sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A carta de despedida de Obama


Barack Obama

Barack Obama está a escassos minutos de tornar: antigo Presidente dos Estados Unidos da América. Obama deixou uma carta de despedida na página oficial da Casa Branca, na qual agradece, uma vez mais, o contributo e influência que os norte-americanos tiveram no seu mandato.
Obama, que deixa o cargo ao fim de oito anos, e que hoje será substituído por Donald Trump, relembra as vitórias, mas também as derrotas vividas durante o período em que esteve em frente à Casa Branca.
A carta é endereçada à Trump, mas também, serve de reflexo sobre o que foram os anos de Obama em Washington. A seguir, a carta na íntegra:
  “ Caros americanos:
    É tradição que o Presidente em função dos Estados Unidos deixe uma carta de despedida na Sala Oval para o presidente eleito que vai tomar o seu lugar. A carta serve para partilhar o que sabemos, o que aprendemos e qualquer conhecimento que ajude o sucessor a enfrentar a grande responsabilidade associada ao posto mais alto da Nação e liderança do mundo livre.
    Porém, antes de deixar o recado para o 45.º Presidente, quero deixar um último obrigado pela honra que foi servir como o 44.º. Porque tudo o que aprendi no tempo em que estive em funções aprendi convosco. Fizeram de mim um Presidente e um homem melhor.
    Durante estes oito anos, foram a fonte da bondade, resiliência e esperança, onde encontrei força. Vi vizinhos e comunidades ajudarem-se mutuamente durante a pior crise das nossas vidas. Enlutei-me com famílias em busca de respostas – e encontrei fé numa igreja em Charleston.
    Encontrei forças na esperança de jovens licenciados e novos oficiais militares. Vi os nossos cientistas ajudarem um homem paralisado recuperar o toque e guerreiros feridos, dados como mortos, voltarem a andar. Vi americanos cujas vidas foram salvas porque, finalmente, tiveram acesso a cuidados médicos e famílias cujas vidas mudaram porque os seus casamentos foram reconhecidos como iguais aos nossos. Vi as mais pequenas crianças lembrarem-nos, através das suas acções e generosidade, da nossa obrigação de ajudar os refugiados, ou lutar pela paz, e, acima de tudo, tomar conta uns dos outros.
    Vi o povo americano, em toda a sua decência, determinação, bom humor e bondade. E nos vossos actos de cidadania, vi o nosso futuro desabrochar.
    Todos nós, independentemente do partido, devemos empenhar-nos nesse trabalho – o satisfatório trabalho da cidadania. Não só quando há eleições, não só quando os nossos interesses estão em jogo, mas durante o tempo de uma vida.
    Estarei lá convosco ao longo do caminho.
  Quando o progresso parecer lento, lembrem-se: a América não é um projecto de uma qualquer individualidade. A palavra mais forte da nossa democracia é: 'Nós'. 'Nós, o povo'. 'Nós vamos ultrapassar'.
    Sim, nós podemos."

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