quarta-feira, 7 de junho de 2017

Financiador quer que PGR partilhe resultados da Kroll


Embaixada da Suécia em Maputo defende que PGR deve partilhar os resultados do relatório da auditoria às dívidas ocultas
A embaixada da Suécia em Maputo defende que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve partilhar com os moçambicanos os resultados do relatório da auditoria às chamadas dívidas ocultas, logo que terminar a avaliação do documento. “ (O relatório da auditoria à dívida pública) está nas mãos das autoridades, acho que eles é que vão publicar. Temos uma colaboração muito boa com a PGR e temos plena confiança no trabalho deles”, disse o conselheiro político e comercial da embaixada da Suécia, citado pela agência Lusa.
Ainda assim, Andreas Perez Fransius admitiu que a justiça moçambicana deve actuar tal como em outros Estados soberanos, tomando as medidas adequadas ao caso. “São eles a tomar as medidas. Seria inoportuno, para mim, fazer comentários sobre que medidas deveriam tomar, confio neles para levarem a cabo este processo”, reforçou o diplomata.
A embaixada manifestou, ainda, confiança na forma como a PGR está a tratar os resultados da auditoria às dívidas ocultas, defendendo a divulgação do documento o mais breve possível. “Este relatório está, agora, nas mãos da PGR, que está a fazer a sua avaliação, para ver se os termos de referência foram cumpridos e, depois, os próximos passos serão dados pela própria Procuradoria, que partilhará esta informação com o público moçambicano”, acrescentou.
A filial britânica da firma de investigação norte-americana Kroll entregou, no mês passado, à PGR os resultados da auditoria às chamadas avalizadas pelo anterior Governo de Armando Guebuza, entre 2013 e 2015.
A auditoria foi paga pelo governo sueco e surgiu na sequência de pressões das instituições financeiras internacionais e dos principais doadores do Orçamento do Estado, após a revelação, em Abril do ano passado, de dívidas no valor de 1,4 mil milhões de dólares, até então não reveladas. As dívidas foram contraídas por empresas públicas ligadas à segurança marítima com o aval do anterior Governo chefiado por Armando Guebuza.
A descoberta das dívidas levou os principais doadores e instituições financeiras internacionais a suspenderem a sua ajuda ao país, condicionando o reatamento dos apoios à divulgação dos resultados da auditoria.

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