quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Analizando os pressupostos de "estranhos" e "não estranhos"



Caso assassinato de Valentina Guebuza:

Quando acordei havia está mensagem no meu telemóvel: "Valentina Guebuza baleada mortalmente". O texto nada mais dizia. Sendo filha de "dono" pensei que alguém pretendia brincar comigo. Não cabia na minha cabeça. Antes de ligar o meu computador, fui presumindo que só podia ter sido vítima de esquadrões da morte. Presumi também que na pior das hipóteses podia ter sido vítima de "estranhos" portando armas de fogo, como justificaram Armando Guebuza e Filipe Nyusi, ser o motivo do "programa" em curso de "arrancar" armas na posse de gente "barbara" que pode atentar contra os "civilizados" (leia-se gente afecta ao poder, os seus filhos betinhos, gente aristocrática da nossa terra, gente com sangue azul). Recordei-me que na sequência disso, recentemente Filipe Nyusi desafiou aos órgãos de justiça a envolverem-se na reposição da paz em Moçambique, pela responsabilização das pessoas "estranhas" (termo meu) que “atentam contra a soberania”, devendo ser esta uma prioridade.
Não me ocorreu em nenhum momento que tivesse a ver com intriga palaciana. 
Quando acendi o computador fui compulsando as diferentes notícias espalhadas pelo mundo e pela rede dominante. 
Parece que estou a acordar de um esturpor febril. O presumível autor é o próprio esposo. 
Está tudo muito confuso. Todavia, as circunstâncias do episódio me deixam ainda mais confuso. Em se tratando de que as armas tem estado a ser recolhidas da posse de "mãos estranhas", parece-me transcendental que um incidente destes, entre cidadãos "não estranhos", possa ter ocorrido assim, da forma mais bárbara e cruel. Terá sido despropositado? Excesso de legítima defesa? Haverá também gente "estranha" do outro lado na posse de armas, já que os estranhos até aqui são os homens armados de um partido de oposição?
Devo lamentar o sucedido. Ninguém pode tirar a vida ao outro. Não sei em que circunstâncias isso se deu. 
Aguardo serenamente que a nossa abnegada Polícia nos forneça informações adicionais, que esclareça as zonas cinzentas aqui levantadas. 
E mais não disse.

Aziza Throne É o que todos os moçambicanos pretendem. Calrificação
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Eduardo Ferrao As armas só estão bem entregues se estiverem nas mãos de Gonçalo Mabunda.
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Luis Fernando Jordane Jordane Também fiquei confuso e aguardo o esclarecimento. Assim vai o pais da marrabenta.
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James Chiseko A confusao reside na impossibilidade das armas compradas com as dividas ocultas sejam usadas contra eles. Como podemos perceber a impossibilidade dixo ? Ora, guebuza rompeu com o contrato social, militarizou a familia criando um quartel na sua casa pra se defender dos incautos escravos seus (o povo); criou os esquadroes transformando se ele mesmo no imperador dos msmos; transformou mozbique em campo de guerra, caca homrns iguais em nome dos seus interesses obscuros; na verdade, kn cria cobras sabe k as msmas kalker dia irao pica- lo.
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Rodrigues Jacinto Bras Afinal Zofimo eh psicopata?Como chegou a ascender ao cargo de genro do Soberano??!!!...

Bizmungo Arape Tuto Esquadrões da morte só e somente estão no encalço dos membros da Renamo. Agora, há oitras esquadrões que se chama de "JUSTIÇA" que cobra no silêncio os intocáveis.

Zaida Carimo A justica divina esta a comecar... alguns sao tao ambiciosos e igoistas e pensam q nao vao morrer nunca. Mas é mto triste tratando se de cidadaos ( tao civilizados). Que deviam ser o orgulho e exemplo p tda a nacao
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Benedito Sefanhane Posse Vosso deus é coisa pequena, rancoroso, vingativo, mete-se em desavenças domésticas, shiii, ainda bem que eu não gosto dele e evito conversar com os seus doentios adeptos.

Niz Tambira Ela precisa descansar por algum motivo ainda por exclarecer, só fiquei entusiasmado porque o marido deve ter agido como esposa ciumenta.julgo que Guebuza mercia outra sentença que não fosse a executada pelo genro.Aquele que com a espada aniquila tambem pela espada será aniquilado.Alguém previu este pensamento sagrado.

Adelino Branquinho Concordo contigo amigo e chara Adelino Timoteo, `E triste morrer-se assim, `e mais triste e preocupante, quando os civilizados agem assim; mas, eu nao despejo as culpas, as armas em maos estranhas, nao atiro culpas, aos vizinhos de lado, nao pretendo de forma alguma, banalizar a morte. mas me preocupa, quando aparecem nas entrevistas, pessoas que dizem, que `e mais um caso de violencia domestica, sem antes procurar saber os motivos das violencias. Existe um ditado que diz: de pequeno se torce o pepino. O que vejo, quase diariamente, `e o facto de o pepino ser torcido de forma totalmente errado. Muitos dos dirigentes do partido, nao educaram seus filhos para uma vivencia sa e salutar. Varios dirigentes, ensinaram seus filhos como viver `a custa de outros. bastantes dirigentes, incutiram em seus filhos, o despreso, a arrogancia, a intolerancia, a impunidade, portanto tudo que os leva-se a distanciar-se do real e do verdadeiro patriotismo necessario para construir uma nacao. Ora, o povo sonhou e inventou um pais que nao `e este, que se mata por da la aquela palha. `E triste a morte de quem quer que seja, mas, mais triste, `e nao encontrar solucoes para evitar as mortes prematuras.
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Monica Castelo com todo o carinho Adelinos (ambos os dois), mas também me parece que há certos comportamentos paradigmáticos que ajudam na perpetuação de uma arrogância institucionalizada e enraizada na discriminação, seja ela de género, de estrato social, de grau académico etc... Nem quem se julga acima do outro por número de 00 na conta bancária deve exercer qualquer tipo de discriminação ou humilhação relativamente a quem pensa que lhe é inferior pela falta de 00 no seu extracto bancário, nem quem, apenas pelo facto de ser homem, deve ou pode ter uma postura discriminatória relativamente à mulher por achar que esta o deve encarar como ser superior, que, meus queridos amigos, não corresponde à verdade. O paradigma é a discriminação que se tornou como o próprio termo indica, se tornou um exemplo que serve como modelo; padrão. è lamentável, é muito triste tudo isto...e mais triste é, ver, que a violência perdura, e mais violência irá gerar. Estou com o António Cabrita, que inicia o no seu post sobre este assunto, com: «É evidentemente uma tragédia lamentável o que aconteceu a Valentina Guebuza, mas simultaneamente devia reflectir-se no que ontem O País trazia como manchete na capa: 
Sete em cada dez raparigas foram violadas sexualmente nos últimos doze meses em Maputo.»
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Benedito Sefanhane Posse Esta estatística é pura mentira, um exagero que em nada ajuda a sociedade. Mudar comportamentos, não se consegue com mentiras. Eu próprio sou activista contra a violência domestica, mas denuncio estes números. Veja bem, querem dizer que 70% das nossas raparigas foram.sexualmente violadas, por favor pensem bem.

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