11.02.2018 às 9h00
ANTÓNIO PEDRO FERREIRA
Está esperançado mas preocupado. Elogia a solução política atual por ter quebrado o princípio da inevitabilidade e considera a ação do PCP patriótica. Mas receia que a abstenção supere os 50%, o que poria em causa a legitimidade eleitoral. “Socialmente, sou um homem de esquerda”, diz, convencido de que o crepúsculo da esquerda europeia será passageiro — e que os valores da solidariedade estão a reemergir. Mas a paz mundial não está garantida
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o homem público sabemos sempre mais o que é do que quem é. E se sabemos o que António Ramalho Eanes é, isso é também porque ele próprio não só não contesta as máscaras coladas pela sua ação política como também porque promove uma imagem institucional, que assume com gravidade no segundo em que o gravador é ligado — e desarma mal ele é desligado, para nos falar dos netos ou contar (muitas) histórias. No final da entrevista, há de acompanhar-nos à saída do prédio onde tem o seu gabinete, em Lisboa, ficando a acenar da porta. Foi Presidente da República logo a seguir ao 25 de Abril (de 1976 a 1986), ou melhor, logo a seguir ao 25 de Novembro, a que ficou indelevelmente ligado. Quando tomou posse, tinha apenas 41 anos. Fez na semana passada 83.
Como vê o país hoje? Era o que imaginava no 25 de Abril ou no 25 de Novembro?
O país não é o que eu imaginava, mas talvez a minha imaginação na altura fosse extremamente ambiciosa. Olhando hoje para o país, há uma coisa muito interessante que se deve a este Governo. Tínhamos aceitado um pouco acriticamente o princípio da inevitabilidade, éramos um país pobre, tínhamos de continuar a sê-lo, estávamos na cauda da Europa, tínhamos de continuar aí. Esse princípio de inevitabilidade foi posto em causa por esta solução política. Mostrou que existem outras soluções e soluções ambiciosas. Além disso, conseguiu fazer uma coisa fundamental: reconstituir de alguma maneira a unidade popular. Não estou a falar de unidade nacional, mas de unidade popular.
O país não é o que eu imaginava, mas talvez a minha imaginação na altura fosse extremamente ambiciosa. Olhando hoje para o país, há uma coisa muito interessante que se deve a este Governo. Tínhamos aceitado um pouco acriticamente o princípio da inevitabilidade, éramos um país pobre, tínhamos de continuar a sê-lo, estávamos na cauda da Europa, tínhamos de continuar aí. Esse princípio de inevitabilidade foi posto em causa por esta solução política. Mostrou que existem outras soluções e soluções ambiciosas. Além disso, conseguiu fazer uma coisa fundamental: reconstituir de alguma maneira a unidade popular. Não estou a falar de unidade nacional, mas de unidade popular.
Como define essa unidade popular?
Ela é a convicção de todos os que trabalham num país — homens, mulheres, nacionais e estrangeiros — de que trabalhando em conjunto vão viver melhor. Essa convicção renasceu, o que é muito importante, porque não há mudanças reais sem que a população esteja empenhada. Tem havido também um crescimento económico, redução do défice, subida pelas empresas de notação, tudo isso é positivo.
Ela é a convicção de todos os que trabalham num país — homens, mulheres, nacionais e estrangeiros — de que trabalhando em conjunto vão viver melhor. Essa convicção renasceu, o que é muito importante, porque não há mudanças reais sem que a população esteja empenhada. Tem havido também um crescimento económico, redução do défice, subida pelas empresas de notação, tudo isso é positivo.
Isso satisfá-lo?
Não. O investimento continua extremamente baixo e as grandes reformas que são indispensáveis não foram feitas. Devia aproveitar-se este momento economicamente bom para as fazer. Quando olho para as reformas necessárias, pergunto-me — plagiando Delors — se será assim tão difícil substituirmos a cultura interpartidária do conflito pela consensualização. Não digo completa, que descaracterizasse ideologicamente as formações partidárias, mas sobre o essencial. Temos problemas gravíssimos.
Não. O investimento continua extremamente baixo e as grandes reformas que são indispensáveis não foram feitas. Devia aproveitar-se este momento economicamente bom para as fazer. Quando olho para as reformas necessárias, pergunto-me — plagiando Delors — se será assim tão difícil substituirmos a cultura interpartidária do conflito pela consensualização. Não digo completa, que descaracterizasse ideologicamente as formações partidárias, mas sobre o essencial. Temos problemas gravíssimos.
Quais?
Natalidade baixíssima, o que nos vai trazer problemas de toda a ordem, incluindo económica e social — não teremos população necessária dentro de alguns anos para satisfazer as necessidades de trabalho que a economia determina. E, se não temos população jovem preparada e capaz, como vamos responder aos desafios da economia digital, da economia verde, da economia circular? Como vamos manter a segurança social? Dentro de poucos anos haverá três trabalhadores para dois reformados. É extremamente preocupante. Depois, acabámos por concentrar a nossa população no litoral, como se o interior não existisse. E continuamos com uma competitividade extremamente baixa em relação à média europeia, e modificá-la não é fácil, porque exige coisas que não fizemos. Temos infraestruturas relativamente boas, mas temos um sistema de educação em que o universitário é razoável mas o secundário é mau. Quando olhamos para o abandono escolar ficamos preocupados e quando olhamos para a percentagem de jovens que terminam o secundário e o universitário também ficamos. O desemprego jovem mantém-se alto e não havendo emprego motivante os jovens vão para o exterior. Os que vão são os melhores, possivelmente não os melhores academicamente, mas os que têm mais capacidade de arriscar, mais ousadia, com uma vocação empreendedora maior.
Natalidade baixíssima, o que nos vai trazer problemas de toda a ordem, incluindo económica e social — não teremos população necessária dentro de alguns anos para satisfazer as necessidades de trabalho que a economia determina. E, se não temos população jovem preparada e capaz, como vamos responder aos desafios da economia digital, da economia verde, da economia circular? Como vamos manter a segurança social? Dentro de poucos anos haverá três trabalhadores para dois reformados. É extremamente preocupante. Depois, acabámos por concentrar a nossa população no litoral, como se o interior não existisse. E continuamos com uma competitividade extremamente baixa em relação à média europeia, e modificá-la não é fácil, porque exige coisas que não fizemos. Temos infraestruturas relativamente boas, mas temos um sistema de educação em que o universitário é razoável mas o secundário é mau. Quando olhamos para o abandono escolar ficamos preocupados e quando olhamos para a percentagem de jovens que terminam o secundário e o universitário também ficamos. O desemprego jovem mantém-se alto e não havendo emprego motivante os jovens vão para o exterior. Os que vão são os melhores, possivelmente não os melhores academicamente, mas os que têm mais capacidade de arriscar, mais ousadia, com uma vocação empreendedora maior.
É um retrato preocupante.
Sim. Em 2020 vamos entrar num período novo, em termos de organizações europeias, porque há um projeto de renovação que parece ir por diante. Só neste semestre a União Europeia fez um trabalho notável: criou condições para o acordo de Paris sobre o clima, consolidou o polo social olhando para o emprego, para os desfavorecidos, para a miséria, e avançou em matéria de defesa. Estou convencido de que fará um trabalho ainda mais importante por causa do duo Macron e Alemanha — não apenas Merkel mas também o SPD. A economia mundial e a europeia estão a crescer e isso vai criar condições extraordinárias para refazer a arquitetura europeia, dando-lhe uma estrutura capaz de defender os valores matriciais através de uma operacionalização política sistemática. O que aconteceu e levou as populações, incluindo a portuguesa, a divorciar-se do projeto europeu é da responsabilidade dos políticos que não souberam defender esses valores, nomeadamente o da solidariedade. Com a recuperação que temos estado a fazer e a nova vaga de jovens com formação académica elevada, também temos condições para fazer as reformas necessárias. Isso exige acordos interpartidários, um pacto ambicioso entre os partidos e a sociedade civil, sobretudo com as forças sociais, que defina uma estratégia e estabeleça um horizonte que os portugueses percebam e os motive.
Sim. Em 2020 vamos entrar num período novo, em termos de organizações europeias, porque há um projeto de renovação que parece ir por diante. Só neste semestre a União Europeia fez um trabalho notável: criou condições para o acordo de Paris sobre o clima, consolidou o polo social olhando para o emprego, para os desfavorecidos, para a miséria, e avançou em matéria de defesa. Estou convencido de que fará um trabalho ainda mais importante por causa do duo Macron e Alemanha — não apenas Merkel mas também o SPD. A economia mundial e a europeia estão a crescer e isso vai criar condições extraordinárias para refazer a arquitetura europeia, dando-lhe uma estrutura capaz de defender os valores matriciais através de uma operacionalização política sistemática. O que aconteceu e levou as populações, incluindo a portuguesa, a divorciar-se do projeto europeu é da responsabilidade dos políticos que não souberam defender esses valores, nomeadamente o da solidariedade. Com a recuperação que temos estado a fazer e a nova vaga de jovens com formação académica elevada, também temos condições para fazer as reformas necessárias. Isso exige acordos interpartidários, um pacto ambicioso entre os partidos e a sociedade civil, sobretudo com as forças sociais, que defina uma estratégia e estabeleça um horizonte que os portugueses percebam e os motive.
Esse trabalho tem de ser feito pelos partidos?
Sim, em diálogo com a sociedade civil. Com os partidos a elaborar pactos sobre as reformas indispensáveis — como a educação, ou fazer com que a economia possa funcionar de maneira equilibrada em períodos de expansão e de recessão. Isto implica responder à questão da dívida, que é asfixiante, e que continua a crescer, apesar de tudo.
Sim, em diálogo com a sociedade civil. Com os partidos a elaborar pactos sobre as reformas indispensáveis — como a educação, ou fazer com que a economia possa funcionar de maneira equilibrada em períodos de expansão e de recessão. Isto implica responder à questão da dívida, que é asfixiante, e que continua a crescer, apesar de tudo.
Mas está otimista, diz, quanto à mobilização do país.
Estou esperançado, mas preocupado. Os portugueses continuam a refletir pouco e agora refletem menos porque têm uma informação inundante. Era Unamuno que dizia que os povos peninsulares são infilosóficos, mas o mais infilosófico é o português. E embora isso se tivesse modificado, não foi suficiente.
Estou esperançado, mas preocupado. Os portugueses continuam a refletir pouco e agora refletem menos porque têm uma informação inundante. Era Unamuno que dizia que os povos peninsulares são infilosóficos, mas o mais infilosófico é o português. E embora isso se tivesse modificado, não foi suficiente.
Porque diz isso?
Quando olho para o consumo fico preocupado. O que me toca não é o volume, é o destino: há portugueses que se endividam para ir de férias. Compreendo que se faça isso para comprar casa, no limite para comprar um carro, mas para ir de férias? Os portugueses não estão a refletir convenientemente sobre o que é o estado real do país, que não é rico e não ultrapassou a crise, porque ela persiste. Esta crise não é igual às outras, é de rutura. Exige novas respostas, novos métodos, uma grande mobilização e, naturalmente, muitos recursos.
Quando olho para o consumo fico preocupado. O que me toca não é o volume, é o destino: há portugueses que se endividam para ir de férias. Compreendo que se faça isso para comprar casa, no limite para comprar um carro, mas para ir de férias? Os portugueses não estão a refletir convenientemente sobre o que é o estado real do país, que não é rico e não ultrapassou a crise, porque ela persiste. Esta crise não é igual às outras, é de rutura. Exige novas respostas, novos métodos, uma grande mobilização e, naturalmente, muitos recursos.
Imagem. O político institucional, de tom grave, e o homem privado, que fala dos netos e conta histórias. António Ramalho Eanes, 83 anos
Os portugueses não aprenderam com a experiência recente?
Parece que muitos não aprenderam o suficiente. Esta procura exagerada de crédito, sobretudo destinada a consumos supérfluos, não é saudável, não é pelo menos virtuosa.
Parece que muitos não aprenderam o suficiente. Esta procura exagerada de crédito, sobretudo destinada a consumos supérfluos, não é saudável, não é pelo menos virtuosa.
A que atribui isso?
Tem uma explicação sociopsicológica. Um povo que é atirado para uma situação de grande depressão e é convencido de que dali não sai, e de repente assiste a ações que o fazem sair dessa situação depressiva, fica como que eufórico. É natural mas espero que seja uma euforia passageira, como espero que o Estado e a informação atuem de maneira que haja consciencialização e que voltemos a uma situação de racionalização de comportamentos sociais.
Tem uma explicação sociopsicológica. Um povo que é atirado para uma situação de grande depressão e é convencido de que dali não sai, e de repente assiste a ações que o fazem sair dessa situação depressiva, fica como que eufórico. É natural mas espero que seja uma euforia passageira, como espero que o Estado e a informação atuem de maneira que haja consciencialização e que voltemos a uma situação de racionalização de comportamentos sociais.
Diz que esta solução governativa contrariou o princípio da inevitabilidade...
Não há inevitabilidades. O futuro não está escrito em parte nenhuma, quem o escreve são os homens, os povos.
Não há inevitabilidades. O futuro não está escrito em parte nenhuma, quem o escreve são os homens, os povos.
...mas também defende um ambiente partidário favorável a reformas de longo prazo. Esta solução governativa não é favorável a essas reformas?
Esta solução tem muito mérito, e naturalmente o mérito democrático, porque havia formações partidárias fora do jogo da responsabilidade democrática pela ação política e agora já não é assim. A democracia beneficiou com isso. Há a tendência para responder a questões sociais, que são razoáveis em si, mas não tanto se olharmos o contexto geral do país, nomeadamente o económico-financeiro.
Esta solução tem muito mérito, e naturalmente o mérito democrático, porque havia formações partidárias fora do jogo da responsabilidade democrática pela ação política e agora já não é assim. A democracia beneficiou com isso. Há a tendência para responder a questões sociais, que são razoáveis em si, mas não tanto se olharmos o contexto geral do país, nomeadamente o económico-financeiro.
Lutou muito contra o PCP, quando este defendia uma visão não democrática, e depois lutou pela sua legitimação enquanto força democrática. Como o vê entrar num entendimento com o poder?
O PCP é um partido com uma ideologia que se conhece, mas muito pragmático. Tive ocasião de o constatar durante o meu longo contacto com Álvaro Cunhal. O PCP sabe olhar a realidade, ler a realidade, responder à realidade. Percebeu que o governo anterior se tinha deixado aprisionar por uma ação política que era necessário impedir que continuasse. Considero a ação do PCP correta e patriótica. Mas não podemos pedir ao PC que se desconfigure: tem uma orientação determinada pela sua interação com os militantes que tem de respeitar, que é motivada pela sua ideologia, que tem de se afirmar. Tudo isso cria algumas dificuldades em respostas que poderiam ser dadas neste período de expansão económica.
O PCP é um partido com uma ideologia que se conhece, mas muito pragmático. Tive ocasião de o constatar durante o meu longo contacto com Álvaro Cunhal. O PCP sabe olhar a realidade, ler a realidade, responder à realidade. Percebeu que o governo anterior se tinha deixado aprisionar por uma ação política que era necessário impedir que continuasse. Considero a ação do PCP correta e patriótica. Mas não podemos pedir ao PC que se desconfigure: tem uma orientação determinada pela sua interação com os militantes que tem de respeitar, que é motivada pela sua ideologia, que tem de se afirmar. Tudo isso cria algumas dificuldades em respostas que poderiam ser dadas neste período de expansão económica.
E como vê esta solução no contexto da democracia, visto que um dos nossos problemas é a má imagem dos partidos?
Não é inteiramente verdade. A má imagem dos partidos existe em toda a Europa. Houve um divórcio progressivo dos partidos em relação à população em geral, incluindo na Alemanha. Porque é que neste país surge o partido da Alternativa para a Democracia (AfD)? Porque é que na França o partido de Marine Le Pen cresceu tanto? Porque é que nos países europeus do Leste há uma certa regressão democrática — chama-se até idemocracia? Porque é que Itália tem um populismo agressivo e ameaçador? Segundo os politólogos, isso aconteceu porque os políticos esqueceram-se de responder às promessas que tinham feito e não viram as mudanças que se estão a operar nas sociedades, que são mais preparadas e esclarecidas. A democracia representativa só já não chega, são precisas outras formas de democracia. As eleições são indispensáveis, mas a democracia representativa deve ter o cuidado e a capacidade para juntar novas formas de representação que possam dinamizar a relação entre os políticos e os cidadãos. Por outro lado, a dialética esquerda-direita, que era extremamente positiva, perdeu peso, dimensão e efeito.
Não é inteiramente verdade. A má imagem dos partidos existe em toda a Europa. Houve um divórcio progressivo dos partidos em relação à população em geral, incluindo na Alemanha. Porque é que neste país surge o partido da Alternativa para a Democracia (AfD)? Porque é que na França o partido de Marine Le Pen cresceu tanto? Porque é que nos países europeus do Leste há uma certa regressão democrática — chama-se até idemocracia? Porque é que Itália tem um populismo agressivo e ameaçador? Segundo os politólogos, isso aconteceu porque os políticos esqueceram-se de responder às promessas que tinham feito e não viram as mudanças que se estão a operar nas sociedades, que são mais preparadas e esclarecidas. A democracia representativa só já não chega, são precisas outras formas de democracia. As eleições são indispensáveis, mas a democracia representativa deve ter o cuidado e a capacidade para juntar novas formas de representação que possam dinamizar a relação entre os políticos e os cidadãos. Por outro lado, a dialética esquerda-direita, que era extremamente positiva, perdeu peso, dimensão e efeito.
O que é que isso significa?
Que a esquerda deixou de produzir intelectualmente, de estar em evidência em países onde tinha uma larga tradição, acabou por aceitar o liberalismo de alguma maneira e, quando governou, não apresentou alternativas. Aquilo que eram os seus dois grandes desígnios, a igualdade e a solidariedade, estão muito descaracterizados. A igualdade acabou num certo igualitarismo perverso e acabou por aceitar-se que a solidariedade se fosse transformando numa espécie de solidariedade assistencial. Não é essa a tradição da esquerda.
Que a esquerda deixou de produzir intelectualmente, de estar em evidência em países onde tinha uma larga tradição, acabou por aceitar o liberalismo de alguma maneira e, quando governou, não apresentou alternativas. Aquilo que eram os seus dois grandes desígnios, a igualdade e a solidariedade, estão muito descaracterizados. A igualdade acabou num certo igualitarismo perverso e acabou por aceitar-se que a solidariedade se fosse transformando numa espécie de solidariedade assistencial. Não é essa a tradição da esquerda.
O que há a fazer?
Criar utopias realizáveis. Pergunto: como vamos responder às consequências da economia digital, que exige grande preparação? Pode fazer-se com sistemas educativos capazes, como está a acontecer agora em França. O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, tem um programa extremamente ambicioso para acabar com o insucesso e o abandono escolar. E faz isso acabando com o facilitismo, acabando com o igualitarismo e com o pedagogismo que têm dado cabo do sistema francês. Esse ministro pôs os miúdos que se atrasam a serem apoiados e fez uma coisa muito interessante, mudou a escola de modo a que, como qualquer boa organização, cada escola tem um propósito, tem o controlo e tem uma equipa. E fez uma coisa que nós não conseguimos fazer ainda, que é haver uma avaliação sistemática dos professores. A antiguidade não serve em parte nenhuma.
Criar utopias realizáveis. Pergunto: como vamos responder às consequências da economia digital, que exige grande preparação? Pode fazer-se com sistemas educativos capazes, como está a acontecer agora em França. O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, tem um programa extremamente ambicioso para acabar com o insucesso e o abandono escolar. E faz isso acabando com o facilitismo, acabando com o igualitarismo e com o pedagogismo que têm dado cabo do sistema francês. Esse ministro pôs os miúdos que se atrasam a serem apoiados e fez uma coisa muito interessante, mudou a escola de modo a que, como qualquer boa organização, cada escola tem um propósito, tem o controlo e tem uma equipa. E fez uma coisa que nós não conseguimos fazer ainda, que é haver uma avaliação sistemática dos professores. A antiguidade não serve em parte nenhuma.
Também está a falar das escolas portuguesas.
Nós permitimos que os pais duvidem da escola, que os professores duvidem da instituição e que haja um domínio absoluto dos sindicatos. Os sindicatos são indispensáveis e são uma vitória importante da democracia, mas é necessário que não impeçam que se adquira o mérito, que as avaliações por mérito sejam feitas sistematicamente e que os que mais mérito têm sejam os mais premiados. O problema da igualdade é tão velho quanto o homem. Cícero falava da igualdade diferenciada no aspeto social. Igualdade que permita dignidade a todos, mas diferenciada de acordo com o mérito. Uma sociedade que não é capaz de premiar o mérito ameaça tornar-se decadente. Tudo isto para dizer que o mal da democracia não é um mal português, mas de todas as democracias avançadas da Europa.
