No seu discurso de abertura da mais recente sessão do Comité Central, 23-25 de março, o presidente da Frelimo, e da República, FJN afirmou que a intenção da Renamo de introduzir exigências novas, não previamente consensualizadas nos bilaterais que vem mantendo com Afonso Dlakhama, está fora do espírito de enriquecer a proposta submetida à AR por ele, em nome de ambos, e pode ser vista como uma manobra dilatória. (nossa interpretação do que disse o presidente, não uma citação ipsis verbis).
O presidente FJN também reiterou que o presente processo de descentralização e o desarmamento da Renamo são duas questões indissociáveis.
Embora não se conheça, pelo menos publicamente, o calendário da conclusão do dossiê militar, a expectativa geral da população é que ele seja anterior às próximas autárquicas (de outubro), para que pela primeira vez os cidadãos votem sem armas apontadas às sua cabeças.
Ora, uma leitura fria e desapaixonada dos cenários sugere-nos que essa conclusão ou acontece mesmo à tangente da data eleitoral ou, muito provavelmente, transite de forma perigosa para o ano que segue.
A estratégia da Renamo tem sido, desde 1994, combinar os ganhos políticos da sua participação democrática, com uma forte pressão militar. Se a nossa leitura é correcta o que a Renamo pretende não é desarmar-se, mas, veladamente, armar-se como o exercito constitucional do país.
Queremos estar redondamente enganados, mas o tempo pode mostrar-nos um líder da Renamo que não sai do seu bastião militar antes de 2019, deixando o país numa situação permanentemente nervosa.
O pretexto de pendentes do AGP, de há mais de 25 anos, é conversa para boi dormir.(x)
O presidente FJN também reiterou que o presente processo de descentralização e o desarmamento da Renamo são duas questões indissociáveis.
Embora não se conheça, pelo menos publicamente, o calendário da conclusão do dossiê militar, a expectativa geral da população é que ele seja anterior às próximas autárquicas (de outubro), para que pela primeira vez os cidadãos votem sem armas apontadas às sua cabeças.
Ora, uma leitura fria e desapaixonada dos cenários sugere-nos que essa conclusão ou acontece mesmo à tangente da data eleitoral ou, muito provavelmente, transite de forma perigosa para o ano que segue.
A estratégia da Renamo tem sido, desde 1994, combinar os ganhos políticos da sua participação democrática, com uma forte pressão militar. Se a nossa leitura é correcta o que a Renamo pretende não é desarmar-se, mas, veladamente, armar-se como o exercito constitucional do país.
Queremos estar redondamente enganados, mas o tempo pode mostrar-nos um líder da Renamo que não sai do seu bastião militar antes de 2019, deixando o país numa situação permanentemente nervosa.
O pretexto de pendentes do AGP, de há mais de 25 anos, é conversa para boi dormir.(x)

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