quarta-feira, 24 de maio de 2017

Súcia de criminosos que a história julgará


CtaSALIMO ABDULA, ROGÉRIO MANUEL E SEUS APANIGUADOS
Miguel Paulo articulista do Público brindou esta semana a sociedade civil moçambicana e a comunidade empresarial, já há bastante tempo agastada com a permanência na direcção da CTA daqueles malfeitores, um artigo nos termos do qual Rogério Manuel representava uma dinastia, mais elencou pontos que no seu entender representam passos marcantes de um alegado prelado glorioso.
O artigo em referência representa um ponto de vista de certo modo entorpecido e pejado de incongruências que não ajudam a pretensão do autor que neste caso pretende branquear a história, transformando o vilão Rogério Manuel num santo.
Rogério Manuel nunca liderou nenhuma dinastia como o autor pretende mas sim pertence ao braço armado de uma “gang” liderada por Salimo Abdula. Os adjectivos que são atribuídos aos membros desse grupo não são obras do mero acaso, até se pode dizer que os membros desta organização satânica foram tratados de forma eufémica senão vejamos:
Vamos avivar a memória dos leitores no que se refere a génese da CTA e os objectivos entretanto preconizados pela agremiação.
No ano de 1996 com a abertura do país a economia do mercado em contraposição a uma economia centralizada capitaneada pelo Estado, o sector privado foi eleito como motor de desenvolvimento da economia. Este facto mereceu até dignidade constitucional e, para tanto, era preciso criar uma agremiação que servisse de interlocutor do sector privado com o governo para a criação de um quadro legal que favorecesse o investimento privado, nacional e estrangeiro e criação de um bom ambiente de negócios.
Foi nesta base que se criou a Comissão de Trabalho das Associações (CTA) sabiamente liderada por Mário Ussene até a formalização que foi presidida pelo senhor Egas Mussanhane. Para nao matar a história e a dedicação dos integrantes desta comissão que primou pela dedicação, lisura e comprometimento no lançamento das bases do papel do sector privado no novo modelo económico que o pais tinha optado, adoptaram formalmente o nome de Confederação das Associações Económicas de Moçambique mas com a designação CTA em homenagem ao empenho e ao trabalho feito por estes homens. Até aqui havia um único interesse que era ajudar o Estado a sair das amaras do comunismo, da burocracia estatal e estes homens trabalharam desinteressadamente para um fim altruísta que serve a todos nós, como povo e como nação, pelo que, desde já e aqui, aproveitamos para homenageá-los pelos seus feitos, o nosso muito obrigado, irmãos!
Volvidos dois mandatos de Egas Mussanhane, o país começava a registar sinais inequívocos de recuperação económica, com empresas de referência a assediar o mercado e a realizar investimentos, graças ao trabalho abnegado do grupo que cimentou a CTA.
A visibilidade que a organização já granjeara tornou-a muito apetecível a alguns grupos de interesse que ascendiam a “um lugar ao sol“. A saída de Egas Mussanhane abriu espaço a um desses grupos liderado por Salimo Abdula, e foi assim que este lançou a sua candidatura, obviamente uma candidatura milimetricamente planejada com uma agenda clara urdida na calada da noite pelos seus patrões.
Nao há nenhum moçambicano que não conhece o patrão do Salimo, desde o seu escritório no cruzamento das avenidas Samora Machel e 25 de Setembro, donde saiam as ordens para com os métodos já sobejamente conhecidos saquear a EDM e outras empresas publicas, para hoje ele apresentar-se ao público como um milionário, influente, petulante e tributário de uma riqueza franciscana que se ombreia nos corredores da fama com os mais reputados industriais de África.
A ida de Salimo para a CTA tinha em vista um objectivo muito mais claro na venda das oportunidades do país no exterior, angariação das oportunidades de negócio não para os associados mas para o grupo de interesse como aliás aconteceu, e na sua exposição publica ao mundo nas viagens com o Chefe de Estado como homem de contacto.
No processo desta sua candidatura ao primeiro mandato, enfrentou uma outra candidatura do Eng.º. Carlos Simbine, que apresentava na altura melhor perfil para liderar a agremiação face ao seu porte público e a sua ligação umbilical com o sector industrial. Salimo infiltrou-se na Associação Comercial e engendrou uma fraude aquela que fez escola na candidatura do seu sucessor Rogério Manuel e que ontem foi tentada mas frustrada pelo Tribunal na actual candidatura de Vuma que é, neste caso, a historieta do candidato único.
