domingo, 11 de junho de 2017

Em direto/ Legislativas em França. Partido de Macron em primeiro lugar com 32%

França

Em direto/ Legislativas em França. Partido de Macron em primeiro lugar com 32%

O República Em Marcha vence a primeira volta das legislativas francesas com 32% — e segundo as projeções deverá ter mais de dois terços da Assembleia Nacional. Direita em segundo, PS afunda.
CHRISTOPHE PETIT TESSON/AFP/Getty Images)
Atualizações em direto
  • Jean-Luc Mélenchon: "Não permitam que sejam dados poderes plenos ao partido do Presidente"

    Há pouco, falava Jean-Luc Mélenchon, ex-candidato preidenciais e líder da França Insubmissa, a maior força política desta época eleitoral da extrema-esquerda.
    Referindo a abstenção, que passou marginalmente os 50%, disse que “não há maioria, neste país, para destruir o código de trabalho, reduzir as liberdades públicas, nem para a irresponsabilidade ecológica nem para bajular os ricos, tudo coisas que estão no programa do Presidente”.
    Depois, lançou um apelo ao “meios populares e à juventude que se mobilizaram menos do que nas eleioções presidenciais” a votaram nas “dezenas” de círculos eleitorais onde a França Insubmissa terá passado à segunda volta.
    “Na segunda volta, não deem nem permitam que sejam dados poderes plenos ao partido do Presidente”, disse Jean-Luc Mélenchon. “Elejam os nossos deputados.”
  • Edouard Philippe: "No próximo domingo, a Assembleia Nacional será a nova cara da nossa República"

    Edouard Philippe, primeiro-ministro do Governo de Emmanuel Macron, acaba de discursar. Começou por “insistir na importância de votar no próximo domingo” e referiu que a taxa de abstenção recorde se deve “à desmobilização de parte do eleitorado que acham que a eleição do Presidente da República fechou o debate”.
    “Meus caros concidadãos, a França está de regresso”, disse, para depois falar do trabalho que Emmanuel Macron começou a fazer desde que tomou posse, em maio. “Há um mês, o Presidente da República representa a confiança, a vontade e audácia.”
    “No próximo domingo, a Assembleia Nacional será a nova cara da nossa República forte, unida e atenta às necessidades de cada um”, acrescentou.
  • Uma Assembleia Nacional de (praticamente) uma só cor?


    Não é de admirar que os adversários de Emmanuel Macron e da República Em Marcha insistam na mobilização do eleitorado que ficou em casa. Esta imagem (da BFMTV) explica tudo; ou, mais propriamente, aquela mancha roxa, do República Em Marcha, explica tudo. Se as projeções estiverem certas, será assim a próxima Assembleia Nacional.
  • Escolha de Emmanuel Macron para ministro da Economia passa à segunda volta

    Bruno Le Maire, a escolha de Emmanuel Macron para ministro da Economia, venceu a primeira volta com 45,32% dos votos. É o seu melhor resultado numa primeira volta. Antes de entrar no República Em Marcha, Bruno Le Maire foi ministro da Agricultura no Governo de Nicolas Sarkozy entre 2009 e 2012; e foi deputado d’Os Republicanos entre 2012 e até aos dias de hoje. Agora, está bem posicionado para voltar a entrar naquela câmara — e voltar a entrar num Governo —, mas num partido difernete.
  • E já que (quase) todos os partidos falam da taxa de abstenção de hoje (a mais alta de umas eleições legislativas em França desde 1958, ano da fundação da V República), fica aqui um gráfico útil, cortesia da AFP, onde podemos ver a abstenção nas outras legislativas.
  • Marine Le Pen pede aos eleitores para "suprimirem a política mundialista do senhor Macron"

    Marine Le Pen, da Frente Nacional, discursou há momentos em Hénin-Beaumont. Inicialmente, referiu que a taxa de abstenção é “inquietante” e a culpou a eleição de Emmanuel Macron que “não entusiasmou os franceses”.
    Depois, perante o resultado historicamente baixa do PS, disse que “a recomposição da via política está a acontecer, o partido de Macron absorveu o PS, que tem um resultado extremamente baixo”.
    E, depos, dedicou o resto do seu discurso a juntar Os Republicanos ao República Em Marcha, já que estes serão os grandes adversários diretos da Frente Nacional nos círculos onde a extrema-direita conseguiu passar à segunda volta. “Estes dois partidos estão, na verdade, de mãos dadas”, disse. Depois, prometeu uma política de “crescimento, emprego, poder de compra, defesa, segurança e defesa da nossa identidade nacional” e pediu aos “patriotas” que a ajudassem a “suprimir a política mundialista do senhor Macron”. E terminou congratulando-se com o seu “resultado pessoal”, com cerca de 45% dos votos, o que a leva até à segunda volta em Hénin-Beaumont.
  • Os Republicanos apelam à mobilização contra o statu quo de Emmanuel Macron

