quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A trégua é agora por 60 dias…


Julião João Cumbane com Julião João Cumbane.

Eu sou um dos críticos severos de Afonso Dhlakma que Moçambique conhece. Confesso que não gosto do Afonso Dhlakama. Não gosto dele por causa do que ando a pensar dos seus actos enquanto líder de massas.

Não contesto a qualidade de Afonso Dhlakama como líder. O que contesto e repudio veementemente é o que ele lidera: a destruição de Moçambique a pretexto de estar a lutar pela democracia. Sim, até hoje, eu conheço Afonso Dhlakama só como alguém que tem estado a liderar a destruição de Moçambique com o pretexto de que está a lutar pela democracia—tal democracia que eu duvido que ele saiba bem o que é.

Entre 1977 e 1992, Afonso Dhlakama destruiu Moçambique ao serviço de interesses externos. Depois parou por 20 anos, entre 1992 e 2012. Neste período, a Renamo registou-se como partido político e começou a luta política pela conquista do poder, mas ainda não conseguiu ganhar as eleições. Nada de anormal até aqui. A anormalidade começa quando Afonso Dhlakama se queixa de roubo de votos, sem poder apresentar provas sustentando a sua queixa. Também é anormal quando as queixas de Afonso Dhlakma, mesmo sem provas, não são devidamente atendidas por quem de direito. E quem de direito DEVE atender as queixas de Afonso Dhlakama sobre o alegado roubo de votos são as autoridades eleitorais e as instituições de justiça do Estado moçambicano.

A propósito, nunca consegui entender a razão para as autoridades eleitorais e a instituições de justiça não atenderem devidamente as queixas de Afonso Dhlakama, sendo Moçambique um Estado de Direito Democrático, como plasmado na Constituição da República de Moçambique (CRM) [Artigo 3, CRM]. Não deve ser por os titulares dos órgãos que devem insvestiagr essas alegações não gostarem do Afonso Dhlakama, como eu também não gosto dele. Num Estado de Direito Democrático, as acções das pessoas deve estar em conformidade com a lei, não com as vontades ou prazeres individuais. Também nunca consegui entender por que a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique nunca intimou o partido Renamo pelo facto de este partido possuir um braço armado fora da lei. Reclamações não atendidas e ilegalidades toleradas constituem anormalidades e perigam a paz. A falta de paz inviabiliza ainda mais a justiça e falta de justiça inviabiliza o gozo pleno dos direitos cívicos, qual a liberdade. Todas estas coisas que deveriam ser feitas e não feitas fazem de Moçambique um país estranho, um falso Estado de Direito.

É também uma anormalidade, o facto de haver uma parte significativa do povo moçambicano apoiar um partido político que funciona fora da lei. Esta anormalidade amonta, quando essa parte do povo moçambicano exige que o Governo de Moçambique aceite como normal a existência de um partido político armado, no lugar de instar o Governo cumprir, e fazer cumprir, a lei. O facto de haver moçambicanos que apoiam ilegalidades, faz Afonso Dhlakama pensar que está certo, quando na verdade está muito errado. É muito errado e contra o Estado de Direito, o Afonso Dhlakama e os seus apoiantes advogarem a resolução de diferendos políticos com recurso à violência. Afonso Dhlakama lidera esses moçambicanos que não gostam de viver debaixo da lei. Um bom líder é aquele que organiza as pessoas de modo a saberem viver debaixo da lei. Só uma sociedade cujos indivíduos vivem debaixo da lei pode ser viável. Afonso Dhlakama lidera pessoas que praticam injustiças a pretexto de estarem a lutar pela justiça, razão bastante para eu não gosto dele.