Nós permitimos que os pais duvidem da escola, que os professores duvidem da instituição e que haja um domínio absoluto dos sindicatos. Os sindicatos são indispensáveis e são uma vitória importante da democracia, mas é necessário que não impeçam que se adquira o mérito, que as avaliações por mérito sejam feitas sistematicamente e que os que mais mérito têm sejam os mais premiados. O problema da igualdade é tão velho quanto o homem. Cícero falava da igualdade diferenciada no aspeto social. Igualdade que permita dignidade a todos, mas diferenciada de acordo com o mérito. Uma sociedade que não é capaz de premiar o mérito ameaça tornar-se decadente. Tudo isto para dizer que o mal da democracia não é um mal português, mas de todas as democracias avançadas da Europa.
Como se resolve?
Nas eleições de 2015 metade dos jovens não votou. Se os que são o futuro não participam no presente, há algo muito errado. Os partidos têm de ser mais atrativos, mais competentes, eficazes e ter um diálogo com a população muito mais aberto, uma interação que permita que esta participe na governação através da colaboração, da contribuição, da crítica, da reivindicação, se necessário.
Nas eleições de 2015 metade dos jovens não votou. Se os que são o futuro não participam no presente, há algo muito errado. Os partidos têm de ser mais atrativos, mais competentes, eficazes e ter um diálogo com a população muito mais aberto, uma interação que permita que esta participe na governação através da colaboração, da contribuição, da crítica, da reivindicação, se necessário.
Os partidos não estão esgotados, portanto.
Não. Mesmo aqueles que dizem que se vai chegar a uma democracia avançada estão de acordo num ponto, que é dirimir os conflitos interinstitucionais no ato eleitoral. Nesta altura, não se vê ainda uma solução diferente e melhor que a representatividade. É necessário que ela seja efetiva, dinâmica, gratificante para a população, para impedir que se caia nos populismos que constatamos e que acabam por privilegiar de maneira perversa o referendo ou redundem na posição inaceitável do nacional-protecionismo: ser contra os estrangeiros, os imigrantes, os refugiados, tudo o que foram as grandes conquistas da democracia europeia.
Não. Mesmo aqueles que dizem que se vai chegar a uma democracia avançada estão de acordo num ponto, que é dirimir os conflitos interinstitucionais no ato eleitoral. Nesta altura, não se vê ainda uma solução diferente e melhor que a representatividade. É necessário que ela seja efetiva, dinâmica, gratificante para a população, para impedir que se caia nos populismos que constatamos e que acabam por privilegiar de maneira perversa o referendo ou redundem na posição inaceitável do nacional-protecionismo: ser contra os estrangeiros, os imigrantes, os refugiados, tudo o que foram as grandes conquistas da democracia europeia.
Ao longo dos anos defendeu a socialização da política e a politização da sociedade. Fala agora dos populismos. São elas a maior ameaça à democracia?
A maior ameaça é chegarmos a um ponto em que a população que vota é inferior a 50% da população real, o que pode levar à contestação das eleições. A legalidade é importante, mas a legitimidade é-o ainda mais. Temos de reatualizar o sistema partidário e as suas relações com a sociedade civil. Representatividade, com certeza; eleições, indiscutivelmente; mas é necessário olhar para novas modalidades organizativas da sociedade civil, as suas associações e representações para manter o diálogo vivo. Isto é tanto mais importante quanto a informação hoje, de maneira geral, não esclarece. Na informação dos novos meios, a emocionalização sobrepõe-se à racionalização. Quando aparece uma grande questão era interessante que ela fosse discutida por especialistas que estivessem a favor e contra, de modo a que não houvesse uma leitura simplista mas complexa. Todos os problemas o são.
A maior ameaça é chegarmos a um ponto em que a população que vota é inferior a 50% da população real, o que pode levar à contestação das eleições. A legalidade é importante, mas a legitimidade é-o ainda mais. Temos de reatualizar o sistema partidário e as suas relações com a sociedade civil. Representatividade, com certeza; eleições, indiscutivelmente; mas é necessário olhar para novas modalidades organizativas da sociedade civil, as suas associações e representações para manter o diálogo vivo. Isto é tanto mais importante quanto a informação hoje, de maneira geral, não esclarece. Na informação dos novos meios, a emocionalização sobrepõe-se à racionalização. Quando aparece uma grande questão era interessante que ela fosse discutida por especialistas que estivessem a favor e contra, de modo a que não houvesse uma leitura simplista mas complexa. Todos os problemas o são.
Lar. António Ramalho Eanes, fotografado na passada semana, em casa, em Lisboa, com um dos seus animais de estimação
Hoje é-se político por via partidária. Se os partidos estão na situação que descreve, como se rompe o círculo?
Temos observado que os partidos vão procurar mais independentes. Se querem abrir-se à sociedade civil, talvez não seja o suficiente, têm de esforçar-se por atrair os jovens, tanto mais que têm melhor formação académica e estão em condições de desempenhar um trabalho político de maior qualidade. Não é fácil, porque os partidos são ainda clubes relativamente fechados e é necessária a ação de quem os lidera para evitar a partidocracia, na qual o que conta é o aparelho.
Temos observado que os partidos vão procurar mais independentes. Se querem abrir-se à sociedade civil, talvez não seja o suficiente, têm de esforçar-se por atrair os jovens, tanto mais que têm melhor formação académica e estão em condições de desempenhar um trabalho político de maior qualidade. Não é fácil, porque os partidos são ainda clubes relativamente fechados e é necessária a ação de quem os lidera para evitar a partidocracia, na qual o que conta é o aparelho.
Assiste-se à perda, do ponto de vista eleitoral, do centro político em vários países europeus. O que preconiza isso para Portugal?
Olhando a história, estou convencido de que este crepúsculo da esquerda será passageiro. Hoje as coisas não são tão simples como eram, a globalização e a geopolítica criaram condições que não são propícias à esquerda, mas elas podem ser alteradas. Hoje é-se dominado por uma mistura de individualismo no plano social e ultraliberalismo no plano económico. Tem havido uma insistência em mostrar que depois da queda do muro de Berlim e do socialismo real de Brejnev só há uma solução, mas não há só uma, há várias. A Europa foi dominada por este pensamento até há pouco tempo e começa a emergir uma posição diferente, com uma preocupação em acentuar o polo social, com o emprego, os desfavorecidos, o que demonstra que a solidariedade está a recuperar um papel. Quando as medidas que se preconizam na UE trouxerem uma reemergência dos seus valores matriciais, possivelmente vai emergir uma nova esquerda e ela terá um papel importante na Europa.
Olhando a história, estou convencido de que este crepúsculo da esquerda será passageiro. Hoje as coisas não são tão simples como eram, a globalização e a geopolítica criaram condições que não são propícias à esquerda, mas elas podem ser alteradas. Hoje é-se dominado por uma mistura de individualismo no plano social e ultraliberalismo no plano económico. Tem havido uma insistência em mostrar que depois da queda do muro de Berlim e do socialismo real de Brejnev só há uma solução, mas não há só uma, há várias. A Europa foi dominada por este pensamento até há pouco tempo e começa a emergir uma posição diferente, com uma preocupação em acentuar o polo social, com o emprego, os desfavorecidos, o que demonstra que a solidariedade está a recuperar um papel. Quando as medidas que se preconizam na UE trouxerem uma reemergência dos seus valores matriciais, possivelmente vai emergir uma nova esquerda e ela terá um papel importante na Europa.
O senhor coloca-se à esquerda?
[Pausa] Socialmente, sou um homem de esquerda. Economicamente talvez não o seja no sentido tradicional, porque é necessário encarar a vida económica com grande pragmatismo, por saber-se que há uma globalização em curso e uma geopolítica preocupante em que nem sequer a paz mundial está garantida. Nem é apenas olhar para as afirmações de Trump nem para o orçamento militar americano, que cresceu exponencialmente este ano, é olhar também para o rearmamento da China, Rússia, Turquia, Irão, Arábia Saudita, e a reconfiguração das alianças no Médio Oriente, Estados Unidos-Arábia-Israel e Irão-Rússia-Turquia [ver caixa]. E depois, a globalização tem de ser encarada com cuidado porque dela têm resultado benefícios, mas também promete desenhar ameaças na estabilidade financeira mundial, com o problema da China e dos EUA. Passámos de uma economia fordista para outra completamente diferente, que vai trazer uma exigência maior de qualidade escolar e profissional e determinar um grande número de desempregados. Para esta nova situação as medidas clássicas de esquerda não chegam e as que a direita promete são insuficientes. É necessário pragmatismo e esperar que os intelectuais e os investigadores sociais procurem soluções, que terão de ser inovadoras e acabarão por não se situar nem no paradigma da esquerda nem no da direita.
[Pausa] Socialmente, sou um homem de esquerda. Economicamente talvez não o seja no sentido tradicional, porque é necessário encarar a vida económica com grande pragmatismo, por saber-se que há uma globalização em curso e uma geopolítica preocupante em que nem sequer a paz mundial está garantida. Nem é apenas olhar para as afirmações de Trump nem para o orçamento militar americano, que cresceu exponencialmente este ano, é olhar também para o rearmamento da China, Rússia, Turquia, Irão, Arábia Saudita, e a reconfiguração das alianças no Médio Oriente, Estados Unidos-Arábia-Israel e Irão-Rússia-Turquia [ver caixa]. E depois, a globalização tem de ser encarada com cuidado porque dela têm resultado benefícios, mas também promete desenhar ameaças na estabilidade financeira mundial, com o problema da China e dos EUA. Passámos de uma economia fordista para outra completamente diferente, que vai trazer uma exigência maior de qualidade escolar e profissional e determinar um grande número de desempregados. Para esta nova situação as medidas clássicas de esquerda não chegam e as que a direita promete são insuficientes. É necessário pragmatismo e esperar que os intelectuais e os investigadores sociais procurem soluções, que terão de ser inovadoras e acabarão por não se situar nem no paradigma da esquerda nem no da direita.
Mas é ainda à esquerda e à direita que definimos referências para o Estado. Tendo em conta os incêndios de 2017, é preciso olhar para o papel e para a forma como o Estado está a desempenhar as suas funções?
A direita durante muito tempo explicou que o Estado devia ser mínimo, o que não parecia muito razoável. O Estado deve ser o necessário, ter a dimensão para responder às suas obrigações, que não são só a segurança, a justiça e a defesa. Num Estado social, são muito maiores. Chegámos à conclusão de que os governos — não este, mas todos desde Abril — não tinham cumprido o seu papel em relação ao interior. Mas também nós, as populações, não cumprimos. Permitimos que o interior se fosse paulatinamente desertificando, através da eliminação da representação de diversos serviços nessas localidades, não fizemos uma política de natalidade e não criámos incentivos à fixação de jovens, o que teria sido possível, por exemplo, como dizia Vitorino Magalhães Godinho, através da ajuda à fixação de novos agricultores, filhos das escolas agrárias ou pecuárias, aos quais fossem dadas terras com dimensão suficiente e apoio financeiro para criarem explorações integradas e de turismo. Podíamos ter feito isso, utilizando, por exemplo, alguns dos fundos estruturais postos à disposição pela União Europeia e envolvendo capacidade das Forças Armadas (FA) — aliás, o que fizemos em relação às FA foi de alguma maneira acantoná-las, pô-las num gueto. Em vez de utilizarmos as suas capacidades para integrarem as potencialidades nacionais e serem geridas de uma maneira integrada, fomos reduzindo a capacidade e responsabilidades dos chefes dos Estados-Maiores [ver caixa].
A direita durante muito tempo explicou que o Estado devia ser mínimo, o que não parecia muito razoável. O Estado deve ser o necessário, ter a dimensão para responder às suas obrigações, que não são só a segurança, a justiça e a defesa. Num Estado social, são muito maiores. Chegámos à conclusão de que os governos — não este, mas todos desde Abril — não tinham cumprido o seu papel em relação ao interior. Mas também nós, as populações, não cumprimos. Permitimos que o interior se fosse paulatinamente desertificando, através da eliminação da representação de diversos serviços nessas localidades, não fizemos uma política de natalidade e não criámos incentivos à fixação de jovens, o que teria sido possível, por exemplo, como dizia Vitorino Magalhães Godinho, através da ajuda à fixação de novos agricultores, filhos das escolas agrárias ou pecuárias, aos quais fossem dadas terras com dimensão suficiente e apoio financeiro para criarem explorações integradas e de turismo. Podíamos ter feito isso, utilizando, por exemplo, alguns dos fundos estruturais postos à disposição pela União Europeia e envolvendo capacidade das Forças Armadas (FA) — aliás, o que fizemos em relação às FA foi de alguma maneira acantoná-las, pô-las num gueto. Em vez de utilizarmos as suas capacidades para integrarem as potencialidades nacionais e serem geridas de uma maneira integrada, fomos reduzindo a capacidade e responsabilidades dos chefes dos Estados-Maiores [ver caixa].
Concorda que o Estado falhou, nos incêndios, nos seus deveres essenciais?
O que aconteceu é consequência de um cúmulo de razões, algumas das quais são da responsabilidade direta do Estado. Além das razões que apontei, haverá uma resposta insuficiente dos órgãos de proteção civil, dos corpos de bombeiros, apesar da sua dedicação, e de uma incapacidade em aproveitar a instituição militar. Fogos haverá sempre, dado o tipo de floresta que temos, mas poderiam não ter tido aquela dimensão trágica se o Estado não deixasse despovoar o interior, se tivesse uma política de proteção cuidada, continuada por indivíduos cada vez mais competentes; se tivesse feito uma reforma fundiária na área florestal que permitisse a existência destes novos empresários e se naturalmente tivesse uma proteção civil suficientemente capaz.
O que aconteceu é consequência de um cúmulo de razões, algumas das quais são da responsabilidade direta do Estado. Além das razões que apontei, haverá uma resposta insuficiente dos órgãos de proteção civil, dos corpos de bombeiros, apesar da sua dedicação, e de uma incapacidade em aproveitar a instituição militar. Fogos haverá sempre, dado o tipo de floresta que temos, mas poderiam não ter tido aquela dimensão trágica se o Estado não deixasse despovoar o interior, se tivesse uma política de proteção cuidada, continuada por indivíduos cada vez mais competentes; se tivesse feito uma reforma fundiária na área florestal que permitisse a existência destes novos empresários e se naturalmente tivesse uma proteção civil suficientemente capaz.
Nestes incêndios, houve uma intervenção muito visível do Presidente da República. Sabemos que há um acordo tácito entre antigos presidentes de não se comentarem, mas como vê essa participação e o papel do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa?
Quero respeitar esse acordo. Mas para lhe responder sem responder, quero dizer-lhe que quando houve o acidente de Alcafache [desastre ferroviário em 11 de setembro de 1985, do qual terão resultado um número de mortos nunca apurado, entre 40 e 200] eu estive lá; quando houve o sismo dos Açores também, fui num C-130 e levei um corpo de intervenção militar. Em situações de gravidade, o homem que representa todos os portugueses deve estar com os portugueses.
Quero respeitar esse acordo. Mas para lhe responder sem responder, quero dizer-lhe que quando houve o acidente de Alcafache [desastre ferroviário em 11 de setembro de 1985, do qual terão resultado um número de mortos nunca apurado, entre 40 e 200] eu estive lá; quando houve o sismo dos Açores também, fui num C-130 e levei um corpo de intervenção militar. Em situações de gravidade, o homem que representa todos os portugueses deve estar com os portugueses.
No interior, defende um ambiente político para...
Sou do interior e mesmo a área de mata está dividida em frações tão pequenas que não se pode esperar que o seu proprietário as limpe; não tem meios para isso. É necessária uma reforma fundiária. As empresas da pasta de papel têm grandes áreas de floresta e aí não tem havido incêndios ou quando os há têm resposta imediata. Há aqui culpa do Estado, dos governos e da população em não haver uma deteção e uma resposta suficiente, nem uma melhor resposta para os incendiários.
Sou do interior e mesmo a área de mata está dividida em frações tão pequenas que não se pode esperar que o seu proprietário as limpe; não tem meios para isso. É necessária uma reforma fundiária. As empresas da pasta de papel têm grandes áreas de floresta e aí não tem havido incêndios ou quando os há têm resposta imediata. Há aqui culpa do Estado, dos governos e da população em não haver uma deteção e uma resposta suficiente, nem uma melhor resposta para os incendiários.
A reforma fundiária mexe com o direito de propriedade, salvaguardado pela Constituição. O entendimento partidário deve ser no sentido de alterar a Constituição?
A Constituição não é espartilho, é uma garantia. E, como diz Jorge Miranda, deve ajustar-se ao corpo nacional a que diz respeito. Se houver preceitos que se desatualizaram ou que impedem medidas indispensáveis para o futuro do país, modifica-se. Não estou a dizer que os proprietários devam ser expropriados, mas que o Estado pode comprar os terrenos que os proprietários queiram vender ou arrendar, e pode exercer uma certa coação sobre os que não querem fazer nem uma coisa nem outra, nem querem cuidar. A propriedade agrícola tem também uma função social. Devemos respeitar o direito de propriedade, indiscutivelmente, mas não nos devemos esquecer do direito social. Se há comportamentos que são contrários ao interesse comum, modificam-se.
A Constituição não é espartilho, é uma garantia. E, como diz Jorge Miranda, deve ajustar-se ao corpo nacional a que diz respeito. Se houver preceitos que se desatualizaram ou que impedem medidas indispensáveis para o futuro do país, modifica-se. Não estou a dizer que os proprietários devam ser expropriados, mas que o Estado pode comprar os terrenos que os proprietários queiram vender ou arrendar, e pode exercer uma certa coação sobre os que não querem fazer nem uma coisa nem outra, nem querem cuidar. A propriedade agrícola tem também uma função social. Devemos respeitar o direito de propriedade, indiscutivelmente, mas não nos devemos esquecer do direito social. Se há comportamentos que são contrários ao interesse comum, modificam-se.
Como olha hoje para a União Europeia? Depois do ‘Brexit’, com os novos mecanismos na UEM...
Cheguei a estar muito dececionado. Há muito que acompanho a Europa e o papel da sua líder, Angela Merkel. A Europa não era capaz de desenhar uma estratégia de futuro, chegava tarde e de maneira insuficiente aos problemas que se levantaram, e quando eram tomadas grandes medidas, como as que tomou Mario Draghi, manifestou grande discordância ou ficou calada. A situação hoje é muito diferente: a Europa sofreu uma crise, sentiu-se ameaçada, perdeu unidade — a decisão de saída da Grã-Bretanha foi positiva neste sentido, despertou a Europa. A Europa, que entendia que não devia gastar com a defesa porque os EUA lha garantiam, agora chegou à conclusão contrária. O tempo veio mostrar que a Europa não é uma zona geopoliticamente importante para os EUA, por isso tem de cuidar da sua própria defesa. Por outro lado, a Europa aprendeu muito com a crise, percebeu que não tinha inovado suficientemente, mas também que se tratava de uma crise de solidariedade.
Cheguei a estar muito dececionado. Há muito que acompanho a Europa e o papel da sua líder, Angela Merkel. A Europa não era capaz de desenhar uma estratégia de futuro, chegava tarde e de maneira insuficiente aos problemas que se levantaram, e quando eram tomadas grandes medidas, como as que tomou Mario Draghi, manifestou grande discordância ou ficou calada. A situação hoje é muito diferente: a Europa sofreu uma crise, sentiu-se ameaçada, perdeu unidade — a decisão de saída da Grã-Bretanha foi positiva neste sentido, despertou a Europa. A Europa, que entendia que não devia gastar com a defesa porque os EUA lha garantiam, agora chegou à conclusão contrária. O tempo veio mostrar que a Europa não é uma zona geopoliticamente importante para os EUA, por isso tem de cuidar da sua própria defesa. Por outro lado, a Europa aprendeu muito com a crise, percebeu que não tinha inovado suficientemente, mas também que se tratava de uma crise de solidariedade.
Por causa dos refugiados?
Não há uma ameaça dos emigrantes e refugiados, mas há uma necessidade imperativa dessa gente, no imediato. Na Europa haverá mais de 150 milhões de estrangeiros e admite-se que em 2050 sejam mais de 300 milhões. Há um problema de natalidade, a Europa sofre de falta de mão de obra e não pode ser só a Alemanha a resolver este problema. Com tudo isto, a Europa acabou por reconhecer que se atrasou na defesa, na segurança de fronteiras, mas também na automação, na inteligência artificial...
