segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

REFLECTINDO, DE OLHO NA CONSTITUIÇÃO, SOBRE OS CONSENSOS...



"O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada."
George Bernard Shaw
Pessoalmente, não vejo problemas na intenção do Presidente da República de produzir e submeter uma proposta de lei para o órgão legiferante, seja ela, a proposta, fruto de consensos, diálogos, ou do que for.… pese embora recuse-me a aceitar, em concreto, a tese do consenso, porque tal resulta do diálogo de duas pessoas (com os seus pesos), com exclusão de outras forças políticas e da dita sociedade civil... em súmula, é uma proposta com cobertura, porque resulta da lei. Por outra banda, não acho absurdas as propostas, porquanto resultam de algum raciocínio, posso é discordar dos timings e da maneira de o fazer.
A guisa de começo, sou de opinião que se deva reconhecer os avanços que vivemos, particularmente pelo calar das armas e do regresso a vida normal, mesmo que prevaleçam feridas, que rogo ao tempo para que ajude a sarar. Contudo, é preciso não perder de vista que este cenário resulta da violação de uma "trégua" que durou entre os acordos de 5 de Setembro de 2014, os da cessão das hostilidades, e o início do novo ciclo de governação, como se ousa chamar, mormente em 2015. Altura em que tivemos o reinício das hostilidades armadas, tudo porque a Renamo não quis reconhecer os resultados dos escrutínios de 2014 (depois de inúmeras cedências, que custaram dinheiro dos contribuintes), o resto são autênticas balelas...
Analisando a proposta, dita pontual, de revisão constitucional para acomodar o que se pretende, começo por recordar que os mecanismos de produção e interpretação das normas jurídicas não podem ser levados a cabo desportiva ou levianamente, ainda que para acomodar pretensões "razoáveis", pois eles devem respeitar a ideia de direito vigente, que se traduz num sistema jurídico, com traves mestras, dentre elas a constituição.
Pelo que, a proposta em questão, que se traduz, em súmula, na eleição de governadores provinciais, administradores distritais e na não eleição pessoal dos presidentes do município, num modelo que seria uniforme para essas realidades, a eleição por listas, deve obedecer ao quadro constitucional vigente.
O primeiro exercício que se oferece fazer, olhando sempre para a constituição em vigor, é o de saber como materializar o que se pretende? Porquanto isso implica alterar o quadro vigente.
Dado que a proposta pode ser acolhida, contudo, não pela dita revisão pontual, e sim por via de um processo mais complexo, que envolva a generalidade da sociedade, pelos motivos que se seguem:
1. Cada Estado é um Estado, e o é em função de factores de vária ordem, dentre eles: históricos, geográficos, linguísticos, raciais, religiosos, económicos, políticos... e a maior parte deles não estáticos...
2. Onde para percebermos se estamos num Estado unitário ou não (federado) teremos, em resumo, de perceber se há um centro de poder político ou vários, e se existe uma constituição ou vários ordenamentos jurídicos constitucionais.
3. No estado unitário, como é nosso caso, é dominante a ideia de haver uma só constituição e de o poder político ser exercido por um ente central, que pode, no entanto, descentralizar, sem nunca perder o seu ADN, e sem que disso resulte alguma sombra/questionamento ao poder central.
4. Ora, no caso de eleição de governadores provinciais e de administradores distritais, que podem ser de partidos diferentes do que dirige o poder central, essas garantias são escassas, porque pode ocorrer que o governador eleito, de outro partido, por si ou por indicação do seu partido, recuse cumprir algum comando expresso do governo central, assim como pode o administrador em relação ao seu governador.
5. Desse modo, o estado unitário estaria potencialmente comprometido e os riscos de cisão seriam altos, capazes de gerar federações ou autodeterminações, sobretudo nesta época de "descobertas" de recursos...
6. Ademais, vivemos épocas em que o localismo parece progredir (em que só são elegíveis os locais), e tal pode significar o êxodo de políticos de uma província para outra ou de um distrito para outro, o que compromete, nesta fase, a tão sagrada unidade nacional e pode significar um retrocesso no processo de desenvolvimento, que como se sabe, radica na diversidade. Para isto, basta recuar para uma tentativa similar do Presidente Chissano (na busca de um modelo razoável) no seu consulado multipartidário.
7. Em relação as eleições das assembleias provinciais e distritais, por causa da unidade do Estado, elas parecem não fazer sentido... pois afigurar-se-iam réplicas do órgão legiferante central, a Assembleia da República, com competências, quando muito, para avaliar e sancionar desempenhos das actividades dos governos provinciais e distritais, subordinados, em rigor, ao governo central.
8. Desde logo pelos elevados riscos de conflitos, precedentes e de sobrevivência do Estado unitário, porquanto, se uma assembleia distrital chumbar o programa do governo do seu distrito e a Assembleia da República o "aprovar", pela avaliação do desempenho do governo central, terá de se considerar nula a avaliação do governo distrital, o que só faria sentido num sistema federal.
9. Quanto a não eleição directa e pessoal dos edis, parece ser consensual que ela atente aos limites materiais, conforme postula o art. 292 da nossa constituição, e que como tal tenha de ser sujeita a referendo.
10. Contudo, porque há uma corrente que vê na alteração de tal artigo um meio-termo ao referendo... é de recear que a mesma esteja equivocada... porque haverá que considerar o art. 292 da CRM um limite material em si... pois a sua alteração implica, necessariamente, a alteração do materialmente protegido...
11. O referendo afigura-se igualmente necessário na matéria referente a eleição dos governadores provinciais e administradores distritais, pelos motivos já referidos, quando atendida a al. a) a independência, a soberania e a unidade do Estado, do nº 1 do art. 292 da CRM.
12. Não deixa de fazer sentido, também, a necessidade de clarificar o sentido da al. e) do nº 1 art. 292 da CRM, pela multiplicidade de sentidos que pode originar, pois faz referência aos órgãos de soberania nas províncias...
13. E como proceder ao referendo? Para já não é possível, porquanto, não temos norma para o efeito!
14. Que a ser aprovada na sessão que em breve inicia, não dá garantias de que o mesmo possa ser materializado em tempo útil, quer pela difícil convocação, quer pelo sua não efectivação, pois não se convocam e não se realizam referendos entre a data da convocação e da realização de eleições gerais, nos termos do nº 5 do art. 136 da CRM.
15. Não restará, por isso, se calhar, ao poder legiferante, a valerem estes argumentos, outra saída se não "devolver" ao proponente o anteprojecto...
16. E porque se afigura de interesse nacional repensar o nosso modelo político, pode ser outorgado um compromisso público de discussão da matéria, com possibilidade de referendo, em 2020, porque esta legislatura mostra-se incompetente para a matéria em causa...
p.s1 sobre esta matéria penso que os debates devem ser alargados, a sociedade civil, aos partidos político, e dentro deles as várias sensibilidades, desde a base ao topo...
p.s.2 esta é uma de muitas opiniões possíveis, portanto longe de ser a certa...

