quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Serviços secretos britânicos espiaram Presidente de Angola

Secreta britânica espiou PR de Angola e dirigentes de mais 19 países africanos

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Os serviços secretos britânicos intercetaram comunicações do presidente de Angola e de dirigentes, empresários, movimentos e organizações de pelo menos 20 países africanos, noticiou o Le Monde.
WANG ZHAO / POOL/EPA
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  • Agência Lusa
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Os serviços secretos britânicos intercetaram comunicações do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e de dirigentes, empresários, movimentos rebeldes, empresas de telecomunicações e organizações internacionais de pelo menos 20 países africanos, noticiou esta quinta-feira o Le Monde.
O jornal francês começou na quarta-feira a publicar uma série de artigos que se baseiam nos arquivos do ex-analista informático norte-americano, aos quais passou a ter acesso total através de uma parceria com o site The Intercept, do antigo jornalista do Guardian Glenn Greenwald, o primeiro a publicar as revelações de Edward Snowden.
O Le Monde foca a atenção no continente africano, citando documentos da National Security Agency (NSA, dos Estados Unidos) relativos às suas atividades em África e às da sua congénere britânica GCHQ (Government Communications Headquarters).
Os documentos são relativos a 2009 e 2010 e incluem memorandos do GCHQ em que os “técnicos da agência relatam os êxitos obtidos no desvio do fluxo de comunicações satélite e concluem que podem passar à recolha sistemática”.
Na primeira linha dos alvos do GCHQ figuram chefes de Estado e primeiros-ministros. Principal parceiro económico do Quénia, o Reino Unido e os seus serviços secretos intercetam conversas do presidente Mwai Kibaki com os seus conselheiros mais estratégicos, mas também do seu primeiro-ministro Raila Odinga, em março de 2009″, escreve o jornal.
“O mesmo acontece com Angola, principal produtor de petróleo de África, dirigida desde 1979 pelo presidente José Eduardo dos Santos. De acordo com os relatórios de interceções, em 2009, o palácio presidencial de Luanda foi visado”, prossegue.
O Le Monde explica que nesse ano de 2009, “Angola foi atingida pela descida brusca dos preços das matérias-primas e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, desloca-se a Luanda para reforçar a cooperação estratégica”. É por essa razão que a secreta britânica partilha as suas informações com a NSA, “para assegurar o seu domínio na região”.
A Guiné-Bissau também surge nos documentos. Neste país, a interceção de comunicações incidiu na diplomacia, com escutas ao ministro dos Negócios Estrangeiros e/ou conselheiros diplomáticos, embaixadas de outros países e personalidades ligadas a organizações internacionais como a ONU e a União Africana, segundo o jornal.
Consoante os interesses britânicos, diferentes alvos — elites políticas e económicas, dirigentes ou ex-dirigentes, diplomatas, responsáveis militares, membros da oposição ou movimentos rebeldes — foram escutados na Argélia, Líbia, Mali, Níger, Chade, Sudão, Eritreia, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Gana, Togo, Nigéria, Somália, Congo, República Democrática do Congo e Zimbabué, ilustrao Le Monde numa infografia que acompanha um dos artigos.
Edward Snowden, 33 anos, entregou em 2013 a jornalistas milhares de documentos secretos que reuniu quando trabalhou como analista informático para uma empresa subcontratada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.
Os documentos revelaram a existência de programas de vigilância de milhões de comunicações telefónicas e eletrónicas pelos governos norte-americano e britânico.
Atualmente exilado na Rússia, foi acusado de espionagem no seu país, incorrendo numa pena de 30 anos de prisão pela divulgação de informações secretas.
Palácio presidencial foi visado em 2009
Os serviços secretos britânicos intercetaram comunicações do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e de dirigentes, empresários, movimentos rebeldes, empresas de telecomunicações e organizações internacionais de pelo menos 20 países africanos, noticiou hoje o Le Monde, de acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.
O jornal francês começou Quarta-feira a publicar uma série de artigos que se baseiam nos arquivos do ex-analista informático norte-americano, aos quais passou a ter acesso total através de uma parceria com o 'site' The Intercept, do antigo jornalista do Guardian Glenn Greenwald, o primeiro a publicar as revelações de Edward Snowden.https://bs.serving-sys.com/BurstingPipe/adServer.bs?cn=tf&c=19&mc=imp&pli=19865576&PluID=0&ord=8952304322&rtu=-1
Hoje, o Le Monde foca a atenção no continente africano, citando documentos da National Security Agency (NSA, dos Estados Unidos) relativos às suas actividades em África e às da sua congénere britânica GCHQ (Government Communications Headquarters).
Os documentos são relativos a 2009 e 2010 e incluem memorandos do GCHQ em que os "técnicos da agência relatam os êxitos obtidos no desvio do fluxo de comunicações satélite e concluem que podem passar à recolha sistemática".
"Na primeira linha dos alvos do GCHQ figuram chefes de Estado e primeiros-ministros. Principal parceiro económico do Quénia, o Reino Unido e os seus serviços secretos interceptam conversas do presidente Mwai Kibaki com os seus conselheiros mais estratégicos, mas também do seu primeiro-ministro Raila Odinga, em Março de 2009", escreve o jornal.
"O mesmo acontece com Angola, principal produtor de petróleo de África, dirigida desde 1979 pelo presidente José Eduardo dos Santos. De acordo com os relatórios de intercepções, em 2009, o palácio presidencial de Luanda foi visado", prossegue.
O Le Monde explica que nesse ano de 2009, "Angola foi atingida pela descida brusca dos preços das matérias-primas e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, desloca-se a Luanda para reforçar a cooperação estratégica". É por essa razão que a secreta britânica partilha as suas informações com a NSA, "para assegurar o seu domínio na região".
A Guiné-Bissau também surge nos documentos. Neste país, a intercepção de comunicações incidiu na diplomacia, com escutas ao ministro dos Negócios Estrangeiros e/ou conselheiros diplomáticos, embaixadas de outros países e personalidades ligadas a organizações internacionais como a ONU e a União Africana, segundo o jornal.
Consoante os interesses britânicos, diferentes alvos - elites políticas e económicas, dirigentes ou ex-dirigentes, diplomatas, responsáveis militares, membros da oposição ou movimentos rebeldes - foram escutados na Argélia, Líbia, Mali, Níger, Chade, Sudão, Eritreia, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Gana, Togo, Nigéria, Somália, Congo, República Democrática do Congo e Zimbabwe, ilustra o Le Monde numa infografia que acompanha um dos artigos.
Edward Snowden, 33 anos, entregou em 2013 a jornalistas milhares de documentos secretos que reuniu quando trabalhou como analista informático para uma empresa subcontratada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.
Os documentos revelaram a existência de programas de vigilância de milhões de comunicações telefónicas e electrónicas pelos governos norte-americano e britânico.
Actualmente exilado na Rússia, foi acusado de espionagem no seu país, incorrendo numa pena de 30 anos de prisão pela divulgação de informações secretas.

