domingo, 22 de janeiro de 2017

Mário Soares, um esboço biográfico (Parte 1)

Foto de Vasco Pulido Valente
O Diário de 
Vasco Pulido Valente
MÁRIO SOARES (1924-2017)


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No dia em que Mário Soares desembarcou em Lisboa, em Santa Apolónia, em Abril de 1974, não desembarcava sem apoios, sem um instrumento e sem um papel. Havia muita força sob a sua aparente fraqueza.
A carreira de Mário Soares não teve nada de particularmente notável até 1962. Como muito boa gente começou aos vinte anos pelo PC, atraído pela aventura (e os perigos dela), pelo radicalismo e pelo facto simples de não existir na oposição qualquer outra alternativa. Com o PC e pelo PC trabalhou no MUD e, a seguir, na candidatura de Norton de Matos à Presidência da República. A “colaboração” com os comunistas, se assim se pode chamar, porque ele chegou a dirigente, não resistiu à ineficiência e à intolerância geral da seita. Em 1950, é expulso do “Partido” por “indisciplina” e “derrotismo”.
Isto, que lhe deu tempo para acabar de se formar em Histórico-Filosóficas e começar o curso de Direito, também o deixou isolado e sem destino político evidente. Fora a actividade platónica de um pequeno círculo de advogados da Baixa, não havia nesse tempo desértico nada a que ele pudesse aplicar a sua habilidade e energia política. De quando em quando, lá vinha um abaixo-assinado ou protesto de personalidades, que no fundo só serviam para actualizar os ficheiros da PIDE. A oposição foi um incómodo para a Ditadura, mas nunca foi uma verdadeira ameaça. Certamente sem grande esperança e por puro desemprego cívico, Soares funda em 1955, a Resistência Republicana com uma dezena de amigos, que não se distinguiu por coisa alguma na vida política portuguesa; e adere ao Directório Democrático Social de três figuras venerandas da democracia (António Sérgio, Jaime Cortesão e Azevedo Gomes), que eram um símbolo mais do que uma força.
Entretanto o mundo mudava. Em 1958, aparece surpreendentemente a candidatura de Humberto Delgado (com o apoio de Soares), que revelou ao melancólico país da Ditadura a extensão e a fúria de uma boa parte da população. E, em 1962, a chamada “crise académica”, para grande estupefacção dos próceres do regime, veio provar que nem com os filhos da burguesia podiam contar. Infelizmente, as relações entre os dirigentes da “crise” e Mário Soares não foram boas. Primeiro, por culpa dos dirigentes da “crise”, que com uma ridícula arrogância desprezavam a “velha” oposição republicana (mas não o PC). Eles mobilizavam de um dia para o outro milhares de estudantes, tinham uma espécie de imprensa (em stencil), tinham instalações, tinham automóveis e tinham dinheiro. E o que tinham os democratas da Baixa, excepto 30 anos de mal empregada indignação e de conspirações falhadas? Mas, fora isso, que já não era pouco, o pessoal do movimento académico, quando não militava no Partido Comunista, exibia – por competição e para defesa própria – um radicalismo que Soares já várias vezes rejeitara. A geração de 1962 ficou por isso longe da social-democracia europeia e do futuro PS até muito depois do “25 de Abril”.
De qualquer maneira estas pequenas questões domésticas interessavam pouco perante a guerra de África, que em 1961 começou em Angola. Dos políticos portugueses com uma certa notoriedade só Soares percebeu que a Ditadura deixara de ser um pequeno problema de um país pequeno e sem influência para se tornar um problema internacional, em que tarde ou cedo as grandes potências se envolveriam. A oposição já não se fazia, ou devia fazer, em Lisboa ou no Alentejo, mas na América e na Europa, principalmente na Europa. Em 1962, Soares transformou a Resistência Republicana em Resistência Republicana Socialista e, em 1964, criou na Suíça a Acção Socialista Portuguesa, uma maneira hábil de se ir ligando aos grandes partidos europeus.
Estabelecer a credibilidade da oposição portuguesa num Ocidente anticomunista e desconfiado era uma extraordinária tarefa para um extraordinário homem. Sem a sobre-humana simpatia e a sobre-humana confiança de Mário Soares talvez fosse impossível. Mas, pouco a pouco, ele conseguiu; e Salazar percebeu. O regime não se inquietava excessivamente com a agitação da Baixa ou com um ou outro protesto de estudantes, nem sequer com as raras greves que o PC ia promovendo. Mas Soares falando à solta na América, na Alemanha ou em Inglaterra, era um risco real, ainda por cima com uma guerra em curso e sendo ele advogado do general Humberto Delgado, que a PIDE matara. Salazar não hesitou em o desterrar para S. Tomé.