  1. Aham! Com que então alguns empregados do povo não querem mais correr riscos com essa coisa de voto directo do patrão...😬

  2. Comments
    Abel Vilanculos Kkkkkkkkkkk
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    Domingos Sibia Sibia E uma autentica bipolarizacao
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    Mandzamako Lopes Será? Ou é por imposição?
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    José Jaime Macuane Segundo o pai da democracia, foi chantageado a renegar o seu filho para conseguir o acordo que foi anunciado.
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    Mandzamako Lopes Ahaa! Stou a concluir que há pais pre destinados a serem contagiados para sempre!
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    Abel Vilanculos JJM, esse aí , está na bolada, conhecendo a peça, nunca aceitaria tal chantagem numa altura destas!
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    José Jaime Macuane Abel Vilanculos, pelo menos ele está a descalçar a bota. Agora vai ser o jogo de empurra-empurra. Todo mundo quer dar uma de empregado do povo e democrata, mas lá dentro o coração palpita por outro amor.
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    2dEdited
    Antonio A. S. Kawaria É pena que muitos não entendem que o Dhlakama já descalçou e nos ajudou bastante em nos dizer de quem é a obra de banir o voto directo.
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    Alcy Amosse Isto parece mais um acordo entre irmãos para evitar que mais "Simangos" independentes apareçam...
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    José Jaime Macuane É um "bromance" da Frenamo.
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    Jose Ombe Comíco, porém realístico..kkkk
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    Kuyengany Produções Màfia Is Back in Town
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    Jorge Simoes Afinal tinha saído ???
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    Kuyengany Produções Tava em banho maria
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    Zainadine Machuama So espero que seja uma simples brincadeira pra entreter o mais velho😪😪
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    Heitor Foia Esta versão da marrabenta reduz o número de concorrentes ao ngoma e procura buscar consenso no seio dos cantores renomados, asfixiando os novos talentos!
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    José Jaime Macuane Já não há carreira a solo. Tem que ter conjunto musical, não,
    mais ainda: uma orquestra!

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    10h
    Lazaro Filimone Pene Kakakakakaa! Mais complicado será a verba para pagar os assistentes técnicos que irão afinar o equipamento, parece que os grupos musicais activos, não estão bem afinados...
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    10h
    Lazaro Filimone Pene Era de esperar. Conseguiram.
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    Kuko Cassamo Dr JJM bateu didaticamente...
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    Sergio Baloi Sergio Lutar para dividir para reinar
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    Dino Foi Bwakakakaka. Não bate cabe, eu quando chegar lá mudo constituição também, só para acomodar fuzilamento.
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    Zulficar Mahomed As cedências e competências de um cabaz mal embrulhado rumo a banquete de quase nada.
    Retrocesso com cosmética.

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    Calbe Jaime Os ventos da abstenção estão a vir aí
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    Damiao Cumbane Pese embora haja falta de tomates espero que os deteriorado que estão naquele órgão que a todos deveria representar possam fermentar o mínimo necessário para provocar movimentos naqueles ponteiros que toda a hora só sabem marcar "sezimeia".
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    2dEdited
    José Jaime Macuane Os "deteriorado"? Presumo ter sido o corrector automático que mudou a palavra... Vamos ver se há consensos dentro da Frelimo, sobretudo, porque na Renamo parece que o deal está feito e selado. Só falta cumprir.
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    11h
    Damiao Cumbane A tecnologia furtou o S
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    10h
    David Colaco Ribeiro Hehehehehe, os tipos estão a acautelar o futuro. Pelo menos previram que se forem ao voto directo, a população já cansada, poderá nem lhes escolher...São espertos.
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    Ivo Neto Costa Professor esperemos q AR mostre pujança, sabedoria e integridade e em tempo útil faça as emendas q se impõem. Esperemos pelo fim d enredo!
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    Benedito Mamidji Já disse uma vez porque é que os dirigentes africanos precisam de barrigas alongadas. É para irem empurrando os assuntos enquanto a sua fila anda. Esse nyusi nunca me inspirou o mínimo de confiança. O outro é o que sempre se soube. Os tais da mudança e de Moçambique para todos são tão apáticos que autoflagelam-se em picuinhas e são incapazes de mobilizar a sociedade contra esta infâmia. There’s no hope. We’ll end up like Zimbabwe in no time. Damn it
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    José Jaime Macuane There is hope, my brother, as long as we are still alive. Don't give up!
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    11h
    Benedito Mamidji Glad to hear that brother...
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    10h
    Brazao Catopola Muito preocupado mesmo. Pensei que era natural deixar patrão escolher
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    José Jaime Macuane Patrão às vezes "não escolhe bem".
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    11h
    Domingos Dimande Em plena era da globalização que esperavam?
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    9h

    Carmelo Pontes
    O termo "patrão" pressupõe que o visado vive bem, fazendo uma radiografia social, acho k o termo em alusão faz parte do extenso dicionário de jargões políticos que se assemelham a injecções de placebo, não afectam o corpo/comunidade política é caso para dizer: verba volant scripta manent

    Você que chama (com genuína e comovente indignação puritana) aos que exercem o seu direito de livre expressão de "tudólogos", estaria disposto/a a abrir mão do seu título pomposo de "doutor(a)" (à la moçambicana) até fazer o seu doutoramento?

