Nomeação de Armando Inroga para PCA da TV///
Considero a nomeação de Armando Inroga para o cargo de PCA da TV/// como um grande INSULTO para a classe profissional da comunicação moçambicana...
A prática de distribuir cargos estatais sem observar critérios profissionais, mas sim observando critérios de afinidade pessoal entre quem tem competência para nomear, ou seus colaboradores directos, e o nomeado é uma prática nepotista e tem que ser combatida sem tréguas. Vamos lá valorizar os nossos quadros com base na sua especialização técnico-profissional!
Com esta nomeação, o Primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, acaba de desqualificar os profissionais da comunicação social moçambicana. É inaceitável. São brincadeiras deste tipo, protagonizadas por governantes nepotistas, que promovem mediocridade no nosso aparelho do Estado e na gestão das empresas públicas.
As seguintes perguntas recusam-se a calar:
1. Porquê foi preciso ir buscar um economista, bancário no BNI, para o colocar como PCA da TV///?... Não há profissionais qualificados na classe de comunicação social para dirgir a TV///?... Afinal o que se está a passar no meu país?... Quem põe o guizo ao gato?...
2. Na classe profissional da comunicação social moçambicana há quadros com visão do que deve ser feito para melhorar ou aprimorar a prestação ou o desempenho dos nossos órgãos públicos de informação. Porquê não dar oportunidade também a esses quadros no seu ramo de actividade, para mostrarem o que podem ou valem ?
3. Como Ministro de Indústria e Comércio no Governo de Armando Guebuza, Armando Inroga fez NADA para deixar memórias indeléveis no povo moçambicano. Nem lá no BNI. Quase ninguém mais se lembrava desse ex-governante, excepto seus ex-subordinados e amigos chegados. Como é que agora se pensa e acredita que na direcção da TV/// só o Armando Inroga é que vai fazer melhor que um quadro ligado ao sector de comunicação social?
Senhor Presidente Filipe Nyusi, por favor chama à razão os dirigentes com poderes para nomear e exonerar outros quadros, para que sejam criteriosos no uso destas competências e se distanciem de práticas nepotistas. Não é bom para Moçambique o abuso das competências de nomear e exonerar... Haja critérios objectivos no uso destas competências por quem as tem, nos termos da lei!
Uma política correcta de prospecção e identificação de quadros capazes de fazer diferença é dar oportunidades a outros tantos que NUNCA estiveram em postos de direcção, mas que têm potencial para fazer melhor nesses postos. Dar sempre oportunidade para dirigir a quem já dirigiu, mesmo sem boa folha de serviços, é promover a estagnação e a mediocridade.
Com estas palavras, junto-me ao grito do Egidio Vaz, na reflexão que a seguir partilho, em solidariedade com os profissionais de comunicação social moçambicana que foram preteridos no preenchimento da vaga aberta com o terminus do mandato de Cuambe Jaime na direcção da TV///.
--- INÍCIO ---
Elefante na loja de porcelana ou Boi em cima da ponte
PA nomeação do novo PCA da TVM é um equívoco grande. Equívoco Monumental. Equívoco Oceânico.
Primeiro, por se tratar de alguém que já foi ministro. Se alguém que já foi servidor de topo de um governo nacional aceita um cargozito menos complexo como a TVM, então a primeira prova é de que nomea-lo ministro foi um grandioso equívoco. E se compulsar sobre seu legado no ministério que dirigiu, verificamos nada mais que ar fresco.
Segundo, gestão de empresas de Mídia já é especialidade. E temo-los tanto dentro como fora da TVM. O estado gasta recursos formando seus funcionários para depois se especializar em receber alienígenas.
Terceiro, essa nomeação mostra o descompromiso do estado para com resultados. Levará tanto tempo para conhecer a casa e depois tomar medidas bobas, até também ser dispensado, quando interna e externamente, existe mão de obra disponível e pronta a correr.
Quarto, é importante que o público esteja actualizado sobre o processo de fusão da RM e TVM, processo desencadeado há muito tempo, mas que até agora nada se vê. A nomeação de um PCA da TVM é ou pode ser interpretado como paralisação desse processo.
Quinto, paremos por favor com o compadrio. Os compadres e afilhados podem bem ser úteis em empreendimentos privados. O estado precisa é de gestores comprometidos apenas com o interesse público. Esses são acessíveis por critérios públicos. Nomear compadres reduz significativamente a autoridade de fiscalização, e Monitoria na base de critérios de competência e resultados. Não que ele seja incompetente. Mas por favor, que fosse PCA do BNI.
Na mídia?
A TVM já é uma empresa com profissionais maduros. Muito maduros. Madurissimos.
Ou os competentes não entendem o negócio da mídia, ou não conhecem as empresas de Mídia nacionais ou é mesmo distribuição de sofás.
Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaao[!]
--- FIM ---

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