Quando ascendeu a Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, provavelmente para mostrar o seu duvidoso liberalismo, arranjou uma tranquibérnia jurídica para permitir que Soares voltasse a Portugal. Voltou e imediatamente concorreu à eleição para a Assembleia Nacional (como na altura se chamava o “parlamento”) com uma lista de gente socialista ou próxima do socialismo, rompendo com a tradição de “unidade” anti-salazarista sob a qual o Partido Comunista se disfarçava sempre. Mais do que isso. Marcelo prometera eleições “honestas” (que evidentemente o não seriam) e Mário Soares trouxe a Portugal um grupo de inspectores da Internacional Socialista, que as declararam falsas. Dali em diante, a presença em Portugal do homem que o denunciara em público como mentiroso e que lhe retirara qualquer espécie de legitimidade era intolerável para Marcelo Caetano. Ameaçando Soares com a prisão e o desterro, Marcelo conseguiu que ele ficasse num exílio forçado até 1974. Mas perdeu mais com esta manobra do que ganhou. Por uma vez relativamente livre, Soares tinha tempo e meios para expandir e fortalecer a ASP, que em 1972 a Internacional Socialista admitiu como membro pleno; e para escrever um livro, o “Portugal Amordaçado”, publicado em francês. Mas nem nestes anos de solidão se aproximou dos novos “resistentes”, que haviam fugido à PIDE, à guerra e a Penamacor (uma unidade penal), e que em Paris se deixaram absorver pelo “renascimento marxista”, conduzido por um louco, Louis Althusser, que acabou por se proclamar um profeta e matar a mulher. De revista para revista, esta gente discutia com ódio teológico as miudezas da sua fé, enquanto Soares tratava do que era importante e consequente.
Por essa altura, já o império soviético se começava a desfazer. A Europa de Leste e a própria URSS estavam endividadas ao Ocidente até ao pescoço e a URSS, em particular, não queria pagar uma segunda Cuba ao dr. Álvaro Cunhal e mesmo depois do “25 de Abril” foi parca com o PCP e crítica da política “revolucionária”. A Europa ocidental, pelo contrário, ainda não sentia a gravidade da sua decadência e abria a porta a um (ainda modesto) alargamento. Soares já se tornara parte dessa Europa. Conheceu Brandt, Schmidt, Callaghan, Nenni, Mitterrand e a generalidade das grandes personagens que, tarde ou cedo, decidiriam do nosso destino.
Em 1973, fundara o PS na Alemanha, com dinheiro alemão e o patrocínio do SPD, e no dia em que desembarcou em Santa Apolónia não desembarcava sem apoios, sem um instrumento e sem um papel. Havia muita força sob a sua aparente fraqueza.
(continua)
Manuel Barroso
4 d
O que me aborrece neste artigo é que a seguir vem mais um, pelo menos...! Pelamordedeus, basta de soarices... piedade...
temp uno
4 d
Esta narrativa em certos aspectos é um bocado ranhosa.
A verdade é que nunca em tempos modernos Portugal cresceu economicamente tão rapidamente como durante a guerra colonial. Foram 13 anos. Crescimento económico quer dizer melhoria das condições gerais de vida da generalidade da população. Houve ali uns solavancos na década de 70 por causa da crise internacional do petróleo. Aliás, parece que ainda não se estudou devidamente a influência da crise internacional  no desencadear e desenrolar da revolução portuguesa. É possivelmente aí que reside a verdadeira causa da revolução portuguesa em 1974. Os historiadores estão a faltar às suas responsabilidades nessa área. 
Mas se, por hipótese, Portugal tinha aguentado mais uns 15 anos, o que provavelmente teria acontecido é que Portugal continuaria a crescer rapidamente. A abertura da economia portuguesa começou com a adesão à EFTA (as negociações para isso começaram na década de 50) e é perfeitamente razoável conjecturar que essa abertura continuaria a alargar-se e a aprofundar-se. E, chegados a 1989, o império soviético tinha ido para o galheiro, como foi. E, então, a descolonização teria sido feita em muito melhores condições. Isso não aconteceu assim em grande parte por causa do Mário Soares e do Cunhal. Era o Soares a berrar nas capitais ocidentais. E era o Cunhal a berrar em Moscovo.
Zetonio Toniotemp uno
4 d
bem ja que sabe dar o seu ponto vista insultando, a ranhosisse esta no seu lado,.. nao pode dizer  ou fazer entender que Portugal cresceu  com o soares, é uma manipulaçao de consciencia..se Portugal cresceu, foi com os dinheiros da Europa, que hoje todos pagamos..este crescimento tambem se viu em outros paises como a polonia, romenia, irlanda, etc paises que foram favorecidos com quantidades de dinheiros vindos da Europa..nao esquecendo que antes 83 havia uma crise enorme, e ja reinava o soares, e que apos 83 vieram as multinacionais para Portugal carrefours, intermarchés, e tantas outras, que lancou de uma vez para sempre a économia portuguesa.. o soares soube foi por os portugueses no FMI o que iniciou o principio de uma crise que nunca iria acabar com os enormes emprestimos que foram enviados para Portugal, paras grupos, empresas e boys do estado soares, dinheiros que nao se sabe para onde foram..jogadas, falsos projectos, desperdicios, altos salarios, beneficios gigantescos para offshores, salarios cumulados e reformas milionarias que hoje pagamos todos..com o sistema soares....