    Comments
    Marilda Guiliche Machungo Ahaahaha...."Mozambique, land of doctors"....
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    Desidério EC Chambo Hahahahaha. Tudologia vs Doutorologia
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    Ariel Sonto Dá-lhes, Prof.
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    Hélder Thavede Xi. Essa dói
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    Amelia Maduela Hahahahahahah......outras coisas....
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    Manuel Mario Ross Agora! Entendo o porque de o prof JJM, não quer ser chamado de Dr. Kkkkkkkk
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    Lazaro Filimone Pene Kikikikiki! Ishiii!
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    Toneras Taimo Tive a honra de passar pelas suas mãos na cadeira de reforma de sector público, nunca entendi na práxis os porquês da aversão ao título Doutor... Me parece que o professor completou os 3 ciclos de ensino superior(...) essa publicação me deixou mais apático
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    José Jaime Macuane Ah, é porque nunca entendi muito bem, "na práxis", como dizes, o que significa ser doutor em Moçambique. Alguns que ostentam esse título sei que não conseguem nem sequer se concentrar para ler uma página escrita. Então, fica difícil distinguir alguém que fez doutoramento de um semi-analfabeto com diploma. Deste modo, é melhor chamar mesmo pelo nome, ao menos as pessoas sabem quem és e tú também preservas a tua identidade.
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    2dEdited
    Toneras Taimo Kkkkkkkkk professor J J M sempre inédito
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    Willy Benny Apoiado...
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    Egídio Dos Santos Videira Esse é o estilo caracterisco do meu admirado ilustre JJM, a soprar.........Dà-lhes
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    Sarmento Mazivila Na nossa pátria amada, o termo "doutor" parece nome que um pai atribuí ao seu filho! Esquecendo que doutor é aquele que frequentou um programa doutoral e concluiu os estudos do ciclo doutoral.
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    Carlos Subuhana Ilustre Professor José Jaime Macuane, sim, eu abriria mão do título de "doutor(a)" (à la moçambicana). Na verdade, prefiro que me chamem pelo nome. Ou, professor.
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    José Jaime Macuane Professor Carlos Subuhana, no seu caso não vale abrir mão do título. Já ultrapassou a cláusula barreira há muito tempo.
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    Ezequias Erasmo Jose Porquê mim apegaria a algo que não sai com ela no ventre da minha mãe? Algo que adquiri/conquistei poço mim desfazer dela quando não é útil ou quando não mim dignifica.
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    Maitu Buanango Escrevendo mal, não valeria a pena ostentar o título, concordo com o seu posicionamento.
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    Ernesto Saul Sou orgulhosamente "tudólogo"... Enquanto cidadão que anseia pelo mínimo de " bem-estar."
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    Santos F. Chitsungo Que alias é um direito fundamental, portanto inalienável. Ou seja, "não tem o direito" de dele abrir mão! É isto que muitos "não tutólogos" deliberadamente ignoram!
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    Jessemusse Cacinda Doutores querem falar sozinho. Querem ser unicos que falam e são ouvidos. Se depender deled até criar uma faixa de rodagem para eles passarem com os seus carros. Dizem que nós que crescemos a acompanhar tio Américo na praia de Memba para pescar atum e vender em Mecufi, Ibo e Tanzania não podemos vir dar nossa opinião sobre um projecto de pesca que está a ser implementado, porque não estudamos na Escola Nautica. Dizem que os anos que fiquei no Niassa trabalhando com o meu pai nos negócios de restauração e agronegócios, não podem servir de base para eu dar minha opiniao sobre isso porque nao tenho certificados nessas areas. Ali que fiquei cominha mae a tocar piano e a ler Shakespare, Camoes, Pessoa quando ela acabava de planificar as suas aulas para EPC de Eculumwe, nao me dão espaço para opinar sobre literatura, musica e educação. Enfim.
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    4hEdited
    Ernesto Saul Plenamene de acordo! E digo mais: Deixem-nos dizer as nossas "baboseiras" a vontade. Ignorem-nos se quizerem, mas deixem-nos falar de tudo e mais alguma coisa. VAMOS-LÁ FALAR, John!
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    4h
    Dino Foi José Jaime Macuane você não está nice. Que tal deixar o tal até ele fazer o doutoramento dele. Bwakakakaka
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    Carmen Fumo Ahahaaha Dino Foi não ficaria bem, final ele deu sua opinião ainda na sua "puritana formação" e, ademais os "tudologos" sabem comentam tudo pois não... kkkk
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    Paulo Araujo Doutores a Grace Mugabe.
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    José Jaime Macuane Dino Foi, nem sei se isso vai funcionar. Parte desse pessoal vai para aquela universidade, que bem conheces, em que até um gato pode tirar diploma de PhD sem ser incomodado.
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    Dino Foi José Jaime Macuane : ah! Aquela em que depois vira Vice Reitor mesmo assim?!! Já vi tudo
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    Yussuf Adam José Jaime Macuane Preciso de mais info sobre essa universidade. O gato ca de casa Findus Boa Vida esta a preparar se para fazer o doutoramento de verdade....Ja tem o projecto pronto, os varios diplomas com varias fotocopias e devidamente verificadas e ajtenticadas pelo notario...
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    2d
    Dino Foi Yussuf Adam : Rushmore University. Podes mandar teu gato, vai fazer MBA com nota 18.
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    José Jaime Macuane Yussuf Adam, quem descobriu essa universidade é o Dino Foi, ele tem todos os detalhes, porque até testou o sistema.
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    Hilário Jordão Tsope "(...) aqui nesta sala há pessoas que não leêm as fichas. Algumas só conseguem ler mensagens do telefone e das redes sociais (...)". Dr. Macuane em 2013 na cadeira da Reforma do Sector Público na FLCS. 😆😆😆
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    2d
    António Cipriano Gonçalves Eu estaria disposto a abrir a mão do meu título a la moçambicana JJ
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    2d
    Rosendo José Mate Só abre mão quem tem!
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    2d
    Soshangane Wa Ka Machele Rosendo, (d)o título ou (d) a mão?
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    2d
    José Jaime Macuane Ciprix, não és elegível. Teu título de doutor não é à "la moçambicana".
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    2d
    António Cipriano Gonçalves José Jaime Macuane, é mais sensato abdicar do meu para deixar o outro título "brilhar"
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    2d
    José Jaime Macuane António Cipriano Gonçalves , vamos começar então uma campanha: "deixe o seu título de doutor em casa e revele quem você verdadeiramente é!"
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    9h
    António Cipriano Gonçalves José Jaime Macuane, combinado e apoio a campanha. Agora falta divulga-la
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    7h
    Carlos Carvalho Bem falado.
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    2d
    Cremildo Churane Infelizmente Prof. Até caem na arrogância "intelectual" miserável.
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    2d
    Carmen Fumo Obrigada Professor por este breve e profundo post, infelizmente os 4 anos de convivência na sala de aulas de formação "à la moçambicana" dos quais alguns tive o privilégio de o ter como docente levam a crer que este post pode ser interpretado como uma blasfêmia ao "iluminado acadêmico", que neste momento está mais dotado de saberes e ferramentas metodológicas inequívocas do ocidente.
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    2d
    Lissungu Mazula Como diz o meu pai, " até o Ótis é um doutor (analfabeto) porque nunca passou, mas também nunca chumbou"
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    2d
    Boa Monjane Isto on my way to that...
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    2d
    Jose Roque Rotos e rasgados academicos. De que vale o título sem conhecimento? Vamos inflaccionando os números.
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    2d
    José Jaime Macuane Diploma mais valioso que o conhecimento. Mas como alguém já disse: "isso um dia vai se esclarecer!"
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    9hEdited
    Jose Roque Até que esse dia chegue! Continuamos a ter contabilistas, economistas, arquitetos, etc...amadores! Médicos sapateiros; onde ja se viu um médico que prescreve a uma paciente uma dose de tuberculose pra mais tarde dizer que não era TB, mas sim câncer e nem se quer foi responsabilizado por isso! Lamentável. U.P vai formando médicos pha! Coxos ou não mas são esses mesmos! Lamentável.
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    6h
    Jose Roque Enquanto isso vou na minha avó em Xidzolomondo/Macanga ela sim está muito bem formada.
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    6h
    José Jaime Macuane Jose Roque, podes crer, a academia de Xidzolomondo/Macanga tem muito prestígio e é certificada internacionalmente em questões práticas.
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    3h
    Jose Roque Dúvidas não devem ser levantadas quanto a isso meu caro Ciêntista.
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    3h
    Rildo Rafael José Jaime Macuane: Muitos cairam de "paraquedas" terminologia UFICSIANA!...A palavra que aparece antes do nome conta mais que o próprio exercício mental!
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    2d
    Gito Katawala Não me meto em conversas de doutores, mas é nice estar na plateia.
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    2d