Estou a imaginar que alguém que está a ler este texto possa estar a perguntar "se todos cometem anormalidades, então por que não gostar somente do Afonso Dhlakama?". A minha resposta é simples e é que, numa república, apenas o Estado é que detém o monopólio do uso da força. Afonso Dhlakama confunde despropositadamente as forças de defesa e segurança da República de Moçambique (também chamadas governamentais moçambicanas) com as forças populares de libertação de Moçambique (FPLM), o braço armado da Frente de Libertação de Moçambique, de que Afonso Dhlakama fez parte antes da proclamação da independência. Depois da proclamação da independência, Afonso Dhlakama passou a integrar as forças de defesa e segurança da primeira república—a República Popular de Moçambique. Nessa altura, eu não tinha razão para não gostar de Afonso Dhlakama.

Ocorre, porém, que, em 1977, Afonso Dhlakama desertou das forças de defesa e segurança da nossa primeira república e passou a integrar o movimento terrorista criado pelo então regime minoritário branco da Rodésia (hoje Zimbabwe), dirigido por Ian Smith, para inviabilizar a criação dum Estado socialista perto das fronteiras daquele país vizinho (Zimbabwe). Esse projecto de Ian Smith está detalhadamente descrito no livro "Serving Secretly: An Intelligence Chief on Record, Rhodesia into Zimbabwe 1964-1981", de Ken Flower, publica em 1987. O tal movimento terrorista a que me refiro chamava-se "Mozambican National Resistence (MNR)", que mais tarde ficou conhecido pela designação "RENAMO". Foi nessa altura que Afonso Dhlakama se transformou num inimigo da sua própria Pátria, e nasceu a razão para eu não gostar dele.

Felizmente, Joaquim Chissano, então Presidente de Moçambique, no âmbito das negociações para pôr fim ao conflito armado entre o Estado moçambicano e a RENAMO—que entretanto continuou a existir mesmo depois da extinção dos regimes minoritários brancos da Rodésia de Ian Smith e da África do Sul do apartheid—felizmente, ia eu dizendo, Joaquim Chissano sugeriu a transformação da RENAMO num partido político que hoje se chama "Renamo", e Afonso Dhlakama—um militar virado mercenário—num líder político. Quando isto ocorreu, eu considerei útil a ideia de perdoar Afonso Dhlakama e o aceitar no convívio pacífico com todos os moçambicanos. Fui até abordado para me filiar à Renamo, mas a minha consciência não me deixou. Outros aceitaram e até hoje continuam militantes do partido Renamo. Outros ainda há que se filiaram na Renamo, mas depois se desfiliaram para integrar o PDD de Raul Domingos ou o MDM do Daviz Simango. Eu, por decisão tomada em consciência, depois de analisar o cenário político nacional, filiei-me no partido Frelimo, em 2003; antes eu era apenas um simpatizante da Frelimo. Foi o trabalho político de Armando Guebuza, enquanto Secretário-Geral da Frelimo, e mais tarde Presidente deste partido, que me fez apreciar e começar a gostar da política activa.

Ocorre que, no quadro da implementação do Acordo Geral de Paz (AGP), assinado em Roma entre o Governo de Moçambique e a RENAMO—então movimento de resistência—, Joaquim Chissano e Afonso Dhlakama, deliberadamente, não concluíram a implementação do AGP, permitindo assim que a RENAMO (movimento) se convertesse em "Renamo" (partido), quando ainda tinha uma força armada residual não integrada nas forças de defesa e segurança de Moçambique, em contravenção ao que estava estabelecido num dos protocolos do AGP. Isto fez com que eu começasse a ter desconfiança no Joaquim Chissano e no Afonso Dhlakama. Eu pressentia que os dois estavam a armar alguma coisa, e essa alguma coisa era exactamente a paz que eles estavam ARMADILHAR.

