sábado, 31 de dezembro de 2016

OS PECADOS DE MANUEL DE ARAÚJO


Por Viriato Caetano Dias (viriatocaetanodias@gmail.com)
Wetxa mekha witxipha – Andar sozinho é suicidar-se. Provérbio Lómwé. In: Adriano Langa - Tchetengelo: A vida numa comunidade cristã rural. Braga: Editorial Franciscana, 1989, p. 14.  
Há 5 anos o actual presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo, era o menino bonito dos órgãos de comunicação social do país. Na sua vasta e rica biografia constam a passagem como deputado da Assembleia da República e activista dos direitos humanos. A sua fama equiparava-se, actualmente, a de Donald Trump, o presidente eleito dos Estados Unidos. A beleza do seu pensamento, quer sob o ponto de vista político, quer sob o ponto de vista académico, fizeram-me acreditar e abraçar o projecto da sua candidatura ao município de Quelimane. A minha intervenção, não fosse por culpa da estiagem financeira, consistiu na escrita de alguns textos em que abonara e enfatizara o seu poder lucubracional que a imprensa nacional fazia questão de apelidar de “o homem revelação.” E era, de facto, digno desse estatuto.      
Fiquei também apaixonado pelo seu carácter, mormente quando o vi chorar diante das câmaras da televisão, pois acreditara, na inocência do meu pensamento, na sensibilidade do coração do agora presidente do município de Quelimane – Manuel de Araújo. Afinal, “homem que é homem chora.” Como me referi anteriormente, o objectivo da ajuda era de ver se o ajudava na “saga libertária”, convencido de que o seu antecessor tinha esgotado todos os mecanismos de acção para tornar a cidade de Quelimane esbelta e próspera. A ideia de que os edis devem gerir lixo das cidades não me parece salutar, porquanto, quando não conseguem efectuar a recolha dos mesmos, a imagem com que ficam é a de lixo. Por isso, prescrevia ao seu antecessor, uma saída responsável, pela “porta grande.” Quando Araújo tomou posse como edil, logo percebi que “a montanha pariu um rato”, que a santidade dos discursos não fariam milagres numa cidade com condições para ser uma das mais desenvolvidas do país. Sobre as lágrimas, é melhor nem sequer falar, porque maiores foram as lágrimas derramadas pelos funcionários e seus familiares que passaram o natal de estômago vazio. Logo, alguma coisa anda mal na sensibilidade do edil. 

Em Dezembro de 2015 última visita na vida que fiz a Quelimane, escrevi o seguinte: “Estive dois dias em Quelimane, onde saboreei um frango quase à zambeziana (quase porque faltou o principal condimento, o coco). Percorri as ruas da cidade, enquanto observava o estágio de crescimento da cidade. A edilidade precisa encontrar uma solução premente para evitar a “disputa” de espaços de circulação entre os automobilistas, os transeuntes, os ciclistas e os animais, que resultam em mortes e perdas de bens das populações. A sinistralidade entre os automobilistas e os ciclistas é diária, uma solução que demora a ser encontrada pelas autoridades municipais. Um dos meios de transportes mais utilizados na Holanda é a bicicleta, o governo municipal daquele país desdobra-se em esforços para controlar o tráfego rodoviário e evitar acidentes. As estradas estão devidamente sinalizadas e sem solavancos. Em Moçambique, os serviços de bicicleta-táxi são uma realidade sócio cultural predominante da cidade de Quelimane que, dada à sua relevância, não deve ser banida, o mais importante (se calhar aqui está a solução do problema) é a correcta gestão desses serviços. O edil, Manuel de Araújo, é uma pessoa viajada e conhecedora da realidade holandesa, de que está ele à espera para dar a volta à situação? A cidade está saturada de pessoas e isso reflecte-se na qualidade do saneamento do meio ambiente. Os esgotos obsoletos causam charcos de águas, que são “invadidas” pelas “flores que nunca murcham”, que certamente murcharão, prematuramente, vítimas de doenças. A falta de políticas de planeamento e ordenamento territorial, consequências de muitas decisões mal tomadas por antigos responsáveis pela gestão da edilidade, faz de Quelimane um campo de batalha: para viver não precisa de regras, basta viver. Campas com restos humanos estão espalhadas pelos quintais das residências, um verdadeiro atentado à saúde pública. O Rio dos Bons Sinais não traz vantagens significativas para a população de Quelimane e da Zambézia em geral, agudizando o velho problema de falta de oportunidades e de emprego, principais causas da criminalidade. Encontrar emprego em Quelimane (a exemplo do que se passa na nossa Pátria Amada de uma forma geral) é tão difícil como ganhar uma lotaria. Esta realidade é vista de olhos fechados pelos pilotos (dirigentes) na gestão da Administração Pública, mormente naquele ponto do país” – fim de citação.  