    1d
    Ivan Maússe Hehehe, Prof. José Jaime Macuane, amamos ser tratados de "sódotoris". Deixe-nos sentir eruditos. Kkkkkkkkkkkkk. Abraço!
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    2d
    José Jaime Macuane Mas "Sotor", até os seus amigos fazem questão de lhe chamar assim. Até se esqueceram do teu nome próprio. É certo isso, "sotor"?
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    9hEdited
    Ivan Maússe Hehehehe. Fiquei sem palavras!
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    8h
    Nuno Pires No fundo "à portuguesa", já que foi um legado do que ainda hoje se vê por aqui...
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    1d
    Carmelo Pontes Antes de proferir um comentário sobre o post , agradecia se fosse me fornecida alguma contextualização sobre o assunto intensamente debatido. Prof Macuane assisti o programa, teve uma grande e excelente prestação, lamentavelmente encontro me orbitando no denso e inexploravel espaço sideral cientifico devido ao famigerado pacote(que não é de bolachas) mas o seu conteúdo é insidioso e nocivo a democracia moçambicana.
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    1dEdited
    José Jaime Macuane Meu caro Carmelo Pontes, esse tema não é sobre o "pacote"; é um tema "estruturante" (ou seria "fracturante"?) do debate "sobre as coisas".
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    8hEdited
    Carmelo Pontes Os dois temas assemelham se a granadas, preocupante perturba
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    8h
    Jose Majasse Dombe Boa pergunta.
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    1d
    Circle Langa José Jaime Macuane, o maior problema não reside em quem é "moçambicanamente" chamado Dr. sem ter feito doutoramento, embora a responsabilidade deva ser repartida. Está em quem, desconhecendo se possui ou não o título, faz questão de trata-lo como tal. ...See More
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    23h
    José Jaime Macuane Circle Langa, penso que há aqui uma confusão entre um debate público em que as pessoas expressam suas opiniões, o que está no seu direito, e a expectativa de que o façam de forma científica ou tecnicamente fundamentada. Não se pode esperar que o debate...See More
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    10hEdited
    Gabriel Muthisse José Jaime Macuane, aceitarias que eu falasse, com ar convencido e convicente, sobre biologia molecular e, desta disciplina passasse sem nenhum rebuço para a filosofia política, citando autoridades científicas a despropósito e de forma equivocada? Mais ainda, aceitarias quietamente que, beneficiando da minha condição de figura pública, saltitasse do facebook para a TVM, RM, STV, Miramar e todos os órgãos de comunicação social, fazendo gala dos "meus conhecimentos" equivocados, desinformando sem preguiça a cidadania?

