quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A secreta moçambicana até tentou arranjar o financiamento à sua maneira, mas enfrentou dificuldades e teve de bater à porta do gabinete de Manuel Chang




“SISE foi o promotor e solicitou-nos garantias”, Manuel Chang


Antigo ministro das Finanças  à Comissão Parlamentar de Inquérito
Afinal, a emissão de garantias do Estado para a Ematum, ProIndicus e MAM foi solicitada ao Ministério das Finanças pelo Serviço de Informação e Segurança de Estado (SISE). A secreta moçambicana até tentou arranjar o financiamento à sua maneira, mas enfrentou dificuldades e teve de bater à porta do gabinete de Manuel Chang para solicitar a emissão de garantias do Estado. O antigo ministro das Finanças admite que houve “pressão” e a urgência de se encontrar financiamento fez com que se ultrapassasse o limite do aval previsto na lei orçamental. Reconhece que não comunicou ao Conselho de Ministros nem ao FMI, não pediu autorização do Parlamento, muito menos a opinião da PGR, porque, justifica, se tratava de aval e não de dívida para o Estado.
À pergunta ‘por que decidiu sozinho?’, Chang respondeu que tinha competências para atribuir garantias, à luz do decreto presidencial que cria o Ministério das Finanças - decreto 02/2010, de 19 de Março. No relatório da Comissão Parlamentar do Inquérito (CPI) para averiguar a dívida pública que vai a debate à porta fechada, próxima sexta-feira, avultam também declarações de outros intervenientes no processo de constituição das empresas. Mas Armando Guebuza foi dizer à comissão que seria difícil encontrar uma intervenção específica do Chefe de Estado na constituição das empresas, por se tratar de matéria de domínio operacional. “Na sua qualidade de titular do poder executivo, recebe as informações e relatórios dos responsáveis pelos pelouros e, em função disso, dá as devidas recomendações”, cita o relatório.

Constituição das três empresas e contratação de empréstimos
“O que tenho a esclarecer é que as empresas são do direito privado, embora com a participação maioritária do Estado. Sendo do direito privado, a sua constituição é decidida pelos accionistas, e foram eles que decidiram. Sobre a contratação de empréstimos, também segue o mesmo raciocínio. Foram os accionistas que decidiram procurar financiamento. Tinham tentado fazer o recrutamento do financiamento, não conseguiram sem o aval do Estado. Apareceu o sector, neste caso, o promotor, que é o SISE, a solicitar-nos as garantias e foi quando nós demos. O Ministério das Finanças é que decidiu pela emissão de garantias, tendo em conta as competências atribuídas pelo decreto presidencial (Decreto 1/2010, de 19 de Março, que cria o Ministério das Finanças). Normalmente, quando há contratação de endividamento directo pelo Estado, através do Tesouro, é necessário que haja aprovação deste financiamento pelo Conselho de Ministros e que haja uma opinião legal da Procuradoria-Geral da República. Neste caso, a nossa convicção na altura era de que não haveria nenhuma dívida para o Estado. Nós estávamos a dar garantia para que aquelas empresas pudessem realizar (o investimento) e rapidamente amortizarem as suas dívidas.”

Razões para se prescindir da opinião legal da Procuradoria-geral da República
“Do nosso ponto de vista, ainda não estávamos perante uma dívida do Tesouro. O aval é potencial. Pode criar esta dívida, mas também pode não criar. Houve situações de avales que foram dados, por exemplo, a LAM teve aval para comprar aviões e os TPM tiveram aval para comprar autocarros. Nos dois casos, não foi preciso chegar a este ponto. Portanto, a nossa convicção naquela altura era de que as empresas iam pagar. Supondo que de facto acontecesse aquilo que está a acontecer agora, então, é nesta altura que se deve submeter já como dívida à decisão do Conselho de Ministros. (Ou seja), não pagando, o assunto volta para o Conselho de Ministros. Nós considerávamos que não era ainda dívida para o Estado e não era nenhuma componente do Orçamento. Os próprios credores, para a sua segurança, solicitaram a opinião legal, mas não à Procuradoria, precisamente pelo regime das empresas. Pediram às empresas correspondentes em Moçambique de advogados e a empresa que deu essa garantia foi Couto, Graças e Associados. Portanto, ele (escritório de advogados) deu as garantias de que estava tudo bem.”

