quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Polícia acredita haver negligência do guarda na morte duma criança ao manipular arma de fogo em Nampula


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Destaques - Nacional
Escrito por Emildo Sambo  em 08 Dezembro 2016
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O guarda afecto ao posto de cobrança da Autoridade Tributária (AT), na Ilha de Moçambique, província de Nampula, onde uma criança do sexo masculino, de 12 anos de idade, morreu supostamente em resultado de ter manipulado uma arma de fogo, continua detido e é acusado de homicídio qualificado, resultante do desleixo na conservação do seu instrumento bélico.
Contrariamente à versão de testemunhas no local, que dava conta de que a vítima teria se aproximado, sorrateiramente, do sítio onde o indiciado se encontrava a almoçar e pegou na arma que estava num canto, sem que o dono se apercebesse, as autoridades policiais apresentaram ao @Verdade uma outra versão.
O guarda “chamou os menores, tirou uma munição e carregou a sua arma de fogo, motivado pela curiosidade das mesmas crianças em ver o funcionamento de uma arma. Ele puxou o gatilho e atingiu um dos menores”, que na altura eram três, disse Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula.
Os outros dois miúdos não residem na Ilha de Moçambique e encontram-se fora desta parcela do país.
O miúdo encontrou a morte no princípio da tarde da passada sexta-feira (02).
Confrontado com a versão segundo a qual o aguarda deixou a arma de fogo num lugar que julgava seguro e foi almoçar, o agente da Lei e Ordem esclareceu ao nosso Jornal que não foi assim como as cosias aconteceram. “Ele manejou a arma na presença dos miúdos. E o disparou saiu acidentalmente das mãos dos indiciado”.
O suspeito encontra-se privado de liberdade no Comando Distrital da Ilha de Moçambique. Segundo Zacarias Nacute, uma arma de fogo não dispara por si só. É preciso engatilhá-la, “o que vulgarmente se chama manipular. Só após isso é que o tiro poder ser expelido (...)”.
O nosso interlocutor rematou dizendo que o incidente que custou a vida da referida criança poder ser consequência do facto de o guarda em questão não ter observado as normas de seguranças quando se tem uma arma de fogo.
E era suposto que o visado tomasse maior cautela com esse instrumento. “Mas não descartamos outras possibilidades e o caso ainda está em andamento”.

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