem julgamento e explicaçao.
O senhor indaga porque é que os seus amigos que o usaram para matar Magaia nao o quizeram depois dele sair da prisao. Nao tenho resposta certa dos proprios lideres da Frelimo que fizeram do falar da morte de Magaia um grande tabu e pessoas vieram a serem barbaramente mortas mais tarde por serem ouvidas a falar da morte do Magaia em Nachingwea.
Se vieram a transladar os restos mortais do Magaia era para o inglês visto que eles podiam dizer que Magaia foi heroi que morreu no campo de batalha contra os portugueses, como tinham anunciado como a causa da morte. Mesmo dentre os chamados herois da Frelimo, muitos dos quais foram assassinado pela propria Frelimo, o nome de Magaia nao é mencionado com frequencia na Frelimo.
Penso eu que o caso da morte de Magaia apresentava um grande problema para a liderança da Felimo e para Samora Machel em especial que o ordenou a Matola que abatesse o Magaia e que veio aproveitar-se em grande da morte do outro, tendo depois sucedido o Magaia como o comandante da guerrilha e angariado a força Josina Mutemba, a chamada Josina Machel que era a namorada do Magaia.
A morte de Magaia nunca se anunciou publicamente e com fanfarra. A revista "A Voz da Revoluçao" da Frelimo que anunciou a sua morte de Dar Es Salaam, so disse que o camarada "Felipe Samuel Magaia tombou num encontro com soldados portugueses" sem mencionar quem Magaia era na Frelimo e sem elogios quaisquer.
Apesar do esforço dos lideres da Frelimo em tentar manter silencio sobre a morte do comandante Magaia, sabia-se em toda a Frelimo e entre os moçambicanos em toda a Tanzania que Magaia morrera assassinado por um militar da Frelimo a mando dos chefes maximos da Frelimo em geral e do Samora Machel em particular.
Os lideres da Frelimo sabiam disto e nao vejo bem como é que os lideres da Frelimo podiam guarda-lo na Frelimo, sabendo que a sua presença podia criar disturbios que eles nao poderiam talvez abafar. Eles sobreviveram mal a nossa revolta de 1968.
Como o senhor pode imaginar, ninguem guarda pessoas que orquestra para matar outros. Isto faz-se para apagar evidencias. Staline na Uniao sovietica mandava assassinar todos aqueles que o seu estado usava para matar os chamados inimigos do povo. E assim os que assassinavam umas pessoas eram tambem assissinados por sua vez por outros e estes outros por outros ainda e assim continuamente e sem fim.
Duvido maningi se depois da sua soltura da prisao Matola podia ir a Frelimo ou foi para a Frelimo para obter o que lhe tinham prometido. Ele sabia muito bem que -- como nao conseguiu esconder a sua mao na morte do Magaia e foi descoberto, prestou declaraçoes aos tanzanianos que provavelmente prejudicaram em grande os grandes da Frelimo e ficou numa prisao tanzaniana -- os lideres da Frelimo iriam mata-lo como na verdade vieram a mata-lo em Nairobi no Kenya em 1989 com um carro que o atropelou. E assim o Matola pereceu. Os mortos nao contam estorias...
Nos anos de 1970 depois da sua soltura da prisao tanzaniana, Matola apareceu como refugiado em Nairobi, onde fugitivos que se tinham escapulido das chacinas na Frelimo tinham se refugiado, incluindo eu proprio. Obviamente, nao havia nada o que pudessemos fazer para lhe criar problemas visto que o Kenya nao podia actuar contra alguem cujo crime nao tinha sido cometido no Kenya.
Ninguem dentre nos os refugiados escapulidos da Frelimo se preocupava dele visto que sabiamos que ele nao nos presentava nenhuma ameaça. Ele era um simples refugiado criminoso e desgraçado pelo seu crime e pelos seus proprios colegas que o usaram para matar o Felipe Magaia.
Sim, em 1989, Matola chegou de morrer em Nairobi, atropelad por carro que nao parou. O homem com quem ele estava e o viu atropelado e esmagado a morte veio mesmo acreditar que se tratava dum fantasma em forma de carro -- de que se tratava da alma do Magaia que tinha vindo se vingar contra ele.