Na disputa entre Carlos Simbine e Salimo Abdula, a baixaria e os expedientes sujos usados pelo grupo de interesse que suportou a candidatura de Salimo por razões inconfessáveis, ditou que Eng.º. Carlos Simbine, impoluto que é, não quis prestar-se a baixaria pois disso nao tinha vantagens a ganhar e nem fazia parte da sua educação, permitindo assim, que Salimo Abdula concorresse sozinho sob os auspícios dos seus patrões.
Assaltou o poder e, a partir daí, começou a trabalhar para o grupo, vendia as oportunidades do país no exterior ganhando comissões, participações em empresas, ele e os seus comparsas viajavam com o Presidente da República e com uma pose no exterior para mostrar “quem quiser falar com o Presidente fala
comigo”. Com esta sua pose, brilhou no mercado português sendo citado em todos os circuitos empresarias como o homem de confiança de Guebuza.
Este senhor fez e desfez, pontapeava a porta da Presidência da República, entrava desde a cozinha à varanda, embaraçava a segurança do Estado, dava ordem a ministros, directores e PCA’s de empresas públicas.
O ministro, o Director ou o PCA que ousasse incumprir os seus pedidos era defenestrado e\ou vilipendiado em público.
A saga assassina deste grupo liderado pelo Salimo Abdula descapitalizou por completo a Electricidade de Moçambique (EDM) e, em contrapartida, ele e o seu patrão enriqueceram como estão hoje. A EDM tentou vários planos de restruturação mas o dano causado por este senhor e seus patrões não permite que ela recupere. Hoje, nem o mais sábio Director da EDM não consegue gizar solução para permitir que a EDM saia deste buraco.
Durante o seu prelado recebia mais de dois milhões de dólares por ano que espatifava em viagens com os seus amigos para angariar negócios para o grupo e não para a agremiação, com orgias a mistura com algumas meninas de saia justa. Mais conseguiu, graças a ligações promíscuas que mantinha com o então Chefe do Estado empobrecido e com o dinheiro dos contribuintes, fornecesse para as suas viagens com os seus amigos e meninas, o valor de cerca de três milhões de dólares por ano. Estes valores eram gastos levianamente e nunca foram sujeitos a auditoria nem da Inspecção Geral das Finanças apesar de serem dinheiros provenientes do Orçamento do Estado, graças a sua intocabilidade e por recearem ser desmascarados.
Repare que este dinheiro nunca foi inscrito nas contas públicas, nao é sujeito a fiscalização prévia do tribunal administrativo, nunca foi sujeito a fiscalização prévia e autorização do parlamento. Era um valor que era dado ao menino de olhos azuis e brilhante como soi dizer-se, o senhor hoje “Doutor” Salimo Abdula cuja universidade onde se graduou e o curso que frequentou é simplesmente um enigma.
Estes valores nao chegavam para saciar o umbigo e as despesas do grupo no seu prelado, e, por isso, vendeu a FACIM de forma diabólica com um secretismo que lhes permitiu ficar no seu bolso com milhões de dólares. Entretanto fingiram deixar algum dinheiro para a CTA criando uma empresa chamada CTA Participações que lhes possibilita fazer negócios pessoais na área do gás, petróleo e outros investimentos estratégicos. Os fundos percebidos via esses investimentos são delapidados sem nenhuma prestação de contas públicas, sabendo-se que esta envolvido o dinheiro do Estado.
Adquiriram com o dinheiro da venda da FACIM um imóvel onde funciona a sede cujo conteúdo do contrato nao pode ser revelado por causa da promiscuidade na
compra e nas comissões. Sabe-se que as comissões foram quinhentos mil dólares por fonte segura e que pode provar.
Ainda na venda da FACIM por haver uma proposta favorável superior ao comprador para adjudicarem ao que pagava menor preço, houve contrapartida das Flats no Millennium Park mais algumas flats que foram recebidas a título individual pelo Salimo e Rogério Manuel.
