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| Escrito por Adérito Caldeira em 09 Fevereiro 2018 |
O nosso país continua a perder Investimento Directo Estrangeiro, em queda desde 2013 no ano passado o valor global cifrou-se próximo aos 2 biliões de dólares norte-americanos. A redução regista-se também nos megaprojectos, ficou-se por 184 milhões de dólares em 2017 e afecta também o promissor sector de gás e petróleo, que em 2016 registou o seu pior saldo desde 2006, apenas 8,5 milhões de dólares.
Na tentativa de voltar a fazer entrarem divisas para o país, mesmo sem resolver o caso das dívidas ilegais, o Executivo de Filipe Nyusi tem feito quase todas as vontades dos investidores da bacia do Rovuma. Deu a estabilidade fiscal durante 30 anos, reviu a Lei Cambial, aprovou o Plano de Reassentamento dos milhares de residentes península de Afungi e na terça-feira(06) aprovou o Plano de Desenvolvimento do projecto de Liquefação de Gás Natural que o Consórcio de petrolíferas, liderado pela Anadarko, pretende implementar na denominada Área 1 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.
O Governo tem no horizonte receitas estimadas em 30,7 biliões de dólares norte-americanos, que espera encaixar em impostos e partilha de lucros da produção até 2047, mas no imediato a expectativa é que iniciem os investimentos da implantação do projecto que estão estimados em 20 biliões de dólares.
Acontece que para esses bilionários investimentos iniciarem o Consórcio – liderado pela norte-americana Anadarko com uma participação de 26,5 por cento e que integra a japonesa Mitsui (com 20 por cento), a indiana ONGC (16 por cento), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (15 por cento), a indiana Barhat Petro Resources (10 por cento), a tailandesa PTT Exploration & Production (8,5 por cento) e a também indiana Oil India (4 por cento) -, necessita de concluir os Contratos de Compra e Venda e os acordos de financiamento suficientes para o projecto da Área 1, a meta é garantir 8.5 MTPA (acrónimo em inglês para milhões de barris por ano) explicou ao @Verdade a Anadarko.
Decisão Final de Investimento adiada desde 2015
Em resposta a um pedido de informação do @Verdade sobre para quando está previstas a Decisão Final de Investimento a petrolífera norte-americana esclareceu que: “No que diz respeito aos nossos esforços de marketing, concordámos com os principais termos comerciais, incluindo volume e o preço de 5.1 MTPA de distribuição, o que é mais de metade da nossa meta de 8.5 MTPA. Isso inclui um Contrato de Compra e Venda com a PTT da Tailândia que actualmente está sendo submetido para aprovação pelo Governo Tailandês e um Acordo-Quadro com a Empresa Tohoku Electric Power Company of Japan, Inc. Adicionalmente, estamos em negociações avançadas com diversos compradores para atingir o nosso objectivo para a Decisão Final de Investimento”.
Aliás Mitch Ingram, executivo sénior da Anadarko responsável pelos projectos internacionais, reiterou em conferencia de imprensa esta quarta-feira(07), nos Estados Unidos da América, que a petrolífera prevê gastar em Moçambique durante o exercício económico desde ano somente 150 milhões de dólares norte-americanos. Um montante que o @Verdade entende corresponder aos custos operacionais correntes e das pesquisas que a empresa continua a efectuar em Moçambique, muito abaixo do bilião gasto em 2012, 2013 e 2014.
Além disso grande parte desse valor, ao abrigo dos incentivos fiscais concedidos pelo nosso país, não são tributáveis correspondem custos recuperáveis. A título ilustrativo desde que iniciou a sua exploração na Bacia do Rovuma, em 2007, a Anadarko investiu 4,7 biliões de dólares norte-americanos contudo declarou serem custos recuperáveis 4,6 biliões de dólares.
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Anadarko ainda está longe da Decisão Final de Investimento em Moçambique
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