A avaliar pelo seu silêncio, acredito que nem o edil nem os seus assessores não terão visto o meu comentário. Os problemas acumulam-se, hoje as notícias que me chegam de Quelimane são deveras preocupantes. Atrasos nos salários, o lixo que se acumula, os buracos por tapar, os conflitos institucionais que não param de emergir, deixam-me atónito. Araújo que tem um grau de doutor não consegue estabelecer pontes para tornar menos dorida a vida dos munícipes. Eu compreendo que, sendo ele de um partido da oposição, nunca teria vida fácil. O que não pode acontecer, em ambientes hostis, é cruzar os braços. Alguém escreveu um dia que “Nunca desistir de lutar, mesmo que as injustiças temem em nos derrubar.”
Sei que Araújo é apreciador da boa governação de Botsuana, Maurícias e Namíbia. Estranhamente tem sido muito difícil para ele parir, em Quelimane, os exemplos de sucessos daqueles países. A liderança de um líder, dizia um professor amigo de economia, reside na necessidade de olhar para os problemas globais numa escala local, e abraçar as dificuldades do mundo real, com pragmatismo perseverança. Araújo parece ter perdido leme, guinou o seu pensamento na mesma direcção onde muitos políticos da oposição “perderam a cabeça. Por exemplo, deixou-se cercar por bajuladores, fanfarrões e mariposas (circulando e pousando em lâmpadas, entenda-se, aqui, o conforto), incapazes de conduzir o edil a um bom porto. O mal deste país é valorizar os espertos, sobretudo quando se é do mesmo partido político ou mesmo círculo de amizade. Há um ditado português que evidencia esta frase: “No meio dos espertos não há inteligentes.” Araújo tem valorizado espertos e sabichões, ignorando (os mais) inteligentes.   
Eu até compreendo que Araújo quisesse criar espaços de diálogo, ao convidar “vedetas das televisões”, para Quelimane. Acontece que na prática, assistimos a um desfile de gente (exceptuando algumas sumidades) que desbobinavam a Frelimo. Os problemas de Quelimane, as experiências positivas de outros países na gestão da urbe que deveriam merecer uma reflexão profunda, ficam reféns de festanças. O convite deve ser para pensar Quelimane e não fazer coros de protestos contra a Frelimo. Existem ambientes, momentos e audiências (público) em que se deve “espingardear” o adversário político e não num salão nobre do concelho municipal. É gastar inutilmente o dinheiro do município. E como a factura do despesismo nunca tarda, quem mandará calar o choro dos funcionários que ficarão sem salários? 
Interessaria aos munícipes de Quelimane saber como é que a edilidade pode valorizar e rentabilizar o património municipal. Alguns dos convidados apresentou esse tema nas suas reflexões? Quantas teses de estudantes reflectem sobre a problemática de saneamento em Quelimane? Contudo, o município gastou rios de dinheiro em convidar gente cuja vocação é insultar a Frelimo. Também tenho a criticar o facto de que na composição da vereação, Araújo não colocou nenhum membro da Frelimo, contrariando os seus discursos sobre a inclusão. Alguém dizia-me que o problema mais periclitante da nossa política é o tribalismo. Quantos vereadores têm o município de Quelimane? Quantos deles é que não são naturais de Quelimane? Quantos deles são membros da Frelimo? Há queixas de que a gestão municipal não tem sido inclusiva nem participativa. Ou seja, os munícipes não fazem parte da governação. Está errado, a cidadania impõe que os munícipes sejam actores principais. Devem ser eles a tomar decisões.
A despeito de todas as adversidades que pesam sobre Manuel de Araújo, ainda acredito nas suas capacidades. Conheço (da televisão) aquele chuabo e sei que ele não vai vergar-se por causa do mau andar da carruagem (edilidade), mas o seu sucesso – se quiser inverter o cenário da hecatombe – terá que abster-se do vício da VAIDADE. Sim, a “vaidade é má, porém é necessário também não se perder a consciência do próprio mérito.” Zicomo e um abraço nhúngue a Dulce.
WAMPHULA FAX – 29.12.2016

MUNICIPIO DE QUELIMANE
CONSELHO MUNICIPAL
PRESIDENTE
Discurso do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane por ocasião do quinto aniversário da tomada de posse
Minhas irmãs e meus irmãos;
Caros Munícipes desta autarquia;
Toda a diáspora Quelimamense;
Minhas senhoras e meus senhores;
Celebramos hoje, dia 30 de Dezembro de 2016, o quinto Aniversário da nossa tomada de posse, depois de termos tenazmente lutado e liberto o Município de Quelimane e o seu povo, das mãos daqueles que durante várias décadas humilharam, desgraçaram, maltrataram e colocaram Quelimane e seu heróico povo em condições miseráveis e no limiar da pobreza.
