segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

RENAMO ACUSA PRM DE COORDENAR ASSASSINATO DE SEUS MEMBROS


Funeral_renamonampulaCrise política em Nampula
O partido Renamo na província de Nampula acusa a Polícia da República
de Moçambique (PRM) e os líderes comunitários a todos níveis de coordenarem acções de perseguição, intimidação, rapto e assassinato dos seus membros nesta região do país. A acusação foi feita pelos deputados da Assembleia da República pela bancada deste partido da oposição, pelo círculo eleitoral de Nampula, em conferência de imprensa na sexta-feira, tendo sublinhado que a situação politica nesta região norte do país está em crise.Segundo Paulo Vahanli, deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo e membro da comissão politica na chamada casa do povo, os crimes hediondos de assassinato de seus membros são orquestrados através de patrulhas feitas pelos esquadrões de morte com base em listas previamente elaboradas, executados a todo custo com ajuda da polícia e liderança comunitária.“Lamentavelmente, os crimes continuam mesmo depois do anúncio das tréguas de 60 dias. Estas acções são coordenadas com líderes comunitários, secretários dos bairros e a própria PRM”,-acusou Vahanli.
“ A Renamo insiste em culpar o Governo da Frelimo de todos assassinatos dos seus membros, razão porque não conseguiu esclarecer até agora, nem sequer um assassínio.
Entretanto, a ladainha da PRM é sempre a mesma, que tomou conhecimento do assassinato e está a trabalhar, e assim termina o processo-crime”,-rematou.
A fonte deu conhecer que, este ano, foram assassinatos a sangue frio, quatro membros da Renamo, sendo 2 séniores e igual número de membros da Assembleia Provincial de
Nampula. Trata-se de José Naitel, Wazera, Flores Armando e José Murivete, assassinados a tiro na cidade de Nampula, e nos distritos de Mogovolas, Ribáuè, respectivamente.
Na ocasião, o interlocutor denunciou ainda a vandalização e assaltos às delegações daquele partido, incluindo seus mastros e bandeiras, acções levadas a cabo supostamente pelos secretários e líderes comunitários sob protecção da PRM.
Wamphula fax – 16.01.2017

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