    François Baroin, d’Os Republicanos, acaba de falar. O grosso do seu discurso foi a falar contra o República Em Marcha, referindo que o partido de Emmanuel Macron quer aumentar os impostos e acusando-o de ser um partido que “propõe o statu quo”.
    Prometeu 1 euro nas zonas rurais a cada euro investido nas cidades, defendeu que se virasse “as costas ao laxismo penal” e apelou a que fosse negada uma maioria absoluta a Emmanuel Macron, “para que o nosso país se possa equilibrar”. Como tal, apelou à mobilização no próximo domingo.
  • PS: após o pior resultado, partido pede "pluralismo" e não a "doença" de uma Assembleia Nacional com maioria Macron

    Jean-Christophe Cambadélis, primeiro secretário do Partido Socialista, acaba de falar. No início, referiu a abstenção histórica (com uma taça de participação aquém dos 50%, são as legislativas menos concorridas desde 1958) e culpou-a a uma “fadiga eleitoral”.
    De seguida, perante os 9% do Partido Socialista e dos 30-40 deputados que as projeções lhe dão, admitiu um “recuo sem precedentes da esquerda, especialmente do PS”.
    Com os olhos na segunda volta, falou que agora está em causa “amplificação [da maioria do partido de Macron] ou do pluralismo”. “Porque se esta maioria absoluta for amplificada, ela será quase sem oposição real e teremos uma Assembleia Nacional sem verdadeiro poder controlo”, disse. “A nossa democracia não se pode permitir a esta doença.”
  • REM quer "maioria que seja coerente com o desejo de reunir o país"

    A presidente interina do República Em Marcha (REM), Catherine Barbaroux, acaba de falar na sede de campanha do partido de Emmanuel Macron. Referindo-se à maioria absoluta que as projeções apontam — a confirmar daqui a uma semana, na segunda volta — a presidente do REM fala do desejo de “uma maioria que seja coerente com o desejo de reunir o país e que aja eficazmente”.
  • Marine Le Pen terá tido entre 45% e 47% dos votos

    A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, terá tido entre 45% e 47% dos votos, segundo aquilo que podemos ouvir na BFMTV e das projeções que partem do círculo eleitoral de Hénin-Beaumont, onde ela concorre.
    É, até agora, o melhor resultado de Marine Le Pen numas eleições legislativas — e ela já não é novata. Ao todos, já concorreu outras quatro vezes (1993, 2002, 2007 e 2012). Só na primeira é que não conseguiu passar da primeira volta — mas nunca conseguiu vencer a segunda. Agora, com este resultado, pode estar mais próxima desse cenário. E, assim, a eurodeputada seria deputada na Assembleia Nacional pela primeira vez.
  • As primeiras projeções dão maioria absoluta ao República Em Marcha de Emmanuel Macron

    A projeção da BFMTV diz o seguinte:
    República Em Marcha – 32,6%, 415 a 455 deputados
    Os Republicanos – 20,9%, 80 a 100 deputados
    Partido Socialista – 9%, 30 a 40 deputados
    Frente Nacional – 13,1%, 1 a 4 deputados
    França Insubmissa – 11%, 10 a 20 deputados
    Nota: estes números são apenas projeções e não são os resultados finais. Segunda nota: nestas presidenciais francesas, as sondagens raramente tiveram dúvidas e nunca se enganaram!
  • República em Marcha com 32,2%

    O partido República Em Marcha, de Emmanuel Macron, vence a primeira volta das eleições legislativas com 32,2%. Segundo as projeções, deverá agora ter 415 a 455 deputados na Assembleia Nacional — mais do que suficiente para uma maioria absoluta naquele órgão de 577 lugares.
  • Abstenção mais alta da V República

