*texto de Jeremias Langa (stv)*
O nosso Governo está a dar-nos uma sublime lição de grandeza pela extraordinâria forma como está a gerir a morte e velório de Afonso Dhlakama e mesmo algumas vozes ruidosas que tentaram forçar desnecessárias tolerâncias de ponto ou a transladação do corpo do lider da Renamo para Praça dos Heróis, cedo compreenderam a sua própria falta de razão. Não cabemos todos na cripta de Maputo e essa não deve ser bem a nossa meta colectiva nem a condição necessaria do nosso reconhecimento.
Um Chefe de Estado adiar visita de Estado ao estrangeiro, mandar cobrir a urna do seu principal opositor com a bandeira nacional e uma guarda militar de honra, é algo incomum nos estados africanos. Louve-se.
Há aqui um pungente simbolismo que deve ser capitalizado no complexo processo da nossa reconciliação.
O Governo dá a Dhlakama um reconhecimento de sua cidadania como moçambicano, simbolizando que todos somos merecedores dessa condição, independentemente do lado que escolhemos no processo de construção do país. Temos que aproveitar esta decisão como o mote para a viragem definitiva.
Obviamente, isso não implica escamotearmos os factos históricos. Afonso Dhlakama é querido por muitos, mas está longe de ter sido um anjo (acaso, há algum do outro lado?). Está profundamente ligado ao lado lunar na nossa historia nos ultimos 42 anos.
Mas colocar uma pedra gigantesca sobre as fases nebulosas da nossa historia não é uma fraqueza. Antes pelo contrário. Afinal, as feridas de um povo também se saram exorcisando os seus próprios tormentos.
O nosso Governo está a dar-nos uma sublime lição de grandeza pela extraordinâria forma como está a gerir a morte e velório de Afonso Dhlakama e mesmo algumas vozes ruidosas que tentaram forçar desnecessárias tolerâncias de ponto ou a transladação do corpo do lider da Renamo para Praça dos Heróis, cedo compreenderam a sua própria falta de razão. Não cabemos todos na cripta de Maputo e essa não deve ser bem a nossa meta colectiva nem a condição necessaria do nosso reconhecimento.
Um Chefe de Estado adiar visita de Estado ao estrangeiro, mandar cobrir a urna do seu principal opositor com a bandeira nacional e uma guarda militar de honra, é algo incomum nos estados africanos. Louve-se.
Há aqui um pungente simbolismo que deve ser capitalizado no complexo processo da nossa reconciliação.
O Governo dá a Dhlakama um reconhecimento de sua cidadania como moçambicano, simbolizando que todos somos merecedores dessa condição, independentemente do lado que escolhemos no processo de construção do país. Temos que aproveitar esta decisão como o mote para a viragem definitiva.
Obviamente, isso não implica escamotearmos os factos históricos. Afonso Dhlakama é querido por muitos, mas está longe de ter sido um anjo (acaso, há algum do outro lado?). Está profundamente ligado ao lado lunar na nossa historia nos ultimos 42 anos.
Mas colocar uma pedra gigantesca sobre as fases nebulosas da nossa historia não é uma fraqueza. Antes pelo contrário. Afinal, as feridas de um povo também se saram exorcisando os seus próprios tormentos.
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