Não há uma ameaça dos emigrantes e refugiados, mas há uma necessidade imperativa dessa gente, no imediato. Na Europa haverá mais de 150 milhões de estrangeiros e admite-se que em 2050 sejam mais de 300 milhões. Há um problema de natalidade, a Europa sofre de falta de mão de obra e não pode ser só a Alemanha a resolver este problema. Com tudo isto, a Europa acabou por reconhecer que se atrasou na defesa, na segurança de fronteiras, mas também na automação, na inteligência artificial...
Ou seja, a Europa percebeu que tem de mudar.
Ou se modifica e tem uma nova arquitetura, democratiza-se e torna-se mais solidária, ou não tem futuro. Ela tem de responder a quatro condições: uma é a limitação e identidade, a Europa é de valores, com Estados de direito democrático e isso deve levá-la a rever a sua posição em relação à Turquia. A Europa não pode permitir separatismos tipo Catalunha, para o qual são invocadas razões históricas que, em boa verdade, de História têm muito pouco. Segundo, é preciso uma arquitetura institucional para responder a novas situações de crise, porque elas virão, eventualmente, até por efeito da dívida externa dos EUA ou pelo novo modelo económico da China, que se voltou para o consumo interno privado e para o financiamento das empresas chinesas. Depois, a Europa tem de responder ao problema da emigração e dos refugiados, estabelecendo normas claras e transformando o que é uma guarda fronteiriça incapaz, a Frontex, numa outra eficiente. E tem de fazê-lo respondendo ao terrorismo, cuja ameaça aumentou. Ao ser derrotado, o Estado Islâmico (EI) vai fazer o que é estrategicamente inevitável: se perde território, vai expandir-se por outros novos; vai desmobilizar homens na área e fazê-los regressar aos países de origem, França, Bélgica, Alemanha, Holanda e Inglaterra, que constituirão uma espécie de “quinta coluna”, que irá reaparecer quando necessário. Os países do Norte de África vão também receber combatentes que estavam no EI e os que combateram ao lado de Bashar al-Assad, que também está a desmobilizar. Isto implica que a Europa disponha de um sistema de informações que não pode ser um somatório de sistemas, mas em que a colaboração é indispensável e imediata. E, finalmente, a Europa tem que olhar para a defesa. Até aqui, esta não era uma prioridade, e não se sabe ainda qual será a ligação que a Inglaterra, que é uma potência atómica, terá depois do ‘Brexit’.
Ou se modifica e tem uma nova arquitetura, democratiza-se e torna-se mais solidária, ou não tem futuro. Ela tem de responder a quatro condições: uma é a limitação e identidade, a Europa é de valores, com Estados de direito democrático e isso deve levá-la a rever a sua posição em relação à Turquia. A Europa não pode permitir separatismos tipo Catalunha, para o qual são invocadas razões históricas que, em boa verdade, de História têm muito pouco. Segundo, é preciso uma arquitetura institucional para responder a novas situações de crise, porque elas virão, eventualmente, até por efeito da dívida externa dos EUA ou pelo novo modelo económico da China, que se voltou para o consumo interno privado e para o financiamento das empresas chinesas. Depois, a Europa tem de responder ao problema da emigração e dos refugiados, estabelecendo normas claras e transformando o que é uma guarda fronteiriça incapaz, a Frontex, numa outra eficiente. E tem de fazê-lo respondendo ao terrorismo, cuja ameaça aumentou. Ao ser derrotado, o Estado Islâmico (EI) vai fazer o que é estrategicamente inevitável: se perde território, vai expandir-se por outros novos; vai desmobilizar homens na área e fazê-los regressar aos países de origem, França, Bélgica, Alemanha, Holanda e Inglaterra, que constituirão uma espécie de “quinta coluna”, que irá reaparecer quando necessário. Os países do Norte de África vão também receber combatentes que estavam no EI e os que combateram ao lado de Bashar al-Assad, que também está a desmobilizar. Isto implica que a Europa disponha de um sistema de informações que não pode ser um somatório de sistemas, mas em que a colaboração é indispensável e imediata. E, finalmente, a Europa tem que olhar para a defesa. Até aqui, esta não era uma prioridade, e não se sabe ainda qual será a ligação que a Inglaterra, que é uma potência atómica, terá depois do ‘Brexit’.
E há a estabilidade financeira.
A moeda única implica uma estabilidade financeira que não está garantida, há uma divergência face aos países do Sul. Há várias propostas de reorganização, algumas estão adquiridas, outras serão discutidas e terão de ser implementadas até às eleições para o Parlamento Europeu. A mais importante tem a ver com a criação de um Fundo Monetário Europeu, uma unificação fiscal e social, porque não é possível haver 27 sistemas fiscais diferentes e em competição aberta. Mas não é só isso. São necessárias modificações significativas na área social, nomeadamente criar uma solução solidária para o desemprego, e que se conclua a união bancária, para que a segurança dos investidores bancários não fique confinada a cada país, mas seja entregue ao conjunto dos países da UE.
A moeda única implica uma estabilidade financeira que não está garantida, há uma divergência face aos países do Sul. Há várias propostas de reorganização, algumas estão adquiridas, outras serão discutidas e terão de ser implementadas até às eleições para o Parlamento Europeu. A mais importante tem a ver com a criação de um Fundo Monetário Europeu, uma unificação fiscal e social, porque não é possível haver 27 sistemas fiscais diferentes e em competição aberta. Mas não é só isso. São necessárias modificações significativas na área social, nomeadamente criar uma solução solidária para o desemprego, e que se conclua a união bancária, para que a segurança dos investidores bancários não fique confinada a cada país, mas seja entregue ao conjunto dos países da UE.
Estão criadas as condições para a mudança?
Há agora melhores condições do que nunca. Há uma maior consciencialização na Europa, houve um grande susto nas eleições francesas, uma situação particular na Europa Oriental e a própria solução política alemã CDU/CSU-SPD há de ser mais aberta, tanto por força do próprio SPD como da aprendizagem da senhora Merkel, que percebeu que os populismos, afinal, não aconteciam só fora, o partido de extrema-direita de inspiração nazi tem cerca de 90 lugares no Parlamento. A segurança da Alemanha deriva da segurança europeia e a sua estabilidade económica também depende do mercado europeu. Há boas condições para a Europa adquirir uma nova arquitetura e respeitar os seus valores, que podem fazer dela uma potência tranquila capaz de manter uma certa intervenção de pacificação no mundo, obrigando-a ao mesmo tempo a responder aos desafios da economia moderna.
Há agora melhores condições do que nunca. Há uma maior consciencialização na Europa, houve um grande susto nas eleições francesas, uma situação particular na Europa Oriental e a própria solução política alemã CDU/CSU-SPD há de ser mais aberta, tanto por força do próprio SPD como da aprendizagem da senhora Merkel, que percebeu que os populismos, afinal, não aconteciam só fora, o partido de extrema-direita de inspiração nazi tem cerca de 90 lugares no Parlamento. A segurança da Alemanha deriva da segurança europeia e a sua estabilidade económica também depende do mercado europeu. Há boas condições para a Europa adquirir uma nova arquitetura e respeitar os seus valores, que podem fazer dela uma potência tranquila capaz de manter uma certa intervenção de pacificação no mundo, obrigando-a ao mesmo tempo a responder aos desafios da economia moderna.
Exclui a possibilidade de adesão da Turquia?
A Turquia tem outros valores. Erdogan nunca esteve verdadeiramente interessado em aderir à UE. Fez todo este espetáculo porque a UE impunha condições para a adesão e uma delas era a subordinação das FA ao poder político. Isso permitir-lhe-ia domesticar as FA, como fez. Elas eram o principal bastião progressivo e depositário da herança de Kemal Atatürk e sustentavam politicamente o movimento progressista. Resolvido esse problema, Erdogan tem mostrado o que é, um indivíduo que pensa na velha Turquia otomana. A motivação geopolítica é muito compreensível, não quer que os curdos tenham qualquer hipótese, são uma ameaça militar terrível, como demonstraram na Síria e no Iraque. É um homem que não está preocupado com os direitos europeus, nem com a liberdade de expressão. A construção do seu palácio brada aos céus e demonstra até que ponto há ali uma megalomania.
A Turquia tem outros valores. Erdogan nunca esteve verdadeiramente interessado em aderir à UE. Fez todo este espetáculo porque a UE impunha condições para a adesão e uma delas era a subordinação das FA ao poder político. Isso permitir-lhe-ia domesticar as FA, como fez. Elas eram o principal bastião progressivo e depositário da herança de Kemal Atatürk e sustentavam politicamente o movimento progressista. Resolvido esse problema, Erdogan tem mostrado o que é, um indivíduo que pensa na velha Turquia otomana. A motivação geopolítica é muito compreensível, não quer que os curdos tenham qualquer hipótese, são uma ameaça militar terrível, como demonstraram na Síria e no Iraque. É um homem que não está preocupado com os direitos europeus, nem com a liberdade de expressão. A construção do seu palácio brada aos céus e demonstra até que ponto há ali uma megalomania.
Foi o Presidente da República mais novo, aos 41 anos, e também o que teve mais poderes na história recente do país. O que conseguiu mudar?
Quem tem muito poder não tem poder nenhum, sobretudo quando os que tem conflituam. Eu tinha o poder político como Presidente da República, e o poder militar, que tem uma cultura muito diferente da cultura política. A política é a arte do possível, a cultura militar é a arte de se fazer o que se deve, o compromisso, o que a instituição impõe. Portanto, a instituição militar não via muito bem a instituição política. Depois havia um Conselho da Revolução, com poderes que eu tinha que ter em consideração, e que, devido à ação de muitos conselheiros, me deu uma colaboração boa. Em termos formais tive muito poder, é certo, mas tive de o executar com grande prudência. Há o poder que se exerce numa democracia institucionalizada e o que se exerce na institucionalização e consolidação de uma transição democrática. Eu tinha lido e refletido sobre as obras do Eduardo Lourenço e do padre Manuel Antunes e entendia que era indispensável uma reforma estratégica do país, definir um novo horizonte. Mas não era possível fazer uma estratégia deste tipo com umas FA em perturbação e uma luta intestina partidária. Mesmo depois de reinstitucionalizadas formalmente as FA, não era possível fazer isto porque os partidos e a população estavam a aprender a democracia, até a utilizar uma linguagem democrática. Isso impediu que esta grande necessidade, historicamente evidente, não tivesse tido resposta, embora eu me tivesse empenhado nela.
Quem tem muito poder não tem poder nenhum, sobretudo quando os que tem conflituam. Eu tinha o poder político como Presidente da República, e o poder militar, que tem uma cultura muito diferente da cultura política. A política é a arte do possível, a cultura militar é a arte de se fazer o que se deve, o compromisso, o que a instituição impõe. Portanto, a instituição militar não via muito bem a instituição política. Depois havia um Conselho da Revolução, com poderes que eu tinha que ter em consideração, e que, devido à ação de muitos conselheiros, me deu uma colaboração boa. Em termos formais tive muito poder, é certo, mas tive de o executar com grande prudência. Há o poder que se exerce numa democracia institucionalizada e o que se exerce na institucionalização e consolidação de uma transição democrática. Eu tinha lido e refletido sobre as obras do Eduardo Lourenço e do padre Manuel Antunes e entendia que era indispensável uma reforma estratégica do país, definir um novo horizonte. Mas não era possível fazer uma estratégia deste tipo com umas FA em perturbação e uma luta intestina partidária. Mesmo depois de reinstitucionalizadas formalmente as FA, não era possível fazer isto porque os partidos e a população estavam a aprender a democracia, até a utilizar uma linguagem democrática. Isso impediu que esta grande necessidade, historicamente evidente, não tivesse tido resposta, embora eu me tivesse empenhado nela.
E o que não conseguiu fazer?
Hoje entendo que devia ter sido muito mais exigente numa reforma educativa profunda, forçando os partidos a empenharem-se. Uma reforma que fosse definida por especialistas nacionais e estrangeiros, que se tivesse debruçado sobre os melhores exemplos alemão, americano, japonês, francês, e que tivesse podido criar condições para que tudo o resto, a modernização económica e o desenvolvimento social, se tivesse realizado. Não é que não tenha pensado nisso nessa altura, mas entendia que numa relação em que se estão a estabelecer as instituições e a fazer a rodagem da sua interação, o modelo impositivo do Presidente iria desencadear uma reação partidária terrível. E só iria por diante com o apoio do Conselho da Revolução e o apoio tácito das FA. Isto introduzia uma contradição que eu tinha dúvidas que conseguisse liderar com suficiência virtuosa. Hoje penso que teria sido bom correr esse risco, a situação do país podia ser diferente.
Hoje entendo que devia ter sido muito mais exigente numa reforma educativa profunda, forçando os partidos a empenharem-se. Uma reforma que fosse definida por especialistas nacionais e estrangeiros, que se tivesse debruçado sobre os melhores exemplos alemão, americano, japonês, francês, e que tivesse podido criar condições para que tudo o resto, a modernização económica e o desenvolvimento social, se tivesse realizado. Não é que não tenha pensado nisso nessa altura, mas entendia que numa relação em que se estão a estabelecer as instituições e a fazer a rodagem da sua interação, o modelo impositivo do Presidente iria desencadear uma reação partidária terrível. E só iria por diante com o apoio do Conselho da Revolução e o apoio tácito das FA. Isto introduzia uma contradição que eu tinha dúvidas que conseguisse liderar com suficiência virtuosa. Hoje penso que teria sido bom correr esse risco, a situação do país podia ser diferente.
Sentiu a sua imagem prisioneira do 25 de Novembro?
Isso aconteceu, mas aceitei-o com naturalidade, porque quando se participa num evento com muita visibilidade e impacto emocional, isso fica. Esquecemos com grande facilidade as coisas muito pensadas mas não as emocionais. Há um livro, “A Psicoterapia de Deus”, do professor da Universidade de Toulon, Boris Cyrulnik, que mostra como muitos meninos soldados esqueceram tudo mas não esqueceram os momentos traumatizantes da guerra. É tão vivo, tão impressivo, tão violento, que miúdos que ele entrevistou — cristãos e muçulmanos — explicam que só encontram paz na mesquita ou na igreja, porque o deus que estas instituições representam é um deus de afeto.
Isso aconteceu, mas aceitei-o com naturalidade, porque quando se participa num evento com muita visibilidade e impacto emocional, isso fica. Esquecemos com grande facilidade as coisas muito pensadas mas não as emocionais. Há um livro, “A Psicoterapia de Deus”, do professor da Universidade de Toulon, Boris Cyrulnik, que mostra como muitos meninos soldados esqueceram tudo mas não esqueceram os momentos traumatizantes da guerra. É tão vivo, tão impressivo, tão violento, que miúdos que ele entrevistou — cristãos e muçulmanos — explicam que só encontram paz na mesquita ou na igreja, porque o deus que estas instituições representam é um deus de afeto.
O que lembra com mais intensidade desse período?
A institucionalização das FA, que se tinham fragmentarizado e, pior, caudilhizado, havia caudilhos. Por outro lado, numa situação de grande impreparação e insegurança, aqueles homens deixaram de ter uma relação de lealdade com as FA e criaram uma relação de afetividade com as forças partidárias. Havia um conflito geracional muito complicado e entre aqueles que tinham feito o 25 de Abril e os outros. E havia ainda uma questão inultrapassável: muitos dos responsáveis do 25 de Abril queriam um Exército novo — como se poderia fazê-lo, mantendo os nossos compromissos na NATO? E mesmo que assim não fosse, qual era o modelo do Exército novo, o suíço? Não era viável em Portugal. Eu tive de reinstitucionalizar as FA, devolver à instituição militar a sua ideologia formal — unidade, hierarquia, disciplina, competência, eficácia e a oportunidade. Foi extremamente difícil. Claro que este trabalho foi feito por muita gente, nomeadamente pelos nossos camaradas do Conselho da Revolução, mas foi extremamente difícil. Outra coisa difícil — e essa muito gratificante: penso que consegui, com a colaboração de muitos, devolver um certo espírito de tolerância à sociedade civil. Com o 25 de Abril houve perseguições inaceitáveis, um país não se faz com parte dos seus filhos, faz-se com todos. A pouco e pouco, os portugueses começaram a sentir que, além de todas as diferenças ideológicas e de interesses, havia em comum a cultura, o local de nascimento, o futuro. A democracia é pluralidade, é conflito, mas muitas pessoas tinham-se ido embora e muitos eram homens de alta competência profissional, penso por exemplo em Jardim Gonçalves. Fiz tudo o que pude para que voltassem e em parte resultou.
A institucionalização das FA, que se tinham fragmentarizado e, pior, caudilhizado, havia caudilhos. Por outro lado, numa situação de grande impreparação e insegurança, aqueles homens deixaram de ter uma relação de lealdade com as FA e criaram uma relação de afetividade com as forças partidárias. Havia um conflito geracional muito complicado e entre aqueles que tinham feito o 25 de Abril e os outros. E havia ainda uma questão inultrapassável: muitos dos responsáveis do 25 de Abril queriam um Exército novo — como se poderia fazê-lo, mantendo os nossos compromissos na NATO? E mesmo que assim não fosse, qual era o modelo do Exército novo, o suíço? Não era viável em Portugal. Eu tive de reinstitucionalizar as FA, devolver à instituição militar a sua ideologia formal — unidade, hierarquia, disciplina, competência, eficácia e a oportunidade. Foi extremamente difícil. Claro que este trabalho foi feito por muita gente, nomeadamente pelos nossos camaradas do Conselho da Revolução, mas foi extremamente difícil. Outra coisa difícil — e essa muito gratificante: penso que consegui, com a colaboração de muitos, devolver um certo espírito de tolerância à sociedade civil. Com o 25 de Abril houve perseguições inaceitáveis, um país não se faz com parte dos seus filhos, faz-se com todos. A pouco e pouco, os portugueses começaram a sentir que, além de todas as diferenças ideológicas e de interesses, havia em comum a cultura, o local de nascimento, o futuro. A democracia é pluralidade, é conflito, mas muitas pessoas tinham-se ido embora e muitos eram homens de alta competência profissional, penso por exemplo em Jardim Gonçalves. Fiz tudo o que pude para que voltassem e em parte resultou.
Estamos pois a falar do seu legado político.
Sim. Um outro trabalho foi termos conseguido poucos anos depois da descolonização normalizar as relações com todos os países, nomeadamente Angola, o que não foi nada fácil e para o que contribuíram muitos africanos, nomeadamente Luís Cabral. Outro trabalho foi a reconciliação dos emigrantes com o país. Com as nacionalizações deixaram de mandar divisas e estavam muito apreensivos. Foi preciso esclarecê-los, mobilizá-los, restabelecer a ligação com o país, tentar organizá-los nos países de acolhimento para que fossem uma força política capaz de dialogar com o poder e conseguir benefícios e tentar que ajudassem a modernizar a economia portuguesa. Neste aspeto Vítor Alves teve um papel notável.
Sim. Um outro trabalho foi termos conseguido poucos anos depois da descolonização normalizar as relações com todos os países, nomeadamente Angola, o que não foi nada fácil e para o que contribuíram muitos africanos, nomeadamente Luís Cabral. Outro trabalho foi a reconciliação dos emigrantes com o país. Com as nacionalizações deixaram de mandar divisas e estavam muito apreensivos. Foi preciso esclarecê-los, mobilizá-los, restabelecer a ligação com o país, tentar organizá-los nos países de acolhimento para que fossem uma força política capaz de dialogar com o poder e conseguir benefícios e tentar que ajudassem a modernizar a economia portuguesa. Neste aspeto Vítor Alves teve um papel notável.
Porque se meteu na política?
Conhecia relativamente bem a história militar, fiz, em Direito, Ciência Política e Direito Constitucional, deixei a Psicologia, onde tinha feito o 3º ano, porque entendi que era necessário ter mais conhecimento político. Sabia que as FA tinham sido secularmente condenadas a ocupar o vazio criado pela incapacidade de ação política dos políticos. Aconteceu no rotativismo monárquico, na 1ª República, no Estado Novo. Dada a perturbação da altura, entendia que podia criar-se de novo um vazio e as FA seriam condenadas a ocupá-lo. Seria muito prejudicial para elas e inaceitável para o país, porque sem o império, que foi a solução coletiva durante séculos, a Europa não iria aceitar-nos se não tivéssemos um regime consentâneo com os seus valores. Entendi por isso que era necessário travar uma luta no plano político. Foi isso que me empurrou para a cena política, com a preocupação de vir a criar condições para que, acabando definitivamente o ciclo colonial, Portugal pudesse desenhar um propósito estratégico coletivo com a Europa e permitisse que o país resolvesse os seus males endémicos, nomeadamente a modernização económica e o desenvolvimento social. Basta pensar no que era a educação, apesar da grande reforma de Veiga Simão e de outras reformas feitas por Marcello Caetano, que iam no sentido da modernização do país e, a prazo, de uma democratização inevitável.
