quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A pior crise de água…

A pior crise de água…

Barragem dos Pequenos Libombos está muito abaixo do nível recomendável
É a pior baixa de nível de água da história! A barragem dos Pequenos Libombos está muito abaixo da cota normal e se não chover nos próximos tempos, Maputo poderá ficar sem água potável.
Com capacidade para 400 milhões de metros cúbicos de água, a barragem dos Pequenos Libombos é o único ponto que garante água potável para a capital do país. Entretanto, desde que entrou em funcionamento em 1987, a infra-estrutura está a registar a pior diminuição da água na albufeira.
O cenário é dramático e até surpreendente para os próprios técnicos da Administração Regional de Águas do Sul. Nunca antes se viu algo igual...
Uma estrutura de betão mostra o nível máximo que a água atingiu nas cheias do ano 2000. Hoje, quase toda a infra-estrutura está exposta. Aliás, em condições normais o nível de armazenamento é de 47 metros. Mas agora situa-se nos 33 metros.
Com pouca água, as escalas de medição da água não servem, sendo que a equipa da ARA Sul e do INGC é que tiram as medidas, com recurso a aparelhos electrónicos.
Porque “sem água não há vida”, até o negócio fica afectado. Que o digam os gestores do maior projecto de produção de banana da província de Maputo, a Bananalândia.


Américo Matavele
5 h ·



Água

Vejo muitos maputecos a gritarem que água isto, e água aquilo. Até tem sua razão em fazer isso, pois sendo Moz um estuário de quase três principais rios e mais uns outros de uma certa importância, não faz sentido que tenhamos este tipo de problema.

Mas até Dezembro de 2016, nós todos sabíamos que somente tínhamos o Umbeluzi para abastecer a Cidade Grande em água, e até esse tempo ninguém teve uma opinião sobre a necessidade de usar meios alternativos para reforçar a capacidade do abastecimento da água à Cidade de Maputo.


Falou-se, nos meados do ano passado, na possibilidade de não financiamento da construção da barragem Moamba Major, que seria uma das saídas aos maputecos para molhar a garganta, e isso foi festejado como sendo um "ainda bem" por alguns segmentos que eu e tu conhecemos.

O que sobressai nisto tudo?

Egocentrismo. O maputeco é um gajo egocêntrico, que se acha no meio do sol e a ditar as regras. Para ele tudo é minimizado se não lhe toca, e analisa os problemas estruturais com base no seu umbigo ínfimo e no seu ego metropolitano.

Para o maputeco, os ataques no rio Save são normais e têm sua razão de ser, desde que eles não atinjam o seu bairro e os seus familiares, por isso que brinca com as tréguas temporárias, minimizando-as, sem saber que há quem chorou de emoção por causa delas.

Esta questão da água, não era debatida com tanta paixão como se vê agora, pois o maputeco tinha água aos jorros, e até fazia gifts a regar isto mais aquilo, e aí tudo estava bem. Mas agora que há restrições, e o maputeco é chamboqueado directamente nos seus glúteos avantajados, eis que vem aqui oferecer semi-soluções que devia ter dado há bué.

Enquanto o maputeco agir desta forma, o de se fazer no centro de toda a acção governativa, há de ser sempre aquele ser narcisista, sem uma visão comunal do país e dos seus problemas, e sempre vai pensar que os problemas localizados na Cidade das Acácias devem agitar um país inteiro, por atingem a ele, sua eminência parda.

Não sabe, o maputeco, que há cidadãos que nem este dia de restrição não têm, mas como não era com ele, isso não era problema nacional, e se fosse dado três minutos de decisão, a sua primeira, segunda e terceira decisão seria que todo o orçamento do Estado deve resolver o problema de água para si e os seus, e depois para os seus vizinhos, e mais tarde deve se reservar o restante para reparações pertinentes.

O maputeco é um ser egoísta e que quer sempre nadar acima de todos, e quando sofre, pensa que ele não tem que passar por isso, como se houvesse muitos jesuzes que devem morrer por ele na cruz para se salvar.

O país é grande e há muitos desafios. Maputo é somente a capital do país. Moçambique.

Nós que vivemos na diáspora só vos olhamos e descobrimos esse vosso egoísmo infantil, e continuamos a poupar água. Afinal quando a barba do vizinho está em chamas, a nossa deve estar de molho.

PS: Eu também já fui maputeco, e sei do que falo.

Nhanisse!