“Moçambique ainda está longe de ser um país que respeita os direitos humanos”, Irae Lundin

Lundin falava no contexto das celebrações do Dia internacional dos Direitos Humanos
A menos de dois dias para a celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, várias organizações da Sociedade Civil juntaram-se, hoje, em Maputo, para reflectir sobre os direitos humanos no país. Irae Lundin, que falava na qualidade de representante da Diakonia, uma organização mundial de ajuda humanitária, classifica Moçambique como péssimo no respeito aos direitos fundamentais das pessoas.
“Temos leis que eu diria quase que impecáveis, mas aqueles que são os provedores do direito ou não as conhecem, ou se as conhecem ignoram, ou as conhecem mas não têm os meios, a capacidade para poder implementá-las. Então, definitivamente, estamos a celebrar o dia 10 de Dezembro numa situação muito precária do ponto de vista político e do ponto de vista económico”, disse Lundin. 
A pesquisadora afirma, por outro lado, que não se justifica que o país esteja em guerra e entende ser injusto que tenha-se colocado as dívidas contraídas de forma ilegal como dívidas soberanas.
“Há muita injustiça, dívidas contraídas de forma não esclarecida, que depois foram colocadas na nossa conta. O próprio Parlamento disse que as dividas não foram contraídas da maneira como deveriam ser, entretanto foram postas como dívidas soberanas para todos pagarmos, isto não está correcto”, afirmou a pesquisadora.  
Caso Embraer-Lam
Irae Lundin considera ainda que as instituições de justiça devem tomar medidas concretas para apurar e punir as pessoas que se teriam envolvido em corrupção na empresa Linhas Aéreas de Moçambique. Lundin diz mesmo que o lugar de todo o ladrão é na cadeia.
“Todo aquele que roubou, que seja classificado como ladrão independentemente se é indivíduo da rua, um simples cidadão ou um alto governante. Penso que é preciso que as leis sejam feitas para todos num sentido positivo para apoiarmos naquilo que precisamos receber apoio, mas também no sentido de castigar todos aqueles que infringiram as leis”, concluiu Irae Lundin.
Participaram do encontro de reflexão sobre os direitos humanos entidades do Governo e seus parceiros, jornalistas e activistas sociais.
Em Moçambique, o Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se sob o lema “Juntos pela defesa dos direitos de todos os moçambicanos”.

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