Obrigado pelo seu post mas, contrariamente ao que diz, eu não me pronunciei sobre se Portugal cresceu ou não cresceu com o Soares.
Em síntese, o que eu disse foi que (1) nunca em tempos modernos Portugal cresceu economicamente tão rapidamente como durante a guerra colonial e que (2) se não tivesse havido a revolução portuguesa de 1974, com toda a probabilidade Portugal teria continuado a abrir-se economicamente e a crescer rapidamente e a descolonização poderia por isso ter sido feita em melhores condições (tanto mais quanto o império soviético e a sua influência em África acabou mesmo por desaparecer) e que (3) isso não aconteceu assim em boa parte porque o Soares e o Cunhal andavam a berrar respectivamente em Frankfurt (ou Paris ou Londres) e Moscovo.
Zetonio Tonio
6 d
o alemao  Willy brand era o colega da cia, 30 anos agente officer 
se lhe deu dinheiro entao era para lhe pagar o salario da traiçao..
porque os dois eram agentes da cia..que tinham contas  a dar ao carlucci
embaixador em Lisboa que dava as instrucçoes para orientar a politica
e instalar os pioes..Portugal desde o 25 de abril esta dirigido e pilotado pelos américanos..até aos dias, de hoje todos os tratados trans atlanticos que o Barroso outro agente facilitou foi em favor dos américanos e nao dos portugueses
Zetonio Tonio
6 d
mentira, o soares recebi o dinheiro do ps, pelo carlucci, e pelas fundaçoes americanas
anti comunistas
José Mendes
6 d
Biografia muito ligeira. Enquanto a ditadura corria e uns tantos, muito poucos, repousavam o seu bem-estar modesto no colaboracionismo requerido em troca pelo sr. ditador que tinha o retrato de Mussolini na secretária de trabalho cá fora, no mundo real, os portugueses trabalhavam de sol a sol, dormiam em palheiros e por aí pariam fazendo a prole. A chamada classe média era confiscada de suas parcas produções agrícolas para alimentar os celeiros do racionamento. A PIDE perseguia, prendia, torturava e matava e portugueses eram deportados para as colónias ou para o Brasil como Agostinho da Silva, Rui Luís Gomes, Almeida Santos e outros académicos não rendidos ao colaboracionismo.
As masmorras estavam cheias de presos politicos e as "pessoas de bem" proibiam-se de falar de política entre si e em público. 
Na CUF havia um quartel da PIDE para ação de proximidade. 
Por todo o lado se organizavam marchas da fome ao toque dos sinos das igrejas que o cardeal cerejeira já controlava mal. O bispo do Porto, António Ferreira Gomes, era exilado e os milagres de Fátima não evitavam a emigração a "salto" em massa. 
Não foi por acaso que Humberto Delgado de delfim do ditador passou a opositor até ser assassinado às ordens do sr. da botas de elástico. 
A oposição democrática não parava apesar das prisões e mortes. 
Nos campos organizavam-se lutas e vidas perdidas erguiam-se a heróis como Catarina tão cantada, que a cantiga era uma arma como foi a de Zeca Afonso. 
Eclodiu a guerra em África semeada nas academias da metrópole "o puto" na linguagem da guerra. 
Não foi um passeio na baixa dar-lhe a liberdade caro Dr. Pulido Valente. 
André Teotónio PereiraJosé Mendes
6 d
Fala se de tudo menos do pretinho a morrer de fome em Africa ,fruto de utupias politicas ,mais tarde  confirmadas 
Zetonio TonioJosé Mendes
5 d
é a primeira vez que oiço que havia marchas da fome em Portugal,
eu sou do norte e ninguem andava caido com fome..
so se fosse durante a segunda guerra mondial aonde uma grande parte do trigo e milho e para os soldados alemaes em compensaçao de nao ser  invadido pelos alemaes..
é preciso contar a historia bem...
as prisoes estavam assim tao cheias? nao é tao facil de provar..
os comunistas e traidores estes sim iam para o tarafal..
e para quem traiu a patria, o tarafal ainda era doce..
antes do Salazar era o fuzilamento..a pena por colaboraçao e conspiraçao com o inimigo..
nao se pode deitar a pedra ao Dr Salazar, pois na grande Franca nao era melhor, na Alemanha tambem nao, e se vamos ver nos outros paises tambem nao, os comunistas iam para a prisao
havia fome quem fizesse muitos filhos e nao tivesse terras, 
havia policias politicas em todos os paises da Europa...
