| "sine die" |
| Destaques - Nacional |
| Escrito por Adérito Caldeira em 21 Abril 2017 |
Nem metro, nem BRT e nem nova frota para os Transporte Municipais, os moçambicanos que vivem nos principais centros urbanos e não possuem veículo próprio vão continuar a viajar em “chapa 100” e nas carrinhas de caixa aberta, como bois, pois o Governo de Filipe Nyusi “está a trabalhar num pacote global de medidas a curto, médio e longo prazo para a solução da problemática do transporte público urbano de passageiros, cujos resultados esperamos brevemente apresentar”, revelou o ministro dos Transportes e Comunicações.
O @Verdade apurou a solução é a criação de um sistema integrado com os vários modos de transportes, no âmbito plano director de mobilidade e transporte para a denominada área metropolitana de Maputo, e estava orçado até ao ano passado em 330 milhões de dólares norte-americanos.
Para já o Executivo conseguiu refrear a vontade de aumento das tarifas pelos operadores privados do transporte semi-colectivo de passageiros, que consideram que há vários anos que o negócio não compensa apesar do subsídio que é todos meses dado pelo Estado.
“Assinamos este Memorando com o Governo da República de Moçambique, que vai orientar nos próximos dias aquilo que vai ser o transporte urbano nas nossas cidades, este Memorando não é só para as cidades de Maputo e Matola mas sim para todos os maiores centros urbanos do país. Nós vamos continuar a trabalhar porque isto não é o fim, mas o princípio de uma mudança de uma era que vai trazer uma nova face daquilo que é o grande problema do transporte urbano no nosso país” afirmou nesta quinta-feira(20) Castigo Nhamane, presidente da FEMATRO após o acto que decorreu na capital moçambicana.
O governante declarou que face ao caos que se vive todos os dias nos municípios de Maputo e da Matola, e enquanto a solução global não é encontrada, o Executivo decidiu comprar “faseadamente 300 autocarros que serão entregues às concessionárias e que deverão reembolsar parte do valor através das receitas cobradas na utilização destes autocarros”.
Não ficou claro durante a conferência de imprensa de que forma o negócio voltará a ser lucrativo para os mais de 8 mil operadores do “chapa 100”, visto que o Executivo vai financiar somente 300 autocarros.
É claramente um ganhar de tempo, não foi possível apurar quanto, por parte do Governo relativamente a um problema que exige mais coragem, avultados investimentos e paciência dos munícipes.
Recentemente durante a visita de Estado que efectuou ao Japão o Presidente Filipe Nyusi reavivou o sonho do metropolitano para o chamado Grande Maputo(que incorpora os município de Maputo, Matola e Boane). Na gaveta, por falta dinheiro, está o Bus Rapid Transit assim como a sua integração com os transportes ferroviários. É mais do que reconhecida a incapacidade dos Transportes Públicos, agora Municipais.
|
Sem comentários:
Enviar um comentário