Conhecia relativamente bem a história militar, fiz, em Direito, Ciência Política e Direito Constitucional, deixei a Psicologia, onde tinha feito o 3º ano, porque entendi que era necessário ter mais conhecimento político. Sabia que as FA tinham sido secularmente condenadas a ocupar o vazio criado pela incapacidade de ação política dos políticos. Aconteceu no rotativismo monárquico, na 1ª República, no Estado Novo. Dada a perturbação da altura, entendia que podia criar-se de novo um vazio e as FA seriam condenadas a ocupá-lo. Seria muito prejudicial para elas e inaceitável para o país, porque sem o império, que foi a solução coletiva durante séculos, a Europa não iria aceitar-nos se não tivéssemos um regime consentâneo com os seus valores. Entendi por isso que era necessário travar uma luta no plano político. Foi isso que me empurrou para a cena política, com a preocupação de vir a criar condições para que, acabando definitivamente o ciclo colonial, Portugal pudesse desenhar um propósito estratégico coletivo com a Europa e permitisse que o país resolvesse os seus males endémicos, nomeadamente a modernização económica e o desenvolvimento social. Basta pensar no que era a educação, apesar da grande reforma de Veiga Simão e de outras reformas feitas por Marcello Caetano, que iam no sentido da modernização do país e, a prazo, de uma democratização inevitável.
Lidou com muitos políticos. De quais se tornou admirador?
Henrique de Barros, Palma Carlos, Salgado Zenha… e os então novos políticos António Barreto, Medeiros Ferreira, Mota Amaral, entre muitos outros. Havia políticos de grande qualidade. A classe política emergente depois de Abril não tinha uma grande experiência na ação política, mas era constituída por homens de grande mérito, porque tinham feito grandes carreiras profissionais, tinham mantido fidelidade aos princípios numa altura extremamente difícil, tinham manifestado grande coragem e sentido do bem comum. Há outros políticos por quem, não tendo esta admiração, tinha grande apreço, pela coerência que manifestaram durante aquele período.
Henrique de Barros, Palma Carlos, Salgado Zenha… e os então novos políticos António Barreto, Medeiros Ferreira, Mota Amaral, entre muitos outros. Havia políticos de grande qualidade. A classe política emergente depois de Abril não tinha uma grande experiência na ação política, mas era constituída por homens de grande mérito, porque tinham feito grandes carreiras profissionais, tinham mantido fidelidade aos princípios numa altura extremamente difícil, tinham manifestado grande coragem e sentido do bem comum. Há outros políticos por quem, não tendo esta admiração, tinha grande apreço, pela coerência que manifestaram durante aquele período.
Disse numa entrevista há poucos anos ser “um velho preocupado com saudades do futuro”, o futuro que sonhara para os seus filhos. O que sonhou no 25 de Abril que não se concretizou?
Hoje sou um velho mais velho com a mesma preocupação. Entendia que íamos criar uma democracia que não fosse meramente formal, procedimental, mas profunda, em que reconhecêssemos o mérito, respeitássemos a dignidade e se impusesse a todos a ética do bem comum. Isso era um pouco utópico, reconheço hoje, mas era o que eu e muitos dos meus camaradas pensávamos. Pensávamos que podíamos criar um desenvolvimento económico com um Estado social que não deixasse ninguém para trás. Isso infelizmente não aconteceu, muitos foram os que deixámos para trás e deixamos ainda.
Hoje sou um velho mais velho com a mesma preocupação. Entendia que íamos criar uma democracia que não fosse meramente formal, procedimental, mas profunda, em que reconhecêssemos o mérito, respeitássemos a dignidade e se impusesse a todos a ética do bem comum. Isso era um pouco utópico, reconheço hoje, mas era o que eu e muitos dos meus camaradas pensávamos. Pensávamos que podíamos criar um desenvolvimento económico com um Estado social que não deixasse ninguém para trás. Isso infelizmente não aconteceu, muitos foram os que deixámos para trás e deixamos ainda.
Mas no início da entrevista falou da necessidade de “utopias realizáveis”. Em quê ou em quem reside a sua esperança?
Há uma frase que nunca esqueci de Delors, que diz, já velho, que nunca renunciou nem à utopia nem à revolta. Quando se está vivo politicamente e se entende que se tem uma responsabilidade na realização do bem comum, nunca se perde a utopia e dá-se sempre força à revolta, democrática, evidentemente. Há utopias realizáveis, sim, mas em vez de perdermos tempo com a discussão do fait divers, não seria melhor que os nossos intelectuais, grandes escolas, fundações perdessem o seu tempo numa reflexão profunda do que é o país, quais os seus males endémicos, quais as suas capacidades e respostas possíveis?
Há uma frase que nunca esqueci de Delors, que diz, já velho, que nunca renunciou nem à utopia nem à revolta. Quando se está vivo politicamente e se entende que se tem uma responsabilidade na realização do bem comum, nunca se perde a utopia e dá-se sempre força à revolta, democrática, evidentemente. Há utopias realizáveis, sim, mas em vez de perdermos tempo com a discussão do fait divers, não seria melhor que os nossos intelectuais, grandes escolas, fundações perdessem o seu tempo numa reflexão profunda do que é o país, quais os seus males endémicos, quais as suas capacidades e respostas possíveis?
Cita muitas vezes autores humanistas, como Rousseau, que defende que o homem aprende toda a vida. Do que aprendeu na sua vida, o que pode ensinar?
Rousseau tinha uma definição muito interessante, a de que o homem é um ser que se perfectibiliza toda a vida, que aprende toda a vida, mas não pode aprender como se fosse um continente fechado, mas sim um continente com ligações múltiplas à sociedade. Sabe o que eu aprendi? Aprendi que, quando temos a sorte — não sei se a sorte se o azar… — de nos mantermos vivos durante muito tempo, acabamos necessariamente por olhar para trás e olharmos fundamentalmente para os nossos erros e para as razões desses erros. O que nos retempera é quando sabemos que fizemos tudo o que nos era possível pelos outros, pelos nossos filhos, amigos, pelos nossos concidadãos. Tudo num respeito grande por valores civilizacionais e que têm uma determinação e um objetivo ético. Quando olho para o espelho, além de verificar que estou velho, entendo que estou em paz comigo mesmo. Posso ter cometido erros mas entendo que os cometi quase sempre com bom propósito, boa intenção, com uma correção ética preocupada.
Rousseau tinha uma definição muito interessante, a de que o homem é um ser que se perfectibiliza toda a vida, que aprende toda a vida, mas não pode aprender como se fosse um continente fechado, mas sim um continente com ligações múltiplas à sociedade. Sabe o que eu aprendi? Aprendi que, quando temos a sorte — não sei se a sorte se o azar… — de nos mantermos vivos durante muito tempo, acabamos necessariamente por olhar para trás e olharmos fundamentalmente para os nossos erros e para as razões desses erros. O que nos retempera é quando sabemos que fizemos tudo o que nos era possível pelos outros, pelos nossos filhos, amigos, pelos nossos concidadãos. Tudo num respeito grande por valores civilizacionais e que têm uma determinação e um objetivo ético. Quando olho para o espelho, além de verificar que estou velho, entendo que estou em paz comigo mesmo. Posso ter cometido erros mas entendo que os cometi quase sempre com bom propósito, boa intenção, com uma correção ética preocupada.
“PUSEMOS AS FORÇAS ARMADAS NUM GUETO. ELAS NÃO TÊM A AUTONOMIA INSTITUCIONAL SUFICIENTE”
Como explica um acontecimento como Tancos?
Não queria falar sobre isso porque não tenho informação suficiente. Preocupa-me extraordinariamente.
Não queria falar sobre isso porque não tenho informação suficiente. Preocupa-me extraordinariamente.
A situação das FA degradou-se muito?
Há essa ideia, mas não concordo. Há um quadro de oficiais e sargentos com muito mais qualidade do que no meu tempo. A preparação é moderna, as FA foram reestruturadas e a sua atuação no estrangeiro tem merecido elogios internacionais. A sua preparação é notável, visando a competência, a responsabilidade, a eficácia. Mas não se olha para as FA, o seu perfil institucional ou as suas capacidades disponíveis, que podem ser utilizadas no país. Até dá a impressão que tem havido uma transferência de algumas das suas capacidades e responsabilidades para as forças de segurança.
Há essa ideia, mas não concordo. Há um quadro de oficiais e sargentos com muito mais qualidade do que no meu tempo. A preparação é moderna, as FA foram reestruturadas e a sua atuação no estrangeiro tem merecido elogios internacionais. A sua preparação é notável, visando a competência, a responsabilidade, a eficácia. Mas não se olha para as FA, o seu perfil institucional ou as suas capacidades disponíveis, que podem ser utilizadas no país. Até dá a impressão que tem havido uma transferência de algumas das suas capacidades e responsabilidades para as forças de segurança.
Por exemplo?
As forças de segurança estiveram no Iraque, o que não era próprio das forças de segurança mas das FA. São elas que representam o país nas ações militares no estrangeiro. Por outro lado, as suas capacidades não têm sido aproveitadas, e elas têm-nas em matéria de transportes, sobretudo em situações de emergência, ou em situações sanitárias graves, elas têm um corpo médico de grande qualidade e em situações diversas de carácter geoespacial. Além disso, têm uma engenharia muito capaz, que está mobilizada 24h sobre 24h, como se viu nos incêndios. E têm uma alta competência no campo dos ciberataques. Deveria haver maior preocupação em usá-las e responsabilizar os seus chefes. Passaram elas a ter um papel irrelevante no recrutamento, incorporação, promoções e gestão financeira, o que é prejudicial ao exercício eficaz e correto da sua função. Tem de haver unidade, hierarquia, competência e oportunidade nas decisões. Quando há uma dependência financeira apertada, os chefes têm dificuldade em responder com oportunidade ao que são os sentimentos e necessidades dos seus homens. Pode e deve haver uma confiança absoluta nas FA porque desde o 25 de Abril têm tido um comportamento institucional exemplar. Quando houve a necessidade de as reinstitucionalizar depois do 25 de Novembro, foi complicado, mas fez-se. Depois, elas têm cumprido de modo exemplar todas as funções atribuídas pelo poder político. E há que ter em consideração que a Europa passará a preocupar-se com a sua defesa e Portugal tem sido um fornecedor de segurança de qualidade e deverá continuar a sê-lo, até para aumentar a nossa capacidade de intervenção a nível europeu. É necessário olhar para as FA, ouvi-las mais, e dispensar-lhes cuidados que são democraticamente razoáveis e que poderão fazer com que elas deem ao país o que delas ele precisa.
As forças de segurança estiveram no Iraque, o que não era próprio das forças de segurança mas das FA. São elas que representam o país nas ações militares no estrangeiro. Por outro lado, as suas capacidades não têm sido aproveitadas, e elas têm-nas em matéria de transportes, sobretudo em situações de emergência, ou em situações sanitárias graves, elas têm um corpo médico de grande qualidade e em situações diversas de carácter geoespacial. Além disso, têm uma engenharia muito capaz, que está mobilizada 24h sobre 24h, como se viu nos incêndios. E têm uma alta competência no campo dos ciberataques. Deveria haver maior preocupação em usá-las e responsabilizar os seus chefes. Passaram elas a ter um papel irrelevante no recrutamento, incorporação, promoções e gestão financeira, o que é prejudicial ao exercício eficaz e correto da sua função. Tem de haver unidade, hierarquia, competência e oportunidade nas decisões. Quando há uma dependência financeira apertada, os chefes têm dificuldade em responder com oportunidade ao que são os sentimentos e necessidades dos seus homens. Pode e deve haver uma confiança absoluta nas FA porque desde o 25 de Abril têm tido um comportamento institucional exemplar. Quando houve a necessidade de as reinstitucionalizar depois do 25 de Novembro, foi complicado, mas fez-se. Depois, elas têm cumprido de modo exemplar todas as funções atribuídas pelo poder político. E há que ter em consideração que a Europa passará a preocupar-se com a sua defesa e Portugal tem sido um fornecedor de segurança de qualidade e deverá continuar a sê-lo, até para aumentar a nossa capacidade de intervenção a nível europeu. É necessário olhar para as FA, ouvi-las mais, e dispensar-lhes cuidados que são democraticamente razoáveis e que poderão fazer com que elas deem ao país o que delas ele precisa.
A instituição está excessivamente dependente do poder político?
As FA devem estar dependentes do poder político. Mas uma coisa é a dependência, outra é não terem liberdade suficiente para responderem em tempo ao que são as suas necessidades e as exigências que em boa verdade o país devia fazer às FA.
As FA devem estar dependentes do poder político. Mas uma coisa é a dependência, outra é não terem liberdade suficiente para responderem em tempo ao que são as suas necessidades e as exigências que em boa verdade o país devia fazer às FA.
Parece uma pescadinha de rabo na boca.
Há uma dependência virtuosa e outra tendencialmente perversa. É necessário que as FA sejam plenamente responsáveis perante o poder político e devem ter até uma dependência mais visível da própria Assembleia da República. Mas devem ter autonomia institucional, até para evitar que as associações profissionais possam ser tentadas a mudar a sua índole e ser mais de índole sindical.
Há uma dependência virtuosa e outra tendencialmente perversa. É necessário que as FA sejam plenamente responsáveis perante o poder político e devem ter até uma dependência mais visível da própria Assembleia da República. Mas devem ter autonomia institucional, até para evitar que as associações profissionais possam ser tentadas a mudar a sua índole e ser mais de índole sindical.
As FA não têm autonomia institucional?
Não têm a autonomia institucional suficiente. Em França, existe um alto comité para a condição militar, que é dirigido por um senador, e que faz um relatório anual para o Presidente e a Assembleia Nacional. Aqui talvez houvesse interesse em perceber como é que podemos exigir aos militares tudo o que é nacionalmente necessário, legal e legítimo, mas dando as condições mínimas suficientes para que se sintam motivados e possam dar as respostas com competência, eficácia e empenho.
Não têm a autonomia institucional suficiente. Em França, existe um alto comité para a condição militar, que é dirigido por um senador, e que faz um relatório anual para o Presidente e a Assembleia Nacional. Aqui talvez houvesse interesse em perceber como é que podemos exigir aos militares tudo o que é nacionalmente necessário, legal e legítimo, mas dando as condições mínimas suficientes para que se sintam motivados e possam dar as respostas com competência, eficácia e empenho.
Temos as FA que o Estado precisa?
É uma questão que devia ser discutida entre o Estado e a sociedade civil. O que é que quer o Estado das FA? É o mesmo que quer a sociedade civil? Chegando a um entendimento, fazer uma definição estratégica das FA em matéria de efetivos, instrução, etc. A partir daí, os militares sabem qual o propósito do país e responderão da melhor maneira. Mas há uma certa indefinição. Tem de haver uma clarificação indispensável para que a instituição militar possa ser um instrumento importante nas mãos do Estado e para a sua ação externa e não só.
É uma questão que devia ser discutida entre o Estado e a sociedade civil. O que é que quer o Estado das FA? É o mesmo que quer a sociedade civil? Chegando a um entendimento, fazer uma definição estratégica das FA em matéria de efetivos, instrução, etc. A partir daí, os militares sabem qual o propósito do país e responderão da melhor maneira. Mas há uma certa indefinição. Tem de haver uma clarificação indispensável para que a instituição militar possa ser um instrumento importante nas mãos do Estado e para a sua ação externa e não só.
Mas os jovens não estão a aderir à instituição militar.
A pergunta é: porquê?A instituição militar é extremamente exigente e, possivelmente, as remunerações não são suficientemente compensadoras. Muitos países estão a voltar ao serviço militar obrigatório, ou a fazer uma espécie de serviço cívico, sendo que os jovens que o fazem têm facilidades de emprego, nas escolas, etc. Não podemos pensar no regresso do serviço militar obrigatório, isso está afastado, a nossa população jovem não o aceitaria, mas podíamos pensar num serviço cívico obrigatório e, quem sabe, o interior talvez fosse beneficiado com isso, a proteção das florestas beneficiasse, a saúde (se os médicos tivessem de fazer algum tempo no interior), e permitir-se que alguns dos mancebos pudessem fazer o serviço militar, que devia ser mais atrativo. Agora, com uma fraca remuneração, em que ao fim de alguns anos saem e têm de iniciar uma outra atividade, não é fácil.
A pergunta é: porquê?A instituição militar é extremamente exigente e, possivelmente, as remunerações não são suficientemente compensadoras. Muitos países estão a voltar ao serviço militar obrigatório, ou a fazer uma espécie de serviço cívico, sendo que os jovens que o fazem têm facilidades de emprego, nas escolas, etc. Não podemos pensar no regresso do serviço militar obrigatório, isso está afastado, a nossa população jovem não o aceitaria, mas podíamos pensar num serviço cívico obrigatório e, quem sabe, o interior talvez fosse beneficiado com isso, a proteção das florestas beneficiasse, a saúde (se os médicos tivessem de fazer algum tempo no interior), e permitir-se que alguns dos mancebos pudessem fazer o serviço militar, que devia ser mais atrativo. Agora, com uma fraca remuneração, em que ao fim de alguns anos saem e têm de iniciar uma outra atividade, não é fácil.
As populações mais jovens, que viveram sempre em paz, estão distantes das FA.
Os jovens não têm essa consciência e eu pergunto: porque é que deviam ter? Isso é indispensável numa democracia adulta, mas não acontece naturalmente. Deveria ser o Estado, através da educação. Devia permitir que os jovens se apercebessem dos objetivos das instituições e não apenas da militar, para terem capacidade para refletir sobre o que representam e motivarem para participar de outra maneira. Não há nenhuma informação sobre as FA, há pouca sobre o seu papel na História e ainda se estigmatiza o seu papel nomeadamente na guerra colonial, dizendo-se que foram elas que a fizeram. Não é verdade. Fizeram-na porque entendiam que era possível fazê-la de maneira correta e benéfica para o país e os povos coloniais.
Os jovens não têm essa consciência e eu pergunto: porque é que deviam ter? Isso é indispensável numa democracia adulta, mas não acontece naturalmente. Deveria ser o Estado, através da educação. Devia permitir que os jovens se apercebessem dos objetivos das instituições e não apenas da militar, para terem capacidade para refletir sobre o que representam e motivarem para participar de outra maneira. Não há nenhuma informação sobre as FA, há pouca sobre o seu papel na História e ainda se estigmatiza o seu papel nomeadamente na guerra colonial, dizendo-se que foram elas que a fizeram. Não é verdade. Fizeram-na porque entendiam que era possível fazê-la de maneira correta e benéfica para o país e os povos coloniais.
E como?
Numa guerra revolucionária cabe às FA acantonar o inimigo, concentrar as populações em aldeamentos, promover socialmente essas populações, com médico, escola, etc., e dar tempo ao poder político para responder. Este responde com infraestruturas, com medidas de carácter social – como escolas, etc. – e a indicação de uma data para realização de eleições supervisionadas internacionalmente. As FA entendiam que isto se podia fazer. Quando houvesse esses referendos, concorreriam os movimentos de libertação que porventura se desarmassem e todos os movimentos políticos ou partidos que o próprio Estado português pudesse ter estimulado. As eleições acabariam por eventualmente dar soluções diferentes daquelas que ocorreram e que pudessem ter sido de pacificação e mais forte ligação a Portugal. Os militares fizeram a guerra por estas razões e depois fizeram a descolonização, de que são acusados. Quando o Estado não consegue responder ao seu papel e pôr termo à guerra, e quando há uma revolução, o que se faz? Não é numa altura em que os cidadãos não querem ir para a guerra – e percebe-se – que se vai continuá-la. A única solução era a paz através de negociações com os movimentos de libertação. Nós devíamos esclarecer a população acerca do papel das FA e explicar que, numa situação repetidamente imperial, como foi a situação histórica portuguesa, as FA têm um papel político a desempenhar. Devíamos explicar o que eram as FA, porque o eram, o que são e como poderão ser. Chegaríamos à conclusão de que as Forças Armadas foram uma grande escola. De identidade nacional, porque estavam portugueses de todas as áreas; de igualização baseada no mérito, porque nas FA entravam todos e não eram só os oriundos de um estrato económico elevado que ocupavam uma função hierarquicamente elevada, o filho do trabalhador podia ser oficial e o de um grande empresário soldado raso. Ali percebia-se que era o mérito que distinguia as pessoas e não o estatuto socioeconómico. Isso não tem sido dito. E num país em que o abandono escolar é tão grande, e que a população que sai do secundário e universitário é tão pequena, as FA poderiam ter um papel na requalificação académico-profissional dos cidadãos, como já tiveram. E seria possível que as FA tivessem, através de um serviço cívico obrigatório, um papel na resposta a situações problemáticas. Nas FA, dada a disciplina e a igualização, certamente algumas razões que motivam os desmandos de alguns jovens poderiam ser evitadas.