Decorria o ano de 2011, quando o povo de Quelimane, através do seu voto disse: Basta! Este acto revolucionário e heróico teve lugar nas Eleições intercalares realizadas no dia 07 de Dezembro daquele ano por nós ganhas e nos conduziram a tomada de posse dia 30 de Dezembro do mesmo ano. Portanto, o dia 07 de Dezembro de 2011, entra nos anais da historiografia de Quelimane, como dia da LIBERDADE.
Antes de tudo, permitam-me recordar-vos as seguintes premissas que enuncimos no nosso discurso de celebracao do Dia da Victoria e da Liberdade de Quelimane, no dia 07.12.16 no Pavilhao do Benfica de Quelimane, citando grands personalidades da nossa historia entre eles Nelson Mandela:
1- ‘Não se pergunta a um escravo se quer ser livre; o escravo liberta-se’.
2- ‘O medo do oprimido é a arma poderosa do opressor’.
3- ‘O medo de ser livre cria o orgulho de ser escravo’.
Sugerimos que as supracitadas premissas sejam recordadas por cada Quelimanense ao longo da nossa peregrinação nesta terra dos bons sinais.
O povo de Quelimane, libertou-se do opressor, passou da condição de escravo para a de um povo livre, derrubando assim o orgulho de ser escravo. A coragem, firmeza, bravura, valentia e determinação dos Munícipes de Quelimane, compara-se ao Povo de Israel que depois de mais de 450 anos sob jugo faraónico, Deus decide libertá-lo e conduzi-lo para a Terra de Canã.
Como homens de fé que acreditamos que Deus caminha com o seu povo, apraz-nos afirmar com propriedade que o mesmo Deus que ouviu o sofrimento, o clamor, a aflição e o choro do seu povo e decidiu libertá-lo, também ouviu o clamor, a aflição e o choro do povo de Quelimane. Por isso, a vitória retumbante de 07 de Dezembro de 2011, testemunha a resposta de Deus para com os Munícipes de Quelimane.
A nossa vitória em Quelimane, quebrou o medo em todo o País, pois, muitos Moçambicanos, perceberam que o conformismo é um pecado capital. Os ventos que sopraram a partir de Quelimane, inspiraram muitos académicos deste País e passaram a acreditar que é possível derrubar um regime que teimava ser ainamuicho ou seja eterno. As esmagadoras vitórias de Mocuba, Milange, Gurué, Alto Molocué, Nampula, Maputo Cidade, Matola, Gaza e outras Províncias estão indeclinavelmente ligadas aos Quelimanenses, os heróis nos nossos tempos. Quelimane é o berço e referência da luta incessante pela dignidade humana e pelo exercício da cidadania.
Ambarani Atxuabo etene.
Desde a criação do mundo, Deus sempre caminhou com o seu povo e entrou na história da salvação de cada povo de acordo com o seu contexto. Foi neste intento, que cansado de ouvir o choro do povo de Israel na altura desterrado no Egipto, Deus através dum Anjo, apareceu a Moisés na sarça ardente em Madiam, e lhe disse:
“ Tenho visto, atentamente a aflição do meu povo, que está no Egipto, e tenho ouvido o seu clamor, por causa dos seus exactores, porque conheci as suas dores. Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel”;
Deus continuou a falar com Moisés nos seguintes termos: “E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo do Egipto” (Êxodo 3:7-10).
Igualmente, Allah, na mesma lógica de libertar o povo, enviou o profeta Maomé, para cumprir com o mesmo propósito.
A cidade de Quelimane é a capital da Província da Zambézia. Esta Província que no período colonial tinha um investimento acima de 40%, mercê da presença de muitas Companhias tais como a Madal, Companhia da Zambézia, Boror, Sena Sugar States, chá do Gurué, Tacuane, Socone, Milange, Sisal em Naciaia e Namagoa, os palmares, o algodão entre outras.
E de acordo com o Anuário de Loureço Marques (1931) a Zambézia contribuía com acima de 35% do Produto Interno Bruto (PIB).
A Província da Zambézia foi palco de culturas obrigatórias do algodão e do arroz, esta ultima conhecida pelo nome de Ezenha que tinha como objectivo produzir arroz para alimentar as cidades, dando volta ao bloqueio comercial devido a Segunda e Grande Guerra Mundial, que impedia a importação do arroz da Ásia pela Colónia.
Se no tempo colonial, os investimentos nesta Província rondavam acima de 40%, este cenário muda no período pós Independência, pois, o novo governo negligenciou esta parcela do País, arrastando o seu povo para uma situação de caos e sem esperança.