nao venham ca com cantigas da dictadura, porque toda a Europa era uma dictadura..e a maior dictadura que apareceu antes do Hitler foi a do lenine , do trosky e do staline..
estes mandavam os que nao alinhavam ao comunismo para os goulags..portanto nao se pode deitar assim tanta pedra o Homen que salvou Portugal das bombas enquanto o norte da Europa esta a arder e totalmente destruida em grandes partes do norte da franca  sul da inglaterra e da alemanha..e paises de l'est limitrofe a alemanha..
Evangelista Miranda Miranda
6 d
Os senhores do regime politico, industrializaram a emigração, decapitando a verdadeira industria, que existia há 40 ou 50 anos, e que as personalidades magnas do regime, ostracizaram deliberadamente em muitos casos, sem que algum projecto ou ideia viesse a publico, onde o interesse nacional verdadeiro, fosse devidamente escrutinado como real e verdadeiramente útil. A Igreja, fez uma sombra sobre os dirigentes do regime, que eles pensaram talvez até, que os milagres eram possíveis e frequentes, a tal ponto, que nem era preciso povoar o território, nem semear ou plantar os campos, porque a emigração era fonte de receitas bastante, sem ser preciso mais nada. Assim: começaram com os intercâmbios de bandas de música, ranchos folclóricos, grupos de teatro e por aí fora: sempre com viagens ao estrangeiro, onde as comunidades dos emigrantes tinham animação frequente, isto suportado pelos municipios e freguesias, com Orçamentos sempre a subir. Os artistas pimba, pelo que vejo pela região e por todo o lado, continuam cada vez mais, pois já vem da Escola em muitos casos: alunos, que idealizam como profissão, serem cantores Pimba. O futebol: esse então nem é de discutir a sua utilidade diante da generalidade dos jovens desfavorecidos, pois eles só sonham com o Ronaldo e companhia, sem pensarem em mais nada. Os descendentes das classes politicas, esses pensam apenas em ser doutores, para depois irem dirigir o Rancho folclórico ou o grupo de Teatro, montando um escritório de advogado ou coisa tal ao dobrar a esquina da rua, lá na província: isto se não tiverem lugar nas listas de deputados à Assembleia da Republica, que foi no que pensaram, ao ir para a Universidade. Pois, com tantos emigrantes, que não conhecem o país real e verdadeiro, sempre procuram informação no Sr. doutor, de como vão registar o terreno ou a casa que a família deixou. Temos pois um industrialização nova, que em vez de produzir máquinas, automóveis, conservas, têxteis ou cristais: produzem chouriças, alheiras, presunto ou enchidos, que os nossos emigrantes e não só, muito apreciam, e, que levam para os países que os acolhem, na esperança de que alguns turistas venham cá, por isso. Foi de facto montado o sistema: e hoje não há volta a dar, pois os autarcas, sendo no geral pessoas sem qualificações bastantes: só mesmo, aproveitando o sector primário e os habitantes que por circunstancias primárias, seriam capazes de sobreviver, isto, enquanto os bancos vão emprestando, para que possam pagar a renda, a luz, a água e por aí fora, daqueles que lhes asseguram o voto e os lugares na Câmara ou na Junta de Freguesia. Os desfavorecidos válidos, jovens e com alguma ambição, entram todos  para a nova "fábrica", que é a emigração. Depois: faz-se uma festa, quando por algum motivo, haja razão para atribuir medalhas, gratificações  e honrarias, e, quando os doutores morrerem, chamam as televisões, mais os jornais e as rádios, para que as "fábricas de emigrantes", fiquem informadas e contentes, na ilusão de que Portugal está rico, apesar da emigração.
Zazie no metro
6 d
http://portadaloja.blogspot.pt/2017/01/evangelho-de-nosso-senhor-mario-soares.html
André Teotónio Pereira
6 d
O que fica para a História ,de toda esta história cheia de mitos .é o resultado de uma descolonização que atirou para a fome milhões de africanos .Hoje ninguém fala neles ,mas amanhã vão falar ,e no dia que quiserem fazer  uma estátua ao Soares será apedrejada .O mesmo não prevejo do Salazar ,já não estou cá para ver uma estátua a dizer "o ultimo grande português "
A descolonização é obra dos movimentos de libertação que infligiram uma derrota militar às Forças Armadas portuguesas. O primeiro desertor foi Spínola que saiu da Guiné com um governo do PAIGC em Medina do Boé. Depois todo o dispositivo militra português retirou derrotado. Mário Soares contribuiu pouco para a descolonização. Tentou exercer influência para dificultar o acesso ao poder dos movimentos de libertação que lutaram continuada e persistentemente até à vitória. Tentou condicionar o legitimo desfecho e obter poder partilhado sem êxito.
dragao 2013José Mendes
6 d
"Tentou exercer influência para dificultar o acesso ao poder dos movimentos de libertação"

