quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DA NOSSA AUTOESTIMA E DA HERANÇA COLONIAL


Comments

1
umBhalane said in reply to umBhalane...
"completam-se 57 anos do assassinato de Patrice Lumumba e seus companheiros no Katanga.
Fuzilado aí depois de para lá deportado por Mobuto."
SV
Esse mesmo, Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendu Wa Za Banga, o genuíno, identitário, original,...
Também mudou o nome do país para ZAIRE, que por sinal até é uma corruptela do português que deriva de nzere ou nzadi (wikipedia), tamanha contradição do legítimo, mas...
depois chegaram outros e mudaram ainda outra vez para CONGO.

MORAL da questão?
Na luta do povo ninguém cansa.

FUNGULANI MASSO
LEMBREM BEM
QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE

A LUTA É CONTÍNUA
2
Khanga Hanha Muzai said in reply to umBhalane...
Boa tarde Moçambique
Prof. Carvalho diz a dado momento que gostaria de colocar uma questão pertinente e na sequência indaga “Porque as identidades são importantes?” fim de citação, eu respondo com seguintes ignorantes palavras “Quem não sabe de onde vem não saberá certamente onde está e para onde vai”, este velho ditado tem barbas mais do que brancas mas, ela responde melhor a sua pergunta apesar de o senhor também ter respondido com ligeireza o valor semântico das origens de um individuo, não precisamos de olhar para o comportamento humano para aferir-se que o sentido de pertença e meramente animal mesmo entre os irracionais este sentimento de pertença e parte integrante, dai a importância da identidade quando você sabe e ou conhece suas origens você esta esclarecido e te enquadras melhor em qualquer sociedade a sua estrutura psicológica não se abala a cada possibilidade de seres “a” ou “b” o que eu presumo que deve ser desconfortável para qualquer um, ademais mostre-me uma sociedade que não se orgulhe das suas origens reais?
E importante que a pessoas não confundam as coisas não, estou para aqui a querer levantar ânimos raciais não quero repisar e insistir no direito a correição de algumas aberrações que não se podem perpetuar com argumento de que a história é que é culpada, quem faz a história são os homens que a rectifica e a corrige são os mesmos homens, então, aos moçambicanos não está conferida essa capacidade de expurgar insultos acoplados aos nossos nomes só porque o senhor Professor Carvalho não se sente bem, não lhe agrada, não lhe apetece e ou porque já passa muito tempo por isso negros com nomes tipo Sabão Maningue, Sixpen, Cinquetinha, Almoço, Truta Turvas Bem, Alfinete Iguaria, Torres Trabalhador, são estes nomes que não podem ser revistos porque a história já sentenciou?
Quando evoca pátria-terra-pai, mãe, nação, o professor mexe com cerne da questão mátria-terra-mãe, eu só não compreendo onde nossos pais ganham culpa primeiro porque estamos a falar historicamente de um período em quase todos eram indígenas/analfabetos/colonizados que mesmo que escolhessem os nomes não valia de nada porque o diabo do rosto-pálido para aumentar as graças no seu livro de piadas aprontava mais uma dando um desses nomes típico do palhaço e cómico português “Bocage”, tipo Faz Tudo Sacarina, e os progenitores não tinham como contraria-los pois corriam o risco de inclusive levar um raspanete que podia resvalar em violência física na qual invariavelmente o nativo saia a perder nos casos de exagero ate podia ser deportado e ou enviado as plantações escravas de cana-de-açúcar.