    Pior ainda, ficarias indiferente perante essas tropelias, mesmo sabendo que, pela formação a que tive acesso, deveria conhecer os limites dos meus conhecimentos?

    Veja que não me refiro à possibilidade de me equivocar na área em que, bem ou mal, fui formado. Refiro-me à irresponsabilidade intelectual de falar de todas as áreas do saber sem um "talvez"; sem um "parece"; sem um "é provável".... simplesmente peroro como o único dono da verdade, em todas as ciências e em todos os órgãos de comunicação!

    É diferente de ouvir uma pessoa com habilitações acadêmicas básicas a falar de política, de economia, de filosofia, de religião, de física... percebemos imediatamente que essa pessoa o faz apenas na base das informações que tem e na sua intuição, meramente humana.

    Mas, muitos de nós, com formação universitária, que, de repente, julgamos que sabemos tudo!!! Confesso que lido mal com a prática. Um pouco mais de humildade na esfera pública ajudaria. Essa é a minha convicção. Abraço

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    10hEdited
    José Jaime Macuane Gabriel Muthisse, não aceitaria que o fizesses, se dissesses que és especialista sobre um assunto de índole técnica. Vejo que há uma hipérbole na sua analogia. Mesmo nos nossos meios de comunicação que têm a tendência de recorrer às mesmas pessoas para validarem as suas opiniões sobre diversos assuntos, penso que têm limites quanto à tecnicidade dos assuntos que abordam e nunca chamariam um economista para dissertar sobre biologia molecular. Penso que as pessoas podem ter um grau de informação sobre os assuntos para poderem omitir uma opinião com propriedade. Repito, também recorrendo à informação produzida pelos especialistas. A questão que me coloca a colocaria da mesma forma sobre a função do deputado, que tem que legislar sobre vários assuntos, desde sobre como lidar com o lixo atómico até a violência doméstica. Deveria ele abdicar de decidir sobre estes assuntos e deixá-los apenas aos técnicos, ou pode ele usar a informação que o técnico lhe dá para se posicionar politicamente sobre o assunto e tomar a sua decisão? Seria ele também um perverso tudólogo que não deveria abordar os assuntos públicos porque não é especialista? Mesmo a própria ciência, a sua produção e uso é apenas fruto de processos técnico-científicos, ou também passa pela decisão política? E como se chega à ela? Penso que os limites para a participação não podem ser definidos desta forma, deve-se, no meu entender, saber separar a opinião baseada no conhecimento técnico da mera doxa, volátil e produzida com informação dispersa e talvez pouco sistematizada. O filtro deve estar no receptor da mensagem e não na limitação da liberdade de expressão. Quem quiser informação técnica, deve ir buscá-la no locus natural. Até porque, se um "tudólogo" estiver "a delirar", quem o ouve tem o direito de reagir e mesmo de deixar de ouvi-lo e isso acontece onde se garante liberdades para tal. E subscrevo a questão da humildade. Mas não podemos obrigar as pessoas a serem humildes, enquanto isso não for crime. O próprio debate público, livre, deve ajudar a filtrar o bom do meu debatedor, mas não deve coarctá-lo. E todos devemos ser humildes, incluindo na ostentação de títulos imerecidos.
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    10hEdited
    Gabriel Muthisse Estamos basicamente de acordo. Ao reagir ao conhecimento delirante de um "tudólogo" que, por hipótese, é um filósofo e fala sem qualquer dúvida de economia (isto é não relativisa, não usa o "talvez", não usa o "parece"...) posso recordar-lhe que economia é uma ciência. Podemos falar, todos nós, generalidades sobre economia, mas quando discutimos com um especialista temos de reconhecer os nossos limites.

    José Jaime Macuane, eu não fiz ciência política. Posso, no entanto, discutir, genericamente, essa disciplina contigo. Mas devo ter em mente que tu o fazes a partir de premissas metodológicas e teóricas que eu não tenho como alcançar. E, por isso, mesmo, discutir contigo com um pouco mais de modéstia. Os "tudologos" não fazem qualquer distinção. Vai daí que, muitas vezes, mesmo num debate televisivo, sobre ciência política, nós os dois podemos estar a falar a partir de patamares diferentes. E, reconhecer isso, é base para um debate saudável.

    Os deputados, os ministros, o PR, não são especialistas da maioria das matérias que abordam. Mas ai deles se não se rodearem de especialistas que conheçam esses tópicos. É só ver o que acontece com aqueles que passam a acreditar que, porque nomeados ou eleitos passam a saber tudo...

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    10h
    João Pedro Muianga "...desinformando sem preguiça a cidadania..." (kkk)
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    10h
    José Jaime Macuane Concordo consigo, Gabriel Muthisse, como deve ter visto, eu defendo que o que os "tudólogos" dizem não pode ser tido como ciência, é opinião. Ciência deve-se buscar com os especialistas. Agora, não ter bom senso e vergonha na cara ainda não é crime. Uma sociedade informada, que depende do livre debate de ideias, está em melhores condições de filtrar a má da boa informação. Até porque os cientistas também podem manipular.
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    9h
    Isaias Dosanjos Bem dito Professor. Agora compreendi o post e vou partilha-lo. Faz me lembrar da "confusão" em torno da história de Moçambique.
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    9h
    José Jaime Macuane Isaias Dosanjos, obrigado. Mas não entendi essa da história de Moçambique. Pode partilhar suas ideias sobre isso?
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    9h
    Isaias Dosanjos Obrigado professor. Há uma ideia quase generalizada de que a história de Moçambique (ensinada nas escolas e universidades) é uma farsa. É um conjunto de mentiras. Simplesmente, porque cada antigo combatente vai a rádio, televisão ou jornal e dá a sua versão daquilo que teria acontecido durante a luta de libertação nacional. Versões diferentes umas das outras.

