
Um grupo composto por mais de 90 militares do auto-proclamado Estado Islâmico invadiu o norte de Moçambique, avançou o portal Sul Africano lowvelder.
Segundo a fonte citada acima, o grupo terá se dirigido a Nacala para reforçar a fortaleza Isis, naquela região, onde os contêineres carregados de drogas são descarregados mensalmente dos navios cargueiros.
De acordo com fontes de inteligência bem colocadas, os infiltrados entraram na ilha de Zanzibar e usaram a Tanzânia como trampolim para chegar em Moçambique.
O portal, avançou ainda que especialistas em segurança indicaram que os jihadistas podem tentar unir forças com os os Homens Armados da Renamo, maior partido da oposição na nossa pérola do “Atum”, numa frente unida contra o governo da Frelimo, de modo a reforçar a sua posição.
Um especialista em assuntos islámicos, que pediu para não ser identificado, disse a Lowvelder que “os militares do Al Shabaab que mudaram da al-Qaeda para o ISIS, operam no norte de Moçambique.”
Ele também confirmou a informação das fontes de inteligência de que os contêineres de heroína vêm do Afeganistão, são transportados para o Paquistão e então enviados para a ilha de Lamu, na costa nordeste do Quênia. De lá, eles são transportados para a Ilha de Pemba, no Arquipélago de Zanzibar, de onde os embarques chegam a Porto Nacala e finalmente a Durban.

Noticias chegadas da RTP citando um Jornal Sul-Africano dao conta de que 90 Jihadistas encontram-se no Porto de Nacala-Porto a proteger navio com drogas para financiarem as suas actividades. Alguém da terra confirma?A se confirmar e caso para dizer que Moçambique poderá estar em polvorosa dentro de momentos.

Renamo Radicalizada?
Serviços secretos sul-africanos suspeitam de ligações ao estado islâmico.
O The Citizen fala da penetração de mais de 90 jihadistas do Daesh atravês da região norte de Cabo Delgado. Afirma que, no passado, já houve penetrações de extremistas do estado islâmico em Moçambique, mas nunca numa vaga tão grande como esta.
O site do jornal sul-africano acredita numa possível aliança dos extremistas à Renamo, cenário que o partido da perdiz nega.
A seguir publicamos uma reflexão feita pelo jornalista Armindo Chavana em 2015 sobre este assunto.