“Primeiro, a representação do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Maputo é um escritório apenas. Não é uma instituição que discute com o Governo as políticas. Quem discute políticas com os governos são as missões do FMI. Nós tivemos várias cartas de intenções. Por isso que eu dizia que houve abertura do FMI para que se abrisse uma janela (que permitia ao Governo recorrer a financiamentos comerciais, em virtude de o país ter atingido um nível de crescimento tal, que as necessidades de financiamento não podiam ser cobertas somente com empréstimos concessionais). Em relação ao financiamento (das três empresas), estou há dois anos fora destas lides e nem tenho contacto com a documentação para ver se terá sido cumprida ou não (comunicação com o FMI). Mas seja como for, analisadas as coisas, quem obrigava era o credor. Mas o credor acabou aceitando avançar sem que esta cláusula (comunicação com o FMI) tivesse sido cumprida. Então, eu penso que quem deve responder, ou quem estaria mais interessado era o credor. Se fosse uma condição que estivesse na lei moçambicana, tudo bem. Aí tínhamos que respeitar. Mas se é o credor que dizia que temos que comunicar ao FMI e depois ele acaba accionando o financiamento (sem que o Governo tenha comunicado ao FMI), não vejo a relevância para discutirmos isso neste momento.” 

Concessão de garantias fora dos limites legais e sem autorização da AR
“ Em relação ao aval, dissemos que de facto há o valor indicado na Lei Orçamental e não no Orçamento do Estado. Portanto, na Lei Orçamental há o valor (limite do aval) que infelizmente para este caso nós não cumprimos. Mesmo quando fomos ouvidos na Procuradoria, foi a primeira coisa que nós dissemos que não conseguimos cumprir com o (limite) valor do aval. Mas há atenuante: é que este número não prejudica o Orçamento (do Estado), não afecta o défice orçamental e não afecta nada que o orçamento tenha previsto em termos de despesa por estar ali. Não tem ligação com o Orçamento. A receita não entrou para o Estado, entrou para as empresas ou os serviços de que beneficiam do financiamento entraram para as empresas.
Eu expliquei aquilo que é o nosso pensamento relativamente à dívida como componente da despesa e o aval como valor indicativo para o cumprimento numa despesa potencial. O incumprimento não foi propositado. Quando eu digo que não foi cumprido, tal como acontece em outras linhas orçamentais, não estou a dizer que nós, de forma propositada, dissemos que não vamos cumprir.”

Terá havido pressões para se ultrapassar o limite do aval previsto na lei?
“Agradeço o apoio. Acho que encontrou as melhores palavras para me ajudar. Porque quando respondi à primeira pergunta, expliquei as razões que fizeram com que nós dêssemos avales, aquelas razões todas que estão ali. E tendo em conta esta decisão que era preciso encontrar solução para aqueles problemas que eu me referi. De facto avançamos na emissão do aval. Mas terá sido mesmo a questão de pressão, a urgência de resolver aqueles problemas que fez com que, de facto, ultrapassássemos o limite da lei orçamental em termos de aval. É exactamente isso. Agradeço. Eu pensei que tinha referido a isso quando respondi a primeira pergunta. Mas volto a dizer que nunca houve intenções de incumprir com aquilo que são as bases legais para a realização da execução do orçamento. Quando falo da urgência, já é na altura em que o Estado é envolvido. Mas na fase anterior, as empresas andaram a tentar financiamento, mas infelizmente não conseguiram. E teria sido melhor se tivessem conseguido o financiamento sem o aval do Estado. (Portanto), quando falo da urgência, já é na (fase) intervenção do Estado para a tal concessão do aval.”