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Comentários


Ximbitane Na Lenha Ah, não sabíamos nada! Estavamos a procura duma máquina de calcular onde coubessem todos os dígitos da dívida.
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Homer Wolf Tufa!Ver Tradução
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Rafael Ricardo Dias Machalela Hehehehheeh!
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Linda Fernando Hawena! 😎😎
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Ximbitane Na Lenha Chatice pah!
Um gajo mal se levanta e dão outro soco na mesma ferida.
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Francey Zeúte Desde 1900 e troca passo dependemos da chuva? Nao pode ser verdade....
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Giro da Fonseca Mana Ximbitane, eu te amo.
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Américo Matavele Francey Zeúte , isso não se perdoa. Ademais, somos atravessados por quase todos os rios. Temos que ter soluções.
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Linda Fernando E não temos porque? O que faltou? Esses rios sempre estiveram ai. Esta situação já se esperava a muiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo. Faltou o que mesmo?
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Francey Zeúte Há uma barragem que desde que as obras iniciaram lá para os anos 80 até hoje não foi terminada...mas como nos convém, preferimos trazer ao debate a interrupção do financiamento a construção da Maoamba Major. Como se tudo iniciasse e terminasse nessa Maoamba Major.
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Homer Wolf Náo começa nem termina lá, mas PASSA por lá...
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Marcelo Machava "ninguém teve uma opinião sobre a necessidade de usar meios alternativos " Meu caro amigo, temos instituiçoes com pessoas que recebem o bastante para solucionar este problema. Se nao servem entao que cedam o lugar a outras
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Américo Matavele Concordo. Mana Ximbitane Na Lenha, não entendi essa da dívida. Pode desenhar?
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Ximbitane Na Lenha Faxavor, não sou Homer Wolf eu!
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Américo Matavele Nem eu disse tal, sabe? Só fiz uma pergunta básica e simples. Custa me clarificar? Eh eh eh eh eh eh eh eh...
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Ximbitane Na Lenha Sabe, meu irmão, você não pode ter pescoço de girafa quando quer e a cobradia da avestruz quando não quer!
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Homer Wolf Yuh... tão machamar pra quê?
Assim só posso ler esse "lençol de água"... tsc
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Américo Matavele Mana Ximbitane Na Lenha tem sido directa nas suas abordagens, gostaria que chamasse os bois pelos nomes. Não quero pensar muito. Provoquei muita gente.
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Homer Wolf Jah Yahwah, também náo te faças. Tu próprio escreveste:
"Falou-se, nos meados do ano passado, na possibilidade de não financiamento da construção da barragem Moamba Major, que seria uma das saídas aos maputecos para molhar a garganta, e isso foi festejado como sendo um "ainda bem" por alguns segmentos que eu e tu conhecemos."

Isto quer dizer o quê?
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Américo Matavele Isto quer dizer: "Falou-se, nos meados do ano passado, na possibilidade de não financiamento da construção da barragem Moamba Major, que seria uma das saídas aos maputecos para molhar a garganta, e isso foi festejado como sendo um "ainda bem" por alguns segmentos que eu e tu conhecemos." Agora entendo a manaXimbitane Na Lenha quando diz que não é você. Tsc...
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Ximbitane Na Lenha Ah, meu irmão! Não subas numa árvore quando és perseguido por um leopardo. É "mais preferível" atirares-te aos crocodilos...

PS: Os bois tornaram-se selvagens!