Na reforma do processo de desembaraço aduaneiro, a CTA foi chamada a liderar. Salimo Abdula aproveitou a ocasião para montar a Janela Única Electrónica (JUE) ao arrepio das mais elementares regras para concursos públicos, portanto, não obedeceu a nenhum concurso publico, congregou no grupo que sempre o suportou, cristalizado na ESCOPIL e assenhoraram-se da JUE tendo ficado o Estado com 20%, CTA 20% e a ESCOPIL onde estão ajoujados os sanguessugas do Estado com 60%.
Por outras palavras, quando uma empresa importa arroz ou farinha para o nosso consumo domestico, para além do valor dos direitos aduaneiros, são-lhe cobradas taxas da JUE na ordem 0.85% do valor FOB, calculado em dólares. Supondo que o contentor tenha custado 100.000 USD (Cem Mil Dólares), serão 850 USD (Oitocentos e Cinquenta Dólares) ou seja cerca de 55.000,00 Mt (Cinquenta e Cinco Mil Meticais), que são distribuídos pelo grupo. Isto em cada contentor importado e depois esse valor é imputado no preço que pagamos em cada quilograma que consumimos com as nossas famílias. E o grupo vai sugando o nosso sangue de forma descarada e impune ao longo de vários anos!
Esta engenhoca, com requintes de malvadez engendrada a titulo individual pelo senhor Salimo Abdula prejudica sobremaneira o Estado quer estimulando o contrabando, quer subfacturando os valores realmente pagos na compra para poupar nos direitos aduaneiros, não conseguindo desta forma pagar salários condignos aos funcionários, proporcionar uma rede de estradas, hospitais, importação de medicamentos, saneamento básico, água potável entre outros serviços públicos.
Esta engenhoca parece simples mas tem uma repercussão grave a curto e longo prazos na actividade do deliver do Estado aos seus cidadãos. Crimes como estes, nunca responsabilizados jamais se apagarão na memoria do povo. Mas quem pensa que Salimo só mama nas ESCOPIL, engana-se, porque também mama na CTA Participações onde são recebidos os 20% iguais ao que o Estado usa para o pagamento de salários e outros serviços públicos.
É por isso, que Salimo no final do seu prelado já que não podia concorrer pulou para a presidência da Mesa da Assembleia Geral, onde de lá deixou o iletrado e boçal Rogério Manuel, como uma autêntica marioneta a cumprir os seus comandos como um autentico vídeo game já que, como se sabe, não tem mente estruturada para uma engenharia financeira desta jaez. Salimo enquanto
perdurar a concessão da JUE de 15 anos nao desgrudará da CTA para controlar, gerir e não turbar a luxúria e o encanto que os dinheiros roubados ao povo moçambicano proporcionam a ele e seus patrões.
Rogério Manuel, não ganhou tanto como ganhou Salimo, mas mostrou ousadia, descaramento e atrevimento na abordagem ao grupo chegando algumas vezes a sair fora do controle dada a sua proveniência, história ligada a uma infância de carência, adolescência e idade adulta pejada de crimes de sangue e roubo de viaturas e seus assessórios.
Assim, podemos dizer que a real dinastia é aquela que é liderada pelo Salimo Abdula, tendo recrutado Rogério Manuel e agora Vuma. Os métodos de ascensão, a liderança são exactamente os mesmos usados por Salimo como seja expedientes baixos e fraude para ser candidato único e esta engenhoca de candidato único “ fez escola”.
É totalmente despido de qualquer fundamento a ideia que é-nos inculcada por este articulista falando de um alegado fim da dinastia de Rogério Manuel, qual dinastia qual quê? A dinastia que vigora e que certamente continuará é aquela que é capitaneada pelo senhor Salimo Abdula que aparentemente esta envolvido nas duas candidaturas mas que o objectivo único é tão somente, colher influencia de ambas as partes com maior tendência á parte de Agostinho Vuma pela facilidade de manipulação devido a sua apetência a dinheiro fácil. É preciso notar que Rogério Manuel e Agostinho tem laços familiares de primeiro grau em virtude de os seus progenitores serem irmãos. A substituição de Rogério Manuel por Agostinho Vuma é uma mera substituição de membros da mesma família de sangue.
Relativamente a Quessanias Matsombe há relutância por parte do grupo a quem representa Salimo de aceitar a candidatura por compreender que a base que suporta a candidatura de Matsombe é alérgica a bandidos despudorados, ladrões e outro tipo de criminosos, enquanto que os que apoiam Vuma tem o íman que os liga ao crime.