Professor. Carvalho, na continuação da sua dissertação pelos vistos a que o Umbhalane gostou, o senhor bota fronteiras étnicas, raciais, regionais entre moçambicanos caso estes valorizem os apelidos africanos, que coisa doutor, tais divisões serão certamente produto dos vossos devaneios, se não o senhor terá de me dizer porquê carga de agua é que nos países onde como Portugal por exemplo onde através do apelido você sabe que este e da Madeira, Porto, Minho, Coimbra e para coadjuvar a aparente advinha vem o sotaque para completar, entendo que este e o argumento mais esfarrapado possível porque no contexto Africano “aquele que falta a muitos” o Apelido e igual ao BI do individuo, tal BI não serve para separar as pessoas mas para conhecer as pessoas e dai para frente se estabelecerem novas relações e vínculos de tal sorte que se fores acolhido na casa dos Dimandes um dia dentro da sua família por onde passares informaras que tiveste um acolhimento bom na família tal…, dai para frente os da tua família respeitarão essa outra família pela bondade e bom trato a estranhos se for o inverso essa fama será propalada pelos quatro ventos e poucas pessoas aproximar-se-ão a essa família. Se me percebeu aqui não está em jogo a divisão da tribo dos Dimandes que é Maxangane mas sim a família Dimande que não tem bons modos, não vejo onde o apelido separa as pessoas, não vejo como a nação é posta em causa.
Peço ao Doutor para separar o trigo do joio, o senhor nutre outras preocupações certamente as desconheço porque devia constituir para si também motivo de orgulho conhecer o povo que te viu nascer e promover a identidade real deste povo, nunca foi dito que o Mohamed descendente dos Árabes (mestiçado), fosse problema algum entre os moçambicanos, nós os africanos dizemos e com orgulho “i Ntukulo-Nosso Neto”, pois sabemos que foi produto de uma das nossas irmãs/aos, tia/tio, primo/prima com um asiático/europeu/chine, etc, porem deixa de ser compreensível que na sequencia de um casamento entre um/uma preto/a com um Árabe este tenha que mudar de nome de Kafrina “nome moçambicano” para Katija “nome árabe”, também não faz sentido que a minha sobrinha filha de um tuga com a minha prima porque não foi registado pelo pai, se dê um apelido africano “Matsinhe”, não sei se me faço entender? Será para todos efeitos correcto que a minha sobrinha tenha o apelido do Pai “Monteiro”, mas podendo ser sem problemas chamada Marita (corruptela do nome Marta africanizado para Marita), também não será aceitável que hoje venha alguém dizer que meu filho deve ser registado com o nome “Maluco Servente País”, porque acidentalmente eu fui registado por um louco tuga qualquer e obrigou meus pais a aceitar um nome que nem conheciam o significado.
Os temores do Prof. Carvalho, tem de ter outras motivações porque os vários apelidos que pululam em Maputo por exemplo tem primeiro o facto de Maputo ser uma Metrópole que tem um universo de indivíduos de todas as proveniência nacionais e estrangeiras, ai não existe problema com Ângela Chin, Nelson Saute, Carlos Jack, com Petersburgo, Jalma Lourenco, Eduardo With, Kok Nam, Carlos Mabunda, com Kandiyaye ya Matuva, Kanhakudane Wasphitwa, Darmendra Subaz, Calpez Surendra, Ismael Mussa. Nunca constituiu um problema, porem se estiveres em Bobole, Manhica, Taninga, Namaacha, Boane, Monapo, Memba, Balama, Inhassoro, Palma, Manicaland, Midume, o apelido já indica se você é local ou se és um “viente” (vido de algures), no caso não para se apartarem de si, mas, para saberem como ajudar e ou enquadrarem-te socialemente.
Parece que lhe estou a perceber Sr. Umbhalane (evoco seu nome Umbhalane porque entendo que a sugestão por si apresentada comporta seus pontos de vista também e ou simpatizas com a posição do Preceptor Carvalho), e eu espero que me compreendam também, como podeis ver não fundamento o meu pensar com designações espectaculares que recomendam consultas as Pag.189 da 1ª Edição do Livro de Antropologia dos Apelidos lançado em 1879 e ou coisa parecida. Não eu digo o que me vai na alma julgando justo o sentimento que tenho até que me provem ao contrário, se assim acontecer vou-me resignar mesmo que não esteja conformado, eu pertenço aos amigos da verdade e não dos moldura-dores de imagem representativa que tem fontes provindas de autenticas utopias, não senhor professor eu estou preocupado com a vergonha que nos foi incutida, estabelecida, imposta, tacitamente aceite pelos moçambicanos independentes sem nenhum questionamento, estamos juntos Umbhalane?