Numa guerra revolucionária cabe às FA acantonar o inimigo, concentrar as populações em aldeamentos, promover socialmente essas populações, com médico, escola, etc., e dar tempo ao poder político para responder. Este responde com infraestruturas, com medidas de carácter social – como escolas, etc. – e a indicação de uma data para realização de eleições supervisionadas internacionalmente. As FA entendiam que isto se podia fazer. Quando houvesse esses referendos, concorreriam os movimentos de libertação que porventura se desarmassem e todos os movimentos políticos ou partidos que o próprio Estado português pudesse ter estimulado. As eleições acabariam por eventualmente dar soluções diferentes daquelas que ocorreram e que pudessem ter sido de pacificação e mais forte ligação a Portugal. Os militares fizeram a guerra por estas razões e depois fizeram a descolonização, de que são acusados. Quando o Estado não consegue responder ao seu papel e pôr termo à guerra, e quando há uma revolução, o que se faz? Não é numa altura em que os cidadãos não querem ir para a guerra – e percebe-se – que se vai continuá-la. A única solução era a paz através de negociações com os movimentos de libertação. Nós devíamos esclarecer a população acerca do papel das FA e explicar que, numa situação repetidamente imperial, como foi a situação histórica portuguesa, as FA têm um papel político a desempenhar. Devíamos explicar o que eram as FA, porque o eram, o que são e como poderão ser. Chegaríamos à conclusão de que as Forças Armadas foram uma grande escola. De identidade nacional, porque estavam portugueses de todas as áreas; de igualização baseada no mérito, porque nas FA entravam todos e não eram só os oriundos de um estrato económico elevado que ocupavam uma função hierarquicamente elevada, o filho do trabalhador podia ser oficial e o de um grande empresário soldado raso. Ali percebia-se que era o mérito que distinguia as pessoas e não o estatuto socioeconómico. Isso não tem sido dito. E num país em que o abandono escolar é tão grande, e que a população que sai do secundário e universitário é tão pequena, as FA poderiam ter um papel na requalificação académico-profissional dos cidadãos, como já tiveram. E seria possível que as FA tivessem, através de um serviço cívico obrigatório, um papel na resposta a situações problemáticas. Nas FA, dada a disciplina e a igualização, certamente algumas razões que motivam os desmandos de alguns jovens poderiam ser evitadas.
Luísa Meireles e Pedro Santos Guerreiro
“TODOS OS PAÍSES ESTÃO A ARMAR-SE. PODEMOS ENTRAR NUMA NOVA GUERRA FRIA MAIS TECNOLÓGICA”
Momento. Ramalho Eanes, no seu escritório no centro de Lisboa, durante a entrevista conduzida por Luísa Meireles e Pedro Santos Guerreiro
Diz que a paz mundial não está garantida, uma vez que se assiste ao armamento de várias nações. Que conflitos potenciais o preocupam?
Quando se olha para esta nova corrida armamentista todos devemos ficar preocupados. Se Trump aumentou em muito o orçamento para a defesa, é bom não esquecer que Obama já tinha no seu último ano considerado um orçamento grande. Isto acontece porque os geoestrategas americanos entendem que a situação é de novo muito complicada. A Rússia, que se julgava ir ter um período de grandes dificuldades e que ia responder às exigências sociais da população, não fez nada disso, aproveitou o rendimento petrolífero para remodelar e armar as FA. Quando todo o Ocidente esperava que as FA russas estivessem em mau estado, elas apareceram na Síria com alto grau de preparação, novas tecnologias, grande instrução, eficácia e novos meios.
Quando se olha para esta nova corrida armamentista todos devemos ficar preocupados. Se Trump aumentou em muito o orçamento para a defesa, é bom não esquecer que Obama já tinha no seu último ano considerado um orçamento grande. Isto acontece porque os geoestrategas americanos entendem que a situação é de novo muito complicada. A Rússia, que se julgava ir ter um período de grandes dificuldades e que ia responder às exigências sociais da população, não fez nada disso, aproveitou o rendimento petrolífero para remodelar e armar as FA. Quando todo o Ocidente esperava que as FA russas estivessem em mau estado, elas apareceram na Síria com alto grau de preparação, novas tecnologias, grande instrução, eficácia e novos meios.
Os próprios Estados Unidos pareciam então acreditar que a Rússia não teria esse protagonismo militar.
A Rússia aproveita para fazer um novo jogo na cena mundial, faz uma coligação com a Turquia, o Irão e a China. Os EUA entendem que esta coligação, a reafirmação militar russa e o crescimento exponencial da China são uma ameaça e talvez tenham uma certa razão. O líder chinês Xi Jinping tinha prometido que os atóis e ilhéus em que construíram ilhotas não seriam armados, mas algumas delas estão-no fortemente, com armas antiaéreas extremamente sofisticadas. Além disso, há aspetos preocupantes no Médio Oriente, entre xiitas e sunitas, potenciados com o novo príncipe da Arábia Saudita, que quer fazer grandes modificações, até porque 70% da população tem menos de 30 anos e é menos tolerante do que os mais velhos. O Irão não está disposto a deixar pôr de pé uma aliança entre sunitas e até com Israel. Não vai haver nenhuma intervenção dos EUA na área, mas pode haver uma de Israel ou da Arábia Saudita, o que teria efeitos imediatos, pelo menos na economia mundial, através do aumento do preço do petróleo bruto.
A Rússia aproveita para fazer um novo jogo na cena mundial, faz uma coligação com a Turquia, o Irão e a China. Os EUA entendem que esta coligação, a reafirmação militar russa e o crescimento exponencial da China são uma ameaça e talvez tenham uma certa razão. O líder chinês Xi Jinping tinha prometido que os atóis e ilhéus em que construíram ilhotas não seriam armados, mas algumas delas estão-no fortemente, com armas antiaéreas extremamente sofisticadas. Além disso, há aspetos preocupantes no Médio Oriente, entre xiitas e sunitas, potenciados com o novo príncipe da Arábia Saudita, que quer fazer grandes modificações, até porque 70% da população tem menos de 30 anos e é menos tolerante do que os mais velhos. O Irão não está disposto a deixar pôr de pé uma aliança entre sunitas e até com Israel. Não vai haver nenhuma intervenção dos EUA na área, mas pode haver uma de Israel ou da Arábia Saudita, o que teria efeitos imediatos, pelo menos na economia mundial, através do aumento do preço do petróleo bruto.
E há o problema da Coreia do Norte.
Não é uma ameaça para os EUA. O seu Presidente, que é ridicularizado em permanência, é esperto e procura apenas evitar que lhe aconteça o que aconteceu a Saddam ou Kadhafi e o que não aconteceu a Bashar al-Assad porque a Rússia o ajudou. Isso consegue-se aumentando a credibilidade da ameaça. Embora não haja previsivelmente uma intervenção militar americana, pode haver qualquer descontrolo que leve a uma situação de guerra. Os chineses estão a construir na fronteira com a Coreia do Norte grandes campos de refugiados. Como eles planeiam a longo prazo, podem achar que haverá manifestações sociais mais tarde ou mais cedo, mas também pode ser que admitam a hipótese de um conflito.
Não é uma ameaça para os EUA. O seu Presidente, que é ridicularizado em permanência, é esperto e procura apenas evitar que lhe aconteça o que aconteceu a Saddam ou Kadhafi e o que não aconteceu a Bashar al-Assad porque a Rússia o ajudou. Isso consegue-se aumentando a credibilidade da ameaça. Embora não haja previsivelmente uma intervenção militar americana, pode haver qualquer descontrolo que leve a uma situação de guerra. Os chineses estão a construir na fronteira com a Coreia do Norte grandes campos de refugiados. Como eles planeiam a longo prazo, podem achar que haverá manifestações sociais mais tarde ou mais cedo, mas também pode ser que admitam a hipótese de um conflito.
Como a Rússia, a China está a armar-se.
Todos os países estão a armar-se. São consideradas ameaças para os estrategas americanos. Estou convencido de que não vai haver uma guerra porque existe a chamada ameaça nuclear mutuamente assegurada, mas podemos entrar numa nova Guerra Fria mais tecnológica e muito complicada. Em todos os momentos da História houve uma potência dominante. Depois da II Guerra Mundial, os EUA eram uma espécie de provedor dos grandes interesses internacionais. Agora, estão a abdicar dessa posição. Quem os deveria substituir era a China. Mas a China não quer pagar esses custos, quer ser a maior potência económica e tecnológica mas não a superpotência mundial, a “polícia do mundo”. Se não houver uma potência provedora dos grandes interesses mundiais, pode haver uma perturbação que leve a uma guerra localizada, com influência marcante na economia mundial.
Todos os países estão a armar-se. São consideradas ameaças para os estrategas americanos. Estou convencido de que não vai haver uma guerra porque existe a chamada ameaça nuclear mutuamente assegurada, mas podemos entrar numa nova Guerra Fria mais tecnológica e muito complicada. Em todos os momentos da História houve uma potência dominante. Depois da II Guerra Mundial, os EUA eram uma espécie de provedor dos grandes interesses internacionais. Agora, estão a abdicar dessa posição. Quem os deveria substituir era a China. Mas a China não quer pagar esses custos, quer ser a maior potência económica e tecnológica mas não a superpotência mundial, a “polícia do mundo”. Se não houver uma potência provedora dos grandes interesses mundiais, pode haver uma perturbação que leve a uma guerra localizada, com influência marcante na economia mundial.
Uma guerra localizada pode estender-se?
Com a Coreia acho que não, os EUA não irão fazer essa asneira. Existem ali dois grandes dissuasores, a China e a Rússia. Onde as coisas são mais complicadas é no Irão — e há quem nos EUA entenda que tem de haver uma resposta militar para o problema. Dada a degradação da situação no Iémen e os ataques com mísseis à Arábia Saudita, esta poderá responder sobre o Irão, com o apoio israelita mais ou menos camuflado. Aí sim, pode haver uma guerra complicada, porque o Irão faz nesta altura parte de uma coligação onde estão a Turquia e a Rússia. A Rússia tem grandes interesses geoestratégicos na região e foi a sua presença na guerra da Síria que lhe permitiu reafirmar-se como potência militar mundial.
Com a Coreia acho que não, os EUA não irão fazer essa asneira. Existem ali dois grandes dissuasores, a China e a Rússia. Onde as coisas são mais complicadas é no Irão — e há quem nos EUA entenda que tem de haver uma resposta militar para o problema. Dada a degradação da situação no Iémen e os ataques com mísseis à Arábia Saudita, esta poderá responder sobre o Irão, com o apoio israelita mais ou menos camuflado. Aí sim, pode haver uma guerra complicada, porque o Irão faz nesta altura parte de uma coligação onde estão a Turquia e a Rússia. A Rússia tem grandes interesses geoestratégicos na região e foi a sua presença na guerra da Síria que lhe permitiu reafirmar-se como potência militar mundial.
Luísa Meireles e Pedro Santos Guerreiro
“NA GUERRA, O HOMEM É UM PEQUENO DEUS E UM GRANDE DEMÓNIO”
Não tenho um poema de vida, mas vários. Aprecio muito Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner e Eugénio de Andrade. Impressionam-me a simplicidade e a musicalidade da sua poesia, em especial da inspirada na sua terra natal (Póvoa da Atalaia, Fundão) e na sua infância.
O meu livro preferido é a “Obra ao Negro”, de Marguerite Yourcenar. Pode achar-se que ele está um pouco desatualizado temporalmente, mas acho-o extremamente importante porque o tema da obra é a resposta da liberdade do homem a todas as dominações, sejam elas inclusivamente religiosas. Porque também há uma dominação religiosa que não tem nada a ver com o amor pregado por Cristo, amor que devia ser o grande dogma da Igreja, mas tem a ver com o interesse dos homens e com determinada hermenêutica religiosa, que está infelizmente desatualizada. Há uma outra obra impressionante, porque mostra como é a política, como são os homens, como é a demagogia, em que o homem é capaz de perverter valores em função precisamente daquilo que julga que são valores: estou a pensar no “Júlio César” (de Shakespeare) e não no Cássio, mas em Brutus, que é um homem de valores, de preocupações, e que depois tem um comportamento de antivalores, porque tem uma compreensão dos valores que não é correta.
Nos filmes — “Júlio César” deu também um filme extraordinário — falo de um que apresentei uma vez na Cinemateca Portuguesa, para surpresa de muita gente: “O Resgate do Soldado Ryan”. É uma história extremamente interessante do absurdo que é a guerra e como ela consegue fazer com que o homem bata no cimo e bata no fundo, seja um pequeno Deus e um grande demónio. Ali está tudo dito de maneira cinematográfica impressionante. E há outro filme extraordinário, “Cartas de Iwo Jima”, porque mostra até que ponto uma cultura pode não libertar mas escravizar, e mostra como o Exército pode ser uma instituição que leva os homens a respeitar em si valores, ou que não tendo havido capacidade para que eles interiorizem esses valores, se permite que eles tenham os piores comportamentos. Estou a pensar na liquidação dos prisioneiros japoneses por americanos.
Depoimentos recolhidos por Luísa Meireles e Pedro Santos Guerreiro
Fernando Encarnacao Foi um homem certo, no lugar certo, na hora certa. Considerar agora patriótica a ação do PCP só por miopia aguda... Não se vá mais longe... de óculos postos, olhe-se o q se passa na Auto Europa!
7Gerir
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Luis Carvalho Mais outro triste que desceu a terra ainda tem saudades de salazar
1Gerir
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Luis Carvalho Na auto europa tudo o que seja explorar os trabalhadores Você está de acordo acorde ainds vai a tempo
3Gerir
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Miguel Caldeira Luís Carvalho a Autoeuropa a explorar os trabalhadores ou o Armenio Carlos a tentar fechar mais 1 fábrica? Quando o Costa aceitou governar c o apoio do PCP teve de dar algo em troca, esse algo foi o aumento do poder dos sindicatos em empresas Públicas, TAP, etc. É extremamente perigoso q por ex o Armenio Carlos poe em causa a permanência da VW em Portugal, mas siga o circo, cantando e rindo
4Gerir
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Fernando Encarnacao Luis Carvalho , em regra não respondo a este tipo de comentários. Mas hoje, não sei por quê, Vc parece-me uma anedota q faz rir mas não serve para dialogar!
1Gerir
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Manuel Gomes Mas porquê é o cds e o psd que destruíram a vida a milhares de reformados e não só,obrigaram milhares a emigrar, cortaram salários,e mais não digo porque você sabe muito bem!!Gerir
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João Paulo Já não chegavam os disparates que estes mesmos fascistas Comunistas andam a despejar nas respostas ao meu comentário, e ainda mais estes...
A maldizerem a AutoEuropa, uma das melhores empresas que há em Portugal e que mais condições dá aos trabalhadores, muito acima da média e além do que a Lei exige.
>>> Como se nalgum dos países vítimas de Regimes socialistas Comunistas, passados ou presentes, alguma empresa do Estado desse melhores condições do que a Autoeuropa, ou sequer parecidas.
>>> Como se nos países vítimas do socialismo Comunista, algum trabalhador de qualquer área, tivesse melhores condições ou sequer parecidas às que existem na AE, ou nos países da UE e Tratado do Atlântico Norte.
>>> Como se algum destes venenosos caluniadores fascistas Comunistas alguma vez tivesse optado por ir para algum país Comunista à procura de melhores condições de trabalho, melhores salários, direitos dos trabalhadores, e direitos humanos.
Enfim, os destrutivos maldizentes de sempre.
Para lá não vão. Estão bem é a envenenarem cá.
Passam a vida a tentar destruir isto para que se torne igual aos seus "paraísos", para os quais nunca fogem, e os de lá sempre fugiram e fogem todos para cá à primeira oportunidade.
Vírus infecciosos. Câncer de qualquer sociedade.
Enquanto não destruírem a Autoeuropa não descansam.
É a esta praga que o senil Eanes chama: "Patrióticos"
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Fernando Encarnacao Manuel Gomes , pois claro q sei... o snr. Sócrates deixou tudo em pantanas; o CDS e PSD formaram governo, extasiando-se perante o espectáculo; chegou a troika e disse-lhes baixinho ao ouvido: querem mais dinheiro?! Então, é assim - cortem e apertem tudo até doer porque queremos o dinheirinho de volta... Depois houve eleições e ganharam-nas por pouco. Então apareceu um Chico esperto q disse: não, não, eu e q sei da poda, mesmo sem as ter ganho! E cá estamos... até ver!!Gerir
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Luis Carvalho Pois é trabalhador independente assim não custaGerir
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Luis Carvalho Este João Paulo e memo reacionario porraGerir
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Jose Delgado Machado Pois, pelo que se sabe foi um presidente honesto e capaz. Já quanto à afirmação de que são os povos que escrevem o seu futuro... hum...ficamos na dúvida.
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Josecarlos Feijoeiro Sim, se nao fosse mos um povo Manso ...Gerir
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João Paulo Nunca me enganou. Só praticou um acto nobre na vida. De resto foi sempre uma nulidade. E está cada vez mais senil, ao ponto de verborreiar monstruosidades. Elogiar os maiores traidores de Portugal, os comunistas, que sempre traíram a Pátria e continuam a fazê-lo, é evidência inequívoca de que está muito doente. Mais um que conjuntamente com o Jerónimo e Catarina deveria comprar bilhete só de ida para os paraísos dos pseudo "patriotas" do PCP, e ficar lá.
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José Vasconcelos Que diremos de ti ... menos que zero ???
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João Paulo Não.
Os zeros à esquerda estão de facto do seu lado.
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Pedro Sampaio Era benzer-te com água a ferver !!
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João Paulo Aqui está aquilo a que o senil incoerente Ramalho Eanes diz ser um partido patriótico:
"Jerónimo de Sousa diz que o mundo está pior sem a URSS. A URSS teve um inquestionável papel de força motriz de progresso e da paz a nível mundial”, afirmou o secretário-geral do PCP".
Esse triste, que também como Presidente foi uma nulidade, até se esquece do tanto mal que o PCP fez durante décadas (e continua a fazer) a Portugal (já com o Jerónimo e outros "actuais" comunas estavam no PCP), conjuntamente com os seus pares comunas cubanos de Fidel, ao serviço da imperialista Rússia comunista da qual eles tanto gostam e querem de volta.
Os maiores de todos os traidores.
Nefastos em Portugal e em todo o lado pelo mundo.
Só mesmo os zeros à esquerda podem gostar e concordar com este câncer:
http://expresso.sapo.pt/.../2017-11-08-Jeronimo-de-Sousa...Gerir

Jerónimo de Sousa diz que o mundo está pior sem a URSS
EXPRESSO.SAPO.PT
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Estela Tschernutter João Paulo a "verborreiar monstruosidades" como ninguém. Também não engana ninguém, porque chamar os comunistas de "maiores traidores de Portugal" é uma "evidência inequívoca de que está muito doente".
Vê? Aquilo que escreveu não vale nada. Posso dizer o mesmo de si, sem o conhecer e tem o mesmo efeito "uma nulidade".
Críticas de quem fala na pátria com a boca tão cheia de nada, servem apenas para "pseudo patriotas". Arranje factos, estude a história, informe-se, vá ao dicionário, viaje, conheça pessoas diferentes de si.
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Fidalgo Isabel Julio Quem não é contigo é contra ti pensa praticou mais actos nobre não está a receber a reforma isajerada que outro recebem
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João Paulo O fascista Comunista Putin e seu clã soviético também dizem exactamente o mesmo que o PCP. Putin (e seus Russos invasores) também afirmou que a pior catástrofe do século XX foi o desaparecimento da URSS.
Que bela equipa a do PCP...Gerir
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Carlos Alberto Deve de Ser mais um que arranjaste,um bom tacho à conta da direita,è mais um lembe boats!Gerir
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Maria Ramos João Paulo IMIGREM e leva O PASSOS GRANDE PARELHA....
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João Paulo Tal como os Comunistas também dizem que a Coreia do Norte é uma democracia. E o mesmo acerca de Cuba, Venezuela, Angola, China, etc, etc.
Isso é que é o "patriótico PCP".Gerir
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João Paulo Vocês comunistas estão cá a mais.
Deveriam juntar-se à comitiva no avião a caminho dos vossos céus. Porque não vão? Porque ainda estão cá?!
Então nos países da UE e NATO, é que estão bem? No Facebook?
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João Paulo São os maiores traidores sim. E os maiores incongruentes. Incoerentes. Nefastos hipócritas, que, em vez de irem praticar o que apregoam onde devem, passam a vida cá a envenenar, minar e destruir.