Submissão do governo à jurisdição dos tribunais ingleses e renúncia da sua imunidade
“Na contratação de financiamentos na Praça de Londres, é muito difícil conseguir que eles aceitem que o contrato seja regido por legislação do beneficiário, neste caso, que sejam tribunais de Maputo a dirimir situações de conflito. Nós fizemos tudo aquilo que era possível fazer, mas não conseguimos evitar que fossem estes tribunais (ingleses) e isto tem sido a prática para este tipo de situações. Seja como for, nós achamos que terá havido entendimentos que também nos beneficiam, entendimentos de cavalheirismo em situações em que não sejam cumpridas as cláusulas. E nós temos agora a situação que está a ser protelada pelos credores, tendo em conta este entendimento de cavalheirismo. Mas a resposta directa é esta: não conseguimos fazer aceitar que conste nos contratos outro tipo de jurisdição que não fosse a inglesa. E nós estávamos interessados. Para nós, os pedidos de financiamento tinham muita urgência. Infelizmente, não tínhamos a noção de que pudéssemos estar a abdicar da soberania, tendo em conta que isto acontece várias vezes quando há este tipo de financiamentos. É este o entendimento a que se chega.”

Base legal para directora do Tesouro assinar garantias em nome do estado
“O que eu sei, porque também fui director nacional do Tesouro, é que desde que haja uma credencial do titular das Finanças, o director (do Tesouro) pode assinar. Há muitos acordos de financiamento assinados por um director adjunto. Mas tem que ter a credencial do titular da pasta que diga que pode assinar”. Questionado pela CPI se teria credenciado a então a directora nacional do Tesouro (Isaltina Lucas, actual vice-ministra da Economia e Finanças), Chang disse desconhecer da existência do contrato assinado por ela (directora do Tesouro) e não se lembrava se tinha feito credencial para o efeito. Isaltina Lucas confirmou à CPI que “pelos procedimentos que existem e existindo uma credencial do ministro, pode o director do Tesouro, mas a garantia válida é garantia assinada no dia 14 de Junho de 2013, pelo ministro das Finanças” (Manuel Chang). Sobre o documento que assinou no dia 15 de Janeiro de 2013, dando garantias do Estado para o financiamento de 372 milhões de dólares pela Credit Suisse International para a PROINDICUS, Isaltina Lucas disse que não se tratava de contrato de garantia, mas sim do documento sobre os termos e condições do contrato.

PCA das empresas das dívidas diz que “caldo foi entornado” pela mediatização

Relatório de inquérito às dívidas ocultas
Afinal, as “dívidas ocultas” foram negociadas para serem mesmo ocultas. O PCA da ProIndicus, MAM e Ematum, António Agostinho do Rosário, explicou que, contra a vontade do proponente moçambicano, o financiador das operações, o Credit Suisse, decidiu lançar uma operação aberta e pública de emissão de títulos no mercado de capitais via online. A partir daí, sentenciou o gestor, “o caldo já estava entornado, o que conseguimos fazer foi gerir as coisas”.
Rosário revelou que estava claro para o credor, desde o início, que não era conveniente partilhar publicamente a informação. Uma das consequências da divulgação dos empréstimos, segundo o PCA, foi a guerra aberta entre os empreiteiros navais, por alguns terem sido preteridos em benefício de concorrentes. 
“Não podíamos dizer”
“É claro que, para nós, não podíamos vir dizer, nem para os bancos nem para quem quer que fosse, que a pesca não era a parte principal. não era para nós o objectivo inicial, é complementar, aumentar e reforçar aquilo que nós queríamos, que não conseguimos via Pro Indicus. Foi preciso criar uma outra empresa do zero, sem passivo nenhum, mas com um estudo de viabilidade próprio e que nós conseguíssemos convencer os bancos. E conseguimos! Foi a primeira operação de emissão de títulos na República de Moçambique no mercado de capitais, em Setembro de 2013”. António do Rosário disse que a mediatização trouxe problemas: “primeiro, entre os bancos, porque escolhemos o Credit Suisse em detrimento de outros; em segundo, a guerra entre empreiteiros, porque antes de escolhermos a quem escolhemos, andamos por muitos países à procura de quem tinha capacidade, pelo que, no fim, os outros queriam saber por que foram preteridos; por último, a querela pela partilha e controlo do canal de Moçambique e do Oceano Índico. 