As fronteiras que o aterrorizam (Prof.) podem ter razão de ser, entretanto, penso que a seu foco deve virar para os tribalistas exclusivamente aqueles que na tribo encontram factores divisionistas pois eu ainda acho factores de união que jazem na inegável cultura comum BANTU, os aspectos do bom preto, mau preto e do Bom rapaz e do mau rapaz, sulista que não bom e do nortenho civilizado não são meus assuntos pois constituem um acto de masturbação mental sem paralelo, acho ainda que os meus irmãos mulatos, brancos, indianos, chineses, paquistaneses e os que involuntariamente omiti acho que não tem que se preocupar porque não são o cerne do problema estamos a falar de erros cometidos no período colonial e que ainda não se fez nada para mudar essa ofensa a raça negra e aos nativos moçambicanos, esse e o meu problema e todo aquele que não me entender peco para que não me julgue eu sei do que estou a falar, entre ser chamado “Faz-bem Gafanhoto” e Mabulukwane Zandamela eu prefiro o ultimo nome que o primeiro.
Continua
KHM 
3
APELIDO NAS RAÇAS OU RAÇAS NOS APELIDOS? UM DEBATE SOBRE A MOÇAMBICANIDADE NOS APELIDOS
Ditos do Prof. Carvalho: Nos dias que correm tem havido muitos debates apaixonantes sobre a moçambicanidade, debates estes que reflectem preocupações, inquietações, envolvendo sobretudo académicos que procuram dar o ponto da situação das identidades em Moçambique sobretudo dos conflitos a eles subjacentes. Fim de Citação
KHM = No intróito o Prof. Carvalho diz e bem, nos dias que correm tem havido debates apaixonantes sobre a moçambicanidade, com relação a este dito devo comentar que se os tais debates ocorrem tem lugar na estratosfera pois como podeis ver o seu artigo foi muito lido e pouco comentado isso deve dizer-lhe algo, umas das ilações que s pode tirar e de que o senhor foi contundente e colocou o dedo na ferida tendo no acto retirado a razão aparente daqueles que advogam um pensamento diferente do seu, mas, temos também a omissão por razoes politicamente correctas como fiz referencia no anterior comentário.
A vossa contribuição e deveras importante e se faz acompanhar de um disfile argumentativo que da muito pano para manga, se apresenta importante mais uma vez informar que KHM e um cidadao de media instrução académica sendo por isso leigo em muito aspecto antrologicos, sociológicos e históricos dai que peco autorização para vos afrontar porem com único objectivo de apreender, assim sendo, considero que este e o espaço primordial para um debate despido de preconceitos sejam estes de que ordem forem.
Prof. Carvalho, tem de haver neste papo a possibilidade de saber se o senhor é preto ou branco, pois, a mim me faz alguma espécie não saber com quem falo de verdade isso permite-me acompanhar o seu pensamento enquadrando-o no seu mundo negro-preto africano, australiano e indiano, rosto-pálido-caucasiano, vermelho-índio, amarelo-asiático, etc. é importante porque a pulsação das identidades de muitos povos feliz ou infelizmente foram fundados nesta humanidade desse jeito, existem hoje uma miscelânea indiscritível de raças dentro de uma mesma nação principalmente naqueles do ultimo mundo, digo do 3º mundo onde até não cabe o direito de saber da verdade do porquê de nos chamarem “Centavo Parvo” e ter-se que aceitar silenciosamente pois trata-se de uma imposição histórica como bem diz o sabujo, Prof. Carvalho, não sei onde jaz o desconforto quando se demanda a reposição de valores perdidos a forca, para si estamos na situação de facto consumado sem direito a revisão rectificação e reposição dos valores certos.

Exemplo:
Eu chamo-me Mufeketo Guambe, vamos supor que pelos infelizes acidentes históricos na acto do meu registo de nascimento o tuga em serviço se tenha engraçado com um gafanhoto e decida negar o nome escolhido pelos meus pais e ele imponha que me chamem “Gafanhoto Atrasado Tanque”, ora bem, não caberia no actual período histórico de acordo com o Prof. Carvalho, o sujeito “Gafanhoto Tanque”, reconquistar sua dignidade mandando apagar do seu Bilhete de Identidade o nome insultuoso escolhido por um rosto-pálido com poderes plenipotenciários que num acto de pura gozação assim optou.
Desta forma, só porque a história já chancelou esse facto, o Gafanhoto Tanque tem de continuar a atribuir esse nome aos seus descendentes porque um facto histórico chancelou! Bela ciência Doutores, eu advogo que o cidadão vilipendiado por esses colonos estúpidos de então tem direito a reconquistar sua dignidade repondo o nome que lhe fora atribuído pelo seus pais e conferindo aos seus descendentes o orgulho de serem por exemplo Arsénio Mufeketo Guambe, neste nome teremos o Arsénio que se enquadrará no acidente histórico mas o Mufeketo Guambe provará que nem tudo te foi tirado isto e remanesce a sua identidade, o que já não se pode dizer o Almirante Jorge Gouveia, cidadão não português negro e moçambicano.
Continua
KHM 
4
umBhalane said in reply to umBhalane...
DESCENDENTES de Zixaxa (Xixaxa)/Mamatibejana/ Matibejana, falecido em 1927,
Roberto Zixaxa, Berta Zixaxa e Bianca Zixaxa, …,
residentes na ilha Terceira dos Açores
por uma questão de identidade, devem mudar o apelido para
ALBUQUERQUE.