    E, as pessoas simplesmente tomam essas versões como sendo verdades históricas. O que lhes leva crer cada vez mais que a História não passa duma mentira.

    Aqui, pude perceber que esta visão resulta da incapacidade do receptor estabelecer diferença entre doxa e conhecimento histórico.

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    8hEdited
    José Jaime Macuane Isaias Dosanjos, obrigado. Mas também tem a ver com os processos de produção de conhecimento. A história de Moçambique, que hoje questionamos, foi escrita num certo contexto político que definiu a narrativa que hoje adoptamos como a nossa história. A interface entre a ciência e a política pode influenciar os paradigmas dominantes de uma ciência num certo momento e a forma como perdura no tempo. A neutralidade científica não é algo nem simples, nem pacífico. Não é porque alguém é cientista de uma certa área que se deve assumir que produz e partilha o seu conhecimento de forma neutra.
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    8h
    Gabriel Muthisse Então, os antigos combatentes, de qualquer das guerras, não podem ir ter com o público e contar como viveram os acontecimentos?! Todas as versões contadas por esses actores tinham de coincidir? Porque?

    História é outra coisa. Seria, talvez, pegar todas essas memórias e procurar o fio condutor. Entrevistando mais pessoas. Acessando arquivos. Lendo relatórios, partes de guerra, discursos da época...

    Mas os actores devem ser encorajados a contar os factos como os viveram. E terão de ser diferentes. Esses combatentes estavam em lugares diferentes. Tinham acessos diferentes à informação. Processam essa informação de maneiras diferentes...

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    8h
    José Jaime Macuane A Historiografia está longe de ser uma ciência exacta. Cruzar fontes é uma das formas adoptadas para "filtrar" os vieses e omissões das narrativas.
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    8h
    Isaias Dosanjos É verdade Professor Macuane. Há uma tese de Doutoramento que fala sobre este processo, sobretudo no que tange a oficina de história, um núcleo criado para o efeito (Escrever a história de Moçambique) no Centro de Estudos Africanos (CEA). E, nesta tese (da autoria do Prof. Carlos M. D. Fernandes), os profissionais que a produziram reconhecem as limitações que tiveram e sobretudo o seu compromisso político como a revolução.

    Alias, consta que Aquino de Bragança (fundador e na altura director do CEA) num artigos em co-autoria, foi o primeiro a criticar a história produzida por aquela oficina. Classificando à como historiografia vitoriosa.

    Portanto, é irrefutável que parte ou alguns livros sobre a história de Moçambique foram escritos de forma condicionadaa. Mas há bibliografias que foram escritas à margem desse condicionamento. Por isso, acho que o Historiador, o professor e estudante de historia, já não pode refugiar-se a este condicionamento.

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    7h
    Isaias Dosanjos Não estou a dizer que o problema é dos antigos combatentes, por simplesmente relatarem o que viveram. Apenas disse que o problema está com o receptor, que tem dificuldades em digerir as versões dos antigos combatentes com a verdade histórica. E, é essa dificuldade que faz lhe crer que a história é um conjunto de mentiras. O professor de história é um mentiroso.
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    7hEdited
    Jessemusse Cacinda Podemos abolir a liberdade de expressão à vontade. Assim, vamos deixar a esfera pública com cidadãos com certificado. E pode-se tambem exigir certificados para alguem ser candidato para AR, PR e podemos exigir ministros com PhD. Diplomatas formados no ISRI, etc. Pode-se também proibir até a nós os analfabetos de circular nos cafés, porque aí, iremos emitir nossa opinião de que queremos votar no presidente do municipio directente, queremos ter trasnporte, estamos a pedir para o avião aterrar em Memba e muito mais. Mas uma coisa não irão conseguir fazer: FAZER NA TV UMA SALA DE AULA E OS DEBATEDORES, PROFESSORES. Parece que os Doutores sentem-se feridos, quando um cidadão por mais equivocado que esteja apresente as suas opiniões, que não são ensaios científicos. E como vivemos numa sociedade onde não se lê, ninguem recomenda que a ciencia esta nos livros e a opiniao, na boca.
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    4hEdited
    José Jaime Macuane Caro Jessemusse Cacinda, é isso que eu estou a tentar dizer. Parem de buscar ciência nas TVs. Até podem encontrar, mas se quiserem mesmo ciência "certificada", devem ir ao locus onde é seu habitat natural/institucional e busquem com pessoas abalizadas e fontes adequadas. Um assunto, por mais complexo que seja, pode ser visto de várias formas e quem espera que elas todas sejam científicas, apenas está a olhar ao assunto numa determinada perspectiva. Não ser especialista não significa ser limitado intelectualmente e, sobretudo, não significa que não se deva ter opinião sobre um assunto que afecta a pessoa e a sociedade. Agora, se a pessoa se expõe a falar de um assunto que não entende e se faz passar por especialista, só pode sobreviver porque a sociedade dos "sotores" o permite. No fim, todos fazemos parte de uma gigantesca fraude: chamamos doutores a quem não é e buscamos ciência onde esperamos que exista, só porque já "doutoramos" a pessoa à nossa maneira. E não vale agora nos espantarmos com a "tudologia", ou confundirmos exercício de cidadania com pretensão de contribuição científica. Para mim, esses são apenas cidadãos, outros mais caras de pau que outros, é certo, mas quem espera especialidade científica deles em todas as matérias é um distraído.
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    4h
    Jessemusse Cacinda Sim. Mas para mim o idela seria recomendar os livros e artigos ou salas de aula, onde a ciencia reside. E deixar a TV e radio como edpaco de opiniao. Onde todos vao como cidadaos e sem titulos.
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    4h
    José Jaime Macuane Não acho que as pessoas não possam ir às TVs apresentar a sua opinião de especialistas. Penso apenas que se deve diferenciar a opinião que se dá como especialista e como cidadão. Em alguns momentos, o cidadão pode contribuir com a sua opinião como cientista, em outros, como um simples cidadão. Só basta que não o confundam todas as vezes como especialista da matéria em discussão. Claro, a educação de uma sociedade e, sobretudo, a busca pelo conhecimento e o espaço de debate livre de ideias, tornariam essa distinção mais fácil. Quem der uma de especialista sem sê-lo, numa sociedade informada terá a sua reacção. O problema é que a crítica aos tais "tudólogos" se restringe em dizer que são tudólogos apenas, muitas vezes não há fundamentação, não há análise crítica do que a pessoa expôs, apenas a reacção que pode ser resumida num like/dislike à la facebook. Ora, esse tipo de crítica não torna o debate melhor. Apenas se destina a desencorajar a presença na esfera pública daqueles que dizem coisas que não gostamos. Critiquemo-nos com fundamento e todos aprenderemos e sairemos a ganhar como cidadãos.
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    4hEdited
    Circle Langa Quem rotula especialista aos "especializados em todos assuntos" são, muitas vezes, os Media, coadjuvados pelo silêncio dos próprios convidados que não fazem questão de desmentir/rectificar e muito menos observar a linha que separa uma opinião de uma análise.