É assim que, para mim, Afonso Dhlakama e Joaquim Chissano são ambos malandros. Moçambique ainda não alcançou paz efectiva por causa destes dois compatriotas. Joaquim Chissano pretendia usar o Afonso Dhlakama para se manter no poder por tempo indeterminado e Afonso Dhlakama estava facilitando esse jogo, aceitando "tomar café" com Joaquim Chissano, ambos falando de futilidades e não da integração das forças residuais da RENAMO. Diz por ai que, nessas "sessões de cafés", Joaquim Chissano dava dinheiro ao Afonso Dhlakama, alegadamente para o pagamento dos homens armados acantonados perto das antigas bases da RENAMO. E o Afonso Dhlakama pagava aqueles homens um valor simbólico e ficava com o resto de dinheiro para si. Como se pode ver, isto é tudo malandrice suportada pelos dinheiros de impostos pagos do trabalho honesto de moçambicanos de bem, amantes da paz. É esta malandrice que explica o meu não gostar de Afonso Dhlakama e de Joaquim Chissano: os dois brincaram mal com as nossas contribuições, fazendo nos passar por tolos.

Mas tudo isto pode constituir um passado e deixar de importar, se Afonso Dhlakama e Joaquim Chissano reconhecerem que erraram ao armadilhar a paz, tentando enganar um povo para a satisfação dos seus egos pessoais. Os erros relevam-se, quando os seus praticantes os reconhecem e buscam correcção. Considero reconhecimento do seu erro e busca de respectiva correcção, o facto de o Joaquim Chissano empenhar-se em tentar contribuir com ideias para o alcance da paz efectiva em Moçambique. Considero igualmente como reconhecimento dos seus erros e busca de respectiva correcção, o facto de Afonso Dhlakama ter decretado uma trégua nos ataques que vinha comandando contra o Estado e povo moçambicanos, inicialmente por 7 dias e, logo a seguir, por 60 dias. O reconhecimento destes erros por seus praticantes, abre caminho para eu pensar bem deles e parar de olhar para eles como dois malandros políticos que viveram parte das suas vidas enganado o povo de que eles, vós (moçambicanos que estais lendo esta reflexão) e eu (que a escrevi) somos todos filhos—o povo moçambicano. Pensarmos bem uns dos outros (nós moçambicanos), sem desconfiança, cria espaço para desenvolvermos bons sentimentos uns pelos outros, e isto, por sua vez, abre caminho para uma verdadeira reconciliação nacional entre nós (moçambicanos).

Por eu ter começado a pensar bem de Afonso Dhlakama e Joaquim Chissano, motivado pelos seus últimos actos, sinto que estou a conseguir superar que repulsa que eles me causam quando penso nas causas da instabilidade em Moçambique. Convido os meus compatriotas moçambicanos (de todos os sexos, raças, crenças e condição social) a fazerem o mesmo: pensar bem—sem desconfiança—de quem pratica bons actos, ainda que no passado tenha feito mal ou nos tenha iludido, pois só assim alcançaremos a verdadeira reconciliação nacional em Moçambique.

Chegado aqui, nesta reflexão, agora gostaria de me dirigir ao meu compatriota e Presidente, Filipe Nyusi…

Meu irmão, compatriota e Presidente, Filipe Nyusi, há reclamações de alguns compatriotas nossos, moçambicanos, que dizem que tu piscas à direita e viras para a esquerda. Se for houver algum pingo de verdade nesta reclamação, quero aconselhar-te a não recorreres ao engano para ganhar seja o que for. Ninguém gosta de ser enganado. Mesmo tu não gostas de ser enganado. Pior um povo. O engano é uma mentira. Quando descoberta, a mentira gera desconfiança e ira. Se queres suporta a desconfiança ou a ira de um povo, então não engana. Repara que não estou a dizer que tens que ser uma pessoa previsível. Longe disso. Ser previsível também não é bom para a tua segurança. O que estou a dizer é que tens que ser exemplarmente honesto e cumpridor exímio dos compromissos que assumes com todos aqueles com quem te relacionas, incluindo com Afonso Dhlakama, Joaquim Chissano e Armando Guebuza e todo o povo moçambicano, desde que assunção desses compromissos ocorra à luz lei. Não assume compromissos cujo cumprimento pode configurar ofensa à lei!

