segunda-feira, 15 de maio de 2017

Diga adeus ao MP3. O formato está “morto”


Criado na década de 90, o formato MP3 é dos mais utilizados para armazenar música e, agora, a empresa que criou o formato decidiu terminar a atribuição de patentes. O futuro chama-se AAC.
Getty Images
Foi durante o final dos anos 80 e início da década de 90 que o Fraunhofer Institute for Integrated Circuits (Fraunhofer IIS) criou o MP3, o formato digital mais utilizado para comprimir, guardar e ouvir música. Ao fim de quase 30 anos, a empresa decidiu parar de atribuir patentes associadas a este formato para apostar em formatos mais eficazes.
Como explica o instituto em comunicado, este é ainda um dos formatos mais utilizados para armazenar música mas existem outros, como o AAC (Advanced Audio Coding), que oferecem melhor qualidade de som que o MP3. A Fraunhofer IIS explica ainda que o formato AAC é já o utilizado pela maioria das televisões e das rádios.
Também a Apple utiliza este formato, quer na loja iTunes quer no serviço de streaming. Já o Spotify utiliza o formato Ogg que também já não é novo mas consegue melhores resultados que o MP3.
Esta mudança não implica que os ficheiros atuais e os equipamentos que utilizamos vão deixar de funcionar, apenas que, daqui para a frente, se vai assistir ao desinvestimento tecnológico no formato.
Ao que tudo indica o futuro está mais virado para o AAC, que é apontado como o principal substituto do MP3, uma vez que consegue uma maior qualidade de som com um bitrate menor – quantidade de informação por unidade de tempo. Por outras palavras, e a título de exemplo, um ficheiro de música AAC a 128 kbps tem uma melhor qualidade de som que o mesmo MP3 a 128 kbps.

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