terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A NASA não sabe o que fazer aos dejetos dos astronautas.

ESPAÇO

 Para encontrar uma solução, abriu um concurso

Com as missões espaciais cada vez mais longas, há um problema a exigir uma solução urgente: o que fazer aos dejetos dos astronautas. As melhores ideias valem 30 mil dólares.
O concurso de ideias lançado pela HeroX termina dia 20 de dezembro
ESA/ Youtube
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A NASA está com um problema entre mãos: como lidar com os excrementos e com a menstruação no espaço? Para obter respostas, a HeroX, patrocinada pela agência espacial, lançou o “Space Poop Challenge“, um concurso para que todos deem ideias. O problema é já antigo, mas com missões cada vez mais longas é urgente resolve-lo.
O concurso está aberto até dia 20 de dezembro, e não é preciso ser-se especialista em gestão de resíduos ou em ciência espacial, basta ter imaginação e sentido prático. O prémio é de 30.000 dólares, repartidos pelas três melhores propostas, que serão testadas já a partir do próximo ano.
Os heróis do espaço são humanos e, como tal, têm necessidades fisiológicas que não podem ser adiadas. Por exemplo, o segundo homem a ir ao espaço, Alan Shepard, ia estar “lá fora” apenas durante 15 minutos. No entanto, a missão atrasou-se e Shepard ficou aflito para ir fazer chichi. Comunicou a situação por rádio e a equipa não viu outra solução a não ser autoriza-lo a urinar dentro do fato. Para tal, tiveram de desligar os sensores que o astronauta tinha no corpo (medida de segurança) de forma a não provocar nenhum curto circuito. A história vem contada no El Español.
Desde então que os cientistas têm vindo a planear formas de solucionar o problema: hoje em dia, é utilizada uma mangueira de sucção para a urina (que já é convertida em água potável) e uma bolsa de plástico para as fezes, como é explicado neste vídeo da Agência Espacial Europeia:
Richard Mastracchio, astronauta da NASA, explica neste vídeo que, futuramente, os fatos espaciais oferecerão abrigo, ar limpo, água e nutrientes suficientes para seis dias. Mas permanece a questão das necessidades fisiológicas até porque “Viajar no espaço nem sempre é glamoroso“, garante o astronauta.

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