Deixemos! Hinga hela huxaka!
'Cença...
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Homer Wolf Ok, tentetemos por via do desenho:
Porquê (e quem) é que se "falou, nos meados do ano passado, na possibilidade de não financiamento da construção da barragem Moamba Major"?
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Américo Matavele Eu e tu conhecemos.
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Américo Matavele Ouve cá, estou numa entrevista?
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Homer Wolf Mazomenos...
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Américo Matavele Nthla!´
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Ximbitane Na Lenha Já viu? Quando eu disse Homer Wolf... até parece vocês ensaiam em casa como se pokar/spidar!?
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Américo Matavele
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Júlio Mutisse Marcelo Machava hi tsiki PA. Noutros assuntos que opinas essas pessoas que recebem muita mola não existem?
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Marcelo Machava eh eh eh ok niku tsikile
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Américo Matavele Kakakakakakakakaka...
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Júlio Mutisse Américo você tem falta de água ali em casa? Kkkk. Vamos atormentar férias de Amosse com outros assuntos. Haverá amnésia selectiva aqui. Quando orçamento de Moamba Major foi cortado muitos queriam "sangue" e festejaram. Se um dólar tivesse ido ali para continuar a obra iam falar até...
Nossos fornecedores privados são eficientes. Vamos beber água bro?
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Américo Matavele Maning, m´pfotho. Maning!
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Ser - Huo Por essa coisa de experiencia de "viver na diaspora" daqui mesmo na perola, já dissemos que muitos irmãos precisam de sair um pouco e atravessar o Save para ter uma mínima ideia (dos desafios) do país, que o problema de água de Maputo NÃO é assim tão urgente comparado com tantos outros. Estou aqui de plantão para ver quem vai dizer "primeiro melhor construir mais postos de saúde lá e acolá depois vamos falar de agua".
Esse teu texto pode parecer exagerar, mas Américo Matavele, bateste na certa, muito maputeco (natural e viente) pensa assim...
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Angela Maria Serras Pires Estou a adorar porque os calcinhas de Maputo estao a provar a incompetencia dos governantes
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Marcelo Machava Que serviço publico em Moçambique é prestado com minimo de qualidade? Todos os dias so se reporta problemas. Que raio de Pais é esse?
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Benny Matchole Khossa Eu vi Mad Max em noventa e pouco e já lá se falava que as próximas guerras seriam por água... Os sucessivos governos tinham o dever de prever está situação e a remediar. Nos contentamos com os Pequenos Libombos
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Homer Wolf Antolinho André, traga lá aqui aquela sua tese de que "as barragens não servem para isso" - que falou ontem naquelas suas defesas implacáveis ao Profe Julião Cumbane...
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Eduardo Matine Jah Américo Matavele, advogando como sempre plo prisma errado!Quero ver quando chegarem a habituais cheias mudares o coro da musica e cantares nyandayeyo, intervenção humana que é bom nheto!Gerimos a coisa ciclicamente em piloto automatico!!!Hugs
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Dinis Chembene Em Maputo, eu me sinto bem kkkk, eu sabia que um dia a minha passagem por Machaze e Mossurize seria usada pra algo, so não imaginava que fosse aqui na Nação. ps: dizem que um banho por dia ou um dia sim, um dia não ate que faz bem a pele.
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Homer Wolf Ai de, se um discurso (inocente) destes tivesse vindo "do lado de lá"!...
É porque "quer dividir o país, é porque RCN, é porque bla bla bla"... eh eh eh
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Aziza Throne Eish... agora são Maputecos kkk
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Homer Wolf Partilho aqui um post interessante do Adriano Biza

«Adriano Biza
7 h ·
AS DES-CONTINUIDADES QUE NOS CARACTERIZAM II
Ao rever o programa Linha Directa esta manhã sobre a “Crise de Água na Região de Maputo” que vivemos achei interessante esta volta ao passado que se cogita, mais particularmente reabraçar uma solução do final do Século XIX – tirar água das barreiras. Ora, informação disponível indica que uma das primeiras fontes de abastecimento de água da cidade (subterrânea) estava exactamente ali nas barreiras (‘encosta’ de Maxakeni como se chamava) e era de gestão privada (um engenheiro francês que mais tarde vendeu direitos de concessão a um engenheiro inglês que por sua vez vendeu a uma empresa multinacional com o nome da baia na altura e que por 52 anos forneceu água para a cidade). Esta fonte foi usada para construir o Porto e parte da Linha Férrea para Transvaal. Optou-se por ir-se a Umbeluzi mais tarde porque esta fonte não tinha água de qualidade para consumo humano (os serviços de saúde na altura acusavam-na de ser a principal causa do aumento do movimento hospitalar) e porque esta juntamente com outras que existiam já não conseguiam satisfazer a demanda pelo rápido crescimento populacional, económico e urbano que estava registar Lourenço Marques. Talvez com avanço da ciência do tratamento da água seja possível reaproveitá-la, bola para os engenheiros e ambientalistas...»
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Egidio Vaz Há mais país para lá de Maputo e Matola. Por isso, alguns analistas que só conhecem Maputo da Baixa ao Estádio de Zimpeto e algumas passagens pelas conferências do ocidente não entendem quando se fala do país real. O sistema de abastecimento de água não colapsou. Dentro em breve voltaremos à normalidade mas urge o pensar nas alternativas mais sustentáveis. Agora que já não se toma banho aqui, podemos, a cheirar, ajudar o governo a pensar nas vias mais sérias e a fazer a necessária pressão. É hora do BONETE, como sempre tenho dito.
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Américo Matavele "Agora que já não se toma banho aqui, podemos, A CHEIRAR, ajudar o governo a pensar nas vias mais sérias e a fazer a necessária pressão." Kakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakaka...
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Homer Wolf E eu que pensava que jah havia um Grupo "especifico" com "tarefa específica" de ajudar o Governo a pensar... eh eh eh

