sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Leitura e interpretação

Elisio Macamo
13/12 às 17:26 ·


Almas caridosas ouviram as minhas preces e vieram ao meu socorro. Muito agradeço ao António Francisco e a um incógnito que me facultaram fontes directas sobre aquele meu pedido preguiçoso. A minha formação não me deixa andar a repetir coisas sobre as quais não estou bem informado. Por vezes, faço isso, mas quando me dou conta tento corrigir. Infelizmente, o debate de ideias na Pérola do Índico está refém de ânimos ideológicos e os mais ideológicos entre nós procuram a todo o custo convencer a toda a gente que todos somos ideológicos na nossa abordagem das coisas. Tenho as minhas preferências políticas, mas nunca as coloquei acima da objectividade que acredito, contra todas as aparências, ser o que me orienta no meu trabalho académico. Essa é a razão pela qual não limito a minha crítica do que está mal apenas à crítica daqueles que não fazem parte da minha lista de preferências políticas. Apesar de ser fã confesso de Guebuza nunca deixei de criticar o que considerei problemático na sua actuação.

Aos mais jovens tenho recomendado o cuidado de observarem a objectividade. Não é fácil. Alguns cresceram em ambientes intelectuais em que foram ensinados que objectividade era brincadeira burguesa de mau gosto e que ninguém é neutro. Outros acreditam que fazer ciência é encenar indignação e esgotarem-se em demonstrações de amor pelos injustiçados do mundo. Usam chavões no lugar de conceitos, causas políticas no lugar de quadros teóricos e activismo no lugar de metodologia. Pensam que dessa maneira ficam os únicos a contribuirem para o bem-estar do país. Todos os outros que pensam diferente viram inimigos, reaccionários, fantoches do neo-liberalismo e defensores da corrupção e da irresponsabilidade na governação. Qualquer reflexão ou interpelação que possa abalar o mundo confortável de convicções dogmáticas em que vivem é vista como afronta, algo inoportuno que tem necessariamente que ter objectivos obscuros.

Quando pedi as citações originais não queria fazer nenhum análise para nada. É que numa discussão recente no Facebook um amigo havia feito referência às declarações dos antigos combatentes e eu queria mesmo certificar-me de estar a comentar coisas que foram ditas da maneira como as vejo sempre apresentadas na esfera pública. Como sei que uma boa parte dos nossos meios de comunicação tem grandes dificuldades com a representação fiel do que as pessoas dizem (a mim próprio já me aconteceu isso várias vezes; até já deixei de reclamar) – não apenas por maldade, mas também por dificuldades de compreensão e de leitura – decidi que não posso confiar em coisas que não vi em primeira mão. Já agora, aproveito ilustrar o que estou a dizer aqui com dois excertos. O primeiro refere-se aos “sonhos inalcansáveis” do filho menos querido da nação. Proferiu essas palavras durante um discurso no dia 14 de Abril de 2012 perante o Conselho Nacional da Juventude reunido em Nampula. Eis o que ele disse a dado passo da sua intervenção:

“Caros Jovens,
As instituições tradicionais de formação e cristalização de valores, isto é, a família, a escola e a comunidade são hoje, e com cada vez maior acuidade, expansão e abrangência, complementadas por novos espaços de socialização e de iniciação e integração nos valores da sociedade. Referimo-nos aos meios de comunicação social, à Internet e, mais recentemente, às redes sociais virtuais. A conectividade, que é uma realidade em cada vez mais espaços geográficos da nossa Pátria Amada, tem, sem dúvidas, muitas vantagens, particularmente no diz respeito à democratização do acesso ao conhecimento e à criação de cidadãos cosmopolitas virtuais. Ao mesmo tempo, estes desenvolvimentos tecnológicos têm o potencial de se transformar em espaços geradores de representações, fábricas de sonhos inalcançáveis e de infinitas miragens e expectativas que podem levar à secundarização da cultura de trabalho, promovendo o espírito de mão estendida. O facto de no premir de uma tecla encontrar-se a solução comunicacional pretendida, pode ser extrapolado para a tendência de procurar respostas simples e imediatas para problemas complexos. Podemo-nos esquecer que os desafios estruturais com que nos debatemos nesta ou naquela área requerem respostas sustentadas e sustentáveis que, portanto, levam mais tempo a aparecer.”