    Todo mundo tem direito à opinião todavia há que controlarmos o "Dorian Gray" que existe em nós quando nos propomos a emitir tais opiniões no espaço mediático oficial para que o nosso "rebanho", muitas vezes míope, não as tenha como verdades absolutas por terem sido emitidas por um “especialista” na verdade sem especialização no assunto. Eu não sou contra a consolidação de uma esfera pública, pelo menos, com as características "habermasianas", muito pelo contrário, mas sou um ferrenho combatente à PSEUDO ESFERA PÚBLICA. Esta última é híper nociva a qualquer estado por razões que não convém trazer à ribalta. Em fim. Esta minha é também uma opinião de um não especialista em opinião. Creio que, nos nossos colóquios, precisamos de buscar um equilíbrio entre a PERCEPÇÃO e o FACTO.
    Viva o pensar diferente. Viva o debate. A LUTA CONTINUA. Abraços

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    2h
    José Jaime Macuane Circle Langa , sobre esse espaço público há muito que se lhe diga. Desde os formalmente especialistas que participam no debate usando as suas capas de autoridade para outras agendas até ao próprio debate, que muitas vezes é parte de um sistema de "entretenimento". Pessoas recostam-se à poltrona e "assistem ao debate público", aplaudem e apupam e assim ficam na ilusão de estarem numa democracia e se desresponsabilizam de fazer a sua parte. A construção do nosso espaço público é fruto do contexto histórico e social (no sentido mais amplo) em que vivemos. Não temos como dar saltos para essa esfera pública ideal, habermasiana, à margem dessas condições.
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    2hEdited
    Jessemusse Cacinda "Gostaria de falar na rádio, apresentar minhas ideias também. Mas nunca me entrevistam" (Entrevista A). "Eu não tenho estatuto para participar nesses debates que acontecem na radio, porque nao estudei e nao sou nada, mas quando estamos a desactar as canoas para pescar estamos com radio ligado para ouvir os que tem estatuto a falar" (Entrvistado B). Alguns depoimentos que colhi hoje no bairro Cuabo Dembe numa pesquisa que discute o jornalismo cívico na perspectiva da esfera pública. Estou ha uma semana por cá e ainda vou ouvir estes cidadãos wue não tem capital social falar. Felizmente é uma pesquisa de Sociologia.
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    1h
    José Jaime Macuane Jessemusse Cacinda. Pesquisa interessante, dá para alimentar este debate.
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    53m
    Brazao Catopola O problema está no tudólogo ou em quem cria o tudólogo? Acho que muitos ou todos nós temos opinião sobre qualquer assunto mesmo que seja acientifica. A grande questão creio situar-se na visão que os mídias querem dar sobre o assunto. Eu me sinto tambem incomodado quando fecho um indivíduo A comentar sobre assunto X muito fora da sua área com naturalidade. Acho que falta aguma humildade para reconhecer seus limites. Opinar pode faze-lo, mas quando está numa rádio, tv, jornal não basta ter opinião é preciso conhecer e bem a essência assunto. Os tudologos não nasceram por si. Eles são produtos dos mídias que na maioria das vezes por desconhecimento, ligações vão buscar quem lhes apetece. Jamais ver-se-a numa tv, rádio seria a discutir um assunto político-economico indo buscar, por exemplo um fulano linguista só por este ser doutor ou de uma filiação x. Jamais veremos num debate sobre as linguas a ir-se buscar um jurista para falar sobre isso, isto é, não é o tudologo em si o problema, mas as condições do seu surgimento. Mesmo os autodidatas têm limites. No tudologo não vê isso, não é por si só mas, e sobretudo porque alguém o produz assim. Agora abdicar do Dr para mim tem outra questão por trás. A afirmação de um argumento autoritário. Muitos gostam do SoDotor porque lhes permite ser diferente para melhor.
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    10mEdited
    Xirico J. Pedro Esses dizeres revelam uma doze exagerada de ignorância até sabendo que você é um dos casos que contribui para a proliferação desses analfabetos com diplomas. Não estou a adivinhar testemunhei quando era teu estudante e quando tinha colegas que vinham como bolseiras do ministério da defesa
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    20h
    José Jaime Macuane Xirico J. Pedro. Não me diga? Não me lembro de ter lidado com algum estudante de forma especial por ser bolsista de algum ministério em particular. Talvez me deva refrescar a memória. E de que forma contribui, a não ser solidariamente, por ser parte de uma instituição que tem as suas falhas, como qualquer outra? Fi-lo directamente? Mas também porquê não mostra a cara, se estamos num debate aberto. Tem medo de alguma coisa? Fique tranquilo que isso é um debate aberto. E não precisa se esconder. A não ser que tenha vestido a carapuça e tenha vergonha de assumi-lo.
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    11hEdited
    Osvaldo Jocitala Ooh...Xirico, ignorante estás a sê-lo tu. Respondas-me isso: os analfabetos com diplomas são um problema de algum professor em Moçambique ou é essencialmente um problema institucional?
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    10h