Parlamento desviou foco da Ematum
“A Ematum surge com o objectivo duplo: um é parte integrante do Sistema Integrado de Monitoria e Protecção da Zona Económica Exclusiva em Moçambique, tem esta componente e tem equipamento para o efeito, e tem a parte da pesca. O estudo de viabilidade em relação à parte da pesca está correcto, os números são esses. Mas não era só a pesca... a pesca não era a actividade principal do projecto Ematum. Mas quando a Assembleia da República decide que a Ematum tem de separar a parte não comercial (da dívida) e entregar ao Estado, aí a Ematum tem que se reinventar. O objectivo da empresa moçambicana de atum, segundo o nome diz, e segundo o que os estatutos dizem, é pescar. A parte da fiscalização, pela sua natureza estratégica, não convinha que fosse aberta a todos, que fosse explícita”.
“Se hoje que já temos as coisas, temos o barulho que temos, imagine na altura em que essas pessoas e instituições e países que fazem barulho soubessem que tem a possibilidade de impedir. Como é que teria sido? Esquecemos que há aqueles que quando nós dizemos que queremos fazer isto, sentem-se acossados, porque perdem mercado...

“Primeiro fazer, depois explicar”
Primeiro, é fazer e, depois, vir a terreiro explicar como é que fizemos. Aí pelo menos não há como impedir. Parece que resultou. Agora, o que se pode fazer é talvez (nos) responsabilizar por termos feito como fizemos. Mas fizemos de forma deliberada, tínhamos um objectivo de servir o Estado. E conseguimos”.
O País
4 h · 
Afinal, a emissão de garantias do Estado para a Ematum, Proindicus e MAM foi solicitada ao Ministério das Finanças pelo Serviço de Informação e Segurança de Estado. Ver mais em: goo.gl/T9bgtO
Os temas que fazem a actualidade Moçambicana e Internacional em várias áreas de interesse. Os destaques do dia.
OPAIS.SAPO.MZ
Comentários
Matin Sabin

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André Adelino Cossa
André Adelino Cossa Heeeeee..... Apertem mais vão dizer tudo sobre dinheiro roubado..... E quem roubou deve ir a cadeia por favor..... Ha muita gente justa na cadeia que la foi por azar..... Chega de impunidade na perola do indico....
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Carlos Manuel
Carlos Manuel Tens toda razão! Já basta de impunidade, precisamos melhorar esse País.
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André Adelino Cossa
André Adelino Cossa É verdade..... Tem que haver respeito com coisa publica..... Alguém é dado uma cargo rouba tudo para incluindo o proprio cargo para sya casa é feio.... Cadeia para os ladroes deste pais sem contemplacoes...
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Amina Vasco
Amina Vasco Tens razao mesmo responsabilizar esses larapios
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Amarildo Samuel
Amarildo Samuel Kkkk...
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Matin Sabin

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Carlos Manuel
Carlos Manuel Prendam o Manuel Chang e o director da SISE e passem à vida a investiga-lós! às cadeias nacionais não devem servir somente para os pobres e ainda para mais, sem quaisquer recursos de defesa própia!
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Amina Vasco
Amina Vasco E verdade
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Tocova Amisse
Tocova Amisse Quen vai o prender? Este é um país de novelas e filmes que o povo é telespetador e no fim do dia amanhece na rua com desespero e sem saber oq comer.
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Carlos Manuel
Carlos Manuel Tocova Amisse, más isso tudo que acabas-te de dizer não deve servir de pretexto/razão para eles, continuarem na impunidade! Temos que ser exigentes... Afinal o País é nosso, e eles são apenas serventes públicos.
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Matin Sabin

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Iglesias Rassul
Iglesias Rassul O cara quer se passar de "menino espertinho"... Açúcar aqui, docinho acolá e etc. Tudo isso para se fazer passar de vítima de pressões. 
Mas como ele mesmo diz, a pressão foi maior que o levou a assinar. Nós também, como povo, estámos a pressionar que a justiça seja feita.
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LeBron John João Cumbane
LeBron John João Cumbane Caramba!
Assinou os avales por pressão?
Isso é conversa de café, é possível precionar um adulto como o Sr. confiado pelo governo, e com longa experiência?

