quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cidadãos acusam as Forças de Defesa e Segurança de extorsão


MilitaresTROÇO NHAMAPAZA- CAIA
Zito Ossumane & Joana Cuambe
As forças militares de defesa e segurança governamentais são acusadas de extorquir cidadãos que fazem o troço Caia-Nhamapandza, no centro do País, região assolada pelo clima de tensão política militar. Mesmo com a trégua agentes desonestos que ainda prevalecem na zona de conflito exigem valores monetários aos cidadãos que se fazem transportar em viaturas particulares ou das transportadoras com destino à Beira, Maputo Quelimane e Nampula entre outros pontos de Moçambique.
O Jornal Txopela conversou esta terça-feira com passageiros dos autocarros inter-provinciais na Romoza em Quelimane para de forma resumida avaliarem o estágio de segurança no troço em referência e em outros pontos do Pais, estes foram unânimes em denunciar os factos vividos no troço Caia-Nhamapandza “o nosso maior medo é dos militares das forças de defesa e segurança” — admite uma das fontes que solicitou anonimato. E contínua “eles mandam parar os carros de arma em punho para exigir bilhetes de identidade e no caso de existir alguém que não tenha o bilhete, estes o colocam ao seu merecer e só o soltam mediante um valor”.
As transportadoras também não atrás, motoristas de veículos de longo curso denunciaram comportamentos desonestos de militares afectos ao troço Caia-Nhamapandza alegando de que estes cometem desmandos e humilham os passageiros ou automobilistas.
“Estamos a viver uma guerra psicológica agora, acabamos saindo traumatizados da viajem por conta de quem deveria em primeiro plano defender-nos está a ameaçar-nos”.
O governo moçambicano e a Renamo acordaram dois meses de trégua militar, entretanto o ambiente turvo nas zonas de conflito continua o mesmo com as forças de defesa e segurança a colocar a população amedrontada, alias a Renamo veio a publico recentemente denunciar tentativas de violação deste calar das armas temporário.
O Semanário Txopela publicou uma Grande Reportagem sobre o assunto na sua edição número 03 datado de 21 de Abril de 2016, com o título clima de guerra ameaça futuro de Moçambique, no artigo publicado com a assinatura do jornalista Zito Ossumane, enviado especial ao local na altura faz-se uma descrição minuciosa sobre os contornos e problemas enfrentados pela população, os prejuízos económicos para as empresas e o drama dos camionistas.
TXOPELA – 18.01.2017

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