Como tudo ficou explanado anteriormente no que toca a existência ou não da dinastia importa aqui agora em jeito de avaliação do desempenho de Rogério Manuel que no nosso modesto entender foi um mandato inglório, pejado de tropelias e escândalos que beliscaram sobremaneira a imagem da agremiação.
Era suposto que nesta hora da prestação de contas que fosse colocado a disposição da sociedade civil e da comunidade empresarial, já que há fundos públicos envolvidos, o seguinte:
  1. Quanto é que arrecadaram dos valores provenientes da JUE?
  2. Quanto é que arrecadaram através da CTA participações?
  3. Quanto é que arrecadaram do arrendamento do património da CTA?
  1. Quanto é que receberam das dotações do Estado?
  2. Quanto é que receberam dos financiadores e parceiros internacionais?
  3. Em que rubricas foram aplicados os valores e como é que foram aplicados o valores?
  4. Quantos autocarros foram recebidos e qual foi o critério usado para a distribuição dos autocarros adquiridos por via do Fundo de Transportes?
  5. Qual é o impacto efectivo dos valores gastos no Fundo dos Transportes e seu reflexo no desanuviamento da situação dos transportes? O cenário melhorou ou agravou-se?
  6. Qual é o resultado efectivo para as diversas associações das viagens feitas versus valores gastos?
  7. O que é que se conseguiu da parceria com o Brasil no âmbito do sector da agricultura?
  8. Como é que foi distribuído o gado conseguido graças a cooperação com o Brasil?
  9. Como foi distribuído o gado, equipamento agrícola e tractores do FDA?
  10. Comparar os benefícios conseguidos a titulo individual, através da CTA pelo senhor Rogério Manuel comparado com todos os agricultores de qualquer província do país?
  11. Comparar o empréstimo conseguido pelo senhor Rogério Manuel, alegadamente para a produção de tomate na ordem três milhões de dólares com um empréstimo concedido no mesmo período aos agricultores da província de Maputo.
  12. Qual foi o impacto dos escândalos da oferenda de um Merces Benz, sem pagar imposições aduaneiras, ao Presidente Guebuza, no que concerne a imagem da CTA, quando se sabe que nessa altura o povo e as crianças pagavam imposto sobre o trigo e o leite?
  13. Qual é o impacto da fraude protagonizada pelo presidente da CTA Rogério Manuel nos sete milhões de dólares do INSS?
Era suposto que na hora de saída para avaliarmos a sua governação na CTA para aferirmos se valerá a pena dar continuidade a este estado de coisas ou optarmos por outra saída?
A resposta as perguntas anteriores seriam importantes para fazer uma escolha entre Vuma e Quessanias uma vez que o Vuma pretende consolidar essas tropelias enquanto que Quessanias quer virar a página e construir uma CTA a moda dos fundadores.
Poderíamos falar aqui dos Conselho Empresarial Provincial (CEP’s) que foram nalgum momento criados na falsa ideia de que estariam a democratizar a organização alargando até a província e das províncias para os distritos através da criação dos Conselhos Empresariais Distritais (CED’s).
Esta organização foi apenas para o inglês ver uma vez que quer a criação dos CEP’s e dos CED’s foram ambos órgãos esvaziados no conteúdo saciando a capacidade eleitoral destes órgãos de base.
Seria no mínimo justo e coerente que os Presidentes dos CED’s constituíssem os CEP’s e os presidentes dos CEP’s elegessem o presidente do Conselho Directivo da CTA.
Podemos por assim dizer e de boca cheia que este reinado de Rogério Manuel foi inglório, pejado de escândalos graves e roubos no seio da agremiação que Vuma agora que consolidar e perpetuar, como quem diz “eu também quero ser Rogério, meu primo “ !
Tudo quanto aconteceu no reinado inglório de Rogério Manuel só pode estranhar e admirar quem não o conhece mas para quem o conhece o jovem que nasceu em Nwa Ndzwana – Motaze, aos 12 anos notabilizou-se por ser inadaptável a disciplina da família, traduzido em pequenos furtos na zona e zaragatas entre adolescentes da sua idade foi forçado a ter que fugir para a vizinha África do Sul.