- Se a SISE tivesse dito venda o país o Sr. aceitaria, não é?
- O senhor merece Julgamento e condenação.
O povo é que faz a pressão!
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Salimo Sairesse
Salimo Sairesse Allah vais vos punir com isso não podemos sofrer atoa por vossa causa, vossos bens, familia, Saude, felicidade, a nossa tristeza vai ofuscar o vosso bem mais precioso
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Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde
Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde É sempre assim que os coelhos escapam da armadilha. Muita justificacao para atrapalhar quem lhe ouve. Palhacada. Li aqui um desenho tecnico feito a mao livre.
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Milton Carlos
Milton Carlos Casa do ladrão é cadeia! Casa do político é no partido, casa do povo é na assembléia da república, obrigado por nos trazerem a casa do povo o filho perdido, bom filho sempre volta a casa
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Alexandre Nhazombe
Alexandre Nhazombe Devolver dinheiro de dono depois é que vao a cadeia. Esta evidente que nao contrairam as tais dividas para investimentos mas sim para fins ocultos.
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Dércio Hunguana
Dércio Hunguana Isso tudo que esse, chang esta a falar é tudo mentira, ele esta a tentar se divorciar da culpa, e tbém esta a tentar criar comoçao nas pessoas pela sua pessoa, pois o SISE, Nao xta acima da asembleia da republica, éxi chang, e o guebuza, sao os autores do sofrimento do povo mocambicano.
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Sevito Jhon Bungane
Sevito Jhon Bungane Alguns envolvidos nessa robalheira devem ser bem punidos estou de olho quero ver isso. ....
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João Augusto
João Augusto Ja comexam a fugir com seringa no rabo. Apertar bem a investigacao, que vao dizer tudo o que sabem sobre o assunto.
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Eduardo Santos Mapata
Eduardo Santos Mapata Se ha materia para criminar Estes ladroes porque nao se avanca com a detencao e confiscar os seus bens!?
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Eugenio Julio Mabuiango
Eugenio Julio Mabuiango Quem posso prender esses ladrões são os EUA, Moçambique não tem capacidade pra fazer esse tipo de investigação.
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Manuel Juliao Vilanculo
Manuel Juliao Vilanculo Outras coisas, pensava que são feitas de gatunos, mas de alguns anos pra cá, até indivíduos que confiavamos, nós o povo...
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Ibraimo Assamo
Ibraimo Assamo A verdade sai aos bucados, mas assim é que tem que ser, de modo a ter o coração liberto do descontentamento de aproximadamente 25 milhões de pessoas as quais foram lhes lixadas a vida.
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Celio Mucavel
Celio Mucavel Queremos justiça esses ladrões deve ser preso e pagar o dinheiro do povo vamos deixar de tampar o sol com pineira como disse na giria
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Pedro Manhique
Pedro Manhique A praga esta sobre ti Chang fala tudo que vem na alma pra que possas viver em paz
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Ganhu Nhoela
Ganhu Nhoela SR CHANG SE TENS COMPETENCIAS PARA DECIDIR SOZINHO, PORQUE NAO PAGAS SOZINHOS?
Victor Niquice
Victor Niquice Bandidos, malandros, preguicosos; na verdade se referem a vcs!!!!
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Claudio Lombene
Claudio Lombene Tipo crianças :Não fui eu,foi Paito que disse para eu fazer.
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Mondlane Calane Dzovo Kito
Mondlane Calane Dzovo Kito Agora porquê dessas dívidas serem do EStado??
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Noberdino Da Luana Efigénia
Noberdino Da Luana Efigénia Cadeia pra eles....
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Jacob Kanhinda Kanhinda
Jacob Kanhinda Kanhinda Ainda vão dizer tudo k ocultavam.
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Daniel Mangachaia Santome
Daniel Mangachaia Santome Resultado de desvio
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Valerio Mussoho
Valerio Mussoho Quebra-cabeça
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Atanásio Daniel Rafael
Atanásio Daniel Rafael Esta mau isso
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Alexandra Madeira de Almeida
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Lazaro Zacarias
Lazaro Zacarias opa kkkkk
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Teixeira Teté
Teixeira Teté Até quando a impunidade? Com provas suficientes nada se faz só blá-blá-blá
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Mulandi HI Mina Kheni
Mulandi HI Mina Kheni Este País está nas mãos de gatunos mesmo.
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Ernestina Azarias Nharre Nharre
Ernestina Azarias Nharre Nharre Manuel Chang ja comecou a chorar ainda e cedo kkkkkkk

