POLÍTICA
13 de Fevereiro de 2018
Advogado dos cinco jovens acusados de atentar contra a vida do vice-Presidente da República quer agentes do SIC e efectivos da UGP convertidos em arguidos
Sebastião Assureira, advogado dos cinco jovens acusados de tentativa de assassinato do vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, quer que os soldados da Unidade de Guarda Presidencial e agentes dos Serviços de Investigação Criminal implicados na detenção dos seus constituintes sejam convertidos em arguidos.
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Os jovens foram detidos no princípio deste mês quando, em serviço, estacionaram uma viatura que transportava materiais de construção para obras de reabilitação numa casa ao lado da residência do vice-Presidente da República, no condomínio Jardim de Rosas. Os efectivos da UGP que os detiveram disseram então ter encontrado no automóvel uma arma de fogo e uma catana que alegadamente serviriam para assassinar Bornito de Sousa.
“Requeremos ao Ministério Público que sejam chamados os agentes que detiveram os nossos constituintes, porque só eles podem justificar onde saíram às armas e a catana”, disse Sebastião Assurreira.
No requerimento dirigido ao Ministério Público, o causídico considera que a PGR deve arrolar os agentes que prenderam os jovens como declarantes no processo e, posteriormente, a sua reconversão em arguidos.
“Quando revistaram a viatura em que se encontravam os cinco arguidos encontraram apenas uma bateria, uma tesoura e uma pasta, mas horas depois foram os agentes do SIC e da UGP dizer que os detidos se faziam acompanhar de arma de fogo do tipo AKM e de catana, instrumentos que se presume terem sido lá postos”, afirmou.
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