segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Os escribas do Presidente Nyuzi gostam muito de meter o chefe no mato.



Alexandre Chivale is with Augusto BáfuaBáfua.
· 7 hrs ·

Os escribas do Presidente Nyuzi gostam muito de meter o chefe no mato. Não sei se o fazem deliberadamente ou se é o vício de querer inventar sem necessidade.

Em Teoria de Relações Internacionais e Estudos Estratégicos, é uma “asneira” pensar que existe uma fronteira entre ameaças internas e externas. A distinção entre a dimensão interna e externa era (há décadas que já não é) meramente usada em teoria e para efeitos acadêmicos, pois na realidade as ameaças que se manifestam ...internamente têm sempre uma dimensão externa, se não vejamos:


1) Mocimboa da Praia - manifesta-se localmente mas tem uma dimensão externa na medida em que tem envolvimento de actores externos que procuram oportunidades no âmbito do desenvolvimento de Oil&gas que, por si, é um marco importante na indústria de Oil&Gas mundial. Na impossibilidade de combater os actores fora de Moçambique (sem violar a soberania e integridade de outros países) é prudente que redobremos esforços para frustrar acções internas que configurem um desdobramento dessas ameaças externas;

2) Renamo - apesar de os actores do terreno (Dhlakama e outros) serem moçambicanos, os seus masterminds e os planos que cumprem enquadram-se no redesenhar da geopolítica da região da África Austral e da nova ordem mundial em que se assume como premissa basilar: os Governos liderados por antigos movimentos de libertação (bem como os seus líderes históricos) devem ser substituídos. Ir à procura da dimensão externa sem atacar a componente interna não só é difícil como que impossível;

3) Crise econômica - atacar as variáveis econômicas exógenas bem como actores econômicos Internacionais não só é impossível mas também utópico.
Mais grave do que isso, pôr o mais Alto Magistrado da Nação a instruir as Forças de Defesa e Segurança, onde se incluem as Forças Armadas, a prestarem atenção a ameaças externas cujos, actores se encontram obviamente num território de um país qualquer que não é Moçambique (dai o nome externo) é o mesmo que pôr o Chefe a ser mal interpretado pelos seus pares de outros países que podem assumir esse apelo como uma “Ordem de Ataque”. Este tipo de pronunciamentos obviamente conduz a que os países da Região, por exemplo, se questionem sobre as linhas de força da Política Externa Mocambicana, isto é, se estamos a adoptar uma abordagem revisionista (em que queremos rever os paradigmas da nossa Política Externa) contrariamente à continuidade do princípio de “desenvolvimento de abordagens comuns de Política Externa” como vem plasmado nos Protocolos da SADC.

Há que chamar atenção ao Presidente Nyuzi para ter cuidado com textos que lhe preparam cujo teor pode trazer rupturas de abordagens, pois pode virar o mau da fita. Infelizmente os assessores são muitos bons a mudar de campo e muitas vezes não esperam a vinda do novo Chefe, começam assim. Já vimos isso num passado recente em que deliberadamente punham cascas de banana ao Chefe. See More


Comments


Albano Macie Ilustre aqui os assessores estão super certos! As forças armadas, a partir do conceito ocidental de defesa adoptado, que é o restrito, as forças armadas ocupam se da segurança externa, actuam em face do inimigo externo na defesa da república. Só podem actuar na segurança interna em casos excepcionais de estado de sitio e de emergência e verificadoa certos pressupostos básicos! A segurança interna incumbe às forças polociais e o sistema que os compõe.

Isalcio Mahanjane Não concordo que haja super certeza... e os conceitos parecem baralhados ou desajustados...

Alexandre Chivale Chefe Albano Macie, então a PRM (ou forças policiais, como V.Excia chama) não faz parte das Forças de Defesa e Segurança?

Albano Macie Não boss! Mesmo a nossa Constituição os trata de firma diferente porque diferentes. Policia art. 255 e forças de defesa e segurança art. 266. Portanto são entidades diversas e com missões diversas ilustre!

Alexandre Chivale Chefe Albano Macie, acho que esse é problema de escolas. Estamos a falar de assuntos diferentes. Desculpa 👐

Angelo Pelembe Bunguele E eu me pergunto, mesmo sem ler a constituição, de onde vem a recorrente inclusão da PRM nas FDS?

Bruno Manhica Laice Ilustre Albano Macie, as FDS são compostas pelas FADM, SISE E PRM. FDS (Forças de Defesa e Segurança).

Albano Macie Ilustre Bruno, nao queria debater mais esse assunto. A policia é diferente das forcas de defesa e serviços desegurança. Peço para veres o artigo 254 e o art. 266 da Constituição... depois ilustre falamos.

