segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Comunidade Católica vai imortalizar Dom Sebastião Soares de Resende


Primeiro Bispo da Beira lutou pela independência dos moçambicanos
Por ocasião da passagem dos 50 anos da morte do primeiro Bispo da Beira, Dom Sebastião Soares de Resende, a Igreja Católica na cidade da Beira iniciou neste domingo uma séria de actividades com vista a imortalizar esta figura.
Dom Sebastião Soares de Resende perdeu a vida no dia 25 de Janeiro de 1967, é considerado uma figura histórica e marcante para a comunidade católica, em Moçambique e no mundo inteiro. Dom Sebastião foi um grande defensor dos direitos dos homens e sobretudo da igualdade, independente da raça.
A igreja Católica na Beira pretende com as celebrações da passagem de 50 anos de Dom Sebastião de Resende, que deverão terminar em Outubro deste ano, redescobrir esta figura que muito contribuiu para o bem-estar social em Moçambique.
“A sua boa visão vai iluminar também a nós a olharmos para frente não só para os próximos meses ou anos, mas sim para a direção, rumo que o nosso povo deve ter. Ele tem propostas claras sobre o rumo que a nossa sociedade deve ter para poder crescer em Paz”, disse o Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna.  
Em 1940 foi criada a diocese da Beira e 3 anos depois Dom Sebastião Soares de Resende foi nomeado o seu primeiro bispo e apostou imediatamente na criação de estruturas aptas a intensificar a evangelização, fundado paróquias e missões. Entre 1950 e 1954 criou o Notícias da Beira, hoje Diário de Moçambique e a Rádio Pax, a emissora católica da Beira e através destes órgãos de comunicação social mandou publicar obras e cartas pastorais contra a desumanização.
Esteve sempre contra o Governo colonial português e defendia uma educação igual e geral para todos quer para indígenas quer para europeus, tendo criado o instituto Gonçalo da Silveira, actual Faculdade de Ciências Médicas, da UCM, assim como o Colégio Nossa Senhora dos Anjos, actual Faculdade de Economia e Gestão também da UCM. Liderou ainda a construção de escolas profissionais de artes e ofícios e construção de centro de formação de professores.
No sector de saúde, esteve na vanguarda da construção do Hospital Dona Amélia, actual hospital da Ponta-Gea.
Em janeiro de 1966 Dom Sebastião Soares de Resende foi diagnosticado um cancro no esófago que viria a agravar-se um ano depois e que ditou a sua morte. 

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