Não consigo perceber como alguém pode arrancar esta expressão deste contexto e dar-lhe o sentido que ela adquiriu por aí. Nem vou tentar explicar porque está errado o que se anda a dizer por aí. Se alguém não percebe isso, não pode perceber mais nada.

Numa entrevista ao Jacinto Veloso conduzida por um William Novela e que é do dia 18 de Junho deste ano consta este trecho:

“A nossa riqueza é justa
D – Todos os antigos combatentes de primeira linha são os mais ricos do país, são donos de grandes empresas e participações em empresas, num país onde a população continua muito pobre. Será que não lutaram para os seus próprios interesses?
JV – Quando diz que esqueceram aquele pacato cidadão, isso não é bom, é um aspecto negativo. Se o libertador da paz esqueceu o pacato cidadão isso não é bom. Portanto, isso é condenável. Agora, se o libertador tem condições para organizar sua vida de maneira honesta e ganhar dinheiro isso é outra coisa. Não lutamos para ser pobres. Seria injusto demais, sobretudo para os moçambicanos que foram oprimidos e torturados. Então, dizer que agora que libertei o país quero ser pobre, isso não é correcto e não faz sentido.
D -Mas há fosso entre ricos e pobres…
JV – Eu penso que se há combatentes da libertação nacional, que de uma forma honesta e séria organizaram as suas vidas, trabalharam, arranjaram parceria e hoje estão bem, têm suas casas, têm seus carros e têm suas riquezas, isso é justo, é uma justa compensação, se eu trabalhei. Agora, o que é mau é usar a minha posição de governante para ganhar vantagens prejudicando a sociedade e o interesse nacional, praticando ilegalidade. Isso devia ser julgado, essas pessoas que fazem isso. Conseguir isso honestamente é bom, porque desenvolve o país, o bem-estar é esse. Nem todos podem ser homens de negócios, é preciso ter um bocado de conhecimento, um bocado de sorte e é preciso não ter azar sobretudo.”

Mais uma vez: extrair disto a ideia de que Jacinto Veloso disse que tem o direito de enriquecer porque libertou a pátria é obra. Mas reparem numa coisinha: Jacinto Veloso começa por dizer “Quando diz que esqueceram aquele pacato cidadao...”. A pergunta reproduzida pelo jornalista não contém essa expressão...

Finalmente, reproduzo a reportagem mais directa do que foi dito por Chipande com todos os problemas que o discurso truncado e interpretativo tem. É do jornal O País de 4 de Agosto de 2009:

“Alberto Chipande diz não haver mal nenhum em os dirigentes da Frelimo acumularem riqueza (este é o subtítulo)
O veterano da luta de libertação nacional e membro da Comissão Política da Frelimo, Alberto Chipande, lançou um violento ataque a alguns círculos de opinião que acusam dirigentes do partido Frelimo de enriquecerem à custa do povo moçambicano. Chipande, que falava à margem da cerimónia de apresentação do novo corpo directivo do Corredor do Desenvolvimento do Norte, no qual assume à presidência da mesa da assembleia-geral, defendeu o direito de riqueza aos altos dirigentes do seu partido. “Hoje existe uma tendência de se dizer que todos os dirigentes da Frelimo são ricos. Eu pergunto: ricos de quê e em quê?”, disse para em seguida responder à sua própria pergunta: “e se for rico (o dirigente da Frelimo) qual é o mal? Afinal de contas não foram os mesmos que trouxeram à independência que vocês estão a usufruir?”, questionou Alberto Chipande, perante uma considerável plateia composta, maioritariamente, por jornalistas.
“Somos ladrões porque estamos vivos?”
Prosseguindo com a explanação em prol da acumulação de riqueza, Chipande lançou críticas contra aqueles (a imprensa incluída) que, na sua opinião, denigrem a imagem dos dirigentes da Frelimo e do governo suportado por este partido político, no poder há mais de trinta anos. “Denigrem a imagem (dos dirigentes), chamam ladrões e corruptos (...). Estes homens (os dirigentes da Frelimo) não mudaram nada. São os mesmos desde há 40 anos (altura em que a Frelimo foi fundada)”, disse para, depois, acrescentar que “se Mondlane e Machel fossem vivos, seriam também acusados de serem ladrões. Somos ladrões porque estamos vivos?”, indagou Alberto Chipande com ar de bastante irritação.”