Esaúú Cossa Albano Macie defendo também, que com o respectivo rigor jurídico, pelo menos constitucionalmente, a PRM não faz parte das FDS.

Alexandre Chivale Esaúú Cossa , não me envergonha, please.

Esaúú Cossa Mais Velho Alexandre Chivale não podemos concordar contudo. Constitucionalmente falando o legislador constituinte da-lhes um tratamento deferenciado.

Augusto BáfuaBáfua PRM então é Força de Ataque e Segurança. Oremos

Bruno Manhica Laice Ilustre Albano Macie, interpreta os artigos no Espírito do legislador

Alexandre Chivale Esaúú Cossa e Albano Macie, aí estão os artigos que citam...
Têm a certeza de que queriam referir-se a eles?Manage


Alexandre Chivale


Isalcio Mahanjane Alexandre Chivale, já dizia que se confundiam conceitos...

Isalcio Mahanjane Não custa perceber a assessoria...

Albano Macie Sobre a interpretação dos artigos 254, 255 e 265 e 266, podes ler Jorge Bacelar Gouveia, direito constitucional de Moçambique. E sobre os temas de Direito eSegurança podes ver em especial para segurança interna, externa e nacional... conceito amplo, restrito de defesa veja Carlos Blanco deMorais e Jorge Miranda, o direito da defesa nacional e das forças armadas, sobre segurança interna veja manuel guedes valente ...

Albano Macie


Isalcio Mahanjane Albano Macie, e nesses manuais a Polícia não faz parte das FDS? Que curiosamente tem o PR como Comandante chefe...!

Albano Macie


Alexandre Chivale Albano Macie, se no futuro eu ouvir o Presidente Nyuzi dizer que a PRM não faz parte das Forças de Defesa e Segurança vou assumir que você é um dos que assessora o Chefe rumo ao mato.

Isalcio Mahanjane Albano Macie, não tenho problemas com a segurança interna, como conceito e teoria, variável, preciso saber se o PR é o não Comandante Chefe em relação a nossa PRM?

Alexandre Chivale Afinal quem diz isso é a Constituição ou Jorge Miranda. Ahhhh🙌🏿🙌🏿🙌🏿🙌🏿

Alexandre Chivale Albano Macie, já ouviste falar da composição do Conselho Nacional de Defesa e Segurança? Já ouviste falar de algo chamado Comando Conjunto e Comando Operativo? Ou Jorge Miranda não fala disso?

Angelo Pelembe Bunguele Não há referência a forças de defesa e segurança mas 1 às forças de defesa (exercito) e 2 serviços de segurança (SISE).

Alexandre Chivale Calton Cadeado, meu Mestre...

Alexandre Chivale Melhor não mexer em Jaime Langa, Isalcio Mahanjane, Chigamanhane Mazanga, Muhamad Yassine... são confusos esses😎

Dino Foi Alguns comentários eish!!

Muhamad Yassine Moçambique tem agora uma péssima interpretação da politica internacional, o PR parece que nao tem assessores internacionais, me parece que ele escolhe a sua melhor ideia do dia. O pais esta a ser gerido mal em termos da politica internacional desde o assunto da Ematum. Politica internacional nao é só intuicao é ciências.

Isalcio Mahanjane E você que entende de ciência o que faz?😜.

Muhamad Yassine A minha contribuicao é dada na medida do possivel amigo. Posso até lhe dizer que nao é facil contribuir com ideias para esse governo. Quantas vezes o MINEC nao te escuta? Ex: se tivessem escutado a 7 comissao do Parlamento teriam ido ao FMI com algumas ideias claras dos obstaculos.

Isalcio Mahanjane Muhamad Yassine, chega... já te “ouvi”...🤣🤣🤣🤣.

Alexandre Chivale Eu já tinha dito que vocês são confusos.

Muhamad Yassine Kkkkkk Isalcio Mahanjane é o confuso.

Angelo Pelembe Bunguele Eu entendo que pode fazer o mesmo esforço para encontrar razões internas nos seus números 1, 2 e 3 como sejam a histórica segregação de alguns grupos desde o fim do tráfico de escravos na região norte, a segregação políticos regional no processo revolucionário e a imprudência na gestão dos recursos públicos. Oque entendo é que pode basear sua tese no factor externo mas seria academicamente lesivo não incluir a perspectiva interna. Se bem entendo um dos princípios da renascença africana é o combate da justificação da situação africana como causada pelo passado colonial, e sugiro a inclusão do síndrome de considerar o factor externo o principal na análise da nossa desgraça.


Chigamanhane Mazanga Acho que a confusão começa aqui!Manage

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