Só pode estar a brincar!
Zazie no metrodragao 2013
6 d
ehehehe

De facto, parece anedota

":O)))))

O que ele tentou foi meter ao bolso o que o Carlucci pagou a troco de outros favores menos recomendáveis
... Ler mais
André Teotónio Pereiradragao 2013
6 d
O Soares ao contrário do que se diz tentou  convencer os angolanos a fazer eleições ,acontece que o Cunhal tinha os militares na mão .resultado não tiveram força militar para impor o que se estava a negociar em Lusaka .
Na verdade o Sores não vai ficar para a historia porque não deixa obra , não ser ter atirado 2x o pais para a banca rota 
Zetonio TonioJosé Mendes
5 d
é importante nao  transformar ou manipular a Historia .
ou seja nao diminuir o papel de certos protagonistas como o mario soares nem aumentar o papel dos movimentos de libertaçao como o PAIGC , nem por as culpas so a uma pessoa como o Spinola.
mario soares foi o primeiro a assinar um tratado o de ALVOR sem ter o direito de o fazer ele advogado desconhecido dos portugueses e sem o consentimento dos cidadaos portugueses. a desconolisaçao deveria ter sido votado por todos e nao foi foi decida por duas pessoas ele e o Almeida santos..dois espioes da cia..
o Spinola, foi abandonado pelos seus colegas comunistas infiltrados na tropa..todos pagos pela russia.. o PAIGC eram rebeldes mercenarios marxistas chineses pagos , instruidos e alimentados com armas por pekim...portanto faça o favor de dizer a verdade historica sobre a descolonisaçao como foi, e nao como queira que ela seja..
Quisto Rei
6 d
Isto é jornalismo. Bem-haja Sr. Professor Vasco. São estas entrevistas de fundo que me fazem frequentar o Observador.
Doctor FeelgoodQuisto Rei
6 d
Entrevistas??!