Uma situação prolongada de tensão político-militar, em Moçambique, pode propiciar a penetração de outros interesses, alheios à vontade das partes conflituantes que, tomando partido do caos, impõem, sobre estas, os seus desígnios. Quer o governo, quer a Renamo, têm o grande desafio de impedir que isso aconteça.
As revelações do jovem guerrilheiro da Renamo, capturado em combate pelas FDS, na província de Manica, e apresentado à comunicação social, no passado dia 19 de fevereiro , segundo as quais ele teria sido treinado no Quénia, num grupo de mais de cinquenta, podem indicar uma nova abordagem da Renamo, relativamente às suas novas alianças, e fontes de financiamento militar.
As revelações do jovem guerrilheiro da Renamo, capturado em combate pelas FDS, na província de Manica, e apresentado à comunicação social, no passado dia 19 de fevereiro , segundo as quais ele teria sido treinado no Quénia, num grupo de mais de cinquenta, podem indicar uma nova abordagem da Renamo, relativamente às suas novas alianças, e fontes de financiamento militar.
A nossa habitual crença na postura (ou suposta postura) pró-Renamo dos vários governos quenianos (nosso habitual suspeito), pode iludir-nos dos possíveis elos desta, à Al-Shaabab e, similares.
Considerando os ataques sangrentos que amiúde têm assolado o seu país, o governo do Quénia tem, com apoio internacional, se mostrado intransigente, no controlo do território, exceptuando, obviamente, os espaços clandestinos do terrorismo, que são o seu grande óbice (espaços situados, sobretudo, ao longo da fronteira com a Somália, ou nas madrassas radicais dos centros urbanos. Mohamed Mohamed, aliás Dulyadin, aliás Gamadhhere, que se acredita seja o cérebro do ataque à Universidade de Garissa, que resultou em 148 mortos, era um influente professor numa madrassa do norte do Quénia).
Considerando os ataques sangrentos que amiúde têm assolado o seu país, o governo do Quénia tem, com apoio internacional, se mostrado intransigente, no controlo do território, exceptuando, obviamente, os espaços clandestinos do terrorismo, que são o seu grande óbice (espaços situados, sobretudo, ao longo da fronteira com a Somália, ou nas madrassas radicais dos centros urbanos. Mohamed Mohamed, aliás Dulyadin, aliás Gamadhhere, que se acredita seja o cérebro do ataque à Universidade de Garissa, que resultou em 148 mortos, era um influente professor numa madrassa do norte do Quénia).
Numa entrevista ao semanário Savana, o alto-comissário cessante do Canadá em Moçambique, Shawn Barber, afirmou que a Renamo está desesperada, condição que, na política, pode significar radicalização.
Os seus ataques a alvos civis, que resultam no assassinato premeditado de cidadãos inocentes, configuram um modus operandis que do Boko Haram, só não é igual, ainda, no número de vítimas.
As correntes extremistas que na África sub-sahariana têm subido de tom nunca perderam de vista a região austral do continente, faltando-lhes apenas o feiticeiro, que lhas abra a porta.
Numa notícia de 16 de junho de 1999, e na sequência dos ataques da Al-Qaeda às embaixadas americanas em Nairobi e Dar-es-Salam, que provocaram mais de 244 mortos, a CNN citando fontes da CIA, afirmou que a representação diplomática norte-americana em Maputo teria estado também na mira, com planos de ataque em fase avançada.
Os seus ataques a alvos civis, que resultam no assassinato premeditado de cidadãos inocentes, configuram um modus operandis que do Boko Haram, só não é igual, ainda, no número de vítimas.
As correntes extremistas que na África sub-sahariana têm subido de tom nunca perderam de vista a região austral do continente, faltando-lhes apenas o feiticeiro, que lhas abra a porta.
Numa notícia de 16 de junho de 1999, e na sequência dos ataques da Al-Qaeda às embaixadas americanas em Nairobi e Dar-es-Salam, que provocaram mais de 244 mortos, a CNN citando fontes da CIA, afirmou que a representação diplomática norte-americana em Maputo teria estado também na mira, com planos de ataque em fase avançada.
Hoje, passados 24 anos do acordo geral paz, e sem que a região lhe favoreça um backup político-militar seguro, a Renamo apresenta-se musculada, de peito aberto, com armas e sangue novo. De onde lhe vem tudo isso? Não parece que seja dos arsenais anteriores a 1992. O guerrilheiro capturado em Manica falou de uma capacidade aero-transportada.
Sem ela se aperceber, o seu “desespero” pode propiciar a sua manipulação, e controlo por forças e tendências bem acima dos seus interesses, como foi na sua génese, e ao longo dos 16 anos subsequentes. Nessas ocasiões, as suas reivindicações contra o regime, que podiam até ser legítimas, foram apropriadas pelo eixo Rodésia/Pretória e usadas abusivamente como uma ferramenta criminosa contra o país.
Provavelmente atentas a este possível cenário as várias chancelarias ocidentais, em Maputo, vêm abandonando, progressivamente, a sua habitual postura ambivalente na abordagem do conflito político-militar moçambicano, criticando a Renamo mais abertamente, embora encorajando o seu diálogo com o governo. Foi assim com a alta-comissária e o embaixador, cessantes, da Grã-Bretanha, e dos Estados Unidos.
No final das suas missões afirmaram que não se deve tolerar um partido político armado, em Moçambique.
Creio que percebem, hoje, que a ameaça aos seus interesses, nesta parte do mundo pode estar a evoluir sob um novo substrato, bem no quadro da sua luta global contra o terrorismo, a que nunca deram quartel.
Creio que percebem, hoje, que a ameaça aos seus interesses, nesta parte do mundo pode estar a evoluir sob um novo substrato, bem no quadro da sua luta global contra o terrorismo, a que nunca deram quartel.
PS: Este artigo foi publicado em 2015 e foi escrito pelo jornalista Armindo Chavana Jr. Hoje o @artigo74 retoma-o na sequência das revelações do jornal sul-africano The Citizen, citando fontes dos serviços de segurança. Para consubstanciar a informação escute o áudio da RDP África sobre o assunto. (x)























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