Aqui também, apesar da interferência do jornalista, fico perplexo e pergunto-me se estas interpretações problemáticas não terão na mira um outro objectivo, nomeadamente o objectivo de demonstrar que o nosso ensino está tão mal que gente adulta com nível superior não sabe ler nem interpretar texto...

Nos gloriosos tempos chamavam a isto manobras do inimigo. Hoje é empenho pela causa do povo injustiçado. E, por favor, não estou a dizer que eles não disseram o que se diz que eles disseram. Estou apenas a dizer que não é honesto participar na discussão pública usando coisas sobre cuja validade você não se certificou apenas por medo de que os guardiões da verdade militante o acusem de estar a defender os corruptos. Não dá. Não dá mesmo.
Comentários

Taisse Sigaúque Nao tem como dar. Nao daa mesmo
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 17:33 · Editado

Ricardo Santos Independência tornou-se um conceito pouco atractivo. Já quando foi a Independência Nacional a coisa gerou conhecidíssimas oposições e agressões. Nos dias que correm, grave, grave mesmo, é independência de pensamento. Isso é que é grave. Resumo-me à minha corrupção inicial: defender sempre os pés mais descalços e não abocanhar a mão que me deu a liberdade. Haverá sempre princípios incontornáveis. Uns têm uns, outros têm outros.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 17:44

Elisio Macamo independência de pensamento em ambientes polarizados é muito suspeito.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 17:51

Ricardo Santos Que seja! Mas independência de pensamento é essencial. Sem a qual não haverá nunca verdadeira independência. Nomeadamente a primordial independência de pensar como africanos e não como meros papagaios dos colonizadores e dos seus infelizes seguidores africanos. Que eu saiba, os papagaios não são africanos. E ainda bem! E devo desde já proclamar a minha declaração de interesses: já basta de colonialismos novos e antigos. Chega!
Gosto · Responder · 4 · 13/12 às 18:06

Elisio Macamo se colocas a condição "pensar como africanos" comprometes essa independência...
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 18:07

Ricardo Santos You've got a point there! Mas estou farto de aturar pensamentos maturados otherware sobre nós próprios. Pensamentos encomendados pelo filho da puta do Rei belga.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 18:12

Ricardo Santos Não seremos flores de cheiro, nós também não. Mas já basta de colonialismo, hoje com laivos intelectuais.
Gosto · Responder · 13/12 às 18:14

Elisio Macamo o "nosso" pensamento é o que pensamos, independentemente do seu conteúdo. o segredo está em torná-lo útil para a nossa própria conversa, entre nós, mas sem nos desligarmos de outras conversas.podíamos ter pensado a independência sem recurso à própria noção de independência (que já tinha um significado específico) ou liberdade, igualdade, socialismo, etc. teríamos mesmo assim ficado livres, ou não...

Gabriel Muthisse O que sempre disse, Elisio Macamo! Gente desonesta pegou as declarações desses indivíduos, manipulou-as escandalosamente e, daí, fabricou justificação para a indignação profissional. E, o que é mais grave, para demonizar gente de que não se gosta perante a opinião pública.

Chamo a atenção do meu amigo Carlos Nuno Castel-Branco para estes factos. Gostaria de saber se é a estas declarações que alguns agitam para mostrarem indignação!

Sempre disse que havia falta de honestidade na maneira como se "citava" estas pessoas.
Gosto · Responder · 6 · 13/12 às 18:19 · Editado

Elisio Macamo eh eh eh, nada, Gabriel, aqui não. compartilha e batam-se noutro espaço. chutem essa bola para muito longe daqui e vão nyolar lá.
Gosto · Responder · 9 · 13/12 às 18:44

Gabriel Muthisse Kkkkkkk kkkkkkk
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 20:25

Faizal Jamal

Gosto · Responder · 13/12 às 21:31

Júlio Mutisse Gostaria de chamar certos amigos aqui. A decência não me permite por qur sou capaz de "matar" alguns
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 18:24