A primeira tentativa de “saltar o arame“ trouxe-lhe recordações dolorosas tendo-lhe deixado sequelas na perna o que fez com que adiasse a sua partida tendo-se submetido a intensos curativos por ter sido alvejado a bala quando tentava violar a fronteira.
Pela segunda vez conseguiu lograr os seus intentos, uma vez que a sua permanência na zona era insustentável, face aos queixumes da vizinhança em virtude de pequenos furtos. Já na África do Sul consagrou-se como bandido assaltando armazéns nos arrabaldes do aeroporto Jan Smuts hoje Oliver Tambo na zona conhecida por Kempton Park.
Fez-se homem neste no sub mundo e começou a sua presença na África do Sul a tornar-se insustentável por causa de muitos mandados de prisão emitidos pelas entidades judiciárias sul-africanas, por roubo de viaturas e mini bus para transporte de passageiros.
Foi na posse de muitas destas viaturas que regressaria ao país e enquadrou-se no negócio que facilmente era ajustável a sua mente por falta de regras que é um autentico capitalismo selvagem, onde para motoristas e cobradores escolhiam-se os homens da pior gesta, boçais, bandidos que maltratam senhoras empurrando-as e chegando a pegar as partes íntimas e pudibundas. Em suma Rogério Manuel, estava na sua praia!
Já em Moçambique num clima de total impunidade e para ser famoso, decorou as suas mini bus no vidro traseiro com uma imagem de dois coelhinhos
cruzando e com um escrito explicativo em changana “Mpompa M’pfanhana“, o que quer dizer “bombeia, rapaz !”
Em Moçambique não parou de fazer crimes, continuou roubando trocando motores e acessórios de viaturas e conseguiu atingir um número de 100 mini buses. Foi com base nesse feito que admirado pelos seus comparsas foi erigido a presidente da Federação dos transportadores (FEMATRO), lugar que o trouxe as mãos do senhor Salimo Abdula na CTA.
Coincidiu numa fase que a crise dos transportes esteve ao rubro com mistura de um ministro ladrão, feito a moda Guebuza, brilhou na chantagem ao governo e, para estreitar relações, o governo começou a fazer pequenas concessões aos homens dos Chapas, temendo greves.
Salimo Abdula na altura presidente admirou a coragem típica de um bandido, aliada a ignorância e requintes de malvadez, fez dele a escolha acertada para a sua sucessão, uma vez que era uma autêntica buldózer e gostava de dinheiro e com predisposição para tudo fazer para se manter ao lado de Salimo, homem que no entender dele tinha charme donde Rogério queria se juntar.
Dito e feito, na hora de bater com a porta Salimo instrui Rogério para fazer a mesma formula que fez com o Eng.º. Carlos Simbine, golpes baixo e fraude, ficou candidato, único, Rogério Manuel, era o novo presidente do Conselho Directivo e Salimo pontificava na Mesa da Assembleia Geral.
Daqui o que se assistiu, é tudo quanto dissemos anteriormente, só que não devemos deixar de dizer que Rogério Manuel, não perturbou no seu prelado os patrões do Salimo Abdula nem tão pouco tentou gizar um plano de alterar as engenharias financeiras ali existentes, foi-lhe dado sempre a comer por Salimo com mistura de chantagem ao ministro da agricultura onde tirou muito dinheiro e máquinas agrícolas incluindo tractores e gado vindo do Brasil.
Ameaçava igualmente na concertação social o que criou-lhe certas facilidades de proximidade ao INSS onde defraudou sete milhões de dólares. É exactamente isto que Agostinho Vuma pretende consolidar e fazer destas tropelias seu programa e modo de estar. Repare que Vuma vai içar Rogério Manuel para a posição de Salimo e Salimo permanecerá nos órgãos por interposta pessoa num sector nevrálgico, por forma a policiar estes dois bandidos. É desta forma que funciona a organização.
Agostinho Vuma, o auto-apelidado “jovem do Tangará” que da dependência do finado Mafundza, aprendeu trafulhices do patrão e, com a morte deste, fundou a Vuma Construções.
A Vuma Construções foi pura e simplesmente abandonada pelo seu dono em virtude de ter burlas a empresas públicas, Federação Moçambicana de Futebol entre outras entidades principalmente na província de Gaza.