    Se se confirmar a previsão de taxa de participação final nos 49,5%, então podemos dizer que estas serão as eleições legislativas com menos afluência da V República francesa — ou seja, dos últimos 58 anos.
    Os números são dos Décodeurs, do Le Monde:
  • Enquanto isto, faltam 14 minutos para o fecho das urnas. Pouco depois, serão conhecidas as primeiras projeções.
  • O que dizem as sondagens? Que, provavelmente, Emmanuel Macron vai ter vida fácil

    Segundo a mais recente sondagem da Ipsos Sopra Steria, em parceria com a Radio France, o República Em Marcha, partido de Emmanuel Macron, deverá ganhar estas eleições legislativas com uma maioria absoluta — ou seja, bem acima dos 289 necessários para controlar aquela câmara. Eis os números previstos nesta sondagem:
    República Em Marcha – 397 a 427 deputados (31,5% dos votos)
    Os Republicanos – 95 a 115 deputados (22% dos votos)
    Partido Socialista – 22 a 32 deputados (8% dos votos)
    França Insubmissa – 11 a 21 deputados (11,5% dos votos)
    Frente Nacional – 5 a 15 deputados (17% dos votos)
    Se ficou a perguntar-se porque é que o PS fica, por exemplo, com mais do dobro dos deputados da Frente Nacional embora tenha aproximadamente metade dos votos, lembre-se de uma coisa: estas eleições funcionam em círculos uninominais (577 ao todos) e, como tal, só o vencedor em cada um deles ganha assento parlamentar. Assim, pouco importa se, em determinado círculo, um candidato ganha por 5% ou 50% — o que importa é ganhar.
  • Abstenção em alta — fadiga eleitoral pode explicar fraca afluência às urnas

    Ganhe quem ganhar esta primeira volta, as eleições legislativas deste ano já fazem adivinhar uma derrota coletiva: a abstenção subiu consideravelmente em relação a 2012, o ano das últimas legislativas.
    Segundo a BFMTV, a taxa de participação deverá ficar-se pelos 49,5% — ao passo que em 2012 o número foi de 57,2%.
    Está bom tempo em França? Está. As praias são boas? A maior parte delas, sim. Mas nem todo o país é feito de sol e praias. Uma pista para esta taxa de abstenção pode ser antes o fadiga eleitoral dos últimos tempos em França. É que não estamos apenas a falar das duas voltas das eleições presidenciais. Antes dessas, houve as primárias da direita e depois as primárias da esquerda — tanto numa como noutra, que foram a duas voltas, qualquer cidadão podia votar, desde que assinasse um compromisso com os valores políticos em causa.
    Ora, no próximo dia 18, que é quando acontecerá a segunda volta destas legislativas, os franceses já terão sido convocados oito vezes às urnas desde novembro do ano passado.
  • Cinco respostas para entender as eleições deste domingo

    É verdade — os franceses vão de novo a votos. Desde 23 de abril, é a terceira vez que vão às urnas. As duas primeiras foram para escolher, a duas voltas, o Presidente, que acabou por ser Emmanuel Macron. Agora, vão começar a escolher a Assembleia Nacional com a qual o novo inquilino do Palácio do Eliseu terá de governar. Tal como nas presidenciais, o sistema eleitoral das legislativas é também a duas voltas.
    Há algumas perguntas importantes a fazer, mesmo que possam parecer simples e até básicas. Por exemplo: as eleições de domingo são importantes porquê? Para saber a resposta a esta e outras questões, passe os olhos por este texto:
  • Cinco respostas para entender as eleições deste domingo

    É verdade — os franceses vão de novo a votos. Desde 23 de abril, é a terceira vez que vão às urnas. As duas primeiras foram para escolher, a duas voltas, o Presidente, que acabou por ser Emmanuel Macron. Agora, vão começar a escolher a Assembleia Nacional com a qual o novo inquilino do Palácio do Eliseu terá de governar. Tal como nas presidenciais, o sistema eleitoral das legislativas é também a duas voltas.
    Há algumas perguntas importantes a fazer, mesmo que possam parecer simples e até básicas. Por exemplo: as eleições de domingo são importantes porquê? Para saber a resposta a esta e outras questões, passe os olhos por este texto:
  • Boa tarde!
    Hoje é dia de primeira volta nas eleições legislativas em França. As urnas fecham às 19h00 de Lisboa — ou seja, daqui a sensivelmente 50 minutos.
    Da nossa parte, vamos acompanhar a noite eleitoral, dar-lhe as últimas novidades e analisar o que tivermos em mãos. Vamos a isso?

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