Mas o facto torna-se agora claro: a execuçao do Matola por atropelamento por um carro em Nairobi foi um acto organisado pela Frelimo para impedir que Matola regressasse a Moçambique e fosse a familia Magaia pedir desculpas e perdao pelo que fez a Magaia.
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Chacha said in reply to Francisco Moises...
Estou tao curioso de algumas coisas:
Por que eh que a Frelimo ja "nao queriam mais de Lourenço Matola" dado que foi ele que realizou o objetivo de liquidar Magaia?"
Quando eh que Matola foi para Nairobi?
Matola "Veio a morrer atropelado por um carro numa estrada de Nairobi. Tinha eu sempre pensado que se tratava dum acidente qualquer."
Em que ano isso foi, recentemente, 1989? Pois temos a seguinte passagem:
"E assim em 1989 veio a morrer Lourenço Matola, homem que disparou a arma que matou o comandante Filipe Magaia."
Em Nairobi?
De fato a historia tem as suas facetas, as vezes torna dificil compreender o fio. Mas como temos testimunhas oculares, que tudo fique claro.
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Francisco Moises said...
No artigo do sr. Zeca Caliate, destacado e destemido combatente da Frelimo que depois de passar para o lado português, forçado por circunstancias para salvar a sua pele e vida visto que se apercebeu que havia planos enseados por Samora Machel para liquida-lo, veio igualmente a ser temido pela Frelimo em Tete. É porque o Machel lamentou-se antes das mudanças que alteraram a situaçao em Portugal permitindo que Portugal cedesse a independencia a Frelimo. Machel disse que era o Zeca Caliate que destruia as bases da Frelimo em Tete (Daily Nation, Nairobi, 1973).
Houve outros destemidos como Luis Arrancatudo da Zambézia que tinha lutado para a Frelimo no Niassa onde conhecia bem as bases da Frelimo. E quando, depois de contendas com Machel e a sua camarilha, passou para o lado português, os portugueses alcançarem o seu maior exito destruindo muitas bases da Frelimo principalmente com a sua força aérea.
Mas de acordo com a informaçao dada por um outro combatente da Frelimo de nome Almeida, falando comigo no campo de refugiados de Rutamba, Distrito de Lindi, Provincia de Mtwara, na Tanania, em 1968, onde ele tinha ido para ver a sua esposa e criança -- Almeida disse que Luis Arrancatudo morreu quando o destacamento português de 70 homens que liderava regressava dum ataque a uma base da Frelimo caiu numa emboscada da Frelimo e ele recebeu um tiro de bazuka no peito.
Como é que Almeida conseguiu apurar tais detalhes minisculos? Nao lhe perguntei. Mas o que se sabe é que Luis Arrancatudo morreu combatendo a Frelimo, a sua antiga organisaçao.
Eu lembro-me do Arrancatudo por ter sido parte da unidade comandada por Samora Machel e integrando outros bandidos e terroristas tais como Joaquim Chissano, Aurelio Manave e alguns outros, que, armados de pistolas, nos invadiram no Instituto moçambicano em Dar Es Salaam na noite de 3 de Março de 1968.
Machel e Chissano foram detidos temporariamente pela policia tanzaniana que apareceu no lugar aquando do assalto. Mas mal que disseram ao oficial da policia que comandou o contra ssalto que nos salvou as vidas que eles eram dirigentes da Frelimo, foram largados e desapareceram da cena apavorados. Foi interessante ver terroristas apavorados.
Luis Arrancatudo e os outros combatentes que lutavam la nas matas de Moçambique desaperceram como que por encanto. E nao soubemos como. O pobre do Aurelio Manave foi capturado do capim onde se tinha escondido por debaixo dum coqueiro depois de disparar três tiros da sua pistola -- tiros que felizmente nao atingiram a ninguem.
Foi algemado e conduzido a esquadra da policia com estudantes atras dele a batê-lo a valer com pontapés e murros. La na esquadra da policia foi despido e chamboqueado por um policia enquanto que os estudantes gritavam o seu apoio a acçao do policia e apelava que a policia o batesse mais.
