sábado, 20 de maio de 2017

Lula defende afastamento rápido de Temer e eleições diretas para a presidência brasileira

CRISE POLÍTICA NO BRASIL

Lula defende afastamento rápido de Temer e eleições diretas para a presidência brasileira

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O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o rápido afastamento de Michel Temer da presidência do país e prometeu defender a realização de eleições diretas.
FERNANDO BIZERRA JR/EPA
Autor
  • Agência Lusa
O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu este sábado o rápido afastamento de Michel Temer da presidência do país e prometeu defender a realização de eleições diretas para a escolha do próximo chefe de Estado.
Nós queremos eleições diretas, queremos que o Temer saia logo. Não queremos um presidente eleito indiretamente [pelo Congresso brasileiro], mas pelo povo brasileiro. Seja quem for, não importa quem for. Podemos até perder, mas que seja em processo democrático”, disse Lusa da Silva, citado pela agência Efe.
“Podem ter a certeza de que estarei na trincheira com vocês para recuperar a democracia neste país”, acrescentou.
O antigo presidente reiterou, por outro lado, que as acusações de que é alvo na operação Lava Jato lhe dão “vontade de disputar a eleição”.
Eu tinha imaginado que não seria mais candidato a nada. Agora, com essa provocação, quantidade de denúncia, arrumando coisa toda a semana, isso me dá vontade de disputar a eleição” presidencial, afirmou Lusa da Silva, num discurso de posse da nova direção de uma delegação do Partido Trabalhista no município de São Bernardo do Campo do Estado de São Paulo.
Réu em três processos no âmbito da operação Lava Jato, Lula reconheceu, porém, que a sua candidatura depende de não ser condenado em segunda instância pela justiça, o que o deixaria na condição de não-elegível, de acordo com a Constituição brasileira.
Esta foi a primeira vez que Lula fez declarações públicas desde a revelação na passada quinta-feira das acusações de gestores da empresa produtora de carne brasileira JBS contra Michel Temer, que revelam subornos a milhares de políticos de partidos de todo o espetro parlamentar, incluindo a ex-presidente Dilma Roussef e o próprio Lula da Silva.
Pouco tempo depois destas palavras de Lula, Michel Temer voltava a reafirmar a sua vontade de permanecer no Planalto. Pôs em causa as gravações que lhe imputam vários crimes (entre eles o de corrupção), e revelou que vai pedir a suspensão do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal.

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