Rússia responde: "Avisámos que estas ações não ficariam sem consequências"

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Embaixador russo nos EUA utiliza as redes sociais para classificar a ação militar como um insulto a Putin
"Estamos a ser mais uma vez ameaçados. Avisámos que estas ações não ficariam sem consequências". É desta forma que Anatoly Antonov, embaixador da Rússia dos Estados Unidos, respondeu esta madrugada à ação militar dos aliados na Síria.
Numa publicação no Facebook, a representação russa considera que a ação é um "insulto ao Presidente da Rússia", o que é "inaceitável e inadmissível".
"Um cenário já preparado está agora a ser implementado", lê-se ainda nesta rede social. "Toda a responsabilidade está em Washington, Londres e Paris (...) Os Estados Unidos - que possui o maior aresnal de armas químicas - não têm qualquer direito moral para lançar culpas sobre outros países".
Leia na íntegra:
Embassy of Russia in the USA / Посольство России в США
há 11 horas
Declaração do embaixador da Rússia para os EUA Anatoly antonov sobre os ataques na Síria
As piores apreensões se ter. Os nossos avisos deixaram de ser desconhecidos.
Está a ser implementado um cenário pré-concebido. Mais uma vez, estamos a ser ameaçados. Avisamos que tais acções não serão deixadas sem consequências.
Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris.
Insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível.
Os EUA - o possuidor do maior Arsenal de armas químicas - não têm direito moral de culpar outros países.
Está a ser implementado um cenário pré-concebido. Mais uma vez, estamos a ser ameaçados. Avisamos que tais acções não serão deixadas sem consequências.
Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris.
Insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível.
Os EUA - o possuidor do maior Arsenal de armas químicas - não têm direito moral de culpar outros países.
14 de Abril 11h35 - 15 Visitas
Os Estados Unidos da América, o Reino Unido e a França fizeram um ataque à Síria numa acção militar conjunta para punir o regime de Bashar al-Assad depois do ataque de Douma, em que terão sido usadas armas químicas, escreve o Observador.
Esse ataque, há uma semana, deixou pelo menos 75 mortos e fez mais de 500 feridos, muitos deles crianças. O bombardeamento da madrugada de hoje durou apenas uma hora e visou três alvos precisos, segundo o Pentágono e o ministério da Defesa britânico. As justificações dos três líderes são semelhantes: Trump falou em “crimes de um monstro”, May numa situação de “puro horror” e Macron na “ultrapassagem de uma linha vermelha”.
James Mattis, secretário de Defesa dos EUA, afirmou que os bombardeamentos foram um “acto único”, com o objectivo de fazer com que Assad não volte a usar armas químicas. Mas avisa que se no futuro o líder sírio recorrer outra vez a armas químicas, será alvo de mais operações militares.
Uma nota importante confirmada pelo Pentágono afirma, que a Rússia não foi avisada previamente do ataque dos aliados.
Os russos já reagiram. Anatoly Antonov, o embaixador russo nos EUA, não só se queixou de Moscovo não ter sido avisada, como considerou que “a Rússia está a ser ameaçada”. E deixou mais um aviso: “Nós alertamos que estas acções não deixarão de ter consequências”.
O Pentágono revelou ainda que o ataque já terminou e que foi uma ação única, não se tratando de uma operação de longo prazo. As acções desta noite não foram coordenadas com a Rússia e não terão provocado a morte de civis, segundo os responsáveis militares, citados pelo Jornal de Notícias.
De acordo com a BBC, este foi o ataque ocidental mais significativo contra a administração de Bashar al-Assad, em sete anos de guerra civil na Síria.
Donald Trump confirmou ter dado ordem para bombardear a Síria. Já se ouvem explosões. Reino Unido e Paris apoiam intervenção, em resposta a ataque com armas químicas. Siga ao minuto


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