Ainda recordando o Discurso do Dia da Victora e da Liberdade, citamos o Professor Joao Mosca, que em palestra apresentava no Salao Nobre do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane apresentou um estudo no qual comparava o niveis de investimento na Zambezia e na Cidade de Maputo! Comparando a Zambézia no seu todo, com a Cidade de Maputo, o Professor Mosca notu que a nossa provincia recebeu em 2014, 0,5% de investimentos contra 19% de investimento público, para Maputo Cidade, apesar da Zambezia ter sido a provincia que mais foi afectada pelos efeitos devastadores da Guerra Civil, a chamada ‘Guerra dos 16 anos’, que destruiu todo o tecido empresarial da Zambezia, levando a milhares senao milhoes de Zambezanos a pobreza absoluta!
A consequência directa da redução dos investimentos públicos na Zambézia, é o agravamento da pobreza absoluta e das taxas de subnutrição crónica que ronda aos 45.2% contra 19.70% de Maputo Cidade bem com a taxa de mortalidade! A Zambezia esta entre as tres provincias onde mais se morre, seja em termos de mortalidade materno-infantil, infanto-juvenil ou infantil!.
Depois da libertação de Quelimane em 2011, esta urbe e o seu povo, tem registado assinaláveis progressos e o seu povo, tem estado a olhar o futuro com esperança.
Esta é uma longa marcha para a plena liberdade. Não devemos cruzar os braços. Todos os dias devem ser de intenso e árduo trabalho ao serviço dos Munícipes, para que sintam que o seu voto tem sido valorizado. Os enormes desafios que temos pela frente, serão de proporcionar a qualidade de vida a este martirizado povo, através de vias de acesso, mercados, electricidade, água, saúde, etc.
Temos o nosso lugar assegurado na historia recente do pais: Fomos o primeiro municipio ganho pelo Movimento Democratico de Mocambique (MDM) em eleicoes livres, justas e transparentes!
Ambarani Atxuwabo! Dinoutamaalelani Atuwabo! O nosso Muito obrigado a todos os Quelimanenses e amigos de Quelimane! Contamos convosco na nossa titanica luta para deixarmos de ser escravos!
Quelimane, rumo aos bons sinais, 30 de Dezembro de 2016.

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11 comentários
Comentários
Antonino Kalei viva a liberdade...
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Heelio Sive Marcos Forca deste lado..
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Ricardino Jorge Ricardo Força quelimanenses e MA.
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Joaquim Gove Um discurso cheio de arrogância e vaidade!
Senhor Presidente, fale de esperança ao povo de Quelimane, baseado em ti e naquilo que o povo mais precisa para diante e afaste-se dessa didáctica do ódio por outros Moçambicanos ou partidos, com a qual procur
as impingir, contaminar e atiçar no seio desse povo. 
Tente concentrar-se em trazer caminhos e soluções para os desafios ao invés de se concentrar na táctica de descascar os outros, se bem que faz pouco tempo que você foi o centro de debates por falhas.
Agora, quem quer e tenta oprimir os quelimanenses é o presidente Manuel Araujo, usando da táctica de deteriorar o outro para garantir a visibilidade.
Pior discurso proferido por um político académico QUE AINDA POR CIMA SE MOSTRA HOMEM TEMENTE À DEUS eu não podia ter visto como prenda de fim de ano.
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Woldina Kwangu Sim senhor
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João Fernandes Quelimane zona libertada.
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Jaime Carlos Espero que tenha percebido mal, no seu discurso cheira-me tribalismo. Por que nao falar dos municipes de quelimane no lugar de quelimanenses? Nao acha que falar de quelimanenses estás a excluir os outros? Sendo que discurso era dirigido aos municipes por que nao traduzir o que vem em chuabo? Senhor presidente reduza ou mesmo elimine a doze de tribalismo nos seus discursos. Ha muitos quelimanenses fora de queilimane que nunca sonham em voltar em quelimane.
Edumundo Pangara Depois de Moises ter liberto o povo do Egipto nao se focou em recordar ao povo o sofrimento pelo que passou. Ao contrario, procurou estabelecer uma nacao com principios e valores bons aos olhos de Deus. Eu sou Zambeziano e sei de tudo o que escreveste, mas nao eh importante pra mim porque passou. O que me importa agora eh como eh que nos como Zambezianos iremos fazer pra desenvolver a Zambezia com principios e valores sociais. Nao incuta odio nas pessoas, trabalhe pra o bem de todos os Municipes. Feliz ano novo
GostoResponder31 minEditado
Nésio Da Rita Amisse Admiro bastante os que conseguem escrever um textão

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