Elisio Macamo usa inbox, Júlio. isso expõe menos...
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 18:35

Egidio Vaz A outra que ficou por clarificar foram os milenares ditos de Guebuza segundos quais enriqueceu vendendo patos. Eu li a entrevista original publicada numa revista "prestígio, acho" cujo título da capa era "o nosso modelo da democracia é muito caro". Nesta entrevista, Guebuza já Secretário-geral falou de vários assuntos e por fim falou-se da sua riqueza. A dado passo ele afirmou que era preciso fazer qualquer coisa começar de algum lugar para crescer nos negócios, mesmo se para tal dose necessário começar pela criação de patos. Nunca em momento algum ele afirmara que enriqueceu criando patos.
Mesmo o contexto do cabritismo, foi mal interpretado pois Chissano queria afirmar que cada profissional devia viver segundo seus esforços.
PS: estamos agora a dizer folgadamente que a Renamo ganhou e quer governar as 6 províncias onde ganhou.
Gosto · Responder · 12 · 13/12 às 18:27
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Elisio Macamo pois. ocupei-me dessa numa outra ocasião. leitura e interpretação.
Gosto · Responder · 13/12 às 18:36

Elisio Macamo essa dos patos, queria dizer. é grave. muito grave. é intelectualmente desonesto. debate sem observar o princípio de caridade não é debate. é golpe baixo.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 18:46

Mablinga Shikhani Ericino de Salema...
Gosto · Responder · 13/12 às 22:24

Ericino de Salema Guebuza disse, sim, que se tornou rico criando patos. Disse-o pela primeira vez em entrevista a Simeao Ponguane, na TVM, em 2001 (?). Em 2002, eu o entrevistei, para o ZAMBEZE, e o perguntei se reiterava o que dissera...e ele respondeu: "Sim, a minha riqueza deriva, igualmente, da criação de aves/patos". Tenho o jornal nos meus arquivos!!!
Se é grave, não é grave, não compete a mim. Gostaria de me ater na dimensão factual.
Gosto · Responder · 13/12 às 22:35

Elisio Macamo tem uma palavra mágica aí: "Igualmente". não é a mesma coisa. não brinquemos com coisas sérias.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 22:37

Ericino de Salema Na solicitação minha para clarificar, aditou sim. Na entrevista primitiva, não a usou. Acho também que não será brincar considerar esses dois momentos. Aliás, se eu que cumpri a minha missão, enquanto repórter, que é perguntar, pedir clarificação, estava a brincar, bem, pode ser que sim...
Gosto · Responder · 13/12 às 22:40

Elisio Macamo ele disse, segundo o seu depoimento, "igualmente". muda muito, já não é o mesmo que dizer que enriqueceu criando patos. melhor é trazer os excertos completos, assim discutimos melhor. é o que tenho vindo a pedir.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 22:43

Ericino de Salema Muda muito, sim. Mas, analiticamente, há que ter presente que a entrevista de Ponguane foi em directo, na TV, tendo, talvez, sido aquela uma declaração expontânea de Guebuza. Mas quando eu o entrevistei já tinha havido tanta discussão na esfera pública, tendo eu dado ao meu entrevistado a oportunidade de clarificar o que dissera, de se explanar. O igualmente pode, eventualmente, ter sido uma estratégia de "mitigação" das reacções por parte dele. Friso: pode eventualmente ter sido.
Agora, se é brincadeira ou não, bem, não sei se me compete dizer se o é ou não.
Quanto à entrevista, é pública e para não se ir à Biblioteca Nacional, etc., por algo que tenho, claro que terei muito gosto em partilhar. Amanhã espero fazê-lo.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 22:50

Elisio Macamo assim está melhor. obrigado.
Gosto · Responder · 13/12 às 22:51

Rui Miguel Lamarques Esse "igualmente" lixa tudo. Como quem diz também vem daí, mas vendi ferros de engomar, pastilhas e afins. Estamos lixados pelo igualmente. Gajo precavido.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 22:52

Elisio Macamo lixa, mas não constava no original.
Gosto · Responder · 13/12 às 22:53

Rui Miguel Lamarques Ainda que esse igualmente tenha vindo depois seria bastante redutor, bem vistas as coisas, crer que dos patos tudo veio.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 22:55

Ericino de Salema E usou efectivamente "também" e não "igualmente", o que dá no mesmo!
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:01

Ericino de Salema Achei um trecho algures na blogosfera. Mas amanhã espero procurar e enviar cópia das páginas relevantes do jornal como tal!

Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 23:02

Rui Miguel Lamarques Reitero: homem precavido. Com também ou igualmente o homem está protegido.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 23:04

Rui Miguel Lamarques Aqui, nesta entrevista, o problema não é do jornalista, mas de quem excluiu o igualmente e reduziu animais de pequenas espécie para "patos". Há um crime de natureza ambiental na interpretação da entrevista.
Gosto · Responder · 9 · 13/12 às 23:13

Mablinga Shikhani Rui Miguel Lamarques nem mais. Mas os que isso propagam não crêem. Apenas usam de forma jocosa....
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 23:33

Mablinga Shikhani Rui Miguel Lamarques hehehehehe... aqui mano a porca torce "aquela parte"
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:34

Gabriel Muthisse O truque consiste nesse reducionismo, Rui Miguel Lamarques! A manipulação tem mestres. Retirando uma palavra, ou subtraindo o contexto, criam-se condições propícias para a manipulação.

Mas as pessoas que sabiam que havia o "igualmente" ou o "também", e ocultaram isso, sao tão desonestas como as outras.

Os trechos que Ericino de Salema nos apresenta são diferentes daqueles que nos têm sido vendidos estes anos todos. Porque, entre os que tinham ciência dos factos, nao apareceu alguem a dizer: "falta um 'tambem' na citação"? Porque não apareceu?
Gosto · Responder · 5 · 14/12 às 10:12 · Editado

Elisio Macamo hahaha. crime de natureza ambiental...
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 23:36

Mablinga Shikhani Falando em brincar e em entrevistas. Imanemos que se escrevesse tudo o que Trump, Malema e Duterte dizem numa entrevista. O jornalista tem grande responsabilidade em trazer o que de relevante a mesma tem, a menos que esteja a misturar os tipos: jornalismo sério e o cor-de-rosa. Os ingleses e os brasileiros usam a figura de Redactor, que lima esses percalços.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:38

Ericino de Salema Mablinga Shikhani, modéstia à parte, quando entrevistei o Presidente Guebuza, por duas vezes, já era jornalista senior, já era Redactor, há anos. E, pelo pouco que sei do Presidente Guebuza, duvido que ele aceitaria dar entrevista a um jornalista cujo profissionalismo ele duvidasse. Francamente.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:41

Mablinga Shikhani Gabriel Muthisse ou, meu caro, no exagero, pela repetição dolosa e perniciosa da parte dos "Patos", que ja dez escola. Mas é como diz Churchill: "Uma mentira dá volta ao mundo sem que a verdade tenha oportunidade de se vestir".
Há mestres e mestres. Muitos fizeram carreira nesse embuste.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:43

Rui Miguel Lamarques Continuo sem vislumbrar problema na redacção do Ericino de Salema. Os que truncaram a entrevista são os maiores culpados. Imagine se Salema tirasse aquele também.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:46 · Editado

Elisio Macamo não percebi que alguém aqui tivesse posto em causa o profissionalismo da entrevista. fala-se da interpretação que corre o mundo, creio.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 23:45

Mablinga Shikhani Ericino de Salema os créditos. Sempre eles. Os maiores créditos vêm-se no trabalho. Eu cá não sei o que ele faria. Sei o que aconteceu.
Gosto · Responder · 13/12 às 23:45

Mablinga Shikhani Elisio Macamo exactamente.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 23:45

Ericino de Salema Alguém, este é o ponto, está a insinuar que faltou trabalho de "arte final" na entrevista...o papel do redactor. Transcrevi fielmente a resposta do Presidente Guebuza. Se o tivesse destratado, se tivesse manipulado o que ele disse, não teria me dado outra entrevista.
Uma coisa, Prof. Elisio, é o produto, o que foi publicado, a entrevista neste caso. Outra coisa é o procedimento jornalístico, a cultura jornalística, o que envolve preparação da entrevista, a feitura da entrevista, a edição, a revisão...e o Mablinga se referiu, no meu entender, a esta última coisa, ao "convocar" o redactor. Posso estar equivocado. É comum, para não dizer normal.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 23:55