Mostre lá onde está o entre-bistador e o entre-bistado, se fachavor.... O que vejo aqui é apenas uma opinião pública unilateral.

É favor não confundir cabrito com cabritismo.
Amora BruegasQuisto Rei
6 d
E porque será que não falam do marfim e diamantes que recebeu do Savimbi em troca de favores políticos ou de como os terrenos do colégio moderno?  O pensamento único não permite?
O filho (que acho mais parecido com um declamador) teve sorte, embora tenha ficado com a cara um pouco torta.
Zetonio TonioAmora Bruegas
5 d
hora , esta a falar bem...mas isto foi Escondido e esquecido e pouco falado porque os novos constructores da neo historia querem que haja uma neo historia..
chamam lhe agora estoria...
a Historia de Portugal foi transformada e esquecida volontariamente dos livros de Historia dos jovems portugueses e até das universidades, porque ha gente que quer esta censura...ainda bem que existe fotos, senao ai é que diziam que era mesmo mentira, mas infelizmente para eles, as fotos mostram bem a avioneta branca caida na selva; mostram bem o buchechas, e a mulher com Savimbi, agente da cia, e oficial  formado pelo Roberto Holden outro agente da cia..o tal que mandou matar 800 portugueses , num dia de março de 1961..uma maioria mulheres e crianças...e os trabalhadores das fazendas..pelos Bakongos da UPA
portanto os amigos do buchechas eram estes..Savimbi e Roberto Holden o assassino de 800 portugeses  e sera o convidado pelo buchechas a assinar o tratado de ALVOR que ira por um fim a 500 anos de propriedade portuguesa as terras do ultramar aonde milhares de portugueses deram luta, suor e sange e tinham construido com as suas maos um Imperio..que os dois merlos, entregaram com uma assinatura sem ter o direito de o fazer..nem legitimade do povo para entregar o que era do povo, ou seja vosso e dos vossos filhos e netos, que agora pertencem a filhos e netos de rebeldes e as multinacionais americanas  , e aos chineses
Nuno Granja
6 d
Excelente, aguardo o próximo episódio.
Cuca Neco
6 d
So far, so good, como dizia o outro.

Aguardemos o próximo episódio.
Doctor FeelgoodCuca Neco
6 d
Qual " outro "?

O público agradece que o restante público comente claramente e que guarde os panfletos reaccionários onde convém.

E apesar disso que o façam em língua de Camões ou de outros criadores da Língua Portuguesa falada e escrita, afinal existem milhares de publicações onde se pode comentar em língua estrangeira e os leitores  participantes deste local não estão, seguramente, para aturar  " lapsus linguae " daquilo que nos une.