É só uma sugestão.

Na luta do povo ninguém cansa.

FUNGULANI MASSO
LEMBREM BEM
QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE

A LUTA É CONTÍNUA
5
6
umBhalane said...
Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendu Wa Za Banga
ZICOMO

Na luta do povo ninguém cansa.

FUNGULANI MASSO
LEMBREM BEM
QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE

A LUTA É CONTÍNUA
7
Bom dia MPT
São convidados os excelentíssimos doutos que evoluem nas áreas de saber tais como Sociologia, filosofia, Antropologia, Historia, Economia e as que por interacção inevitavelmente estão associadas ao estudo das identidades e comportamentos humanos no contexto social, cultural, económico, etc.
Prof. Doutor Elisio Macamo
Prof. Doutor Carlos Serra
Prof. Doutor Severino Nguenha
Prof. Doutor José Castiano
Prof. Asp. Doutor Elidido Vaz
Prof. Doutor Castelo Branco
Doutor Mungoi
Prof. Doutor Perreira
Sabujos, sois convidados para contribuírem de forma não furtada como tem sido o vosso apanágio, desta feita pretende-se que esgrimem vossos argumentos sobre esta herança colonial que vinga ate aos dias de hoje, verdade e que o habito faz o monge, se os intelectuais desta nacao não pararem um instante e buscarem formas de inverter o curso da nossa historia, a nossa sociadade estará a criar precedentes irreversíveis, pois factos e iventos podem não oferecer possibilidades de rectificação quando os mesmo duram imenso tempo se constituindo praticas tacitas da sociedade.
Doutores Nomes de pessoas, lugares, animais, plantas e muitas outras coisas e fenómenos, tem o poder de transportarem consigo cores, ritmos, odores/cheiros, sabores, estilo e a própria alma do povo, por isso que quando vocês se omitem não discutem estes assuntos devidamente tornam-se coniventes ate certo ponto promotores dos desvios ora estabelecidos.
Venha-la dizer como é que um moçambicano que lhe registaram com o nome de “Janeiro Faz Tudo” ou “Cinquenta Ainda Não Pagou” consegue enquadrar suas origens por via do nome, refiro-me a ligações umbilicais que mesmo não visualizando a pessoa consigas dizer esse só pode moçambicano ou português.
Exemplo: Dumassane Mondlane; Ngoka Nguengere, Maguiguane Khossa, Marremane Tonga, Mbempo Simango, Macaxo Dlakama, Nambipano Nyusi. (Nomes moçambicanos)
Exemplo: Carlos Ferreira de Bastos; Arlindo Madeira; Caetano Avdentino de Barros, Sousa Costa Joao Cintra; Sergio Castelo Branco (Nomes de moçambicanos aportuguesados).
Parece-me ser claro que nestes nomes uns demonstram claramente que você não é caucasiano e outro grupo de nomes de origem camoniana deixa claro que só poderás reconhecer o moçambicano visualizando-o pois os nomes remetem para Lisboa, Porto, Coimbra em parte São-Paulo.
Alguma coisa esta errada com esta permissiva forma de os nossos cientistas se deixarem levar pela onda do politicamente correcto mesmo que academicamente não seja correcto e nem cientifico, será que o vosso estomago vos sugerem que auto aniquilem-se como pensadores???????????????
HiiiiiiiiiVa-ka hina Kasse a wutive lakona hiiloule?
Hi minha gente será que a sapiência e esta?
Khanga Hanha Muzai 
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Chiloane said...
É preciso ser honesto nas críticas.
Mais de 40 anos volvidos após a independências e você, simplesmente, é incapaz de explicar a miséria em que está o país. Um país onde as pessoas passam mais de um terço da sua curta esperança de vida, a procura de gafanhotos, para saciar o fome. Nem os animais, na selva, perdem tanto tempo a procura de capim.
Os maiores esclavagistas são os próprios africanos.
Nota: A Suíça e os países escandinavos nunca tiveram colónias....

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