    Artur Silasse Chichava Junior Prezado Professor José Jaime Macuane nem mais tente. Em casos similares a este, sempre vencer-te-ao. Niezsche aconselha: nao leve muito tempo olhando para o abismo sob pena do abismo olhar para si. Cumprimentos
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    4h
    Ben Hur Cavelane Vou vender frangos. Depois volto a para peceber melhor o debate. Até já.kkk
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    16h
    Constancio Machanguana E realmente não faz o menor sentido chamar doutor a licenciados e mestres. Doutor é quem tem o nível de doutoramento. Isso é o que tem que ser.
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    12h
    Wil Bender kkkk... E ainda temos de perguntar se é doutor com inicial minúscula ou maiúscula.
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    10h
    Domingos Dimande As academias foram instituidas como uma das maneiras de uniformizar o reconhecimento de quem respeitando regras e preceitos do saber possa através da credetização ser lhe outorgado um grau académico, fora do sentar na carteira, existem outras formas pra obter um grau académico tal é o caso do Dr. Honouris causa, portanto, nada de invenções que não obedeçam o critério imposto pelas academias!
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    9h
    Calamo Dos Santos
    Bom post e grande debate
    “Em Dezembro de 2016, decidi retomar os contactos directos (...) com o líder da Renamo...” - Filipe Nyusi, PR de Moçambique, in “Comunicação à Nação sobre os Consensos Alcançados com
    o Presidente da Renamo”
    Algumas questões básicas: 1. Porquê decidira interromper os contactos directos, Sr. Presidente Nyusi? 2. Terá o feito uma vez que acreditava numa solução militar? 3. Se a resposta a 2 for afirmativa, será que o Sr. Presidente desistiu da solução militar?
    GFG
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    Fernando Serrão Quissimisse Analise minunciosa....
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    4d
    Alfredo Muianga Ilustre Ericino de Salema, até foi bom ter desistido da resolução dos problemas via militar, aliás, não deveria ter optado se de facto enveredou pelo caminho. No meu ponto de vista a guerra é um mal que acaba com os inocentes, destrói o tecido social e por fim ao cabo voltamos a sentar para consensos.
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    4d
    Armando Nenane aritmética gafambagoniana...
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    4d
    Gabriel Jose Titosse Se a relação com a sua esposa azedar tanto até ao ponto de você desistir do diálogo e decidir partir para a violência física, então, você deve se compenetrar de que perdeu; sim, perdeu no campo do diálogo franco e aberto, sempre recomendável. Você não terá sido suficientemente perspicaz para persuadi-la a enveredar pela via que você propunha, supostamente melhor. Mas, convenhamos, existem algumas cônjuges de extrema teimosia. Terá sido o caso?!?!?!?
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    4d
    Jah Yahwah Matavele Perguntas extemporâneas essas.
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    4d
    Uric Raúl Mandiquisse Garantindo o pão.
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    4d
    Albano Macie Dr Ericino... pode ilustre reagir ao post da Dra Emilia? Ao contrario o seu post será doloso.... quiça "crimi...." kikikikikiki
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    3d
    Ericino de Salema Ilustre Mestre, quer imaginar o que seria se eu o pedisse para esclarecer a “tonelada” de cidadãos com questões quanto a algo contido no mesmo documento?
    Já agora: mantenho o que disse! Antes de ter um mês de mandato, o nosso PR falou pessoalmente com
    Dhlakama...e só voltou a retomar essas falas, segundo Dhlakama (SAVANA, Canal, STV), mais de dois anos depois. E Dhlakama sofreu três atentos. O SG da Renamo, um. Etc., etc.
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    2d
    Estacio Valoi Que vem n.a. desconventracao,descentralizacao...nestes modes? Eu, cidadao tenho que decidir.nao voces politics de boa tigela.
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    3d
    Alexandre Chivale I guwa legi😎🤣🤣

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Reply6h
Nhecuta Phambany Khossa Algumas das situações jurídicas que podem prejudicar o referendo: 1. Aprovação por maioria absoluta a sujeição de determinada matéria para referendo (nº 2 do artigo 136º da CRM); 2. Entre a data da convocação e de ralização de eleições gerais para os órgaos de soberania , não se pode convocar e nem efectivar referendos (nº 5 do artigo 136º da CRM); 3. O referendo só é considerado válido e vinculativo se nele votarem mais de metade do eleitores inscritos no recenseamento (nº 6 do artigo 136º da CRM); 4. É preciso ter a lei do referendo que creio não existir (nº 7 do artigo 136º da CRM).
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Reply6h
Esaúú Cossa Esta reflexão, é um ponto de partida para um debate sério sobre os modelos político constituicionais que devem ser adoptados. Muito bem colocado, vou reler Jorge Miranda e voltarei com mais subsídios para o debate.
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Reply5h
Alexandre Chivale Estou mesmo a ler🤔
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Reply5h


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