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Ana Franco Agora que já ejaculou o fel contra a única figura que não se encaixa na sua confusão cerebral e como já que disse as merdas todas erradas sobre o único presidente que recusou qualquer mordomia após terminar a sua função, fico a aguardar que me fale de todos os outros presidentes que se abotoaram com fundações, frota automóvel, pensões chorudas e palacetes fornecidos pelos borregos dos contribuintes onde irão refastelamente passar a vida à semelhança de um monarca retirado de funções, ah! não esquecer do BPN. Ou você é ignorante ou um grande falacioso, a única figura de estado honesta é aquele que você escolheu para atacar. Já agora, não me venha com as merdas comunistas porque não sou, reconhecer que você não tem honestidade intelectual, nada tem que ver com ideologias, percebeu, ou quer que repita...?
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Estela Tschernutter O senhor percebe tanto de comunismo como um norte-coreano.
😎
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João Paulo Sim?! Ainda bem que escrevem essas baboseiras, porque nota-se quem é que "percebe de comunismo como um norte coreano" >> pois é o PCP que diz que a Coreia do Norte é uma democracia.
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Barros Aderito esqueceu-se dos pedroso portas cavacos e tantos outros albuquerques com o apagão internet e e 10 mil milhões desapareceram veja bem para os dois lados
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João Paulo E foi também esse mesmo PCP que no Parlamento Português votou CONTRA a condenação dos crimes do Regime Norte Coreano.
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Tiago Gomes Esse Acto nobre a que te referes foi o golpe militar falhado de 25 de Novembro?Gerir
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João Paulo E foi também esse mesmo partido de nefastos traidores PCP que, tal como os seus pares Comunistas fascistas do BE e PEV (CDU), no Parlamento Português votaram CONTRA o reconhecimento do HOLODOMOR como genocídio da Rússia Comunista na Ucrânia, que matou milhões de Ucranianos.
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Ana Franco Mas qual é o teu problema com o ex-presidente?!?! Leste a entrevista? Pela tua narrativa não me parece. Parece que tens uma foice entalada em qualquer sítio... Concentra-te no Gen. Ramalho Eanes. Bolas!!
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Ana Franco Lutou muito contra o PCP, quando este defendia uma visão não democrática, e depois lutou pela sua legitimação enquanto força democrática. Como o vê entrar num entendimento com o poder?
O PCP é um partido com uma ideologia que se conhece, mas muito pragmático. Tive ocasião de o constatar durante o meu longo contacto com Álvaro Cunhal. O PCP sabe olhar a realidade, ler a realidade, responder à realidade. Percebeu que o governo anterior se tinha deixado aprisionar por uma ação política que era necessário impedir que continuasse. Considero a ação do PCP correta e patriótica. Mas não podemos pedir ao PC que se desconfigure: tem uma orientação determinada pela sua interação com os militantes que tem de respeitar, que é motivada pela sua ideologia, que tem de se afirmar. Tudo isso cria algumas dificuldades em respostas que poderiam ser dadas neste período de expansão económica.
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Paula Cruz O senhor cale-se e leia o artigo !
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Manuel Rocha João Paulo,o que Eanes referiu foi que o pc teve uma acção patriótica,para bom entendedor meia palavra basta.
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João Paulo PCP o Partido dos traidores conjuntamente com os seus pares equivalentes BE e PEV, que sempre deu e dá vivas, urras e aleluias às mais criminosas ditaduras, passadas e presentes, "é de facto um óptimo Partido". É por isso mesmo que vocês deveriam ir todos berrar para aqueles paraísos e ficarem lá com a foice e martelo na mão.
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Frederico Campos Com essas ventas, quem te traiu foi a tua mãe!
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Carlos Alves Umas fériazinhas no Tarrafal, eram capaz de te ter feito bem à moleirinha.!!!!...
😎
😎
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João Paulo Vocês Comunistas são uma verdadeira praga. Praga letal de fanáticos irascíveis do mais venenoso e letal que há. E passam a vida a maldizer tudo e todos, passam a vida a inventarem boatos e a caluniarem e difamarem e injuriarem os outros. Vivem disso.Gerir
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João Paulo Vocês Comunistas não passam de terroristas. Criminosos assassinos que passam a vida a oprimir tudo e todos os que não pertencem à vossa seita maldita. Passam a vida a impor a repressiva Lei-da-Rolha e opressora censura do Lápis-Vermelho.Gerir
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Estela Tschernutter
❤️uma foice atravessada
❤️ muito bom, Ana Franco!
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João Paulo Vocês terroristas Comunistas fascistas, dos vários Partidos comunistas que há em Portugal, até são aliados dos terroristas islamistas que convosco fazem parelha. Vocês andam há 1 século a destruir nações por todo o mundo, mais de meio planeta de rastos, e continuam, e querem mais. Ainda não estão satisfeitos com tanta miséria e terror que impuseram e mantêm.Gerir
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Anabela Santos HUAUUU
😀
😀
😀
😀 ainda há disto
👿
👿
👿
👿
👿Gerir
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Vitor Lima João Paulo pode explanar em concreto toda essa sua sabedkria ?
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Manuel Freire Barros Não mereces fruir o legado de liberdade e de patriotismo que este grande português te entregou. E revelas que não saberás transmitir o que herdaste. És uma nulidade.
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Manuel Freire Barros Não mereces fruir o legado de liberdade e de patriotismo que este grande português te entregou. E revelas que não saberás transmitir o que herdaste. És uma nulidade...
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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Jose Moura Este João Paulo deve fumar umas coisa logo pela manhã que o deixam assim. Desculpem lá o rapazito .
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João Paulo Terroristas Comunistas, são do mais fascista que há. Chacinaram mais de cem milhões de seres humanos por todo o mundo, inúmeras ditaduras intermináveis. Ainda continuam impunemente, e querem impor mais.Gerir
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João Paulo Genocidas tiranos, ditadores socialistas-Comunistas e seus descerebrados eunucos fanáticos de rebalho apascentado a foices e martelos, que exterminaram cinco vezes mais gente do que os seus pares socialistas-Nazis. Deveriam ser proibidos por Lei em todo o mundo, banidos da sociedade.Gerir
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Luis Carvalho Banido precisavas tu estás a ofender milhares de portugueses que lutaram para agora poderes dizer estas baboseiras reacionarias e nazis
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João Paulo É inaceitável que só os socialistas-Nazis sejam repudiados e proibidos mas os seus irmãos socialistas-Comunistas muito mais nefastos durante muito mais tempo, andam por aí à solta a continuarem os terrores e horrores e a lançarem massiva propaganda venenosa tal como o ISIS. Proibidos por Lei e banidos do Sistema. Só impõem miséria, desgraças e morte aos outros. Vírus que não merecem o ar que respiram, e muito menos viverem nos países ocidentais.Gerir
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Carlos Alves A paciência que vocês têm para estar a dar troco a este "Manuel".!!!....
Ainda não repararam, que o homem está formatado, para dizer sempre a mesma coisa. No fundo, é um óptimo exemplo da forma como funciona a "cabeça" dos radicais Islâmicos em relação a tudo o que representa, a cultura ocidental. As demências, são equivalentes.!!!!....
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Ricardo Victorino João Paulo e compras tudo feito na China? Para suportares os teus ditos inimigos?
Decerto um comunista roubou-te a namorada e viraste ovelha. Ou trocaste os medicamentos outra vez?
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João Paulo Não. Eu não compro nada chinês.
Eu compro sempre tudo feito em Portugal.
O que é Nacional é de facto bom, excepto essa praga Comunista (das várias correntes) cujos terroristas se pudessem comprariam tudo na vossa mãe Moscovo e irmãos Cuba, Coreia do Norte, etc. Porque não vão para lá?? Então no Facebook dos EUA é que estão bem? A pregarem de longe nos países da UE e NATO?Gerir
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João Paulo Não tentem disfarçar a vossa essência.
Vocês é que são os reis do ódio. Vocês fanáticos é que são o império do mal, desde sempre, por todo o mundo, perseguem, prendem, torturam e exterminam todos aqueles que rejeitam e se recusam a vergar e se opõem à vossa seita maldita e respectivos deuses assassinos e ídolos satânicos Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Estaline, Hitler, Fidel, Che Guevara, etc...Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo é a este homem ,acima de qualquer outro, que deve isto não ter descambado para um regime totalitário de esquerda
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Anselmo Caldas Além disso somos ou não todos portugueses e ainda temos um caminho longo para um estado de direito no combate a corrupção e fuga aos impostos e isto é o que alguns chamam de satânicoGerir
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Carlos Alves E vocês a insistir em dar "trela" a este sociopata.!!!!....
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Ricardo Victorino João Paulo tas pior hoje
Queres que telefone ao hospital?
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Manuel Freire Barros O TIPO tem pinta, teria feito uma boa carreira na PIDE.
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Manuel Gomes É evidente que para ti tudo o que cheire a esquerda são traidores à pátria, que é precisamente o que os salazaristas pensam!!Gerir
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João Paulo Traidores, sim! Os maiores de todos e mais perigosos traidores! Comprovadamente. É factual. E não é nada de novo nem único. Não é exclusivo de Portugal.Gerir
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João Paulo E, não sou Salazarista nem nunca fui, mas se tivesse que optar por dois males não teria qualquer dúvida sobre o qual escolher, PORQUE no tempo do Salazar os presos políticos (incluindo socialistas/comunistas) de toda a Europa vinham refugiar-se em Portugal para escaparem a Hitler e seu sócio Estaline!Gerir
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Carlos Alves Ó Manuel Freire, vou-lhe contar um episódio, passado nos anos 60, aqui numa livraria de Campo de Ourique em Lisboa, que tinha a "mania" de ter à venda livros "politicamente incorrectos". Um dia, uma brigada da PIDE, como já era habito, ao fazer mais uma "vizita", achou por bem, além de apreender os livros "subversivos", ainda levou um poster de Charlie Chaplin, porque "constava-se" que era um perigoso comunista de Hollywood.!!!
Fazer filmes, como "Tempos Modernoa", não caia bem aos salazarento.!!!!!....
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João Paulo No tempo do Salazar, nomeadamente durante a WWII, os presos políticos, governantes e políticos de toda a Europa, não iam para a Rússia, nem para Cuba, nem para outros dos vossos infernos comunistas. Vinham refugiar-se em Portugal!
Tal como ainda hoje nenhum de vocês vai para a Rússia, nem para Cuba, nem para a Venezuela, nem para a Coreia do Norte, nem para a Nicarágua, nem para a Bolívia, nem para a China, nem para o Vietname, nem para o Cambodja, nem para o Laos, nem para o Zimbabué, etc. E as vítimas dos vossos adorados Regimes criminosos fogem todos de lá para cá!
Vocês não vão para lá, pregam de longe, e os de lá vêm todos para cá, para os países da UE e América do Norte, países da NATO! E andam todos a envenenar o ambiente no Facebook dos Estados Unidos da América!
Bando de hipócritas. Rebanho de fascistas, eunucos fanáticos adoradores de tiranos genocidas.Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, claro que vinha para cá ,tudo o que era refugiado de luxo,uma corrupta ditadura de direita, como era a nossa (apesar da vida modesta de Salazar ) acolhe bem todos os que tragam dinheiro, como aquele pedófilo arménio (actividade que continuou a praticar cá )quem tinha dinheiro e foram esses que recebemos vem para um sitio onde o possa usar à vontade.A sério João Paulo, péssimo argumento
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, na segunda guerra fugiu muita gente para Cuba que era controlada por Batista a soldo da Máfia judaico-italiana de Meyer Lanski e Lucky Luciano e depois da Guerra, os refugiados nazis foram para a Argentina de Peron e para o Brasil.Sempre achei engraçado ao destaque que se dava a quem correndo risco de vida ,deixava Cuba,em Jangadas em direcção aos States quando o êxodo de mexicanos era muito maior (mas não são socialistas, não dá para provar nada ),acho que o Trump quer construir um muro com o México e não comprar mais submarinos (gastar em armas,ele quer sempre) para patrulhar as 80 milhas entre Cuba e a Florida (mas se quiser comprar submarinos, temos cá uns ,baratos e quase por estrear que não fazem falta)Gerir
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João Paulo Nada disso. O argumento é óptimo e muito válido. Factual. Dêem vocês as voltas na tumba do Marx, Lenin, Cunhal e Soares, que derem. Não têm hipóteses de mascarar a realidade. No tempo do Salazar, nomeadamente no tempo da Guerra, havia em Portugal refugiados políticos de todas as cores de todos os pontos da Europa, desde Monárquicos a Republicanos, etc.
Só era alvo do Regime quem fosse contra Portugal e quisesse dividir, fragmentar e destruir a Nação Portuguesa.
"Péssimo argumento" é o vosso, pois Salazar viveu modestamente e morreu pobre, sem roubar o Estado ou aproveitar-se pessoalmente dos seus recursos.
Por isso e muitos outros motivos, o vosso argumento cai pela base. Tem pés de argila. A vossa argumentação é que é absurda. Infundamentada. Ilusionista. Subversiva.
Corruptos que viviam no luxo eram os traidores Esquerdas, que viviam com o dinheiro de potências estrangeiras para traírem e destruírem o País.
Esses é que eram (e são) os corruptos, judas socialistas Comunistas que acolhiam (e acolhem) bem o dinheiro sujo de ditaduras como a Russa, que metiam ao bolso em troca de traição, enquanto viviam à grande em Paris a planearem e conspirarem contra Portugal, fazerem guerras contra Portugal e matarem o Portugueses.
Esses é que eram os bandidos corruptos que viviam no luxo!
No tempo do Salazar, os traidores Comunistas de cá, eram perseguidos porque andavam a tentar destruir o País desde há décadas para transformar isto noutra Cuba e entregar-nos à Rússia e fazer o mesmo com os territórios ultramarinos.
Parte desse objectivo aconteceu.
Os malditos comunistas, como o Cunhal, que era financiado pelo Comité central de Moscovo/Rússia, para onde fugiu e era tratado como um lord e onde casou e constituiu família, tudo faziam para destruir Portugal.
E não era só o traidor Cunhal.
Havia muitos mais, como os vergonhosos covardes desertores traidores Soares (na altura comunista, só depois fundou o PS), e Pacheco Pereira, e Manuel Alegre, e muitos outros comunistas (muitos dos quais são hoje do PS e de outros partidos, como o BE, etc), que eram patrocinados por Moscovo, e recusavam-se a cumprir com as suas obrigações mínimas para com a Pátria Portuguesa, e em vez disso, tudo faziam para destruir a Nação.
Para isso já tinham genica e motivação!
Esses sim, eram perseguidos e bem.
A traição à Pátria é também hoje considerada crime passível da pena capital em muitos países de todo o mundo.
Pena é que em vez de os comunistas serem aprisionados, não tivessem sido aniquilados. Isso sim, teria sido revolucionário, progresso e evolução.
O Salazar falhou, e muito. Foi demasiado benevolente e misericordioso para com essa praga maldita.
Salazar foi muito mais benevolente e misericordioso do que alguma vez algum comunista foi.
Qualquer comunista no lugar de Salazar teria exterminado todos os outros.
Como se vê pelos traidores Socialistas/Comunisas que ainda hoje cá andam, não foi nada disso que aconteceu. Só morrem de velhos. Infelizmente.
Tanta gente boa que morre com doenças fatais, mas essa praga custa a morrer.
Como diz o ditado: “Bicho ruim não morre”.Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, "obrigações mínimas com a Pátria ",refere se a ir morrer para África numa guerra impossível de vencer ,fosse militarmente ou pelas pressões internacionais? Então aí também não tenho dúvidas ,entre exilar me no Vietname ou em Cuba e ir arriscar a vida numa luta perdida e errada,Havana UNANAGerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira Joao Paulo ,ninguém disse que não havia ,na II guerra, gente de todos os quadrantes políticos, não havia era de todos os estratos sociais ,se tivessem dinheiro, como é normal nestas ditaduras eram bem vindos,caso contrárioGerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira Joao Paulo no Estado Novo ,a única coisa que posso criticar ao Alegre,Pacheco Pereira; Soares e tantos outros que optaram por não combater em África (e bem) foi não terem sido mais duros com o regime.Se a ditadura Portuguesa não foi especialmente sanguinária ,a resistência à mesma ainda menosGerir
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João Paulo Você tal como todos os traidores da mesma origem, só disparate. Múltiplas invenções propagandísticas para tentar encapotar a realidade.Gerir
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João Paulo O que você deveria ter dito mas como todos os trafulhas preferiu omitir, é que a guerra ultramarina em África nunca teria existido se não fosse a premeditação e planeamento dos socialistas Comunistas portugueses que, via as suas células do PCP em África, andaram durante anos patrocinados por Moscovo a instigar e preparar a "revolução" lá!
Começaram em Angola e depois passaram para Moçambique, e só depois de vários anos de conspiração é que a guerra começou.
Isto é que você deveria ter escrito.
Agradeça as vítimas a essa praga com a qual se identificaGerir
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João Paulo Tal como você deveria ter escrito que:
Após a saída de Portugal dos territórios ultramarinos, nomeadamente de Angola e Moçambique, foram os tiranos Comunistas que assumiram o controlo e impuseram ditaduras, e a guerra continuou, guerra civil entre facções, guerra que durou o dobro do tempo da guerra contra Portugal, guerra civil que fez muito mais vítimas do que a guerra contra Portugal, e aqueles povos ficaram na maior das misérias ATÉ HOJE 4 décadas depois, subjugados e explorados pelos ditadores comunistas que, tal como José Eduardo dos Santos e João Lourenço, tinham estado anos na Rússia a aprenderem como instalar e manter a ditadura.
Mas disto não lhe interessa falar.Gerir
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João Paulo Tal como não lhe interessa referir que, por causa das traições dessa Esquerda que durante anos ia para os cais de partida dos navios gritar - "nem mais um soldado para áfrica!" para desmoralizarem as tropas, e por causa da criminosa descolonização irresponsável feita por essa mesma Esquerda traidora, houve um milhão de Portugueses forçados a fugir do dia para a noite com uma mão à frente e outra atrás, à frente das catanas, e muitos foram a assassinados e os outros tornaram-se refugiados, metade deles fugiu para Portugal e esse êxodo muito onerou o país e todos os portugueses, e logo a seguir a economia entrou em colapso e houve a 1ª intervenção/resgate do FMI pedido por esses traidores Socialistas em troca de parte do ouro que o Salazar tinha deixado nos cofres do Estado.
Mas isto também não lhe interessa referir.
Nas suas contabilidades inquinadas sobre as vítimas, estas para si não contam. Nem contam para nenhum dos traidores socialistas Comunistas.Gerir
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João Paulo Bem como, quando fala em Vítimas, omite que em 13 anos de guerra em vários territórios, Angola, Moçambique, Guiné, etc, morreram 8 mil soldados Portugueses, o que equivale em média ao mesmo número de mortos por ano que hoje morrem em acidentes de automóvel em Portugal, (se fosse há 15-20 anos atrás morria muito mais gente por ano em acidentes de automóvel do que na Guerra Comunista contra Portugal em África). E o mesmo aplica-se ao número de feridos.
E, repito que você(s) omitem convenientemente dessa contabilidade falaciosa que:
--- As guerras civis que começaram naqueles territórios após a saída de Portugal, duraram o dobro do tempo da guerra contra Portugal, guerras civis essas que fizeram muito mais vítimas do que a guerra contra Portugal, e aqueles povos ficaram na maior das misérias ATÉ HOJE 4 décadas depois, subjugados e explorados pelos ditadores comunistas. Tudo menos democráticos.
Ditadores aqueles que, esses sim, era e são do mais corrupto que há. Aqueles ditadores comunistas pares aliados dos comunistas portugueses, é que eram e são corruptos e viveram e vivem no luxo, luxo pago sangue do povo metido e mantido na miséria e desgraça por eles.
Ditadores africanos aqueles que eles mesmos têm assassinado milhares de pessoas ao longo de décadas!
Mas destas vítimas, tal como das vítimas portuguesas que foram assassinadas e obrigadas a fugir de repente, 1 milhão no total, não fala você nem nenhum membro dessa seita.
Tal como não faz comparações com as acções criminosas da vossa mãe Rússia e suas marionetas ainda hoje.
Não lhes convém pôr as coisas em perspectiva, COMO POR EXEMPLO:
>>> Da vossa mãe de Moscovo ter invadido a Geórgia em 2008 e em poucos dias ter assassinado milhares de Georgianos, não fala você nada. Hoje 20% da Geórgia está militarmente ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas quanto à Geórgia, esses mesmos comunas maldizem os georgianos e louvam os ocupantes!
>>> Nem da vossa fascista mãe Moscovo ter invadido e massacrado a Tchechénia em duas guerras seguidas e ter exterminado dezenas de milhares de tchetchenos em pouco tempo e ferido muitas dezenas de milhares mais, também não lhe interessa falar. Isto acham bom.