Filipe Nyusi ensaia afastamento dos mediadores internacionais

Negociações
Os mandatários de Filipe Nyusi apareceram, na terça-feira, na Comissão Mista, para informarem que têm uma nova proposta, que consiste na constituição de um grupo de trabalho a ser indicado pelo Presidente da República e pelo presidente da Renamo, para tratar da matéria em discussão.
Segundo propõem os mandatários, o mesmo grupo poderá substituir a subcomissão criada para tratar da questão da descentralização governativa.
Essa subcomissão era dirigida, por parte da Frelimo, por Alfredo Gamito, e, por parte da Renamo, por Jeremias Pondeca, que foi assassinado pelos esquadrões da morte.
Segundo a nova proposta, os mediadores internacionais ficam de fora, e o Presidente da República e o presidente da Renamo deverão indicar duas ou três pessoas de cada lado.
Se esta proposta da Frelimo for aceite, alguns membros da Comissão Mista de ambos os lados serão sacrificados, tal como aconteceu, do lado da delegação do Governo, com António Hama Thai e Edmundo Galiza Matos Jr., que o presidente Filipe Nyusi dispensou, alegando que são deputados, tendo designado António Boene e Chiziane para os substituírem.
Mas a Renamo já disse que não vai indicar mais ninguém, argumentando que todos os que estão lá na Comissão Mista indicados por Afonso Dhlakama possuem mandato bastante para tratarem da matéria em discussão.
Enquanto isso, os frelimistas presentes na Comissão Mista queixam-se de não terem mandato para decidir sobre a matéria.
Até ao momento do assassinato de Jeremias Pondeca, a subcomissão criada para tratar da descentralização tinha avançado na preparação da proposta de alteração da legislação, nomeadamente sobre a Constituição da República, a Lei das Autarquias e a Lei das Assembleias Provinciais.
Esta nova posição ignora totalmente todas as propostas dos mediadores internacionais.
Os mandatários de Filipe Nyusi nunca apresentaram alguma proposta sobre a matéria e, para inviabilizar os trabalhos, foram-se atrasando e foram faltando às sessões da própria Comissão Mista.
Hoje, quarta-feira, no final da manhã, as partes voltam a encontrar-se, numa altura em que esta quinta ronda caminha para o fim sem nenhum avanço, tal como aconteceu na quarta ronda. (Bernardo Álvaro)
CANALMOZ – 07.12.2016
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Francelino Orlando Ringe
Francelino Orlando Ringe E então ele com a sua SISE que devolvam o de César a César
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O País
4 h · 
Afinal, as “dívidas ocultas” foram negociadas para serem mesmo ocultas. Ver mais em: goo.gl/pagHiY