Entre as coisas que tens que fazer de imediato, meu irmão, manda investigar as alegações sobre existência de esquadrões de morte e traz a verdade para o teu povo. Eu confesso que não gostei de ouvir o Governo que diriges a repelir pura e simplesmente essas alegações, sem indicar as medidas que medidas estão em curso para o esclarecimento da verdade. Nota que é responsabilidade do Estado, por comando expresso na lei ou por ordem legal do gestor legítimo deste Estado—o Governo—investigar qualquer denúncia sobre incumprimento da lei. A alegada existência de esquadrões de morte é uma denúncia explícita de incumprimento da lei que requer uma investigação, juntamente com as mortes alegadamente associadas com a acção desses supostos esquadrões, para o esclarecimento da verdade.

Outra coisa que urge mandares acelerar é o processo de descentralização. A descentralização, entendida como processo de transferência de poderes e competências do poder político central para o poder local, visa fazer mais justiça aos cidadãos. Com efeito, com a descentralização, a exploração comercial dos recursos naturais vai passar a beneficiar da melhor maneira as comunidades locais do que actualmente, vai promover a competitividade produtiva e o desenvolvimento integrado do país, através da especialização na produção, o que, por sua vez, vai incrementar o comércio interno e externo, e alargar a base tributária nacional. Nas tuas conversas telefónicas com Afonso Dhlakama, vós dois deveis orientar a Comissão Mista para não andar brincar de conversar sobre a paz, mas dialogar proficuamente. Deveis orientar as vossas bancadas parlamentares na Assembleia da República para, a breve trecho, produzir uma resolução sobre a revisão da Constituição da República de Moçambique, de modo a acomodar um modelo de descentralização que torne Moçambique num país verdadeiramente independente, soberano, de Estado de Direito Democrático e justiça social genuína [Artigo 1, CRM].

Na minha opinião, os acordos que Afonso Dhlakama assinou com Joaquim Chissano e Armando Guebuza, conjugados com a CRM de 2004, aprovada por unanimidade, são os instrumentos oficiais necessários e suficientes para a pacificação efectiva de Moçambique. É apenas uma questão de revisitar esses acordos e ver o que não foi (ou não está sendo) devidamente cumprido e porquê, e corrigir os erros detectados. Assim, pessoalmente, eu não vejo necessidade de um terceiro acordo entre tu (Filipe Nyusi, PR) e o Afonso Dhlakama, excepto o exercício de revisitarem os acordos já alcançados e acordarem o que momento (não as vontades individuais!) impõe que seja alterado na CRM, para acelerar o processo de descentralização e de integração da guarda armada privada da Renamo nas forças de defesa e segurança da República de Moçambique.

No vosso diálogo sobre estas matérias (descentralização e integração dos homens armados da Renamo nas forças de defesa e segurança da República de Moçambique), vós dois deveis ter como farol a ordem constitucional actualmente vigente na República de Moçambique, para evitar precedentes que poderão tornar Moçambique num Estado arbitrário. É por isso que acho que não precisamos de um terceiro acordo sobre as matérias que nos dividem, pois sobre elas já há vários acordos, alguns dos quais já incorporados na CRM (de 2004). Aliás, é também minha opinião que, para evitar, futuramente, arbitrariedades na composição e gestão do Estado moçambicano, vós dois deveis apregoar a aprovação de uma CRM detalhada, mormente no que é fundamental para o funcionamento eficaz e eficiente do aparelho do Estado. Já basta de arbitrariedades na composição do aparelho do Estado da República de Moçambique! Não é bom, para o correcto funcionamento do aparelho do Estado, que cada um que chega à presidência da República de Moçambique crie os seus próprios ministérios ou agências governamentais, porque isso resulta, inevitavelmente, numa destruição parcial ou total da memória institucional.

Não vos importeis pelas vozes que questionam a forma como vós acordais quem vai dizer o quê ao povo, sobre o conteúdo das conversas que tendes vindo a manter via telefone. O importante é que dialogueis contínua e proficuamente, e chegueis a compromissos cuja cumprimento não coloque nenhum de vós a actuar fora da lei. A lei vigente (é que) deve ser o farol dos compromissos a que chegardes. É isso que o povo de vós espera. Se assim ocorrer, quiçá, finalmente, eu poderei pensar bem do Afonso Dhlakama ao ponto de poder relevar os sentimentos negativos que tenho por ele. E, quiçá, tu também (Filipe Nyusi, meu irmão, compatriota e Presidente) poderás desfazer as dúvidas que algumas pessoas têm sobre a tua pessoa e sobre a tua liderança (da República de Moçambique e da Frelimo).


