terça-feira, 23 de maio de 2017

Vuma “escangalha” Matsombe e prova que é o Candidato ideal à Presidência da CTA!


Quando faltam pouco de 48 horas para a realização das eleições à Presidência da Confederação da Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, datadas para o dia 25 do mês em curso, o Programa Linha Aberta da Soico Televisão – STV, organizou, na sua edição de hoje (23), um frente-a-frente entre os candidatos presidenciais àquele órgão.
Trata-se de Agostinho Vuma, candidato presidencial pela «LISTA A», e Quessanias Matsombe, candidato presidencial pela «LISTA B». Conduzido pelo jornalista Jeremias Langa, o debate do frente-a-frente durou um pouco mais de 1 hora e 30 minutos, com os candidatos a trocarem mimos, entre acusações e auto-vitimizações, com o moderador a acalmar inteligentemente os ânimos daqueles.
Do que assisti, e penso ser consensual aos demais, pude concluir o seguinte:
1. O Candidato Presidencial Quessanias Matsombe aparentemente maduro, por idade e experiência, mostrou que não sabe discutir ideias, senão promover ataques pessoais.
2. Matsombe, sempre autoritário e vingativo nas suas intervenções, quando transferida a palavra para o seu adversário Agostinho Vuma, este, a cada momento da intervenção do último, tomava gulosamente a palavra para si.
3. Sobre o ponto anterior, julgo ser uma atitude algo inconveniente para quem se candidata para um cargo de liderança, afinal, um líder deve, dentre várias virtudes, saber ouvir, saber dar espaço para outros falar. E se ele procede assim enquanto candidato, que se pode esperar quando Presidente?
4. Matsombe, em cada uma das suas intervenções, consumiu do tempo que lhe era conferido, para vilipendiar o candidato da lista adversária e de seus próprios colegas da actual direcção.
5. Matsombe, bastante nervoso e sem um projecto claro de governação, procurava eximir-se da responsabilidade quanto aos erros cometidos pela actual direcção da qual é membro.
6. Matsombe provou, com A+B, que não é de assumir os seus erros. Provou que não é de assumir os erros que são cometidos pelo colégio. Quando é para honras, sim, ele é da directiva.
7. Matsombe, que na actual direcção comanda o Conselho Fiscal que tem, dentre vários poderes, o de apreciar e deferir relatórios de contas, não conseguiu indeferir algum, mas invoca a má gestão da CTA.
8. Matsombe, em uma das suas inoportunas intervenções, chegou a afirmar que uma das formas de garantir rendimentos à CTA seria a construção de um Complexo com o mesmo nome, oferecendo diferentes serviços. Isto é, no mínimo, banal. É querer fazer da CTA uma empresa e não a “associação das associações”.
9. Agostinho Vuma, apesar da desvantagem em idade e em experiência em relação ao seu adversário, mostrou muita maturidade. Vimos um Vuma calmo e preocupado em discutir ideias.
10. Logo que iniciou o debate particularmente após a primeira intervenção do candidato Matsombe que consistiu, fundamentalmente, em lançar incisivas peçonhas verbais à pessoa de seu adversário, Vuma, de seguida, respondeu que não estava ali para discutir pessoas, atitude que manteve e mostrou sem reservas de dúvidas no decurso do programa todo. Devo salutar!
11. Foram claras e inequívocas as inúmeras investidas de Vuma no sentido de reorganizar o curso do debate que, aos olhos de todos e graças ao candidato Matsombe, parecia desencantar-se, discutindo inoportunidades.
12. Agostinho Vuma, calmo e munido de retórica discursiva, procurava apresentar suas ideias que constituem um projecto claro, real e realizável (longe de utópico), enquanto isso, o candidato Matsombe procurava interpelar o seu adversário não o deixando terminar de discursar.
13. Vuma, actualmente vice-presidente da CTA, diferentemente de Matsombe, assume cada uma das mazelas da direcção de fez parte. E assume, ainda, que as mesmas servem como pontos a melhor em caso de vitória.
14. Vuma, guiado por um espírito democrático, disse e muito bem, que em caso de vitória convidaria o candidato derrotado para integrar à sua comitiva de trabalho, atitude que Matsombe apontara que, em casa de vitória da lista que liderava, não o faria quanto à Vuma.
15. Vuma, munido de paciência, acalmia e da virtude do saber ouvir, provou que, se eleito, saberá ouvir os seus colaboradores, que não se aborrecerá de forma titânica em casos de ofensa à sua pessoa. Se calhar esteja aqui a razão de permanência de como vice-presidente faz 2 mandatos.
16. Já lá para o fim, Vuma, ainda Matsombe tenha-se recusado de responder uma questão muito pontual por ele colocada, o primeiro não furtou-se de responder a questão do último, tendo o feito com bastante abertura e modéstia.* Estranho foi Matsombe se recusar de responder uma questão para, logo de seguida, lançar outra para o seu interlocutor: é banal e deselegante!
Sem mais delongas, quero juntar-me atantos outros amigos virtuais (e não só), mormente jovens, para congratular ao Candidato Presidencial pela «LISTA A», o senhor AGOSTINHO ZACARIAS VUMA por ter sabido portar-se durante o debate: no plano subjectivo, tenho de afirmar que este representou e muito bem a juventude, sem descurar pela belíssima explanação do seu programa, a qual, a dado momento, colheu até sensibilidade de seu adversário que acabou concordando consigo.
«Numa economia que se pretende cada vez mais liberal e desafiadora, a existência de uma entidade capaz de zelar responsavelmente os reais interesses do sector privado, este que é principal motor do desenvolvimento económico de um país, é pontual. E pontual é, ainda, colocar as pessoas certas a orientá-la.»
Avante, jovem Vuma. A CTA espera por ti!
Paro por aqui,
Atenciosamente!

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