Mablinga Shikhani Ericino de Salema não insinuo, eu Digo. Está equivocado. Não é este o caso, até porque sobre este assunto já sabe o que penso.
Gosto · Responder · 13/12 às 23:59

Ericino de Salema Bem, gostei de entrevistar Guebuza, em ambas as ocasiões, e confesso que gostaria de entrevista-lo novamente e tenho fé que ele o não declinará. Ele sabe que tenho o direito de discordar dele num e noutro ponto, mas tem bem presente que isso não me dá o direito de arregimenta-lo para A e A', de manipular o que ele diz...
Gosto · Responder · 14/12 às 0:18

Lukamba Joaquím Outro nível, mesmo!
Gosto · Responder · 14/12 às 0:20

Mablinga Shikhani Ericino de Salema hehehehehehehehehehehehehehehehehe... ah sim? E o que faz dos "tambéns" e dos "igualmentes" saberá ele?
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 0:47 · Editado

Gabriel Muthisse Seria interessante ver a entrevista entre Armando Guebuza e Semiao Ponguana, referida por Ericino de Salema. Eu já tenho medo destas coisas. E se nessa entrevista não tiver afirmado exactamente o que se alega? Alguém tem essa entrevista?
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 10:10

Dinis Chembene Se na entrevista a Ponguane a questao dos patos despoletou interesse "nacional" se eu tivesse tido a oportunidade de entrevistar Guebuza nao pocuraria apenas a confirmacao, mas perceber que % tem a criacao de patos na sua riqueza. ps: sobre as ligacoes empresariais de Guebuza e de onde vem possivelmente grande parte da sua riqueza há "alguma" informacao.
Gosto · Responder · 14/12 às 11:09

Gabriel Muthisse Temos de começar a expor estas fraudes, independentemente de quem seja o autor ou utilizador
Gosto · Responder · 4 · 13/12 às 18:31

Elisio Macamo a verdadeira fraude é quem veicula essas interpretações problemáticas.
Gosto · Responder · 13/12 às 18:37

Gabriel Muthisse Sem dúvida!
Gosto · Responder · 13/12 às 18:38

Dinis Chembene Muitas das pessoas que acabam veiculando essas interpretaçoes nao leu sequer a entrevista, ouviu dizer aqui e ali. E como se fosse um boato vai se espalhando. Recentemente tivemos o debate sobre o nome da empresa criada em Sao Tomé para receber os subornos no acto da compra dos avioes para a LAM. Muitos vieram a terreiro dizer que o nome da empresa é ROUBA-LHE PRA VALER. Há muita desonestidade na nossa esfera publica e os menos preparados e os entricheirados vao repetindo a cançao.
Clayton Johnam Não há nada de errado nestes discursos. Foi uma atitude de muita "coragem" alguém ter pretendido dar outro sentido aos mesmos, muita coragem mesmo.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 18:46

Elisio Macamo aí está. ainda não vimos todos. aguardemos com serenidade.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 18:47

Cremildo Chitará Vai enrolar outra vez prof
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 19:41

Elisio Macamo risos. temos que esgotar as possibilidades.
Edio Matola Contudo, caro professor, por outro lado, podiamos ir, também para o espirito da cada uma das mensagens, póis não?
Assumindo, que eles não tenham proferido essas palavras, podemos recorrer a outra interpretação, a dos factos, e não das palavras, e a que conclusão chegariamos? E para o segundo caso, não sendo por venda de patos, que o antigo PR tivesse enriquecido, então donde provinha toda a sua fortuna,refiro-me ao tempo, antes de ascender a presidência, acredito que chegariamos a uma resposta equivalente, ou serei perguntado, sera que ele era (é) mesmo rico? Então de-nos as evidências da tal riqueza, emfim, enquanto isso a caravana vai andando!
Gosto · Responder · 13/12 às 20:09 · Editado

Elisio Macamo podíamos, sim. mas esse não é o assunto deste post.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 20:15