Hoje toda a Tchechénia está ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas também isto os socialistas Comunistas acham bom.
>>> Essa mesma Rússia e seus soviéticos Russos, estão a invadir e a aterrorizar a Ucrânia desde 2014, em só 4 anos de guerra já morreram 11 mil ucranianos e dezenas de milhares de feridos e famílias destruídas e 4 milhões de refugiados internos que foram obrigados a fugir da guerra de Moscovo.
Hoje 10% da Ucrânia está militarmente ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas também neste caso, vocês, os mesmos traidores que criaram e praticaram acções terroristas contra Portugal, chamam nomes aos Ucranianos e aplaudem os invasores terroristas de Moscovo.
>>> Na Síria, o Regime genocida da família Socialista Assad marioneta de Moscovo, Regime ditatorial da família Assad instalado há meio século pela mesma Rússia Comunista que o mantém até hoje, exterminou meio milhão (500 mil) de Sírios só em 6 anos e feriu muitos mais e provocou 13 milhões de refugiados (mais de metade da população).
Tudo isto com o patrocínio e apoio directo de Moscovo a todos os níveis.
Mas para vocês traidores socialistas Comunistas, a Rússia é que é boa, e o bom é o criminoso ditador Assad e seu clã.
Para si, nada disto interessa referir nem comparar.
Só fala muito parcialmente dos 8 mil mortos em 13 anos de guerra em vários territórios ultramarinos em África, como se isso fosse um número expressivo quando comparado com tudo o que se lhe seguiu -- muito mais longas guerras civis naqueles territórios que fizeram muito mais vítimas locais, às quais se junta o número de vítimas portuguesas por causa do abandono a que foram sujeitos, etc.....
A todos estes juntam-se também os muitos milhares de vítimas africanas assassinadas pelos ditadores africanos que se seguiram durante 4 décadas, pois eles mesmos têm assassinado milhares de pessoas ao longo de décadas.
Nada disto lhe interessa.Gerir
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José Ribeiro Custa ler pois custa. Mas é uma verdade.Gerir
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João Paulo E, quando você diz que os traidores de Esquerda "não foram violentos", refere-se às várias Organizações terroristas comunistas e respectivos Partidos e Movimentos, que andavam a fazer atentados à bomba pelo País, e a raptarem e assassinarem Portugueses, e a pedirem regates, e a assaltarem bancos, e a quererem dividir o País em dois, partido a meio?
São estes os "pacíficos da resistência"?! Não sabe os seus nomes? Precisa de lista? Duraram décadas, até à de 1980.
Fala-lhe abordar muitos pontos da História.
Só tem o olho esquerdo aberto, ou nem esse? Ou será que estão todos cegos?
1Gerir
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Luis Filipe Silverio Quem critica partidos que nunca tiveram poderes legislativos só podem ser parazitas a mamar a conta dos taxos que anteriores governos lhes proporcionaram.
4Gerir
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Maria Irene Florencio Florencio Aja alguem que consiga ver para alem do horizonte, perante a barreira instituida por mediocres em nome de meia dúzia que nem eles sabem o que querem!
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Jose Delgado Machado Bom...esse comentário está engraçado embora nao diga nada de concreto. Eu dou um suficiente mais!Gerir
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Mário Baptista Cabral Há quem não goste dele porque é um Homem Sério!
Isso chateia os vigaristas!
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Manuel Rodrigues E bom ouvir um Militar GENERAL E ex Presidente da Republica que socialmente e um homem de Esquerda eu entendo que ele diz so com o PCP como vanguarda isto continua a ir em frente um muito obrigado pelo a sua sinceridade para que muita gente abra os olhos
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Liliana Pais O sítio certo para ...... sozinho...e a porta bem fechada!!
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Maria Rosa Foi um presidente que sempre soube estar no seu lugar uma pessoa muito honesta e competente para o cargo que desempenhou.
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Aderito Valverde Li toda a entrevista e não me fez mudar a admiração que tive e tenho por ele.
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Manuel Rocha Isto de dizer-se que se é de esquerda,é uma novidade paradoxalmente ao dito de alguém que apoiou e louvou o cavaco na sua presidênciaGerir
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Carlos Casinhas Grande Senhor.
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Celia Campos E verdade.
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Luísa Gomes Muito nobre Senhor Eanes,
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Margarida Ferreira Este sim, foi o presidente da républica mais sério e isento que passou por
Belém.
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Francisco M. Miranda É Homens destes que nos alimentam a esperança...
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Ricardo Moreira Regalla Dias-Pinto E o nosso... escreveu isto!Gerir
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Rei Barbeitos Este sim foi um verdadeiro Presente!
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Carlos Sobral Pura ilusão... quem escreve o futuro são os detentores do poder...Gerir
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Liliana Pais
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Luis Carvalho Outro salaristaGerir
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Leo Viride EnlouqueceuGerir
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Paulo Amado Grande homem.
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Paulo Louriceira Já contribuo a muitoGerir
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Zeferino Nascimento
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Ricardo Abreu Matos Excelente entrevista
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Hugo João Pereira Baltazar O único em Portugal com eles no sítio desde sempre para sempre...Gerir
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Olinda Monteiro Um HOMEM honesto!Gerir
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José Pinto Foi um dos homens que defendeu a Democracia !Gerir
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Luis Oliveira O único presidente Sério
✌
🇵🇹Gerir
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Manuel Franqueira actuação do p.c.p.....patrótica....?Gerir
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Adelaide Veiga Eu vou contribuir para a percentagem dos abstencionistas.Gerir
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Nuno Lourenço Faz mal. A abstenção pode dar o poder tipos tão democratas, mas tão democratas que um dia quer exprimir a sua opinião e não pode.
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Adelaide Veiga Cansei de votar. Hoje já não posso ter opinião.Gerir
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Pedro Pinheiro Augusto Entrevista imperdível de um grande homem.Gerir
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Fernando Ferreira SR ÉS NÁO DEVIAS SER. SENDO...PENENTECIA TE E VAI AO TEU AMIGO "PAPA" DO.NORTE QUE ELE DÁ TE O PERDÁO. E.
.... COM O FRIOO NAO SAIAS DE CASA
Depoimentos recolhidos por Luísa Meireles e Pedro Santos Guerreiro
Fernando Encarnacao Foi um homem certo, no lugar certo, na hora certa. Considerar agora patriótica a ação do PCP só por miopia aguda... Não se vá mais longe... de óculos postos, olhe-se o q se passa na Auto Europa!
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Luis Carvalho Mais outro triste que desceu a terra ainda tem saudades de salazar
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Luis Carvalho Na auto europa tudo o que seja explorar os trabalhadores Você está de acordo acorde ainds vai a tempo
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Miguel Caldeira Luís Carvalho a Autoeuropa a explorar os trabalhadores ou o Armenio Carlos a tentar fechar mais 1 fábrica? Quando o Costa aceitou governar c o apoio do PCP teve de dar algo em troca, esse algo foi o aumento do poder dos sindicatos em empresas Públicas, TAP, etc. É extremamente perigoso q por ex o Armenio Carlos poe em causa a permanência da VW em Portugal, mas siga o circo, cantando e rindo
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Fernando Encarnacao Luis Carvalho , em regra não respondo a este tipo de comentários. Mas hoje, não sei por quê, Vc parece-me uma anedota q faz rir mas não serve para dialogar!
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Manuel Gomes Mas porquê é o cds e o psd que destruíram a vida a milhares de reformados e não só,obrigaram milhares a emigrar, cortaram salários,e mais não digo porque você sabe muito bem!!Gerir
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João Paulo Já não chegavam os disparates que estes mesmos fascistas Comunistas andam a despejar nas respostas ao meu comentário, e ainda mais estes...
A maldizerem a AutoEuropa, uma das melhores empresas que há em Portugal e que mais condições dá aos trabalhadores, muito acima da média e além do que a Lei exige.
>>> Como se nalgum dos países vítimas de Regimes socialistas Comunistas, passados ou presentes, alguma empresa do Estado desse melhores condições do que a Autoeuropa, ou sequer parecidas.
>>> Como se nos países vítimas do socialismo Comunista, algum trabalhador de qualquer área, tivesse melhores condições ou sequer parecidas às que existem na AE, ou nos países da UE e Tratado do Atlântico Norte.
>>> Como se algum destes venenosos caluniadores fascistas Comunistas alguma vez tivesse optado por ir para algum país Comunista à procura de melhores condições de trabalho, melhores salários, direitos dos trabalhadores, e direitos humanos.
Enfim, os destrutivos maldizentes de sempre.
Para lá não vão. Estão bem é a envenenarem cá.
Passam a vida a tentar destruir isto para que se torne igual aos seus "paraísos", para os quais nunca fogem, e os de lá sempre fugiram e fogem todos para cá à primeira oportunidade.
Vírus infecciosos. Câncer de qualquer sociedade.
Enquanto não destruírem a Autoeuropa não descansam.
É a esta praga que o senil Eanes chama: "Patrióticos"
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Fernando Encarnacao Manuel Gomes , pois claro q sei... o snr. Sócrates deixou tudo em pantanas; o CDS e PSD formaram governo, extasiando-se perante o espectáculo; chegou a troika e disse-lhes baixinho ao ouvido: querem mais dinheiro?! Então, é assim - cortem e apertem tudo até doer porque queremos o dinheirinho de volta... Depois houve eleições e ganharam-nas por pouco. Então apareceu um Chico esperto q disse: não, não, eu e q sei da poda, mesmo sem as ter ganho! E cá estamos... até ver!!Gerir
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Luis Carvalho Pois é trabalhador independente assim não custaGerir
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Luis Carvalho Este João Paulo e memo reacionario porraGerir
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Jose Delgado Machado Pois, pelo que se sabe foi um presidente honesto e capaz. Já quanto à afirmação de que são os povos que escrevem o seu futuro... hum...ficamos na dúvida.
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Josecarlos Feijoeiro Sim, se nao fosse mos um povo Manso ...Gerir
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Escreve uma resposta...

João Paulo Nunca me enganou. Só praticou um acto nobre na vida. De resto foi sempre uma nulidade. E está cada vez mais senil, ao ponto de verborreiar monstruosidades. Elogiar os maiores traidores de Portugal, os comunistas, que sempre traíram a Pátria e continuam a fazê-lo, é evidência inequívoca de que está muito doente. Mais um que conjuntamente com o Jerónimo e Catarina deveria comprar bilhete só de ida para os paraísos dos pseudo "patriotas" do PCP, e ficar lá.
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José Vasconcelos Que diremos de ti ... menos que zero ???
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João Paulo Não.
Os zeros à esquerda estão de facto do seu lado.
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Pedro Sampaio Era benzer-te com água a ferver !!
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João Paulo Aqui está aquilo a que o senil incoerente Ramalho Eanes diz ser um partido patriótico:
"Jerónimo de Sousa diz que o mundo está pior sem a URSS. A URSS teve um inquestionável papel de força motriz de progresso e da paz a nível mundial”, afirmou o secretário-geral do PCP".
Esse triste, que também como Presidente foi uma nulidade, até se esquece do tanto mal que o PCP fez durante décadas (e continua a fazer) a Portugal (já com o Jerónimo e outros "actuais" comunas estavam no PCP), conjuntamente com os seus pares comunas cubanos de Fidel, ao serviço da imperialista Rússia comunista da qual eles tanto gostam e querem de volta.
Os maiores de todos os traidores.
Nefastos em Portugal e em todo o lado pelo mundo.
Só mesmo os zeros à esquerda podem gostar e concordar com este câncer:
http://expresso.sapo.pt/.../2017-11-08-Jeronimo-de-Sousa...Gerir
Jerónimo de Sousa diz que o mundo está pior sem a URSS
EXPRESSO.SAPO.PT
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Estela Tschernutter João Paulo a "verborreiar monstruosidades" como ninguém. Também não engana ninguém, porque chamar os comunistas de "maiores traidores de Portugal" é uma "evidência inequívoca de que está muito doente".
Vê? Aquilo que escreveu não vale nada. Posso dizer o mesmo de si, sem o conhecer e tem o mesmo efeito "uma nulidade".
Críticas de quem fala na pátria com a boca tão cheia de nada, servem apenas para "pseudo patriotas". Arranje factos, estude a história, informe-se, vá ao dicionário, viaje, conheça pessoas diferentes de si.
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Fidalgo Isabel Julio Quem não é contigo é contra ti pensa praticou mais actos nobre não está a receber a reforma isajerada que outro recebem
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João Paulo O fascista Comunista Putin e seu clã soviético também dizem exactamente o mesmo que o PCP. Putin (e seus Russos invasores) também afirmou que a pior catástrofe do século XX foi o desaparecimento da URSS.
Que bela equipa a do PCP...Gerir
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Carlos Alberto Deve de Ser mais um que arranjaste,um bom tacho à conta da direita,è mais um lembe boats!Gerir
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Maria Ramos João Paulo IMIGREM e leva O PASSOS GRANDE PARELHA....
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João Paulo Tal como os Comunistas também dizem que a Coreia do Norte é uma democracia. E o mesmo acerca de Cuba, Venezuela, Angola, China, etc, etc.
Isso é que é o "patriótico PCP".Gerir
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João Paulo Vocês comunistas estão cá a mais.
Deveriam juntar-se à comitiva no avião a caminho dos vossos céus. Porque não vão? Porque ainda estão cá?!
Então nos países da UE e NATO, é que estão bem? No Facebook?
2Gerir
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João Paulo São os maiores traidores sim. E os maiores incongruentes. Incoerentes. Nefastos hipócritas, que, em vez de irem praticar o que apregoam onde devem, passam a vida cá a envenenar, minar e destruir.
1Gerir
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Ana Franco Agora que já ejaculou o fel contra a única figura que não se encaixa na sua confusão cerebral e como já que disse as merdas todas erradas sobre o único presidente que recusou qualquer mordomia após terminar a sua função, fico a aguardar que me fale de todos os outros presidentes que se abotoaram com fundações, frota automóvel, pensões chorudas e palacetes fornecidos pelos borregos dos contribuintes onde irão refastelamente passar a vida à semelhança de um monarca retirado de funções, ah! não esquecer do BPN. Ou você é ignorante ou um grande falacioso, a única figura de estado honesta é aquele que você escolheu para atacar. Já agora, não me venha com as merdas comunistas porque não sou, reconhecer que você não tem honestidade intelectual, nada tem que ver com ideologias, percebeu, ou quer que repita...?
10Gerir
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Estela Tschernutter O senhor percebe tanto de comunismo como um norte-coreano.
😎5Gerir
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João Paulo Sim?! Ainda bem que escrevem essas baboseiras, porque nota-se quem é que "percebe de comunismo como um norte coreano" >> pois é o PCP que diz que a Coreia do Norte é uma democracia.
3Gerir
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Barros Aderito esqueceu-se dos pedroso portas cavacos e tantos outros albuquerques com o apagão internet e e 10 mil milhões desapareceram veja bem para os dois lados
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João Paulo E foi também esse mesmo PCP que no Parlamento Português votou CONTRA a condenação dos crimes do Regime Norte Coreano.
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Tiago Gomes Esse Acto nobre a que te referes foi o golpe militar falhado de 25 de Novembro?Gerir
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João Paulo E foi também esse mesmo partido de nefastos traidores PCP que, tal como os seus pares Comunistas fascistas do BE e PEV (CDU), no Parlamento Português votaram CONTRA o reconhecimento do HOLODOMOR como genocídio da Rússia Comunista na Ucrânia, que matou milhões de Ucranianos.
1Gerir
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Ana Franco Mas qual é o teu problema com o ex-presidente?!?! Leste a entrevista? Pela tua narrativa não me parece. Parece que tens uma foice entalada em qualquer sítio... Concentra-te no Gen. Ramalho Eanes. Bolas!!
4Gerir
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Ana Franco Lutou muito contra o PCP, quando este defendia uma visão não democrática, e depois lutou pela sua legitimação enquanto força democrática. Como o vê entrar num entendimento com o poder?
O PCP é um partido com uma ideologia que se conhece, mas muito pragmático. Tive ocasião de o constatar durante o meu longo contacto com Álvaro Cunhal. O PCP sabe olhar a realidade, ler a realidade, responder à realidade. Percebeu que o governo anterior se tinha deixado aprisionar por uma ação política que era necessário impedir que continuasse. Considero a ação do PCP correta e patriótica. Mas não podemos pedir ao PC que se desconfigure: tem uma orientação determinada pela sua interação com os militantes que tem de respeitar, que é motivada pela sua ideologia, que tem de se afirmar. Tudo isso cria algumas dificuldades em respostas que poderiam ser dadas neste período de expansão económica.
3Gerir
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Paula Cruz O senhor cale-se e leia o artigo !
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Manuel Rocha João Paulo,o que Eanes referiu foi que o pc teve uma acção patriótica,para bom entendedor meia palavra basta.
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João Paulo PCP o Partido dos traidores conjuntamente com os seus pares equivalentes BE e PEV, que sempre deu e dá vivas, urras e aleluias às mais criminosas ditaduras, passadas e presentes, "é de facto um óptimo Partido". É por isso mesmo que vocês deveriam ir todos berrar para aqueles paraísos e ficarem lá com a foice e martelo na mão.
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Frederico Campos Com essas ventas, quem te traiu foi a tua mãe!
2Gerir
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Carlos Alves Umas fériazinhas no Tarrafal, eram capaz de te ter feito bem à moleirinha.!!!!...
😎
😎2Gerir
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João Paulo Vocês Comunistas são uma verdadeira praga. Praga letal de fanáticos irascíveis do mais venenoso e letal que há. E passam a vida a maldizer tudo e todos, passam a vida a inventarem boatos e a caluniarem e difamarem e injuriarem os outros. Vivem disso.Gerir
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João Paulo Vocês Comunistas não passam de terroristas. Criminosos assassinos que passam a vida a oprimir tudo e todos os que não pertencem à vossa seita maldita. Passam a vida a impor a repressiva Lei-da-Rolha e opressora censura do Lápis-Vermelho.Gerir
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Estela Tschernutter
❤️uma foice atravessada
❤️ muito bom, Ana Franco!3Gerir
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João Paulo Vocês terroristas Comunistas fascistas, dos vários Partidos comunistas que há em Portugal, até são aliados dos terroristas islamistas que convosco fazem parelha. Vocês andam há 1 século a destruir nações por todo o mundo, mais de meio planeta de rastos, e continuam, e querem mais. Ainda não estão satisfeitos com tanta miséria e terror que impuseram e mantêm.Gerir
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Anabela Santos HUAUUU
😀
😀
😀
😀 ainda há disto
👿
👿
👿
👿
👿GerirGosto · Responder · 11 h

Vitor Lima João Paulo pode explanar em concreto toda essa sua sabedkria ?
1Gerir
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Manuel Freire Barros Não mereces fruir o legado de liberdade e de patriotismo que este grande português te entregou. E revelas que não saberás transmitir o que herdaste. És uma nulidade.
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Manuel Freire Barros Não mereces fruir o legado de liberdade e de patriotismo que este grande português te entregou. E revelas que não saberás transmitir o que herdaste. És uma nulidade...
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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José De Almeida Costa
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Jose Moura Este João Paulo deve fumar umas coisa logo pela manhã que o deixam assim. Desculpem lá o rapazito .
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João Paulo Terroristas Comunistas, são do mais fascista que há. Chacinaram mais de cem milhões de seres humanos por todo o mundo, inúmeras ditaduras intermináveis. Ainda continuam impunemente, e querem impor mais.Gerir
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João Paulo Genocidas tiranos, ditadores socialistas-Comunistas e seus descerebrados eunucos fanáticos de rebalho apascentado a foices e martelos, que exterminaram cinco vezes mais gente do que os seus pares socialistas-Nazis. Deveriam ser proibidos por Lei em todo o mundo, banidos da sociedade.Gerir
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Luis Carvalho Banido precisavas tu estás a ofender milhares de portugueses que lutaram para agora poderes dizer estas baboseiras reacionarias e nazis
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João Paulo É inaceitável que só os socialistas-Nazis sejam repudiados e proibidos mas os seus irmãos socialistas-Comunistas muito mais nefastos durante muito mais tempo, andam por aí à solta a continuarem os terrores e horrores e a lançarem massiva propaganda venenosa tal como o ISIS. Proibidos por Lei e banidos do Sistema. Só impõem miséria, desgraças e morte aos outros. Vírus que não merecem o ar que respiram, e muito menos viverem nos países ocidentais.Gerir
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Carlos Alves A paciência que vocês têm para estar a dar troco a este "Manuel".!!!....