Na posição de Vice-presidente da CTA a única oportunidade que lhe deram para gerir um dinheiro financiado pela BFZ baseada no Zimbabwe que visava a instalação de um centro de negócios no Millennium Park, criou uma empresa fictícia, em tanto que burlador por tendência ameaçou e forçou o então Director Executivo, Eduardo Macuacua a pagar as supostas obras pela totalidade e fez sumir o dinheiro até hoje. A CTA face a este calote foi obrigada a repor o valor ao financiador e não tiveram forças para exigir-lhe a realização da obra, restituir ou pagar o valor.
Vuma não tem idoneidade para nada nem para ser chefe de família, é uma figura bizarra que, para construir a sua própria casa, roubou do seu vizinho Jacinto Mutemba material de construção principalmente blocos.
Poderíamos dizer muito mais acerca deste grupo. A titulo de fecho, consta que Salimo Abdula, a mando de Guebuza, trabalhou nos corredores da CPLP através da CTA, para a admissão e ingresso da Guiné Equatorial na organização, uma vez que Guebuza não o podia fazer pessoalmente por saber que o tema era polémico e não queria ver a sua imagem associada aos problemas que iriam decorrer da entrada deste país por problemas relativos aos direitos humanos e a alergia do mesmo com relação as liberdades individuais e democracia.
Já que em virtude da sua proximidade do chefe de Estado de então Salimo era conhecido por todos governantes da CPLP, desdobrou-se, corrompeu vontades e o resto é o que se viu, Guiné Equatorial de Teodoro Obiang foi admitida no meio de muita polémica.
Para pagar esses favores Teodoro Obiang ofereceu participação a “ CTA” e que Salimo camuflou dentro da organização e mais tarde transmitiu aos seus patrões as suas quotas com ganhos repartidos entre os intervenientes.
Este crime interessa a vários actores porque afecta nações comprometidas com os direitos humanos, numa só palavra, ataca os fundamentos da democracia nos nossos países.
Rogério Manuel foi capaz de se assenhorar da propriedade da pessoa que lhe amentou, uma vez que Nwa Vuma sua mãe quando lhe nasceu nao tinha leite materno. A senhora Emília dos Santos, uma anciã com mais de 85 anos de idade, que impediu a sua morte em tenra idade por subnutrição, uma vez que a sua mãe não tinha leite e não tinha também condições para lhe comprar leite pasteurizado lá nos confins de Nwa Ndzwana, arredores de Motaze. A senhora
Emília dos Santos de forma altruísta aleitou-o, o hoje petulante Rogério Manuel até a dentição que lhe permitiu deglutir mandioca e outros tubérculos.
Disputou a terra desta senhora onde ia mamar chegando a levar a senhora com mais de 80 anos de idade ao tribunal onde viria a perder em sentença judicial do Tribunal de Motaze, provada a fraude que o Rogério cometeu.
Não falaríamos aqui do episódio da compra de aviões nem do seu famoso helicóptero para não sermos fastidiosos mas vamos apenas dizer que a justiça sul-africana procura um tal Coronel Mlhongo que pela caracterização tem as mesmas características que as dele com a particularidade de que uma unidade de inteligência da polícia sul-africana acompanhou, filmou o helicóptero deste a ir recolher cornos de rinoceronte. O pedido foi impetrado as autoridades moçambicanas por forma a dar-se seguimento a isto mas tudo foi debalde pela sua intocabilidade. Mui recentemente, surgiu uma testemunha na província de Maputo que reconheceu o tal de coronel Mlhongo numa imagem sua veiculada num dos jornais num esforço vão que as autoridades tentam levar a cabo.
Para mostrar a influência da criminalidade deste senhor o ministro Celso Correia na sua luta titânica contra esta manifestação de crime contra a nossa fauna, para além das medidas amplamente aplaudidas em Moçambique e países vizinhos, colocou em zonas de risco um fiscal que é seu olheiro para policiar a actividade dos criminosos que andam a abater rinocerontes.
Em Magude, Rogério Manuel investigou, descobriu e saneou o aludido fiscal para continuar a passear a sua classe. É notório e visível que os três indivíduos conhecidos na praça que se dedicam a este tipo de actividades (Justice, Como Nos Filmes e Calisto) são amigos dele e todos têm helicópteros e não podem justificar o património que ostentam.
O Vuma quer ser isto, quer ser um novo Rogério.
Ernesto Pedro

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