Faça favor e retire-se para os sanitários e alivie-se. A si e a nós.
João Sousa
6 d
Os alemães. Os malditos alemães é que fundaram o PS!
Zetonio TonioJoão Sousa
5 d
nao, nao digas asneiras, informa te sobre o embaixador carlucci e veras que ele fundou o ps e o psd, foi ele que foi buscar o barrosos, que estava no mrpp, e pos o no psd...
eram dois partidos iguais, para lutar contra o pcp, caso falhassem um tinham o outro, foram alimentados pelas fundaçoes americanas anti comunistas..foi assim que começou a fundaçao do soares..ele nao tinha fundaçao antes de conhecer o carlucci..
portanto ficas a saber que os primeiros milhoes que foram para a fundaçao eram para lutar contra o comunismo do cunhal...estes milhoes pertencem ao povo, mas ele apoderou se...foi o tempo em que dizia se que caiam por minuto, milhoes de dolares em Portugal...tal era a quantidade de massa em dolares que vinha para o ps..era festa e banquetes por todo o lado podes querer..assim se encheram muitos a custa dos parolos...e com a ajuda dos américanos.. se te informes o sorros, o judeu americano, tem praticado a mesma tactica para criar revoluçoes laranjas, pagava associaçoes de estudantes para criar revoltas contra o governo.assim se passou na ukrania, ,na gorgia, etc
Doctor Feelgood
6 d
Assim - de fininho quanto baste - é que se torna agradável ler as semanadas do engº prof. dr. Valente, assertivo, discorrecto e clarificador.

Nada a ver com aquelas crónicas de escárnio e mal-dizer da praxe.

Continue assim nessa linha moderada que só lhe fará bem à saúde e principalmente à área neurológica.

Os leitores agradecem, venerandos e obrigados.
Miguel Martel
6 d
Interessante mas seguindo o vermelho pensamento único. Logo, não explica a realidade, a verdade, ou seja, a estagnação e empobrecimento económicos nacionais, apesar dos empréstimos para tapar as democráticas bancarrotas de 77 e 83, conquistas socialistas de Abril. 
Em 74, entre outras, estavam em marcha as obras para execução da auto-estrada Lisboa-Porto, cuja conclusão estava prevista em 1979. Foi o que aconteceu? Não, democraticamente desviaram-se os dinheiros para comprar as pessoas, começando pelos da equipa!
Também não explica, nem lhe agrada tocar no assunto, quem foram os democratas, portugueses e americanos, que assassinaram Sá Carneiro e Adelino A. Costa, caso democraticamente abafado. Contudo, Pulido Valente, mostrando como tem uma visão torta em relação ao antigo regime, ao Estadista, logo acusa a PIDE de ter assassinado Humberto Delgado, embora NÃO explique porque é que o Supremo Tribunal Militar que investigou e julgou o caso, NÃO condenou o chefe da brigada que o foi esperar à fronteira. Assim como também não se fala no assassinato, creio que em 1976, do responsável por essa investigação e dirigente da comissão de extinção da PIDE/DGS, Fernando Oneto..., porquê? Há que fomentar a falsidade, fabricar "vítimas"!
Doctor FeelgoodMiguel Martel
6 d
Reparou no título do artigo e consequente conteúdo?

Você está completamente desnorteado.
Miguel MartelDoctor Feelgood
6 d
Pois..., o conteúdo limita-se a ser a superficialidade conveniente que interessa. 
Para se saber um pouco mais do que era ele na verdade, lei-se o artigo "Os segredos do colégio moderno" do jornalista José Cerejo, publicado no Público a 19/04/2000. Esta patente a sua democrática honestidade.
Doctor FeelgoodMiguel Martel
6 d
Ó sr. Martel........O sr. se fosse escriba assalariado e lhe dessem um tema para desenvolver - UM só tema - também se iria espraiar sobre  as prenúncias e catacumbas dos envolventes da matéria?.......Ou seja: - se lhe perguntarem sobre a actividade D'El Rey D. Diniz o sr. vai falar do " milagre das rosas " ??..

Tenha santa paciência e aguarde pela Primavera e o desabrochar das flores, ok?