Ainda não repararam, que o homem está formatado, para dizer sempre a mesma coisa. No fundo, é um óptimo exemplo da forma como funciona a "cabeça" dos radicais Islâmicos em relação a tudo o que representa, a cultura ocidental. As demências, são equivalentes.!!!!....
😎
😎
😎1Gerir
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Ricardo Victorino João Paulo e compras tudo feito na China? Para suportares os teus ditos inimigos?
Decerto um comunista roubou-te a namorada e viraste ovelha. Ou trocaste os medicamentos outra vez?
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João Paulo Não. Eu não compro nada chinês.
Eu compro sempre tudo feito em Portugal.
O que é Nacional é de facto bom, excepto essa praga Comunista (das várias correntes) cujos terroristas se pudessem comprariam tudo na vossa mãe Moscovo e irmãos Cuba, Coreia do Norte, etc. Porque não vão para lá?? Então no Facebook dos EUA é que estão bem? A pregarem de longe nos países da UE e NATO?Gerir
Gosto · Responder · 9 h

João Paulo Não tentem disfarçar a vossa essência.
Vocês é que são os reis do ódio. Vocês fanáticos é que são o império do mal, desde sempre, por todo o mundo, perseguem, prendem, torturam e exterminam todos aqueles que rejeitam e se recusam a vergar e se opõem à vossa seita maldita e respectivos deuses assassinos e ídolos satânicos Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Estaline, Hitler, Fidel, Che Guevara, etc...Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo é a este homem ,acima de qualquer outro, que deve isto não ter descambado para um regime totalitário de esquerda
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Anselmo Caldas Além disso somos ou não todos portugueses e ainda temos um caminho longo para um estado de direito no combate a corrupção e fuga aos impostos e isto é o que alguns chamam de satânicoGerir
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Carlos Alves E vocês a insistir em dar "trela" a este sociopata.!!!!....
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😎1Gerir
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Ricardo Victorino João Paulo tas pior hoje
Queres que telefone ao hospital?
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Manuel Freire Barros O TIPO tem pinta, teria feito uma boa carreira na PIDE.
1Gerir
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Manuel Gomes É evidente que para ti tudo o que cheire a esquerda são traidores à pátria, que é precisamente o que os salazaristas pensam!!Gerir
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João Paulo Traidores, sim! Os maiores de todos e mais perigosos traidores! Comprovadamente. É factual. E não é nada de novo nem único. Não é exclusivo de Portugal.Gerir
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João Paulo E, não sou Salazarista nem nunca fui, mas se tivesse que optar por dois males não teria qualquer dúvida sobre o qual escolher, PORQUE no tempo do Salazar os presos políticos (incluindo socialistas/comunistas) de toda a Europa vinham refugiar-se em Portugal para escaparem a Hitler e seu sócio Estaline!Gerir
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Carlos Alves Ó Manuel Freire, vou-lhe contar um episódio, passado nos anos 60, aqui numa livraria de Campo de Ourique em Lisboa, que tinha a "mania" de ter à venda livros "politicamente incorrectos". Um dia, uma brigada da PIDE, como já era habito, ao fazer mais uma "vizita", achou por bem, além de apreender os livros "subversivos", ainda levou um poster de Charlie Chaplin, porque "constava-se" que era um perigoso comunista de Hollywood.!!!
Fazer filmes, como "Tempos Modernoa", não caia bem aos salazarento.!!!!!....
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😎GerirGosto · Responder · 6 h

João Paulo No tempo do Salazar, nomeadamente durante a WWII, os presos políticos, governantes e políticos de toda a Europa, não iam para a Rússia, nem para Cuba, nem para outros dos vossos infernos comunistas. Vinham refugiar-se em Portugal!
Tal como ainda hoje nenhum de vocês vai para a Rússia, nem para Cuba, nem para a Venezuela, nem para a Coreia do Norte, nem para a Nicarágua, nem para a Bolívia, nem para a China, nem para o Vietname, nem para o Cambodja, nem para o Laos, nem para o Zimbabué, etc. E as vítimas dos vossos adorados Regimes criminosos fogem todos de lá para cá!
Vocês não vão para lá, pregam de longe, e os de lá vêm todos para cá, para os países da UE e América do Norte, países da NATO! E andam todos a envenenar o ambiente no Facebook dos Estados Unidos da América!
Bando de hipócritas. Rebanho de fascistas, eunucos fanáticos adoradores de tiranos genocidas.Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, claro que vinha para cá ,tudo o que era refugiado de luxo,uma corrupta ditadura de direita, como era a nossa (apesar da vida modesta de Salazar ) acolhe bem todos os que tragam dinheiro, como aquele pedófilo arménio (actividade que continuou a praticar cá )quem tinha dinheiro e foram esses que recebemos vem para um sitio onde o possa usar à vontade.A sério João Paulo, péssimo argumento
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Gosto · Responder · 5 h

Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, na segunda guerra fugiu muita gente para Cuba que era controlada por Batista a soldo da Máfia judaico-italiana de Meyer Lanski e Lucky Luciano e depois da Guerra, os refugiados nazis foram para a Argentina de Peron e para o Brasil.Sempre achei engraçado ao destaque que se dava a quem correndo risco de vida ,deixava Cuba,em Jangadas em direcção aos States quando o êxodo de mexicanos era muito maior (mas não são socialistas, não dá para provar nada ),acho que o Trump quer construir um muro com o México e não comprar mais submarinos (gastar em armas,ele quer sempre) para patrulhar as 80 milhas entre Cuba e a Florida (mas se quiser comprar submarinos, temos cá uns ,baratos e quase por estrear que não fazem falta)Gerir
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João Paulo Nada disso. O argumento é óptimo e muito válido. Factual. Dêem vocês as voltas na tumba do Marx, Lenin, Cunhal e Soares, que derem. Não têm hipóteses de mascarar a realidade. No tempo do Salazar, nomeadamente no tempo da Guerra, havia em Portugal refugiados políticos de todas as cores de todos os pontos da Europa, desde Monárquicos a Republicanos, etc.
Só era alvo do Regime quem fosse contra Portugal e quisesse dividir, fragmentar e destruir a Nação Portuguesa.
"Péssimo argumento" é o vosso, pois Salazar viveu modestamente e morreu pobre, sem roubar o Estado ou aproveitar-se pessoalmente dos seus recursos.
Por isso e muitos outros motivos, o vosso argumento cai pela base. Tem pés de argila. A vossa argumentação é que é absurda. Infundamentada. Ilusionista. Subversiva.
Corruptos que viviam no luxo eram os traidores Esquerdas, que viviam com o dinheiro de potências estrangeiras para traírem e destruírem o País.
Esses é que eram (e são) os corruptos, judas socialistas Comunistas que acolhiam (e acolhem) bem o dinheiro sujo de ditaduras como a Russa, que metiam ao bolso em troca de traição, enquanto viviam à grande em Paris a planearem e conspirarem contra Portugal, fazerem guerras contra Portugal e matarem o Portugueses.
Esses é que eram os bandidos corruptos que viviam no luxo!
No tempo do Salazar, os traidores Comunistas de cá, eram perseguidos porque andavam a tentar destruir o País desde há décadas para transformar isto noutra Cuba e entregar-nos à Rússia e fazer o mesmo com os territórios ultramarinos.
Parte desse objectivo aconteceu.
Os malditos comunistas, como o Cunhal, que era financiado pelo Comité central de Moscovo/Rússia, para onde fugiu e era tratado como um lord e onde casou e constituiu família, tudo faziam para destruir Portugal.
E não era só o traidor Cunhal.
Havia muitos mais, como os vergonhosos covardes desertores traidores Soares (na altura comunista, só depois fundou o PS), e Pacheco Pereira, e Manuel Alegre, e muitos outros comunistas (muitos dos quais são hoje do PS e de outros partidos, como o BE, etc), que eram patrocinados por Moscovo, e recusavam-se a cumprir com as suas obrigações mínimas para com a Pátria Portuguesa, e em vez disso, tudo faziam para destruir a Nação.
Para isso já tinham genica e motivação!
Esses sim, eram perseguidos e bem.
A traição à Pátria é também hoje considerada crime passível da pena capital em muitos países de todo o mundo.
Pena é que em vez de os comunistas serem aprisionados, não tivessem sido aniquilados. Isso sim, teria sido revolucionário, progresso e evolução.
O Salazar falhou, e muito. Foi demasiado benevolente e misericordioso para com essa praga maldita.
Salazar foi muito mais benevolente e misericordioso do que alguma vez algum comunista foi.
Qualquer comunista no lugar de Salazar teria exterminado todos os outros.
Como se vê pelos traidores Socialistas/Comunisas que ainda hoje cá andam, não foi nada disso que aconteceu. Só morrem de velhos. Infelizmente.
Tanta gente boa que morre com doenças fatais, mas essa praga custa a morrer.
Como diz o ditado: “Bicho ruim não morre”.Gerir
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Luis Filipe Nunes Teixeira João Paulo, "obrigações mínimas com a Pátria ",refere se a ir morrer para África numa guerra impossível de vencer ,fosse militarmente ou pelas pressões internacionais? Então aí também não tenho dúvidas ,entre exilar me no Vietname ou em Cuba e ir arriscar a vida numa luta perdida e errada,Havana UNANAGerir
Gosto · Responder · 3 h

Luis Filipe Nunes Teixeira Joao Paulo ,ninguém disse que não havia ,na II guerra, gente de todos os quadrantes políticos, não havia era de todos os estratos sociais ,se tivessem dinheiro, como é normal nestas ditaduras eram bem vindos,caso contrárioGerir
Gosto · Responder · 3 h

Luis Filipe Nunes Teixeira Joao Paulo no Estado Novo ,a única coisa que posso criticar ao Alegre,Pacheco Pereira; Soares e tantos outros que optaram por não combater em África (e bem) foi não terem sido mais duros com o regime.Se a ditadura Portuguesa não foi especialmente sanguinária ,a resistência à mesma ainda menosGerir
Gosto · Responder · 3 h

João Paulo Você tal como todos os traidores da mesma origem, só disparate. Múltiplas invenções propagandísticas para tentar encapotar a realidade.Gerir
Gosto · Responder · 2 h

João Paulo O que você deveria ter dito mas como todos os trafulhas preferiu omitir, é que a guerra ultramarina em África nunca teria existido se não fosse a premeditação e planeamento dos socialistas Comunistas portugueses que, via as suas células do PCP em África, andaram durante anos patrocinados por Moscovo a instigar e preparar a "revolução" lá!
Começaram em Angola e depois passaram para Moçambique, e só depois de vários anos de conspiração é que a guerra começou.
Isto é que você deveria ter escrito.
Agradeça as vítimas a essa praga com a qual se identificaGerir
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João Paulo Tal como você deveria ter escrito que:
Após a saída de Portugal dos territórios ultramarinos, nomeadamente de Angola e Moçambique, foram os tiranos Comunistas que assumiram o controlo e impuseram ditaduras, e a guerra continuou, guerra civil entre facções, guerra que durou o dobro do tempo da guerra contra Portugal, guerra civil que fez muito mais vítimas do que a guerra contra Portugal, e aqueles povos ficaram na maior das misérias ATÉ HOJE 4 décadas depois, subjugados e explorados pelos ditadores comunistas que, tal como José Eduardo dos Santos e João Lourenço, tinham estado anos na Rússia a aprenderem como instalar e manter a ditadura.
Mas disto não lhe interessa falar.Gerir
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João Paulo Tal como não lhe interessa referir que, por causa das traições dessa Esquerda que durante anos ia para os cais de partida dos navios gritar - "nem mais um soldado para áfrica!" para desmoralizarem as tropas, e por causa da criminosa descolonização irresponsável feita por essa mesma Esquerda traidora, houve um milhão de Portugueses forçados a fugir do dia para a noite com uma mão à frente e outra atrás, à frente das catanas, e muitos foram a assassinados e os outros tornaram-se refugiados, metade deles fugiu para Portugal e esse êxodo muito onerou o país e todos os portugueses, e logo a seguir a economia entrou em colapso e houve a 1ª intervenção/resgate do FMI pedido por esses traidores Socialistas em troca de parte do ouro que o Salazar tinha deixado nos cofres do Estado.
Mas isto também não lhe interessa referir.
Nas suas contabilidades inquinadas sobre as vítimas, estas para si não contam. Nem contam para nenhum dos traidores socialistas Comunistas.Gerir
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João Paulo Bem como, quando fala em Vítimas, omite que em 13 anos de guerra em vários territórios, Angola, Moçambique, Guiné, etc, morreram 8 mil soldados Portugueses, o que equivale em média ao mesmo número de mortos por ano que hoje morrem em acidentes de automóvel em Portugal, (se fosse há 15-20 anos atrás morria muito mais gente por ano em acidentes de automóvel do que na Guerra Comunista contra Portugal em África). E o mesmo aplica-se ao número de feridos.
E, repito que você(s) omitem convenientemente dessa contabilidade falaciosa que:
--- As guerras civis que começaram naqueles territórios após a saída de Portugal, duraram o dobro do tempo da guerra contra Portugal, guerras civis essas que fizeram muito mais vítimas do que a guerra contra Portugal, e aqueles povos ficaram na maior das misérias ATÉ HOJE 4 décadas depois, subjugados e explorados pelos ditadores comunistas. Tudo menos democráticos.
Ditadores aqueles que, esses sim, era e são do mais corrupto que há. Aqueles ditadores comunistas pares aliados dos comunistas portugueses, é que eram e são corruptos e viveram e vivem no luxo, luxo pago sangue do povo metido e mantido na miséria e desgraça por eles.
Ditadores africanos aqueles que eles mesmos têm assassinado milhares de pessoas ao longo de décadas!
Mas destas vítimas, tal como das vítimas portuguesas que foram assassinadas e obrigadas a fugir de repente, 1 milhão no total, não fala você nem nenhum membro dessa seita.
Tal como não faz comparações com as acções criminosas da vossa mãe Rússia e suas marionetas ainda hoje.
Não lhes convém pôr as coisas em perspectiva, COMO POR EXEMPLO:
>>> Da vossa mãe de Moscovo ter invadido a Geórgia em 2008 e em poucos dias ter assassinado milhares de Georgianos, não fala você nada. Hoje 20% da Geórgia está militarmente ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas quanto à Geórgia, esses mesmos comunas maldizem os georgianos e louvam os ocupantes!
>>> Nem da vossa fascista mãe Moscovo ter invadido e massacrado a Tchechénia em duas guerras seguidas e ter exterminado dezenas de milhares de tchetchenos em pouco tempo e ferido muitas dezenas de milhares mais, também não lhe interessa falar. Isto acham bom.
Hoje toda a Tchechénia está ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas também isto os socialistas Comunistas acham bom.
>>> Essa mesma Rússia e seus soviéticos Russos, estão a invadir e a aterrorizar a Ucrânia desde 2014, em só 4 anos de guerra já morreram 11 mil ucranianos e dezenas de milhares de feridos e famílias destruídas e 4 milhões de refugiados internos que foram obrigados a fugir da guerra de Moscovo.
Hoje 10% da Ucrânia está militarmente ocupada pela mesma Rússia que patrocinou os comunistas portugueses em África e sua traição.
Mas também neste caso, vocês, os mesmos traidores que criaram e praticaram acções terroristas contra Portugal, chamam nomes aos Ucranianos e aplaudem os invasores terroristas de Moscovo.
>>> Na Síria, o Regime genocida da família Socialista Assad marioneta de Moscovo, Regime ditatorial da família Assad instalado há meio século pela mesma Rússia Comunista que o mantém até hoje, exterminou meio milhão (500 mil) de Sírios só em 6 anos e feriu muitos mais e provocou 13 milhões de refugiados (mais de metade da população).
Tudo isto com o patrocínio e apoio directo de Moscovo a todos os níveis.
Mas para vocês traidores socialistas Comunistas, a Rússia é que é boa, e o bom é o criminoso ditador Assad e seu clã.
Para si, nada disto interessa referir nem comparar.
Só fala muito parcialmente dos 8 mil mortos em 13 anos de guerra em vários territórios ultramarinos em África, como se isso fosse um número expressivo quando comparado com tudo o que se lhe seguiu -- muito mais longas guerras civis naqueles territórios que fizeram muito mais vítimas locais, às quais se junta o número de vítimas portuguesas por causa do abandono a que foram sujeitos, etc.....
A todos estes juntam-se também os muitos milhares de vítimas africanas assassinadas pelos ditadores africanos que se seguiram durante 4 décadas, pois eles mesmos têm assassinado milhares de pessoas ao longo de décadas.
Nada disto lhe interessa.Gerir
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José Ribeiro Custa ler pois custa. Mas é uma verdade.Gerir
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João Paulo E, quando você diz que os traidores de Esquerda "não foram violentos", refere-se às várias Organizações terroristas comunistas e respectivos Partidos e Movimentos, que andavam a fazer atentados à bomba pelo País, e a raptarem e assassinarem Portugueses, e a pedirem regates, e a assaltarem bancos, e a quererem dividir o País em dois, partido a meio?
São estes os "pacíficos da resistência"?! Não sabe os seus nomes? Precisa de lista? Duraram décadas, até à de 1980.
Fala-lhe abordar muitos pontos da História.
Só tem o olho esquerdo aberto, ou nem esse? Ou será que estão todos cegos?
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Luis Filipe Silverio Quem critica partidos que nunca tiveram poderes legislativos só podem ser parazitas a mamar a conta dos taxos que anteriores governos lhes proporcionaram.
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Maria Irene Florencio Florencio Aja alguem que consiga ver para alem do horizonte, perante a barreira instituida por mediocres em nome de meia dúzia que nem eles sabem o que querem!
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Jose Delgado Machado Bom...esse comentário está engraçado embora nao diga nada de concreto. Eu dou um suficiente mais!Gerir
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Mário Baptista Cabral Há quem não goste dele porque é um Homem Sério!
Isso chateia os vigaristas!
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Manuel Rodrigues E bom ouvir um Militar GENERAL E ex Presidente da Republica que socialmente e um homem de Esquerda eu entendo que ele diz so com o PCP como vanguarda isto continua a ir em frente um muito obrigado pelo a sua sinceridade para que muita gente abra os olhos
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Liliana Pais O sítio certo para ...... sozinho...e a porta bem fechada!!
😑GerirGosto · Responder · 10 h · Editado

Maria Rosa Foi um presidente que sempre soube estar no seu lugar uma pessoa muito honesta e competente para o cargo que desempenhou.
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Aderito Valverde Li toda a entrevista e não me fez mudar a admiração que tive e tenho por ele.
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Manuel Rocha Isto de dizer-se que se é de esquerda,é uma novidade paradoxalmente ao dito de alguém que apoiou e louvou o cavaco na sua presidênciaGerir
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Carlos Casinhas Grande Senhor.
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Celia Campos E verdade.
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Luísa Gomes Muito nobre Senhor Eanes,
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Margarida Ferreira Este sim, foi o presidente da républica mais sério e isento que passou por
Belém.
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Francisco M. Miranda É Homens destes que nos alimentam a esperança...
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Ricardo Moreira Regalla Dias-Pinto E o nosso... escreveu isto!Gerir
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Rei Barbeitos Este sim foi um verdadeiro Presente!
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Carlos Sobral Pura ilusão... quem escreve o futuro são os detentores do poder...Gerir
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Liliana Pais
Gerir
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Luis Carvalho Outro salaristaGerir
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Leo Viride EnlouqueceuGerir
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Paulo Amado Grande homem.
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Paulo Louriceira Já contribuo a muitoGerir
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Zeferino Nascimento
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Ricardo Abreu Matos Excelente entrevista
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Hugo João Pereira Baltazar O único em Portugal com eles no sítio desde sempre para sempre...Gerir
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Olinda Monteiro Um HOMEM honesto!Gerir
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José Pinto Foi um dos homens que defendeu a Democracia !Gerir
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Luis Oliveira O único presidente Sério
✌
🇵🇹GerirGosto · Responder · 8 h

Manuel Franqueira actuação do p.c.p.....patrótica....?Gerir
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Adelaide Veiga Eu vou contribuir para a percentagem dos abstencionistas.Gerir
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Nuno Lourenço Faz mal. A abstenção pode dar o poder tipos tão democratas, mas tão democratas que um dia quer exprimir a sua opinião e não pode.
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Adelaide Veiga Cansei de votar. Hoje já não posso ter opinião.Gerir
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Pedro Pinheiro Augusto Entrevista imperdível de um grande homem.Gerir
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Fernando Ferreira SR ÉS NÁO DEVIAS SER. SENDO...PENENTECIA TE E VAI AO TEU AMIGO "PAPA" DO.NORTE QUE ELE DÁ TE O PERDÁO. E.
.... COM O FRIOO NAO SAIAS DE CASA


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