Azarias Chihitane Massingue A entrevista citada aqui refere a altura em que era ainda Secretario geral da Frelimo. Quem acompanhaa vida de Guebuza sabe que chegou mesmo a esse nivel quando nao era pobre. Eu sei que tinha propriedades na provincia de Manica gerida por familia da ...Ver mais
Gosto · Responder · 13/12 às 20:24

Elisio Macamo certo. mas o assunto é outro. vamos nos concentrar nesse assunto.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 20:25


Michaque Tembe Tembe Possivelmente "material bruto" ou empírico se quisermos dizer, não abunda. Contudo isso por si só, não legitima alguma teorização apressada feita numa poltrona da sala de espera dum próximo voo. E, muito menos pode nos garantir que, este número de população ou amostra das redes de socialização, embandeira nossas metodologias à caminho de uma pseudo-objectividade.
Infelizmente, a falta (que não coincide com a inexistência) do tal "material bruto", não belisca a percepção que " o mundo confortável de convicções dogmáticas" tem a respeito dos três sujeitos servidos a este debate pelo Prof. Elísio, porque para o nosso "azar", há uma coincidência entre o que se "diz que diz" a respeito deles, e a forma pouco criteriosa de gerir a "pérola do indico" que resultou no que cada um de nós, sente no seu bolso diariamente. Directa ou indirectamente.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 20:29

Michaque Tembe Tembe Há realmente um campo de interpretação que é uma autêntica "arena de gladiadores", mas o campo interpretativo, tem muito de real (e realidade), infelizmente!
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 20:29

Elisio Macamo completamente irrelevante para o post tanto mais que num dos comentários tive o cuidado de dizer que temos que esperar até ter todo o material. por favor, leiam com cuidado o que se escreve. é pedir demais? o que sente em relação às pessoas não justifica nenhuma deturpação do que disseram.
Gosto · Responder · 13/12 às 20:37

Michaque Tembe Tembe Sendo assim Sr. Prof. , não está aqui quem escrever o "textinho" de a uns minutos. Foi lapso um de atenção.
Gosto · Responder · 13/12 às 20:41

Elisio Macamo se um ladrão disser "só merece respeito quem faz trabalho honesto" você não pode alterar isso para "roubar é trabalho honesto" só porque você sabe que quem disse isso é ladrão. não disse. prontos.

Helder Chilengue Confesso que estava aflito. Precisava e tinha de rever as entrevistas na íntegra. Desde ontem que tenho eatado a viver um martírio para formar opinião. Com o tick tack do Gabriel Muthisse e do Carlos Nuno Castelo-Branco a coisa so piorou. Leitura detalhada das entrevistas a luz se fez presente. Uff!! Khanimbo Elisio Macamo.
Gosto · Responder · 3 · 13/12 às 21:12

Elisio Macamo não, a leitura não foi detalhada. excertos. e não vimos todo o material.
Gosto · Responder · 13/12 às 22:39


Egidio Matsinhe Assim so podemos dizer que numa festa com mesa farta desde entradas ate a sobremesas, alguem preferiu dizer que na festa so tinha um pedaco de carne. Well done prof. Elisio Macamo por trazer de forma didactica a verdade.
Gosto · Responder · 2 · 13/12 às 21:54

Emilio Maueie Eu estou a ficar envergonhado. Quem me dera se todos, como eu, que se limitam a ler títulos dos jornais, ler extratos "mal intencionados" de textos/pensamentos de assuntos sérios, também se envergonhassem. No mínimo ficaríamos calados, do que andar por aí a propalar slogans "maléficos".

Eu estou a aprender a ficar calado. Quem me dera se, todos como eu, aprendessem falar (por falar) não é obrigatório e não sinônimo de sabedoria.

Para não fugir à regra, mais uma vez tem aqui meu like.
Gosto · Responder · 5 · 13/12 às 21:58