Os temas que fazem a actualidade Moçambicana e Internacional em várias áreas de interesse. Os destaques do dia.
OPAIS.SAPO.MZ
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Matin Sabin
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Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde
Marcos Manejo Pakhonde Pakhonde Este palhaco é meio sinceiro. Se lhe apertarem um pouco nas bolas escrotais, vira o real desejado. Pena que os que deviam fazer esta pressao sao os mesmos que prepararam a ocultacao.
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Noberdino Da Luana Efigénia
Noberdino Da Luana Efigénia O que não entendo é, como é que a dívida de singulares afectou o pobre mocambique. O atum era para ser comercializado ao povo pelos ladrões e a porcaria da mam q nem sei o que faz. Cadeia.....
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Arcénio Isaías
Arcénio Isaías Conseguiram mesmo, servir ao Estado conseguiram. Estamos na dsgraça pelo vosso sucesso.
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Ismael Valigy
Ismael Valigy E agora kem paga? Deveriam assumir e honrar...mas não pôr-nos a todos no mesmo barco da dita pesca....
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Ginoca Ramos
Ginoca Ramos Conseguiram????? O que conseguiram foi endividar o povo e pôr o povo todo a pão e água, foi isso que conseguiram, agora que paguem a dívida e deixem o povo tranquilo que bem precisam.
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Mohammad Jetski
Mohammad Jetski Como é possível um jornal da vossa dimensão falhar o nome de um PCA? Revejam antes de postar.
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Issufo Chona
Issufo Chona Onde andam os lambebotas que defedem c unhas e garras esses...
Ernesto Nhaule
Ernesto Nhaule que nojo esse...
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Jerry Muchanga
Jerry Muchanga Palhaco gatuno e hipocrita.o Sr disse tudo essa divida è vossa
Inacio Cuvelo
Inacio Cuvelo Assim é servir ao estado???
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Andries Lauryn
Andries Lauryn Mas esse imbecil nao tem vergonha na cara pá.
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David Parente
David Parente Esses barcos eram para pescar atum ou eram para espiar os outros barcos de pesca?
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Scoty Muhai
 Ja encontrou se o culpado, e no lugar de mandarem a prisao dao lhe cargo de chefia á brigada que foi a Cuba no velorio de Fidel Castro...assim vai Moz. Cambada de filhos da mãe
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Eugenio Manjate
Eugenio Manjate Esses barcos causam - me grande dor quando os vejo, mesmo sabendo que de alguma forma essa gente morrerá quem me dera se fosse da pior maneira possível, pois é a única maneira de os parar esses filhos duma égua, resultados duma puta fácil.
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Noberdino Da Luana Efigénia
Noberdino Da Luana Efigénia Mas Moçambique enjoa pah!
Se fosse um ladrãozinho de galos já estaria preso. O cara rouba até a esperança de um povo, já é chefe de um grupo de turistas q foram a Cuba e cheio de regalias.
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Gusmão Peixoto
Gusmão Peixoto AONDE PÁRA A PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA?
Ou ainda não teve conhecimento da dívida?
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Arcénio Isaías
Arcénio Isaías "No meio das suas recomendações, a CPI deixa claro que o Estado não deve arcar com as responsabilidades de pagar as polémicas dívidas, as quais “devem ser pagas pelas três empresas” sem ónus para o erário público."
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Iglesias Rassul
Iglesias Rassul Veremos até que ponto a justiça moçambicana vai nos valer. Nos meus olhos, nada será feita e o povo vai pagar pelo que não sabe.
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Andries Lauryn
Andries Lauryn Isso ai de violaçao da constituiçao ja sabemos.o que nao sabemos é o passo a seguir.
A CULPA NAO PODE MORRER SOLTEIRA.
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Hobety Luys Muhamby
Hobety Luys Muhamby Se houve violação da constituição da república então o que estão a espera? Prendam os infratores
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Ralph Mateus Mangana
Ralph Mateus Mangana Bla bla bla que todos nós já sabemos, o que eu quero saber é o que será feito com esses vendedores da pátria
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Ciso LG Machava
Ciso LG Machava Pois é, A culpa até pode morrer solteira, mas fodeu-se com todos. (Passa expressão)
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Cremildo Hosseia Munguambe
Cremildo Hosseia Munguambe A justiça moçambicana? 
Nao sei se vai prender e pôr a justiça a funcionar como deve ser
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Milton Carlos
Milton Carlos A culpa pode morrer solteira k palhaçada é esta ? Segundo as dívidas foram ocultadas para integridade territorial,
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Eduardo Santos Mapata
Eduardo Santos Mapata O tiro saiu pela colatra,pais do pandza
Assim a turma do guepato fica inocente!!?
Mas que pouca vergonha é essa
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André Adelino Cossa
André Adelino Cossa Sim isso sabemos qual é o passo a seguir???
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Zag Sheron Munguambe
Zag Sheron Munguambe A culpa Morreu Solteira mas Deitou se com todos
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Marcos Luis Rabo
Marcos Luis Rabo Qual é a solução?
Pablo's Bernardo Cumbane
Pablo's Bernardo Cumbane Batata quente pa pobre!
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Abel Domingos Raul Raul
Abel Domingos Raul Raul Tomará que prendam os autores e ponham os na cadeia
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Álvaro Montana
Álvaro Montana A justica Divina não Tardará.
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