Zetonio TonioMiguel Martel
5 d
Hora, assim é que é falar...dizer a verdade  a tal omitida pelos que que querem que so seja uma parcela de verdade ..
ou para esonder verdades que nao sejam boas a ouvir
a triste historia do saque dos dinheiros do nosso pais com as jogadas, é uma parte que esta muito bem escondida, e transformada..bem que as informaçoes estao espalhadas pela net, e é preciso reunir las,..o facto é , estas autoestradas, algumas duplicadas com outras estradas vias rapidas, outras, quase sem passagem, enquanto outras aonde ha passagem nunca sao acabadas, estas historias do financiamento, é algo que nem é debatido pelos portugueses quando sao victimas  de uma obrigaçao de financiar  com as portagems ou scuts,o que outros projectaram..
foram projectos financiadas com o dinheiro da Europa que todos pagamos hoje a altos juros,  estes megalo projectos deram megalo comissoes e retro comissoes que ainda falta por saber e conhecer no detalhe ..e apos pagar a Europa estas autoestradas  atraves dos impostos directos dos portugueses, andaram a obrigarem a pagar mais uma taxa de portagem para ter o direito de circular nestas autoestradas e vias rapidas..portanto sao pagas duas vezes...isto nao é roubalheira?? nao me venham ca a falar do fascismo antigo, porque o neo fascismo que criaram em Portugal é pior que o do Dr Salazar..ele pelo menos morreu pobre, nao enriqueceu os amigos, com projectos, protegeu os nossos antigos territorios de angola, protegeu os grandes grupos, e patrimonio que estes destruiram e venderam tudo aos poucos..so nos falta é vender a nossa camisa ..criaram uma divida que nem dizem , e que ira por cada português como devedor ao estado e a Europa, para certamente mais de 1 seculo...serao os nossos netos que talvez acabarao de pagar as dividas que eles fizeram....
Amon Rá
7 d
Estou expectante pela segunda parte deste delicioso texto de Vasco Pulido Valente que escreve de forma tão brilhante como um exímio pintor ou escultor executa a sua obra. Parabéns!
Miguel MartelAmon Rá
6 d
Não se esqueça, que Lenine, Estaline, Mao, Fidel e outros socialistas, também têm belas esculturas, artigos... e é motivo para os "santificar"?

Anibal Duarte Corrécio
7 d
Magnífico.
Um excelente antídoto ao execrável número especial da revista E, do Expresso,  que ontem glorificou a subida aos céus do Deus Mário Soares. 100 páginas de idealização rançosa, mal cheirosa.

O Expresso comporta-se como um Pravda, há mais de 30 anos..., ou não tivesse diversos jornalistas vermelhos.
Zetonio TonioMiguel Martel
5 d
nao é para esquecer que o mario soares antes de ser socialista foi comunista, andou por moscovo a passear com o cunhal, a procura de pasta e subsidio para a traiçao...mas como o trabalho ja era bem feito pelo cunhal, o cunhal decidiu o expulsar do partido..
é algo que muita gente nao sabe..quem ele foi, como ele virou de casaca e porque virou...de casaca...vendeu se ao que pagava mais...chama se isto um mercenario politico ou agente..
Ana Silva
7 d
Muito bom. 
António Antunes
7 d
Vasco Pulido Valente em forma, outra vez.
victor guerra
7 d
Pré-história
Antonio Alvim
7 d
uma pequena correção
o livro de Mário Soares chamava-se "Portugal Amordaçado"
João KissolAntonio Alvim
7 d
Livro esse onde Mário Soares fez uma Descoberta (que não os Descobrimentos - que foram os antanhos que fizeram...):

> «Enfim, Timor - uma ilha indonésia que não tem grande coisa a ver com Portugal.» . . .
luís palma de jesusJoão Kissol
6 d
Adoramos iconoclastia, citação top mais. Obrigado por lembrar
Enfim Timor, uma ilha indonésia...

Miguel MartelJoão Kissol
6 d
Nem mais..., depois vieram as consequências desastrosas com posterior branqueamento e endeusamento dos criminosos que fuzilaram Maggiolo Gouveia e outros militares portugueses. Um país dominado pela sinistra, é o normal!
Zetonio TonioAntonio Alvim
5 d
tambem houve um livro, que escreveram contra ele..chama va se contos proibidos, e foi escrito pelo seu socio rui mateus que o conhecia bem...tal livro foi censurado e proibido em Portugal, e nao acredito que alguma livraria, ou biblioteca o tenha...portanto quando um individuo, critica um sistema dizendo que havia censura  e ele proprio dar ordems para censurar um livro sobre ele ..esta tudo dito..sobre a personagem..



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