Vi, vivi esta cena e testemunho que o malogrado malfeitor e terrorista foi bem batido até ranho a lhe correr nas narinas e o seu corpo a soar copiosamente. Por natureza o terrorista tinha um corpo que soava muito. Passou a noite na celula da policia e no dia seguinte a Janet Ray Mondlane, a esposa do Mondlane, passou pela esquadra e pagou alguns 11,000 (onze mil) shillings tanzanianos para ela conseguir a libertaçao do malfeitor (Padre Mateus Pinho Gwnjerer, Dar-Es-Salaam, 1968).
Nao era segredo nenhum que Josina Muthemba e Francisco Manyanga foram assassinados pela propria Frelimo como acontecera com Felipe Magaia que foi abatido por um certo Lourenço Matola que depois veio a se refugiar em Nairobi depois de ter passado cinco anos da prisao subterranea de maxima segurança de Mnazi Moja em Dar Es Salaam.
Josina Muthemba, a namorada do Felipe Magaia, nunca de tinha reconciliada com a morte de Felipe Magaia e o seu casamento com Samora Machel nao aconteceu porquê ela amava or gostava do Samora Machel. Viu-se forçada.
Sobre o seu envenenamento, nada esta claro. Uma certa informaçao dizia que ela se encontrava gravida nao por Samor Machel, mas por um outro homem e decidiu acabar com a gravida. A outra informaçao dizia mesmo que foi envenenada depois do Machel se aperceber que ela nao o amava e ainda andava a vivier no passado com fantasias do seu a amor de Felipe Magaia.
Obviamente, aqueles que orquestraram para abater Magaia no Niassa nod dia 16 de Outubro de 1966 e vieram depois a anunciar que Magaia "tombou num encontro com soldados portugueses" nao queriam mais de Lourenço Matola. No entento, os portugueses tiveram a sua versao sobre a morte do Magaia. Num jornal português que li enquanto estive em Zobue, Tete, disseram que "o comandante terrorista morreu num tiroteio entre grupos opostos de terroristas."
Em Nairobi Lourenço Matola veio a passar uma vida desgraçada e andava semi-doido. Veio a morrer atropelado por um carro numa estrada de Nairobi. Tinha eu sempre pensado que se tratava dum acidente qualquer.
Mas, mas mistérios nunca cessam de nos espantar. De acordo com a informaçao que me chegou recentemente cuja fonte nao vou revelar e nao revelarei, tratou-se de um acidente organisado. É que Matola queria regressar a Moçambique para ele ir contar a familia Magaia e pedir lhe desculpas e perdao por ter causado a morte de Magaia e lhe explicar exactamente o que tinha acontecido e quem o tinha mandado para matar o Magaia. De acordo com a fonte Magaia e Matola, dois rongas, ja se conhecia em Moçambique.
Magaia nasceu em Mocuba, Quelimane, dum pai ronga que era enfermeiro e duma mae zambeziana, diz-se algures no Internet que a mulher, a mae do Magaia, era uma moleque.
Isto contrariria a versao oficial que a Frelimo deu a familia Magaia de que ele caiu no campo de batalha. Era uma situaçao grave para os lideres da Frelimo. Eles tinham que impedir que Matola concretisasse o seu sonho.
Os lideres da Frelimo lhe disseram que o tempo nao tinha ainda chegado para ele regressar a Moçambique e que devia continuar no exilio. Ele nao queria continuar exilado. Parece que ele tinha fornecido demasiadas informaçoes a liderança da Frelimo sobre si proprio e sobre os seus paradeiros e local de residencia em Nairobi.
Foi entao que numa tarde um carro o atropelou e o carro nao parou depois de esmaga-lo. Ele estava com um outro fugitivo moçambicano que tambem veio a morrer naturalmente mais tarde. E assim em 1989 veio a morrer Lourenço Matola, homem que disparou a arma que matou o comandante Filipe Magaia. Talvez foi a justiça outro mondo visto que "quem mata pela espada, pela espada perece" (Jesus Cristo).
O certo é que com a Frelimo nao se brinca, amigos. "A Frelimo mata, camaradas. A Frelimo liquida, camaradas. A Frelimo aniquila, companheiros," (Um comandante da Frelimo, Dar Es Salaam, 1968).

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