quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Obama proíbe novas explorações e Trump não pode reverter decisão

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Petróleo. 

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A decisão é de caráter permanente, pelo que Trump não vai poder revertê-la. É a última tentativa de garantir algumas proteções ambientais antes de Donald Trump tomar posse.
BP / HANDOUT/EPA
Numa última tentativa de garantir algumas proteções ambientais antes de Donald Trump tomar posse, Barack Obama interditou na terça-feira, de forma definitiva, qualquer nova pesquisa de hidrocarbonetos (petróleo e gás natural) nas águas norte-americanas dos oceanos Ártico e Atlântico.
A medida, de caráter permanente, dificilmente poderá ser revertida no futuro, o que significa que Trump, que prometeu suprimir numerosas regulamentações ambientais, terá a vida dificultada se quiser atribuir novas licenças para perfurações na zona económica exclusiva americana. O Canadá associou-se à medida anunciada por Obama com uma iniciativa semelhante. “Uma proibição nas perfurações nas águas do Ártico ajuda a proteger o planeta que partilhamos”, escreveu Obama no Twitter, referindo-se ao trabalho conjunto com o Canadá.
“Hoje, em parceria com os nossos vizinhos e aliados do Canadá, os EUA superam uma etapa histórica para preservar os ecossistemas do Ártico”, sublinhou Obama, em comunicado, evocando também a necessidade de reduzir a dependência das energias fósseis para lutar contra as alterações climáticas.
Obama, que fez da proteção do ambiente uma das grandes prioridades dos seus dois mandatos, apoiou-se numa lei de 1953 para agir, algumas semanas antes da sua partida. Esta legislação dá aos presidentes o poder de proteger as águas federais de toda e qualquer exploração de gás e petróleo, e já tinha sido utilizada por vários dos seus antecessores, entre os quais Dwight Eisenhower e Bill Clinton.
A decisão, tomada na terça-feira, apoia-se em “uma base legal sólida” e não pode ser questionada por um outro Presidente, afirmou um alto responsável da Casa Branca. No Oceano Atlântico, ao largo do Alasca, Obama interditou, de maneira permanente, qualquer novo furo em um pouco mais de 50 milhões de hectares, que incluem todas as águas dos EUA do Mar dos Tchouktches e uma grande parte das de Beaufort. Em todo o Atlântico, foram designados 31 locais submarinos onde qualquer perfuração vai ser proibida. Do seu lado, o Canadá anunciou a interdição, de maneira permanente, de qualquer nova perfuração nas águas canadianas do Ártico, mas com a possibilidade de revisão de cinco em cinco anos.
Trump, que por várias vezes questionou a realidade das alterações climáticas, prometeu acabar com “a intrusão” da Agência de Proteção do Ambiente (EPA, na sigla em Inglês) “na vida dos [norte-]americanos”. Para a dirigir, designou Scott Pruitt, um cético das alterações climáticas, até agora ministro da Justiça do Estado do Oklahoma, que dirigiu uma batalha judicial para anular as regulamentações do governo de Barack Obama que visavam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa por parte das centrais de carvão. Este mês, um conjunto de cientistas enviou uma carta a Trump a pedir-lhe para combater as alterações climáticas.
Mas as dúvidas de Trump relativamente às questões ambientais não são novas. Em 2012, considerou que “o conceito de aquecimento global foi criado pelos chineses, para tornar a produção industrial dos EUA não competitiva”.
A iniciativa de Obama foi bem acolhida pelos ambientalistas. Citada pela Associated Press, Jacqueline Savitz, responsável do grupo ambientalista Oceana, sublinhou que “esta decisão vai ajudar a proteger o turismo costeiro lucrativo que existe, e os negócios da pesca, das perfurações junto à costa”. A verdade é que também não havia grande interesse por parte das empresas de energia americanas em levar a cabo perfurações naquela área, onde é muito arriscado explorar petróleo. Segundo o The Guardian, em 2015, apenas 0,1% da produção de petróleo norte-americana veio do Ártico.
José António Rodrigues Carmo
2 m
Dificilmente será revertida?
Que disparate!
Qualquer ordem executiva de um Presidente pode ser anulada com uma simples assinatura por outro  Presidente. Aliás quase todas as medidas que Obama tomou, numa inédita deriva de poder pessoal, foram por ordens executivas, as quais não têm qualquer lastro, como teriam se tivesse sido passadas pelo Capitólio.  Criou um precedente que agora qualquer um pode usar. E não estou a ver Trump a ligar muita importância às ordens executivas de Obama. Provavelmente esta medida de Obama é mais uma selfie, para ficar bem no retrato, agora que apenas lhe resta um mês.
Eu Mesmo
1 h
Não estou a ver de que forma serão "irreversíveis", nada é irreversível em política como demonstra claramente o governo que temos por cá.
Dark Prince II
2 h
Tipicamente Hussein!

Apressa-se a proibir novas explorações (e aqui estou 1000% de acordo) por motivos ambientais, para que o bandido Trump não vá dar licenças de exploração a quem não quer explorar (os tais 0,1% :-)) e depois vai-se a ver e anda à 3 anos para resolver o derrame no Dakota ... pelos vistos o petróleo no Dakota não tem impacto relevante no Planeta/Ambiente.

http://observador.pt/2016/12/19/derrame-de-petroleo-em-2013-no-dakota-do-norte-continua-por-resolver/

Felizmente este imbecil está de saída! :-P

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