quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Danos em avião da LAM provocados por anomalia e não por colisão com drone



Danos em avião da LAM provocados por anomalia e não por colisão com drone
janeiro 11
20:382017
Os danos num avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na aproximação ao aeroporto de Tete, a 5 de janeiro, foram provocados por anomalia numa peça e não por colisão com um drone, segundo as conclusões do inquérito preliminar.


Presume-se que a causa tenha sido originada por falha de material, por deficientes reparações anteriores efetuadas na origem da peça expedita para o operador”, conclui, num comunicado enviado à Lusa, a comissão de investigação ao incidente e que dedicou “toda a atenção” a um componente situado na parte frontal do avião chamado ‘radome’.


De acordo com o comunicado distribuído pela Autoridade Reguladora da Aviação Civil, que liderou o inquérito, os investigadores desta entidade e técnicos da transportadora e dos Aeroportos de Moçambique concentraram-se no ‘radome’ depois de terem afastado a possibilidade de colisão com um ‘drone’ ou outro objeto.
Após inspeção à aeronave e terem ouvido os pilotos, a tripulação, técnicos e outras testemunhas, incluindo residentes nas proximidades no local, os técnicos concluíram que o aparelho “não colidiu com nenhum objeto voador, ou atmosférico, nem com nenhum ‘drone'”.
A peça, já usada, embora certificada pelo fornecedor, segundo o comunicado, foi adquirida a uma empresa americana de venda de componentes de aviação e instalada numa revisão do avião da LAM, realizada na África do Sul em junho de 2016.
O ‘radome’ será agora submetido a mais testes, tendo em vista uma conclusão da comissão de investigação, tendo sido já substituído e o avião libertado para retomar a sua operação.
O incidente, na descrição dos investigadores, ocorreu às 15:44 locais de 05 de janeiro, durante a descida em aproximação ao aeroporto de Tete do Boeing 737-700 da LAM, proveniente de Maputo, com 80 passageiros e seis tripulantes a bordo.
Nessa altura, a tripulação “apercebeu-se de um estrondo na parte frontal do avião”, o piloto automático desativou-se, o radar deixou de funcionar e piloto e copiloto tinham leituras diferentes de velocidade.

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