Paro por aqui, desta vez.


r causa do que ando a pensar dos seus actos enquanto líder de massas.
...Continuar a ler
Hermes Sueia Assino por baixo Professor, ressalvando a parte em que chama malandro a um ex-Presidente..................
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Eusébio A. P. Gwembe Julião João Cumbane, se os moçambicanos tivessem conhecimento de 15% dos Acordos de Roma talvez compreendessem por que Dhlakama aında mantem os seus homens armados. Talvez compreendessem a ınercıa da Procuradorıa em agır contra aqueles que estao constantemente aterrorızando o povo nas nossas estradas. Talvez compreendessem melhor o que de facto esta em jogo, hoje. Talvez compreendessem por que as amnıstıas sao feıtas a margem das vıtımas. Mas, felızmente, apenas 28 pessoas tıveram acesso de, pelo menos 60% de toda a dıscussao. Quanto ao assunto "esquadroes de morte e descentralızacao" estamos em sıntonıa.
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Vitorino David Sim senhor. Gostei mas vamos esperar para ver a acçãp
Wilson Profirio Nicaquela Quando o assunto é o bem todas cartatas valem a pena. Precisamos uma estabilidade social de facto....
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Efraimo Neves Deve se propor a criação de até ao máximo de 16 ministérios com competências bem definidas tanto a nível nacional como provincial. E 60% das receitas de uma província deve ser usada nessa mesma província e 40% para o governo central
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Arlindo Francisco João Vicente Enquanto isso eu estou a curtir os meus 60 dias da trégua.!
O resto é política
Herminio Ricardo É compreensível, porquê acham k o povo desconhece o AGP ?? Será pq a maioria são analfabetos ou porque interessa o Governo que o povo não o conheça ?? Realmente houve graves erros de ambas partes no cumprimento do AGP. Entretanto, quando AEG ascendeu o...Ver mais
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Joaquim Gove Muito boa reflexão sobre os principais eixos dos nossos destinos até aqui e grande é a atitude do convite à revermos os sentimentos, ressentimentos e tudo mais que não liberta o espírito.

Por acaso, igual ao Julião João Cumbane, não gosto do Afonso Dlakhama e não estou disposto a gostar, devido as razões que o JJC já apresentou e, devidos as inconstâncias, similares à infantlidades políticas quando são atitudes tomadas com maturidade e consciência motivadas por razões incofessas de poder e ódio.

Ainda assim, não sabendo se poderei gostar dele porque nem estou disposto a gostar, estou e estive sempre disposto e com discernimento para aceitar as boas acções dele em bem para Moçambique.

A minha visão sobre a questão de conquistar e estabelecer a confiança, é de que os acordos não podem ser celebrados por duas pessoas, especialmente se uma das pessoas só representa um partido político (deliquente, se diga), nem dois partidos e nem mesmo comissões "manipuláveis" por estes dois líderes ou seus partidos políticos.
Portanto, sou mais por um processo de uma Assembleia Constituente/Conferência Nacional sobre a paz, em moldes que possam permitir que todos, incluindo os que não militam em nenhum partido político possam ter os seus ensejos devidamente espelhados (in Roberto Julio Tibana), uma proposta que já chegou ao PR Filipe Jacinto Nyusi , do Afonso Dlakhama e das delegações das conversações.

Por outro lado, quero saudar a decisão sobre as tréguas (primeiro elemento proposto como chave para a referida Conferência - sessação imediata e incondicional das hostilidades). Foi boa decisão do Afonso Dlakhama e da referida colaboração do PR. Quero ainda acreditar que indo deste modo, estes 2 podem ser a chave para uma acção da referida conferência ou algo parecido, de forma lícita, imparcial, clara e muito transparente.