D C Batone Batone A dúvida sempre vai prevalecer. Independentemente de quem veícula, pensa, reflecte (se é que reflectem). Não existe verdade absoluta em nada, a não ser o dia da nossa morte. Há quem acredita na história dos "patos" e tentou criar idolatrando a personagem principal da história. Há quem nega veementemente na possibilidade disso acontecer, como se tivesse feito um teste piloto (experimentação). Outros acusam os difusores da informação que aparentemente (na visão destes) foi uma invenção de má fé, mesmo sendo difícil indicar (com provas sólidas) os mentores.
O que me alegra é ter essa possibilidade de discutir ideias e observar o além da verdade (se é que existe). Mas, algo me entristece: quando personalizamos o debate. Precisamos de controlar a emoção para efectuar uma análise racional, principalmente quando é pública. Mas, neste MOZPROBLEM, como chamo, tudo é problema, até uma reflexão. Parece uma discussão de religiões pelo poder dos seus deuses. Um acha que ODIN é poderoso, outros Allah, outros Jeová, outros Buda, outros os próprios antepassados. Estes, não tem porque provar, apenas acreditar e crer num paraíso (Éden, Valhala... Etc.). Meus caros, vamos continuar a discutir ideias. "Jamais embarguem nas especulações da moda. Com frequência, a melhor hora de se comprar alguma coisa é quando ninguém a quer", disse um suíço de nome Max Gunther. Façam as vossas próprias ideias, parem de concordar ou discordar apenas, enriqueçam o debate. Fujam da opinião da maioria, provavelmente está errada. Lembrem-se René Descartes foi campeão mundial da dúvida. Teimosamente, recusava-se a acreditar em qualquer coisa até que a tivesse verificado pessoalmente. Fica a sugestão.
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 22:10

Edio Matola "c'est pourqui? ". Se ainda me lembro de escrever em Francês, mas essa talvez tenha sido a frase Descartes mais usou! Muito obrigado por me recordar. Só iria adicionar, também o questionamento, até do que aparenta ser elementar, como outra arma muito i...Ver mais
Gosto · Responder · 1 · 13/12 às 22:21


Armindo Chavana Caro Professor, estou a escutar Redemption Song de Bob Marley. Também já me cansei dos preachers of doom!
Gosto · Responder · 4 · 13/12 às 22:23

Mablinga Shikhani Mas este exercício nem era tão difícil assim, aliás alguns dos que engajaram na romaria interpretativa têm títulos. Mas como digo sempre ao Gabriel Muthisse a culpa não é deles é de quem os venera, acredita e repete as mediocridades e monstruosidades, o que me leva, de propósito a uma certa carta. Tanta raiva só pode ser pessoal. Como ontem se disse eu sou um dos "Vocês".
Gosto · Responder · 4 · 13/12 às 22:28

Dulcidio Matusse ...professor Elisio Macamo, vai o meu mais sincero kanimambo pela paciência e benignidade em, uma vez mais, trazer nos ah luz numa escuridão literaria e interpretativa desastroso por parte de quem repsponde aos "patroes" para poder garantir a renda do seu escritorio, subsidios, e muito mais. O mesmo kanimambo eh extensivo ao Gabriel Muthisse Mutisse pela simplicidade e delicadeza no afronto dos assuntos candentes e sensíveis desta pérola do indico e dos seus libertadores. Bem hajam, meus caros!
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 10:59

Dulcidio Matusse era ao de todo importante que o prof. Nuno Castelo-Branco reagisse em torno desse assunto. Das duas uma: ou pede desculpas pelos post por ele aqui deixados ou brinde nos com uma outra versao que fundamenta o seu posicionamento.
Gosto · Responder · 14/12 às 11:04

Mablinga Shikhani Insh Allah!!!
Gosto · Responder · 14/12 às 14:14


Cremildo Bahule !
Gosto · Responder · 14/12 às 11:22

Grácio Dos Inguanes Excelente reflexão trazida por prof, aliás percebi no seu post anterior"Pedido", que era prenúncio de um debate interessante.
Sempre olhei para o anterior PR como um homem firme, cuidadoso, tenaz e com um discurso alinhado consigo próprio. Daí que sempre tive tendência a inocentá-lo de todas as más leituras e interpretações dos seus discursos ou posicionamentos. E nunca escondi o meu desdém em relação a certas pessoas bem conhecidas - algumas até referenciadas aqui por alguns comentadores deste post - que a todo o custo procura(ra)m infestar o debate político.
Gosto · Responder · 1 · 14/12 às 15:19 · Editado

Andre Mahanzule Eu q o diga Dos Inguanes mas deixa-me convidar Dercia Cossa
Gosto · Responder · 1 · Ontem às 6:13

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