PS: esta crise não afecta as industriais Vumba por não?
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Américo Matavele Por acaso estão na Cidade de Maputo? Monte Vumba está em Maputo? Focê tampém.
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Homer Wolf eh eh eh... sabe-se lá, hoje a cerveja Manica é feita aqui, e a Laurentina em Chimoio...
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Egidio Vaz Quando se fala em ajudar refere-se a um debate profícuo e consequente e não aquele debate onde se pretende tirar proventos políticos. A questão da água vem a tona porque sentimos sede e existem interesses em jogo. Mas quando a chuva cair o assunto deixará de ser assunto
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Américo Matavele Esse é que é o cerne da questão. Tirando as spidadas que dei aos gajos.
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Egidio Vaz Educação, Saúde, Transporte e Turismo, Justiça. Assuntos estruturantes da nossa sociedade. Ninguém os quer discutir primeiro porque lhes falta ângulo de abordagem segundo porque para além de politiquice não lhes ocorre ideias frescas. Mas com um pouco de esforço é possível. Água e mudanças climáticas é outro assunto.
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Homer Wolf Quando a chuva começar a cair, tambem ninguem vai querer saber da nossa opinião para nada, essa é que essa!...
Isso de "ah, mbora lá todos ajudar o governo" é táo cíclico como a chuva...
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Egidio Vaz
Traduzido do Inglês
Saída Homer Wolf?Ver Original
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Homer Wolf Náo vou me armar em esperto: eu náo sei.
Prefiro ouvir os especialistas - todos, sem distinção de cor partidária ou amigismos...
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Z Chagwenne Cuvelo A soluçao mais facil podemos ir buscar é dessalinização podemos aprender com israel, medio oriente, e cabo verde essa dessalinizacao deveria depois alimentar o Umbeluzi sempre em tempos de fraca oferta... essa desalinizacao serveria para a agricultura na provincia
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Júlio Mutisse Já se faz aqui. Novo terminal de carvão tem um sistema e nem é caro por ai além.
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Homer Wolf As tuas preocupações com a água são legítimas Jah Yahwah... eh eh eh

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Américo Matavele Kakakakakakakakakakakakakakakakakaka...
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Max Lee Engraçado, em nacala, so sai água por uma hora, uma hora um mês. Se a stv reportasse, como seria encorajador... Mas Maputo, só dois dias, hum...
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Domingos Estevao Fumo Isto está mesmo mal. Só espero que não cheguemos aos patamares da crise que abalou o Brasil bem concretamente na Cidade de São Paulo, onde perdurou por aí uns 7meses! Acho que os profissionais da área deveriam aproveitar a experiência deste país latino americano pois acredito que tenham construído represas ou algo igual e de lá pra cá me parece estar tudo voltado ao normal



------ FIM DE TEXTO COPIADO ------


Agora, o meu comentário:

Seu maputecos duma figa!

Disciplinem-se, porque a albufeira dos Pequenos Libombos está a secar de verdade!

Quem viveu a crise de água da primeira década de 1980, na cidade de Maputo, quando a albufeira dos Pequenos Libombos não existiam, entende por que o Américo Matavele se expressa qual o faz o seu texto; e também entende este meu comentário.

Vamos lá ser racionais no uso da água potável, por esta é escassa!


---


PS: Sobre a ciência da escassez da água potável, podeis perguntar como aprenderam os estudantes da disciplina de Física Ambiental do Departamento de Física da Universidade Eduardo Mondlane.


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Homer Wolf E como é que aprenderam os estudantes da disciplina de Física Ambiental do Departamento de Física da Universidade Eduardo Mondlane?
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Homer Wolf Aproveito para partilhar um post interessante do meu amigo e camarada Biza

«Adriano Biza
11 h ·
AS DES-CONTINUIDADES QUE NOS CARACTERIZAM II
Ao rever o programa Linha Directa esta manhã sobre a “Crise de Água na Região de Maputo” que vivemos achei interessante esta volta ao passado que se cogita, mais particularmente reabraçar uma solução do final do Século XIX – tirar água das barreiras. Ora, informação disponível indica que uma das primeiras fontes de abastecimento de água da cidade (subterrânea) estava exactamente ali nas barreiras (‘encosta’ de Maxakeni como se chamava) e era de gestão privada (um engenheiro francês que mais tarde vendeu direitos de concessão a um engenheiro inglês que por sua vez vendeu a uma empresa multinacional com o nome da baia na altura e que por 52 anos forneceu água para a cidade). Esta fonte foi usada para construir o Porto e parte da Linha Férrea para Transvaal. Optou-se por ir-se a Umbeluzi mais tarde porque esta fonte não tinha água de qualidade para consumo humano (os serviços de saúde na altura acusavam-na de ser a principal causa do aumento do movimento hospitalar) e porque esta juntamente com outras que existiam já não conseguiam satisfazer a demanda pelo rápido crescimento populacional, económico e urbano que estava registar Lourenço Marques. Talvez com avanço da ciência do tratamento da água seja possível reaproveitá-la, bola para os engenheiros e ambientalistas...»

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