Ainda gosto e apoio as suas reflexões JJC, apesar de maior parte da nossa juventude preferir apoiar o que é anormal, continuemos a colocar as verdades e sinceridades até onde podemos.
Cpts
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Dyne Silver
Traduzido do Inglês
Você descansou o seu caso, professor!Ver Original
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Jose Cossa e ainda ha quem duvidava que quem da autoria dos ataques; mandou parar por 7+60.
Pedro Traivon Martin Rajá Vivemos 20 anos de uma paz paga a peso de ouro como eu já desconfiava. Bem haja professor Julião João Cumbane por nos ilucidar do se passou nos bastidores da nossa política
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Pedro Traivon Martin Rajá Volto a pedir que o senhor crie seu canal no Youtube. Seria de uma utilidade inestimável para quem como eu aprecia a sua escrita e eloquência mesmo que nem sempre concorde consigo
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Parménides Luis Mbutumas Problemas da gnose( conhecimento)?

Eu penso que o importante não é fazer de cada mente um gosto ou não mas sim de referências de identidade pelo que se deve promulgar. A necessidade de mentes relativas é que fazem nascer uma República Consciente, a título de exemplo alguém podia escrever eu não Gosto de Julião João Cumbane porque escreve a parte sonora do que lhe faz existir enquanto fazedor de política numa república sem democracia; alguém podia escrever eu não gosto de participar em ideias que não produzem efeitos; alguém podia escrever eu não gosto de partido Renamo e seu líder como o dono do Post adiantou, não gosto de MDM ; não gosto da Frelimo; etc. O que é importante aos fazedores da nova politica num país como este que se queira democraticamente é aceitação das diferenças. Para não ferir as palavras do post, vi por ai muita “apalavrada” que um ou outro pode considerar de asneira. Mas será que o senhor sabe mesmo do que queria escrever? Remeto a necessidade de que deve se antes de agente insultar ou lançar azagaias a uma gazela que não queremos que matamos fazer nascer consciências livres da velha República. Pelos erros que assisto na política da minha pátria eu atribuo isso ao não reconhecimento da nova modalidade da nova época. É preciso que haja renúncia da negação de formas de exploração (classes exploradas). A gestão interna da Nova República deve se basear em factos da nova sociedade. Um ou outro partido em qualquer dia, pode vir a fazer o que a Renamo fez e que continua a fazer se as coisas não estão a molde de uma humanidade. Não conheço a identidade do dono do Post, mas remeto urgentemente a uma observação concisa dos factos da sociedade em que a guerrilha da Renamo se encontra a fazer merecidos efeitos. Meu caro irmão, o povo já acordou, a nova República vai se desenvolver na medida em que a sociedade vai evoluindo. A educação falhada mas não se deve de ante mão que a sociedade também esteja falhada em diferentes moldes.
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Egidio Vaz Falou e disse, historiador Cumbane
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Pedro Banguine De facto, quando as instituições guardiãs da legalidade "assobiam" para o lado perante tamanhas arbitrariedades é muito chato. Como diz no seu post JJC, num Estado de Direito Democrático as acções das pessoas devem ser tratadas dentro do plasmado na lei. Porém, entre nós, pontapear as leis por quem (acha que) tem o poder "na mão" é coisa do dia-a-dia! Mas isto tem que parar, caso contrário, será difícil vivermos num Estado (plenamente) de Direito.
Pedro Jose Formigao Muita letra para nada...
Lyndo A. Mondlane Povo indultado....
Agostinho Augusto Não falou nada apenas insultos a pessoa que você não gosta. Estamos numa fase de treguas, pressupõe- se ter uma linguagem moderada e evitar uso de termos" malandros, terroristas, bandidos, etc", cadê a reconciliação. Por mais que não gostemos da pessoa temos que compreender a origem do problema. O maior problema disso tudo resulta de processos eleitorais mal geridos.
Casa De Moçambiqueuk Execelente Professor e tomara que os dos antagonistas possam ler este excerto.

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